
Pérolas terapêuticas
Nesta conversa falo de algumas premissas que utilizo de forma transversal nas consultas terapêuticas. São questões que sinto que precisam de ser compreendidas e integradas por todos. O poder pessoal que tantas vezes esquecemos ou a capacidade que temos de desviar o foco de um problema são detalhes fundamentais que nos apoiam nos desafios do dia-a-dia.
Transcript
Olá,
Sejam muito bem-vindos ao SFA Amarelo mais uma vez.
Eu ainda estou aqui um bocadinho rouca,
Mas já estou bastante melhor.
Então,
Creio que já vai dar para falar um bocadinho mais à vontade do que no último.
Então,
Eu hoje trago-vos aqui umas pérolas da terapia.
Isto significa o quê?
Que eu vos vou contar histórias recambelescas que as pessoas me trazem lá.
Não vou focar nos problemas dos meus clientes e vou também preservar a privacidade deles,
Mas vou trazer-vos aqui soluções que são soluções transversais em termos de terapêuticos,
Pelo menos no meu entender,
Ok?
Então,
Eu vou começar por aquilo que me parece que todos nós precisamos de entender e especialmente integrar,
Inclusive eu às vezes.
Então,
A pérola é esta.
Nós temos poder pessoal para transformar a nossa vida.
Isto é um cliché.
É aquele cliché que nós dizemos,
Mandamos cá para fora e dizemos que somos co-criadores e que temos poder pessoal.
Trabalhamos o poder pessoal no Chakra do Plexo Solar e falamos sobre isso e parece que entendemos muito bem esta questão.
Mas não é bem assim,
Ok?
Não é bem assim e porquê que eu digo isto?
Porque se as pessoas entendessem bem esta questão,
As pessoas não interaviam tão facilmente em desalinhamento.
Ou seja,
Independentemente daquilo que se esteja a passar na vida da pessoa,
Uma pessoa que tenha integrado este ensinamento é uma pessoa que sabe que não só ajudou a criar esse problema,
Mas que também é a fonte da solução.
E que nós temos em nós esta capacidade de transformar aquilo que se manifesta na nossa realidade.
Então,
Este é um entendimento que eu acho que é fundamental para todos.
No sentido em que nós,
Depois de percebermos efetivamente na prática que a nossa realidade muda quando o nosso estado emocional muda,
Quando nós projetamos diferente,
Quando nós libertamos um pouco o controle e confiamos até nos processos da vida,
As coisas começam a mudar.
Mas é preciso este entendimento de que nós podemos mudar a nossa realidade e que.
.
.
Eu não vou falar aqui em problemas.
Vamos pensar antes assim.
Em determinada área de vida,
Aquilo que está a acontecer não é exatamente aquilo que vocês gostariam de ver acontecer.
Assim,
Mais simples.
Então,
Se vocês querem que as coisas mudem para se aproximarem dos vossos desejos,
Então,
Vocês têm poder para isso.
Então,
Vocês podem trabalhar nisso,
Projetar,
Podem mudar o vosso estado emocional,
Podem relaxar em relação a esse assunto.
E esta perla leva-me a outra perla,
Que é o foco no problema.
As pessoas focam-se no problema.
Para já focam mais no problema do que na solução.
Primeiro o problema.
E depois,
Esquecem-se que tudo à sua volta pode estar a fluir.
Nas mais diversas áreas de vida,
Exceto aquela questão.
E,
Em vez do foco passar para a gratidão,
Em vez do foco passar para tudo o que está a fluir e que é espetacular e que é maravilhoso,
Não.
O foco está ali,
Naquela tecla.
Carrega-a ali,
Carrega-a ali,
Carrega-a ali.
A pessoa fica quase obcecada em relação a essa questão.
E isso faz com que o problema se torne maior.
Então,
Esta é outra perla que eu acho fundamental.
Para não sairmos de um problema,
Nós temos que tirar a nossa mente dessa questão.
Nós temos que relaxar em relação a essa questão.
Projetar e entregar.
Então,
É isso.
É pedir ou,
De alguma forma,
Sonhar com determinado resultado e depois entregar o controle.
E relaxar em relação a isso e esperar que as coisas se desenvolvam e esperar que as coisas cheguem à nossa própria projeção.
É claro que esta entrega,
Esta confiança,
Não é muito fácil.
Eu sei que não é.
Mas é a forma mais direta para que o problema comece a desvanecer-se.
Isto porque,
Basta nós tivermos o foco no problema,
O problema está a aumentar.
E quando nós relaxamos e retiramos daí o nosso foco,
O problema começa a resolver-se até sair a nossa intervenção.
Porque existem forças maiores a atuar para além de nós.
Já falámos aqui sobre isso,
Ou eu já falei aqui sobre isso no podcast.
Então,
Esta é outra pérola que eu acho absolutamente fundamental.
Depois há aqui outra questão que tem a ver com o ego.
Nós temos todos um ego.
O ego serve para nos proteger.
O ego é importante.
Mas é uma imagem que nós projetamos.
É uma aparência.
Mas nós não somos o nosso ego.
Nós somos muito mais do que o nosso ego.
E o ego às vezes engana-nos e boicota-nos.
No sentido em que nós agarramos a determinado estatuto.
Nós agarramos a determinada imagem pública.
Nós agarramos a determinados rótulos que existem em relação a nós.
E sobre isso eu falei no último episódio.
Isso é uma questão de identidade.
E isso acaba por nos boicotar.
Porque às vezes,
Por exemplo,
Vamos imaginar uma personalidade pública,
Da política,
Que tem um jeito incrível para cantar ou para dançar.
Vamos partir aqui deste cenário.
O que acontece?
Muito provavelmente essa pessoa,
Por causa da imagem pública que tem,
Não vai explorar esse talento.
Porque tem medo da imagem que isso trará ao público.
E de como isso pode prejudicar a imagem que existia em termos políticos.
O estatuto vai.
E aquela imagem que é projetada de pessoa séria,
De pessoa credível,
De pessoa que depois também tem as suas nuances.
Mas eu acho que dá para entenderem o que eu quero dizer.
No sentido em que nós temos uma imagem em relação àquela pessoa e de repente ela aparece a cantar ou a dançar.
Eu digo,
O que é que foi isto?
Mas a pessoa só consegue explorar determinado talento ou chegar à sua essência,
À sua verdadeira natureza se explorar os seus talentos,
As suas vontades,
Os seus gostos,
Os seus desejos,
De forma livre.
E portanto ali no ego tem que ficar um bocadinho caladinho.
Porque o ego aí está a impedir-nos de explorar o nosso potencial.
Então eu podia dar-vos outros exemplos em relação a isto mas às vezes,
Por exemplo,
Eu tenho clientes que têm uma imagem profissional que por causa de políticos nunca tive,
Até agora.
Mas podia falar-vos aqui de outros professores mas nem vou falar nisso.
Pessoas que estão muito agarradas à sua identidade profissional.
E portanto existe toda uma identidade em torno dessa imagem profissional.
E a pessoa às tantas já não é feliz naquela profissão está completamente estressada,
Assobravada,
Desequilibrada barnal,
Depressão,
Algo assim.
Mas a pessoa precisa de continuar ali na rodinha do rabo.
E não quer questionar a sua existência e a sua dinâmica de vida.
Porque isso coloca demasiado as coisas em jogo.
Especialmente este estatuto.
Esta imagem pública que foi projetada.
Esta ideia que as pessoas têm sobre a pessoa.
E depois,
Claro,
Às vezes tem a ver com o nível de vida que a pessoa tem.
E a pessoa não quer abdicar disso.
Também.
Isto também acontece muito,
Não é?
A pessoa,
Por exemplo,
A mudar a profissão.
Às vezes tem que abdicar a determinados luxos.
Às vezes.
Não quer dizer que seja sempre.
Aí tem que mudar um bocadinho a sua forma de viver,
De consumir,
De gastar,
Etc.
E a pessoa às vezes não quer abdicar disso.
E isso também é impeditivo.
E isto também tem a ver com o ego.
Então,
O ego,
Ainda que se sirva para nos proteger em muitas situações,
E para nos relembrar para termos cuidado com isto ou com aquilo,
Mas muitas das vezes boicota-nos.
Então,
É preciso às vezes filtrarmos.
Eu acho que é importante filtrarmos um pouco o nosso ego e aquilo que ele nos diz.
Depois,
Há aqui outra questão que tem a ver com a expressividade.
Ou seja,
Muitos clientes surgem no consultório com questões ao nível da expressão.
E,
Isto às vezes não é tão claro.
Às vezes a pessoa vem com uma depressão,
Vem com muita ansiedade e não propriamente com problemas de expressão.
Às vezes,
A depressão,
Às vezes a ansiedade e outras questões que surgem aqui,
São uma consequência do facto da pessoa não se expressar convenientemente.
E,
Portanto,
Primeiro é preciso perceber o que é essa questão e depois é preciso trazer um entendimento à pessoa de que a sua alma não está a expressar-se convenientemente e que isso está a limitar possibilidades.
Está a limitar o futuro.
Está a limitar a dinâmica de vida.
Está a limitar a pessoa em determinada área e,
Às vezes,
Até em termos emocionais,
Porque a pessoa está a pôr tudo para dentro.
Quando nós não nos expressamos,
Estamos a pôr para dentro.
E o para dentro vem aqui no sentido da contenção,
No sentido da limitação,
No sentido da depressão.
Ok?
E,
Às vezes,
Nós temos que sair desse IN e vir para o YANK e trazer cá para fora e começarmos a expressar o que queremos,
O que sentimos,
O que pensamos,
O que temos vontade de fazer e,
Muitas das vezes,
Aprender a dizer não e a definir limites.
Porque,
Às vezes,
Vamos atrás dos outros e isso,
Depois,
Causa-nos aqui emoções menos positivas,
Porque não é o que queríamos fazer.
Então,
Esta questão da expressão,
A expressão da alma,
Digamos,
É fundamental porque,
Quando não há esta expressão da alma,
Outras coisas acontecem que não são,
Assim,
Muito espetaculares.
Há consequências.
Então,
Lembrem-se disto.
Eu hoje deixo aqui apenas estas pérolas que são,
Talvez,
Questões que surgem com muita frequência,
Não é?
E,
Portanto,
A solução passa muito por entendermos que temos poder pessoal,
A solução passa muito por darmos um desconto ao nosso ego e a solução passa muito pela expressão da alma.
Então,
Eu espero que vocês tenham gostado deste episódio.
Muito obrigada por continuarem desse lado.
Então,
Até já!
Meet your Teacher
