
Aprendendo a Caminhar | Podcast
by Malu Reynaud
Neste papo pós meditação conversamos sobre o processo do autoconhecimento e da necessidade de nos acolhermos durante esta caminhada. A necessidade do objetivo certo mas a prioridade do foco no próprio caminhar e não no ponto de chegada.
Transcrição
No processo de autoconhecimento,
Não há gratificações instantâneas e imediatas.
É muito,
Muito importante nós entendermos,
No budismo se diz que o caminho correto é aquele para onde seus pés apontam e que,
Portanto,
Essa correção do caminho também é feita pelos nossos pés e por ninguém mais.
Que enquanto nós estivermos esperando socorro de fora,
Que enquanto nós estivermos esperando gratificações instantâneas,
Que enquanto nós estivermos funcionando apenas no conceito de prazer,
De ter recompensas,
A nossa caminhada no autoconhecimento vai ficar um pouco prejudicada.
Isso,
Essa noção,
A gente pode ter mais facilmente,
Eu acho,
Quando a gente entende que a vida não é somente esta,
Essa vida desse corpo que a gente está vivendo agora.
Porque realmente se a vida for somente a vida desse corpo que a gente vive agora,
O tempo é pequeno e a gente precisa correr e a gente quer sentir muito prazer e a gente quer sentir,
A gente quer que tudo que a gente faça tenha resultado amanhã ou na hora,
A gente quer socorro porque a gente acha que não dá tempo e que alguém precisa nos tirar desse lugar.
Então uma coisa que ajuda neste processo é ter conhecimento ou ter confiança de que a vida não é só essa,
Deste corpinho que estamos vivendo agora e que,
Portanto,
O meu processo de autoconhecimento,
Primeiro,
Ele não precisa acontecer de uma vez só e,
Segundo,
Que a consequência desse primeiro,
Ele pode levar o tempo necessário para que eu usufrua de cada passo nesse caminhar.
A metáfora que a gente fez nessa meditação hoje,
Dessa caminhar,
Foi uma pra gente entender que não tem ponto de chegada,
Que não interessa onde a gente vai chegar,
Que o que interessa é caminhar,
Olhando de um lado,
Olhando do outro,
Tendo consciência de que quando o seu pé se levanta,
No momento seguinte ele vai pousar no chão da nossa frente e que é preciso sentir se esse chão tá firme,
A textura do chão,
É preciso observar para onde o meu pé tá apontando.
Pouco importa o ponto de chegada se eu não viver e vivenciar a caminhada,
Porque eu vou chegar lá e vou ter que começar uma outra caminhada de novo,
Porque a gente nunca chega.
E se a gente pensar mais uma vez no budismo,
A roda dos desejos é infinita.
Então,
Se eu tô trabalhando para comprar a minha casa própria e eu compro,
A partir do segundo que eu comprei a minha casa própria,
Eu vou começar a pensar que eu quero,
Então,
O carro importado do ano,
Sei lá qual,
E a partir do segundo que eu conseguir esse carro,
Eu vou começar a pensar que eu quero viajar para aquele tal lugar,
E a partir do segundo que eu viajar para aquele tal lugar,
Eu vou começar a ter outro desejo.
E assim funciona a infinita roda dos desejos que nós nos prendemos de acordo com a tradição budista e por isso que a gente fica reencarnando,
Porque a gente nunca chega e a gente quer sempre mais,
Mais,
Mais.
Na tradição,
No espiritismo,
Essa reencarnação não acontece por conta da roda dos desejos,
Mas ela acontece de acordo com a minha necessidade de crescer,
De crescer e de evoluir,
Que se a gente fizer uma análise um pouquinho mais aprofundada,
Enquanto eu estiver caminhando só por conta dos meus desejos,
Na verdade,
Eu pouco consigo crescer e pouco consigo evoluir.
Então,
A gente está falando da mesma coisa.
Era isso,
Essa meditação foi o que a gente fez dessa caminhada,
Né?
Surgiu de uma reflexão que eu tive,
Que eu fiz hoje na minha meditação de vida e que eu pensei ser oportuno agora.
Nós estamos num momento super propício para viver um passo atrás do outro.
Nunca esteve tão propício para viver um passo atrás do outro e nunca esteve tão propício para pensarmos no que somos e não no que temos,
No que queremos,
Nos desejos,
Nas gratificações,
Nos prazeres.
Então vamos levar essa reflexão para o nosso dia,
Lembrando sempre que o que interessa é o caminho,
Que é claro que precisamos ter um foco,
Ter em mente o que queremos na vida,
Precisamos ter rumo,
Nós precisamos ter rumo,
Ter um foco,
Mas quando a gente coloca esse rumo e esse foco,
A gente tira o olho deles e foca no caminho,
No que precisa ser feito enquanto a gente caminha para chegar nesse lugar,
No quanto eu posso melhorar,
No quanto eu posso aproveitar o caminho,
Que se eu tiver muito prazer,
Se eu estiver só procurando prazeres durante essa caminhada,
Provavelmente eu vou precisar muito para chegar lá no meu objetivo,
Porque os prazeres instantâneos podem te desviar do caminho.
Então vamos observando essa nossa caminhada com contentamento,
Com amor,
Com alegria e principalmente com gratidão,
Gratidão para cada possibilidade que você tem quando seus pés deixam o chão para alcançar o chão no momento seguinte.
Um beijo grande para todo mundo.
Namastê!
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