
Meditação O Ser Único que Somos (de Rumi)
by Jorge Dias
Uma meditação, em jeito de poema, que viaja pela identidade, pelo ego, pelos papéis que representamos, pelas personificações, num crescendo até desaguar no que é mais importante. Somos mais do que pensamos que somos.
Transcrição
Olá,
Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um momento especial a partir de uma espécie de poema de Rumi,
Místico e poeta sufi.
Este poema achei-o muito poderoso.
Fala-nos aqui de um olhar profundo para dentro de nós,
Sem identificações,
Sem definições,
Sem aquela necessidade que temos de nos identificarmos com algo.
Portanto,
Aqui trata-se da nossa identificação com o todo.
Aqui fala também de ego e da nossa verdadeira identidade.
Vamos lá então.
Eu gostaria que te ajeitasses numa posição confortável e fechasses os olhos por alguns momentos enquanto vou ler este poema.
E aí,
Te concentrasse na respiração.
Vamos fazer um ciclo respiratório.
Inspiração e expiração.
Ok.
Traz a tranquilidade ao teu corpo.
Traz a serenidade.
Sente essa serenidade.
Sente a calma.
Relaxa.
Descontrai.
Sente o teu corpo leve.
Ele está a ficar mais leve.
Isso mesmo.
Está relaxado.
Tão descontraído que sentes a leveza.
Isso mesmo.
E então,
Vou iniciar.
Sê como o sol para a graça e para a piedade.
Sê como a noite para cobrir defeitos alheios.
Sê como uma corrente de água para a generosidade.
Sê como a morte para o ódio e para a ira.
Sê como a terra para a modéstia.
Aparece tal como és.
Sê tal como pareces.
Se pudesses libertar-te por uma só vez de ti mesmo,
Ou de ti mesma,
O segredo dos segredos abrir-se-ia para ti.
O rosto do desconhecido,
Oculto para lá do universo,
Apareceria no espelho da tua perceção.
Na realidade,
A tua alma e a minha são o mesmo.
Aparecemos e desaparecemos um com o outro.
Este é o verdadeiro significado das nossas relações.
Entre nós,
Já não há nem tu,
Nem eu.
O vale é diferente,
Acima das religiões e cultos.
Aqui,
Em silêncio,
Baixa a cabeça,
Mergulha na maravilha de Deus.
Aqui,
Não há lugar para religiões nem cultos.
Há uma alma dentro da tua alma.
Procura essa alma.
Há uma joia na montanha do corpo.
Procura a mina dessa joia.
Oh Sophie que estás de passagem,
Procura dentro,
Se puderes,
E não fora.
No amor,
Não há altos nem baixos,
Má ou boa conduta,
Nem dirigente,
Nem seguidor,
Nem devoto.
Só há indiferença,
Tolerância e entrega.
Muito bem,
Vamos regressar no teu tempo com calma e à tua própria maneira.
Poderás abrir os olhos e agradecer-se a ti próprio ou a ti própria por este momento.
Nós diluímos-nos no todo.
Nunca devemos perder de vista o ser único que verdadeiramente somos.
Fica bem.
Até breve.
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