
Lidar com Pessoas Agressivas: Técnica da Campânula
Lidar com pessoas Agressivas, Passivo-Agressivas, Narcisistas, Explosivos ou simplesmente dificeis é algo exigente e esgotante para qualquer pessoa. Ademais, cuidadores ou profissionais de saúde estão especialmente expostos. Nesta Meditação guiada, introduz-se algumas reflexões de várias práticas e ciências (nomeadamente, Psicologia Interpessoal, Social e Psicoterapia) e apresenta-se a Técnica da Campânula como um exercício meditativo com visualização criativa.
Transcrição
Olá,
Ouvinte.
Bem-vindo.
Obrigada por ter clicado nesta meditação e nesta prática.
Lidar com pessoas agressivas,
Estereotipadas,
Preconceituosas,
É algo bastante difícil e exigente para todos nós.
O nível de conexão que nós procuramos na nossa prática,
O ouvinte,
Um praticante de que religião for,
Seja uma pessoa espiritual,
Seja budista,
Yogui,
Católico,
Judaico,
Não importa se levar a prática de todas as religiões à letra,
Encontrará sempre uma prática de conexão.
Encontrará sempre uma prática de empatia,
De compreensão do outro.
Encontrará as lições de aceitar o outro como ele é,
Respeitar-se a si próprio no processo também,
Mas ao mesmo tempo praticando a compaixão,
A empatia,
O colocar-se no lugar do outro e o ser capaz de reconhecer,
Notar as suas emoções a vir,
Sem se deixar levar por elas,
Porque senão podemos cair na mesma falácia,
No incomprimento moral que a pessoa à nossa frente.
No entanto,
Neste misto,
Neste bocadinho de introdução com a prática que lhe vou dar a seguir,
Esta prática destina-se especificamente a pessoas que,
Por algum motivo,
Têm que lidar inevitavelmente com pessoas que estão constantemente a afirmar categorizações,
Ou seja,
Eu é que sou,
Por exemplo,
O caso de cisistas,
Ou de pessoas com transtornos pelo transmitente,
Ou os chamados excessos de raiva,
Tantas outras patologias que,
De alguma forma,
São exigentes para o outro.
E,
Por outro lado,
Situações,
Contextos,
Comportamentos que,
Não sendo patológicos,
Ou não chegando à rotulação de patológicos,
Nos perturbam e nos esgotam profundamente a cada dia.
Frequentemente só nos apercebemos do quanta energia nos estamos a esgotar,
Quando nos apercebemos que,
Passando algum tempo longe dessa pessoa,
Ou desse contexto,
Ficamos melhores,
Ficamos felizes,
Ficamos cheios,
Ficamos conectados com o mundo,
Com a natureza,
Com o planeta,
Com tudo o resto que aqui está,
Sem criar divisões,
Sem criar desconexões.
Portanto,
Na raiz de tudo isto,
Quando alguém se vira para nós e adota comportamentos agressivos,
Acusatórios,
É tu é que és,
Eu é que sou,
Ou nós é que somos,
Vocês é que são,
E não é capaz de se identificar com toda a condição humana e com toda a conexão,
Frequentemente somos bastante drenados.
E,
Portanto,
A técnica que eu lhe vou passar aqui hoje,
Claro que envolve uma introdução,
Que vamos já passar a ela,
Que envolve,
Claro,
A respiração e alguma prática de fusão mãe de fúnebre,
Mas depois vamos ver algumas tradições,
Nomeadamente ao yoga,
Ao budismo seno,
E um pouco também à prática da psicoterapia,
Todas as ciências do comportamento,
Que já nos dizem de como lidar com pessoas que realmente nos subam energia e nos retiram o foco e a conexão que nós queremos manter.
Frequentemente,
Caro ouvinte,
Assim como você,
Também eu me deparo com situações destas,
E por isso em todas as minhas práticas ocasionalmente isto acontece,
E também na minha vida pessoal,
Claro,
Sou humana,
Não vivo num mosteiro,
E por isso tenho que me confrontar com isso,
E frequentemente tenho que lhe dizer,
Caríssimo,
Que por vezes há que cortar-se com essas pessoas.
E aqui qualquer prática nos ensina que o fim e o início são duas fases da mesma moeda,
Portanto,
Duas fases,
Fim e início,
Pode ser uma palavra só,
Deus e o Diabo,
Luz e as trevas,
Portanto,
O mundo binário na realidade não existe,
E o fim não existe sem um início,
E o início não existe sem um fim,
E por isso há alturas que é o fim,
Que você,
Por mais que implemente estas técnicas que vamos fazer agora,
Essas pessoas não pertencem à sua vida,
Porque você tem que caminhar noutro sentido,
E tem que ser você a dar o início do fim,
Porque usualmente estas pessoas como se alimentam da sua energia,
E são extremamente negativas,
E não cultivam em si a felicidade do outro,
A empatia com o outro,
A conexão com o outro,
Só cultivam a divisão,
Cultivam como é que eu vou me dissociar dos outros,
E frequentemente esse gesto na narrativa é de dissociação do mundo,
Mas ao mesmo tempo,
E de certa forma,
Ironicamente,
É de associação ao outro,
Porque ele e ela só podem continuar a ser dessa forma,
E a ter explosões complexas de Deus,
De narcisismo,
Só podem ter estes comportamentos se tiverem um palco,
E portanto a vida sendo de um palco,
Usualmente são pessoas que têm muita dificuldade em estar em quietude,
Em isolamento e em paz,
Porque quando não há palco não há como exteriorizar e não há como dever energia do outro.
Se o ouvinte está perante uma situação destas,
Desde já o meu lamento,
Desde já a minha conexão consigo e a minha compreensão do que sabemos,
Porque são momentos enormes de treinamento mental e físico também,
E portanto sugiro que faças um bocadinho comigo esta pequena prática,
Vamos começar por inspirar e expirar,
Por sentir o espaço à sua volta,
Os limites do seu corpo,
O espaço por cima de si e por trás de si,
O espaço à sua esquerda e à sua direita.
Comece por sentir a sensação de ter um corpo,
E a sensação do ar entrar e ondular a sua caixa parássica,
Essa ondulação,
Inspira e expira,
Vamos ficar com ela por uns segundos,
E vamos dar aqui só duas ou três ordens de relaxamento,
Eu quero que peça ao seu cérebro,
Cérebro por favor,
Dá a ordem de relaxamento aos meus ombros,
À minha testa,
Às minhas sobrancelhas,
Suaviza por favor os músculos de todo o meu corpo cabeludo,
Orelhas,
Massagem do rosto,
Por favor cérebro,
Ouve-me,
Permite que as minhas costas,
Ainda que alinhadas,
Relaxem,
Que as minhas coxas,
A minha anca,
O meu tronco,
Os meus joelhos,
Os meus pés,
Se desliguem por este instante,
Eu sinta o pé totalmente assente no chão,
Ou,
Caso esteja deitado,
Eu sinto os pés a caírem para o lado,
As mãos a desligarem,
E só por uns instantes,
Só por uns segundos,
Eu fico a sentir o sangue afluir dentro de mim e eu foco toda a minha atenção no sangue jorrar cheio de força dentro de mim,
Inspiro e expiro,
E permite a minha atenção flutuar por todas as sensações corporais que estejam a acontecer agora.
E se você clicou nesta meditação,
Nesta prática,
Possivelmente você estará com um aperto na garganta,
Com um nó no estômago,
Com um nó na garganta,
Aqueles sintomas físicos de quem não se sente bem,
Porque acabou de sair de uma interação com uma pessoa difícil,
Com uma pessoa desconectada do mundo,
Com uma pessoa cheia de raiva,
Cheia de revolta,
Cheia de agressividade,
E você está com isto no corpo.
E,
Portanto,
O primeiro exercício que vamos fazer são quatro respirações profundas em que eu vou inspirar toda a paz,
Toda a conexão,
Toda a sensação plena de felicidade de todo o mundo,
De toda a natureza.
E vou expirar,
E na expiração,
Usando a força do meu abdômen,
Da minha caixa torácica,
Das minhas costelas,
Eu vou deitar para fora o ar e visualizar o ar a sair dentro de mim,
Ao mesmo tempo que deito fora a revolta,
A agressividade,
Esta energia contaminada,
Desconectada que eu absorvi,
A pessoa difícil com quem eu tenho que lidar a este momento.
Portanto,
Eu inspiro paz,
Luz,
Branca na mente,
E na expiração eu deixo o ar com força sair,
Fazendo a letra A.
Eu expiro toda essa energia que está dentro de mim,
Que absorvi essa agressividade,
Essa revolta,
Essa dor no estômago que eu estou a sentir neste momento.
Inspiro luz,
E brilho,
E paz,
E toda a energia do sal,
E das árvores,
E dos rios,
E dos ventos,
E dos mares.
Ah!
Expiro comigo,
Ouvintes,
E expiro toda a negatividade,
Toda a revolta,
Toda a agressividade que eu não quero trazer comigo,
E que por algum motivo eu tive que absorver num outro contexto.
Vou deixá-lo por mais alguns segundos.
Repita pelo menos mais duas vezes.
Na inspiração eu quero que traga à mente o sol,
E os mares,
E as florestas,
E tudo o que significar para si,
Conexão com a vida,
Com o viver,
O seu animal de estimação,
O olhar da sua criança,
Do seu filho,
O olhar profundo de alguém que a ama profundamente e incondicionalmente.
E na expiração não quero que traga imagens,
Quero que só visualize o ar a sair de dentro de si,
O estômago a relaxar.
Todo o local do seu corpo onde houver essa tensão,
Onde essa agressividade,
Onde essa imagem dessa pessoa se acumulou,
Expiro e deixo sair.
E por fim,
Quer ouvinte,
Já fizemos o primeiro exercício que foi dizer-lhe que se puder,
Elimine essas pessoas da sua vida.
Eu sei que pode lhe custar ouvir isto,
Mas acredite que você merece ser feliz e merece ser conectado.
Você é suficiente,
Você é amado.
Você é amado por si próprio.
Você está a cultivar o seu envolvimento com o mundo,
Você está a cultivar a sua conexão com o mundo,
Com o planeta,
Com o outro.
E portanto,
Se existiu algum momento em que alguém o desconectou,
Em vez de o elevar,
De o conectar,
De o fazer feliz,
Então encarregue que esse fim é o melhor.
Se não o fez,
Então fez o exercício de soltar,
Inspirar,
Soltar.
A terceira alternativa é se realmente terá que conviver com mais algumas situações destas.
Então vamos à técnica da cúpula.
Então neste momento,
Eu quero que se imagine dentro de uma cúpula de cristal.
Inspire e expire.
Reforçamos a sensação de relaxamento da testa,
Dos brancelhos.
Sinta a sangue a fluir dentro de si e vamos para dentro da nossa cúpula.
A nossa cúpula de cristal é transparente,
Ou seja,
É uma espécie de uma redoma,
De uma campânula,
De uma bolha de sabão,
Se quiser,
Belíssima que existe à nossa volta e que nós temos o poder de escolher o que permitimos que entre dentro dela.
E portanto,
Neste momento,
Eu quero que fique dentro da sua campânula e que visualize essa campânula de cristal,
Brilhante,
Branca.
E quero que imagine só por uns segundos uma situação muito breve de alguém que estava a ser agressivo consigo,
De alguém que o julgou,
Criticou.
E eu quero que se imagine dentro dessa campânula,
Neste momento.
E eu quero que imagine,
Ainda mais,
As palavras a sair de boca dessa pessoa e em vez delas saírem em som,
Elas saem como um desenho animado,
Como se elas ganhassem vida e as letras voam no ar.
E nesse preciso momento,
Elas batem contra a sua campânula de cristal e não entram dentro de si.
Você ouve-as,
Mas elas não penetram os seus seres,
Porque o seu ser está protegido pela sua campânula energética.
Porque o seu ser é imperturbável,
Porque não há nada que possam dizer ou fazer que você não tenha o poder de escolher se escolhe ficar com isso ou não.
Portanto,
Vou deixá-lo uns segundos e aviso que pode ser um exercício difícil,
Meu querido ouvinte,
Porque você vai ter que trazer este momento difícil,
Agressivo à sua mente.
Por isso fizemos exercícios anteriores,
Relaxamos o corpo e sempre que possível inspiramos,
Expiramos e dizemos,
Meu corpo,
Vá,
Relaxa por este instante.
Eu sinto o meu coração a bater,
Eu sinto sangue a fluir dentro de mim,
Eu sinto-me conectado com o Kia,
Com o Sal,
Com todos os seres neste planeta que estão conectados,
Que sabem que o nosso destino é o mesmo,
Com os mares,
Com os oceanos,
Com as nuvens,
Com o céu,
Com as árvores,
Com as flores,
Com todos os seres sentientes que partilham este momento na história,
No tempo,
Connosco.
E por isso,
Meu querido ouvinte,
Durante os segundos em que vou deixá-lo a fazer este exercício,
É importantíssimo que dentro da sua campânula de cristal só haja energia branca e você está lá dentro e sorri,
Um sorriso leve,
Um sorriso impenetrável.
E neste exercício exigente que eu lhe peço,
Durante cinco,
Sete respirações dentro da sua campânula,
Imagine as outras pessoas,
Imagine os contextos lá fora,
As letras a saírem agressivamente das outras pessoas,
Os julgamentos,
As críticas,
As revoltas dos outros.
Nós não podemos mudar as revoltas dos outros,
Nós não podemos ajudar os outros,
São os outros que têm que querer ser ajudados.
E por isso,
Vou deixá-lo em cinco,
Sete respirações.
E acredite,
A partir das cinco,
Sete respirações,
Você vai ver as letras a bater na sua campânula de cristal e a dissiparem-se no ar.
Quero que faça este exercício profundamente,
Inspire e inspire e traga à mente uma situação onde se sentiu agredida por pessoas difíceis,
Imagine as letras a sair da boca dessa pessoa e desta vez você não vai viver,
Reviver essa memória como das outras vezes,
Porque desta vez você tem a campânula instalada,
A redoma à sua volta e você não vai deixar entrar essas letras e dissipe-as pelo ar.
E a pessoa fica durante uns segundos e você dissolve essa imagem e deixa essa memória dessa pessoa fluir para o fundo das memórias,
Não a destrua,
Não a negue,
Nós queremos esta aprendizagem,
Nós queremos ficar com ela,
Mas a partir de agora substituímos pela nossa campânula.
Meu querido ouvinte,
Vou deixá-lo por uns segundos.
E então,
Como se sente?
Foi um exercício difícil,
Talvez,
Mas agora vem a segunda parte,
Agora vamos realmente consolidar a campânula dentro de nós,
Vamos inspirar profundamente e inspirar e vamos consolidar esta aprendizagem dentro de nós.
Meu corpo,
Meu cérebro,
Meu eu consciente,
Meu eu sentiente,
Eu tenho uma campânula,
Eu tenho a capacidade de escolher o que eu permito que me perturbe e sempre que alguém me insultar,
E sempre que alguém me perturbar,
Sempre que alguém for agressivo comigo,
Eu posso usar imensas outras meditações para as afirmações de que eu sou suficiente,
De que eu mereço tudo melhor,
De que eu me amo a mim próprio,
Mas,
Além de tudo isso,
Eu vou ter uma imagem mental,
Um programa mental,
Um software,
Uma app para correr nesse momento e eu vou visualizar-me dentro de uma bolha enorme de sabão,
Dentro da minha campânula,
E por isso,
Durante os próximos segundos,
Eu quero que construa essa imagem da sua campânula à sua volta,
Eu quero que se visualize a si próprio como se fosse um filme que você está a gravar,
Ok?
Eu quero que se visualize dentro da campânula,
Como é que ela é?
Ela poderá ser de uma cor amarelada,
Branca,
Roxa,
Será que é uma espécie de um vitral divertido ou é branca,
Transparente,
Ou tem pequenos diamantes à volta da sua campânula,
Deixe a sua intuição construir a melhor campânula possível,
Se gostar muito da cor roxa,
Faça uma campânula roxa.
Tenho aqui alguns critérios,
Você tem que ver tudo através da campânula,
Você tem que ver o mundo bem nítido,
Você tem que ouvir tudo à sua volta,
Bem nítido,
E isto é o seu segredo,
Não conta a ninguém,
Mais ninguém pode saber como é a sua campânula,
Esta é uma energia só sua,
Esta é uma visualização só sua,
Este é o seu programa de proteção da agressividade das outras pessoas,
Das pessoas que infelizmente ainda não conseguiram se sintonizar,
Ainda não conseguiram encontrar o seu centro,
E por muito que você lhe queira mandar meta à felicidade,
Caruna à compaixão,
Mudita,
Dar-lhe alegria,
Tantos princípios do Budismo e de tantas outras religiões,
Você pode fazer essas meditações,
Enviar algo positivo para que essas pessoas encontrem o seu caminho,
Mas enquanto não o faz,
Proteja-se com a sua campânula.
E portanto nestas últimas cinco respirações,
Mas vou deixá-lo,
Não se julgue,
Não se critique,
Não fique nervoso se não conseguir construir uma imagem diferente,
A sua campânula pode ser simplesmente uma bolha brilhante de brilho.
O último critério importantíssimo é que sempre que estiver perante alguma situação e que esteja a sentir agredido,
O seu cérebro vai PAU!
Imediatamente correr o programa da campânula,
O programa mental da campânula e você vai instalar.
Aliás,
Você deve usar sempre a sua campânula em todas as situações,
Que achar que vai ser atacado,
Nem que não tenha a certeza se vai ser ou não.
E portanto pode ser simplesmente ficar dentro da campânula,
Deixar-se invadir por esta luz branca,
Maravilhosa,
Por este sentimento fantástico de estar conectado comigo,
Caro ouvinte,
E com todo o planeta e com todos os seres que respeitam e que amam,
Que não criticam e que não julgam e que não agridem,
Porque essas são ferramentas dos seres que ainda não estão conectados.
Cinco respirações,
Encontre a sua campânula nos segundos.
Meu querido ouvinte,
Espero que contribua muito esta prática para si.
Se deseja ficar,
Deixei-lhe aqui mais 30 segundos desta música agradável para continuar no seu processo.
E depois da meditação terminar,
Aconselho-lhe a ficar um pouco consigo em silêncio para consolidar bem esta sensação de campânula que você construiu tão bem comigo aqui hoje.
E lembre-se,
Olhe no fundo dos olhos dessa pessoa,
Envie-lhe compaixão e envie-lhe felicidade.
Seja qual for a pessoa que o agrediu,
Que o fez sentir criticado,
Julgado,
Maltratado,
Olhe no fundo dos olhos dessa pessoa,
Instale a sua campânula e não permita que isso perturbe o seu verdadeiro eu.
Um grande abraço e votos de felicidades.
Conheça seu professor
4.8 (28)
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