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Meditação: Nada Que É Tudo

by Nuno Miguel Teixeira

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Avaliação
5
Group
Tipo
Atividade
Meditação
Indicado para
Experiente
Plays
6

Olá, nesta prática de meditação largamos qualquer identificação, história e ambição enquanto exploramos os nossos próprios limites. Deixamos cair qualquer atributo e etiqueta, entregando-nos e permitindo-nos ao vazio onde tudo acontece e que tudo permite. Desfruta da meditação!

Transcrição

Olá Seja muito bem-vinda e muito bem-vindo a esta prática de meditação.

Encontre a tua postura de meditação estável,

Simultaneamente flexível,

Com suporte na cadeira,

No chão,

Na almofada,

Que te transmita esse apoio incondicional ao longo de toda a prática.

Nota e encontra firmeza e simultaneamente descontração nas tuas costas,

Ombros,

Pescoço e cabeça,

Assumindo verticalidade terra,

Céu e horizontalidade perante a vida tal como ela é.

Ao longo de toda a prática assume a respiração como o colo sempre presente.

Observa o corpo e traz quietude à tua postura como referência para que a mente se mantenha na prática em atenção e compromisso até ao final.

Tudo o que acontece acontece com o corpo,

A respiração como suporte e como permissão para o que vem e para o que vai.

Começa por notar as sensações nas plantas dos teus pés sem expectativa sem narrativa observando as plantas dos pés com a tua atenção e a tua respiração.

Nota cada um dos dedos dos pés dedo por dedo,

Um por um.

Aqui e agora a atenção o corpo e a respiração são uma totalidade da tua entrega ao momento presente enquanto observadora e observador de ti mesmo e de ti mesmo aquilo que permite não o teu nome a tua história de família o teu lugar de nascimento a tua educação religião os teus hobbies ou gostes aqui e agora largas tudo isso e encontras-te sem etiquetas na eternidade do momento presente notando as sensações nos teus tornozelos com a tua respiração e inspiração inspirando e expirando para os tornozelos a tua atenção que promovem esta fusão no que é tal como é não que o não o que eu gostaria que fosse não o que poderia ser o que me disseram que seria notando agora as sensações nas pernas sem ritmo apressado sem lugar nenhum para onde ir sem objetivo que a meditação tanto nos abre mão de ambição objetivo notando as sensações nos teus joelhos aqui e agora o que é tal como é enquanto observadora e observador livre de uma imagem do joelho dos conceitos ou das características do que é um joelho eu permito-me observar sentir e notar o que surge e o que acontece tal como surge e tal como acontece notando as sensações nas minhas costas direcionando a minha atenção e a minha respiração inspiro e expiro para as minhas coxas à frente atrás percorro-as e exploro-as abrindo para o que surgir permitindo que aconteça o que acontece tal como acontece desfruto da viagem sem destino desfruto do processo sem objetivo entrego-me ao aqui e agora notando as sensações na minha anca na bacia nos órgãos genitais inspirando e expirando para essa zona e deixo de lado o meu género a minha história a minha identidade apenas noto e observo inspiro e expiro para a zona abdominal em redor do meu umbigo notando as sensações que surgem o movimento a dinâmica sem passado nem futuro sem memória nem imaginação durante esta prática tudo isso fica de lado e exploro o que é tal como é com a virgindade com a base zero de que tudo nasce e renasce momento a momento respiração a respiração levo a minha atenção para a zona do diafragma notando as sensações permitindo que elas ocorram abdico de qualquer conceito ou história do que deveria estar a acontecer agora desidentifico tudo o que me possa estar a agarrar deixo cair deixei de lado e nesta prática abro mão de tudo isso e abro espaço para reconhecer e observar o que está a acontecer aqui e agora em mim mesmo em mim mesmo através de mim mesmo através de mim mesmo levando a atenção para toda a zona do peito reconheço e noto os movimentos com a minha respiração com a minha atenção e abertura para o que acontece em toda a zona do meu peito entrego-me ao momento presente despido de características de denominações de atributos e em toda a zona do meu peito é-me revelado o momento presente e renovado em cada respiração deixei de lado o meu nome deixei de lado as pessoas os objetos os contextos e as circunstâncias que por vezes me definem e aqui e agora a partir do nada a partir do vazio a partir do vazio a partir do vazio me disponho para o que acontece tal como acontece nos meus ombros inspiro e expiro a partir e para os meus ombros em cada inspiração trago um olhar fresco e renovado em cada expiração deixo ir tudo o que ainda posso ter todas as resistências obstáculos conceitos e histórias deixo ir inspiro novo e deixo ir tudo o que me possa estar a preencher a ocupar espaço notando as sensações ao longo dos braços explorando com toda a tranquilidade ao meu ritmo noto os meus cotovelos antebraços pulsos e mãos as palmas das mãos os dedos das mãos sentindo a vibração a frequência a vitalidade ao ocorrer aqui e agora sem história deixando cair qualquer construção qualquer propriedade apenas noto e observo as sensações nas minhas mãos e fundo-me aí mesmo na eternidade no momento presente notando o fundo das minhas costas inspiro a partir do fundo das minhas costas da zona lombar expiro direcionando a expiração para a zona lombar fundindo a mente com a minha atenção sem demasiada concentração sem demasiado esforço apenas pousando e repousando a minha atenção na zona lombar inspiro e expiro para essa zona notando o que acontece apenas isso nada mais eu que já não sou eu eu que já não sei quem sou sem identidade sem nome sem forma sem história sem limites barreiras conceitos padrões e eu enquanto observador amplo,

Vasto e infinito que tudo permite noto agora as sensações ao longo das minhas costas vértebra por vértebra inspirando e expirando para cada uma das vértebras honrando e agradecendo uma por uma reforçando ao chegar à zona das homoplatas que aquele que observa está desapegado de qualquer história ou passado e observa as homoplatas pela primeira vez sente-as não como suas mas como parte da existência desfrutando do acesso às sensações ao que é tal como é abdicando até mesmo deste corpo fundindo a nossa atenção a nossa respiração e as sensações na zona do pescoço como parte da existência em si mesmo encontrando confiança intimidade e cumplicidade no vazio no fascínio daquele que observa e nota tudo pela primeira vez como parte da existência sem limites que o definam explodindo a sensação de que explorando as sensações na face nos músculos na face e nos lábios os pontos de contato entre os lábios as narinas toda a extensão do nariz os olhos que não são meus que nada viram até aqui as sobrancelhas o ponto entre as sobrancelhas e toda a testa trazendo renovação pura em cada inspiração e deixando ir o que ainda pode restar em cada expiração e deixando ir eu encontro-me no nada que é tudo fundido neste espaço comum a tudo e a todos onde nada é e onde tudo acontece notando as sensações no corpo cabeludo e no topo da cabeça eu abdico de qualquer réstia de identificação que ainda possa ter inspirando fundo pelo nariz encontro-me pleno de ar renovado fresco e puro e expirando fundo e lento dispo deixo cair e abro mão de tudo o que ainda me agarra o que ainda me possa querer definir e encontro-me plenamente aberto disponível com a infinitude com o espaço do qual faço parte em comunhão com toda a existência em fusão e união como um organismo vivo que existe que se move se expressa e manifesta como um todo vasto e ilimitado intemporal universal e omnisciente eu sou nada e agora sou tudo chegando ao final desta prática ao teu ritmo com toda a tranquilidade e paciência convido-te a abrir os olhos muito lentamente primeiro para baixo reconhecendo o espaço que te rodeia movendo o corpo nesse espaço como parte dele sem separação como parte de tudo o que é tal como é um abraço e até já

© 2026 Nuno Miguel Teixeira. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

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