
Lidando com o Medo | Podcast
by Malu Reynaud
O medo. Esse medo que nos vem dar notícias de que algo precisa ser mudado, acolhido ou até mesmo olhado e nós não sabemos como lidar com ele. Esse foi um papo pós meditação.
Transcrição
Nos dias de hoje,
Nesses tempos que a gente tá passando,
A gente tem conversado bastante sobre o medo,
Né?
As pessoas me procuram bastante,
Eu tenho que lidar também com os meus próprios medos,
Né?
Uma coisa que a gente precisa lembrar sempre que a gente tiver que lidar com o medo é que não adianta tentar expulsá-lo.
Ele tá aí pra te falar alguma coisa,
Pra te lembrar da sua humanidade,
Pra te lembrar das suas necessidades,
Pra te lembrar do seu caminho.
Então a gente não quer brigar com o medo,
A gente sabe que brigar com o medo não funciona.
E quem aqui já teve uma crise de pânico,
Já teve uma crise de ansiedade,
Sabe que naquele momento o que mais importava não eram explicações racionais,
Entender de onde tá vindo,
Pra onde tá indo,
Fazer qualquer correlação sobre o que você tava sentindo com o seu entorno naquele momento.
No meio de uma crise de pânico,
No meio de uma crise de ansiedade,
No meio de um ataque de medo,
Né?
O que a gente procura é uma mão acolhedora,
Uns olhos que vão te dar certeza que eles vão ficar ali por algum momento com você.
O que a gente procura é um acolhimento incondicional,
É um vem aqui que eu tô com você,
Você não tá sozinha.
Vem aqui que eu te amo,
Vem aqui que eu tô te vendo,
Se joga aqui nos meus braços,
Porque eu tô aqui.
Tive minhas primeiras crises de pânico.
A coisa que eu mais queria era alguém,
Alguém pra me segurar.
Então onde quer que eu estivesse,
No meio da rua,
No metrô,
Em qualquer lugar,
Eu procurava alguém,
Alguns olhos bons,
Alguma pessoa cheia de amor que só fosse sentar do meu lado e falar calma,
Tá tudo bem,
A gente tá,
Respira que tá tudo bem.
E com o tempo eu aprendi que eu tava procurando aquilo de mim.
Eu queria aquele comportamento de mim,
De mim pra mim.
Eu queria ser acolhida por mim,
Eu não queria ser acolhida por outras pessoas.
Aliás,
Naquele momento sim,
Mas eu sabia que aquele acolhimento era algo que eu precisava tanto,
Tanto,
Tanto e que eu não podia me dar.
Então à medida que a gente vai aprendendo a se acolher,
A se acalmar,
À medida que a gente vai entendendo que nós temos esse amor pra nos dar e que na verdade o acolhimento por outra pessoa,
Ele ajuda um pouquinho,
Mas as crises de pânico,
As crises de ansiedade,
As crises de medo,
Elas só realmente passam.
Ou seja,
Elas vão ficando cada vez menos intensas,
Cada vez mais espaçadas e cada vez mais curtas,
Só quando esse acolhimento vem de você,
Vem de isso.
Hoje,
14 anos depois da minha primeira crise de pânico,
Eu entendo que às vezes eu tenho um estalo e aí na hora que eu tenho esse estalo,
Colho e eu me asseguro de que eu estou,
De que eu não vou a lugar nenhum.
E é só o estalo que vem,
Como se fosse uma pessoa querendo te provocar e você não cai na provocação da pessoa,
A pessoa vira as costas e vai embora.
Revisite essa meditação quantas vezes você quiser,
Pratique esse autocolhimento,
Porque é assim,
É dessa maneira que nós aprendemos a lidar com os nossos sentimentos.
Ter medo nessa fase,
Nesse momento de pandemia,
De incertezas,
Dessa doideira que a gente vive aqui no Brasil,
Não é nada menos do que natural.
Então acolha-se,
Não critica,
Não julgue,
Não acolha-se.
Nós merecemos nada menos do que amor incondicional,
Compaixão,
Acolhimento de nós mesmos.
A gente acolhe uma criança que chora,
A gente acolhe o outro,
A gente acolhe todo mundo,
Mas na hora de nos acolhermos,
A gente fica lá com um chicotinho.
É muita autocrítica,
Muito julgamento,
Muito complicado viver dessa maneira.
Um beijo grande,
Grande,
Grande,
Grande.
Conheça seu professor
4.8 (90)
Avaliações Recentes
More from Malu Reynaud
Meditações Relacionadas
Professores Relacionados
Trusted by 35 million people. It's free.

Get the app
