Esta meditação leva-nos à capacidade de simplesmente estarmos conscientes das experiências que acontecem dentro e fora de nós,
Sem ter de evitá-las,
Suprimir ou controlá-las.
Ao praticar uma consciência aberta,
Ampliamos a nossa capacidade de observar emoções sem nos perdermos ou deixar levar por elas.
Comece por ajustar a sua postura,
Trazendo um sentido de graciosidade e dignidade.
Uma postura que seja confortável,
Mas alerta,
Notando o estado do corpo e da mente e,
Sempre que possível,
Suavize e solte áreas onde sente maior tensão.
Experimente esboçar um sorriso e permitir que essa sensação de sorriso preencha todo o seu corpo,
Aprofundando o sentido de acolher uma presença suave.
Fazemos agora umas respirações mais profundas,
Inspirando profundamente,
Expirando longa e suavemente com a intenção de soltar tudo em direção à terra.
E mais uma vez,
Inspirando profundamente,
Expirando longa e suavemente com a intenção de soltar tudo em direção à terra.
Permita que a respiração volte agora ao seu ritmo natural e convido-o a trazer atenção à área onde melhor nota a respiração acontecer,
Ou talvez onde lhe é mais agradável.
E se for difícil notar a respiração,
Talvez possa notar como o corpo se move enquanto respira ou notar as sensações nas suas mãos,
Permitindo desta forma que este seja o seu ponto de repouso,
A sua âncora para o momento presente,
Sempre que a sua atenção divagar.
E à medida que sente cada respiração,
Permita que a mente acalme e o corpo relaxe mais,
Talvez repetindo mentalmente as palavras INSPIRO CALMA,
EXPIRO QUIETUDE,
INSPIRO CALMA,
EXPIRO QUIETUDE.
Agora trazemos a mesma qualidade de atenção para quaisquer emoções ou sentimentos que estejam presentes neste momento.
E à medida que o faz,
Experimente trazer uma atitude de curiosidade,
Gentileza e interesse.
Está a explorar e a observar o imenso rio de emoções humanas enquanto testemunha consciente,
Simplesmente reconhecendo o que está aqui.
E pode perguntar o que está a passar-se dentro de mim neste momento,
Notando e observando as emoções e as sensações que predominam.
E posso estar com isto?
Respirar com isto?
Os sentimentos movem-se e mudam devagar,
Apenas note,
Observe-os e deixe-os estar.
A ideia não é parar a corrente de emoções,
Mas observá-las e conhecê-las com atenção.
E para aprofundar esta mesma atenção,
Comece por atribuir um nome suavemente a cada emoção que surge e observe o que acontece quando o faz.
Triste.
Triste.
Ou em paz.
Em paz.
Ansioso.
Ansioso.
Se estiverem presentes várias emoções,
Escolha uma e simplesmente note como é dar-lhe um nome,
Como muda e note se esta diminui.
Ou quando outra emoção se torna mais aparente,
Então pode dar um nome à próxima emoção.
Ou muitas vezes podem estar presentes mais do que uma emoção ao mesmo tempo,
Tal como quietude,
Contentamento e felicidade,
Ou tristeza,
Frustração e dor.
Às vezes podem estar até poucas emoções,
Não importa.
Ou às vezes os sentimentos podem ser fortes,
Outras vezes suaves ou pouco emocionantes.
E pode dar um nome a estes também.
Calma.
Calma.
Quietude.
Quietude.
Dormência.
Dormência.
Vazio.
Vazio.
Também estes são sentimentos.
E não precisa procurar a palavra mais correta,
Faça isto da forma mais simples e fácil para si.
Com atenção e presença,
Reconheça cada emoção à medida que ela vá surgindo,
Com reverência,
Como se lhes fizesse uma vénia,
Sem julgar,
Sem criar uma história,
Apenas deixando-a estar.
Tal como o poeta Rumi diz,
Trata cada hóspede honrosamente,
Notando as emoções presentes neste momento.
E também notando como as emoções são sentidas no corpo,
Como sensações físicas,
Quer seja ansiedade ou alegria,
Ressentimento ou amizade,
Cada uma delas pode ser sentida como padrões de energia,
De temperatura,
De vibração,
Sensações em diferentes partes do corpo.
Veja se consegue sentir onde as emoções vivem no seu corpo e como é que estas se sentem.
E às vezes temos dificuldade em aceitar o prazer ou outras emoções mais agradáveis e surgem emoções como indignidade ou vulnerabilidade.
Apenas observe e note.
E sempre que a sua mente devagar,
Volta a sentir a respiração ou a âncora no corpo,
Trazendo de volta uma atenção calma e constante.
Continua a sentir em primeiro plano a respiração ou a âncora no corpo,
Ao mesmo tempo que permite que em segundo plano observe os sentimentos que estão presentes,
Nomeando-os.
Ou se alguma sensação mais intensa chamar a sua atenção,
Traga novamente a atenção ao que está a surgir,
Com abertura,
Com reverência,
Reconhecendo o que aparece,
Dando-lhe um nome.
E novamente quando a mente devagar,
Traga a sua atenção de volta para a sua âncora da respiração ou do corpo,
Repousando aqui,
Descontraído e atento.
E desta forma vai aprender a estar mais centrado,
Equilibrado e presente para a respiração,
Para o corpo e as emoções.
Respondendo quando for necessário de forma sábia e consciente todas elas.