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Ensinamento O Sino

by Jorge Dias

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Avaliação
4.9
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Atividade
Meditação
Indicado para
Todos
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101

Um conto oriental com um ensinamento de valor. Esquecemos o nosso potencial, as nossas forças interiores. E ficamos fixados no que é exterior. Não é fácil fazer o contrário, mas ter consciência diária e plena melhora o nosso estado.

Transcrição

Olá,

Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um Conto Oriental.

Tem o nome de O Sino e é baseado na obra de Ramiro Calle,

Os Melhores Contos Espirituais do Oriente.

Muito bem,

E conta assim.

Num mosteiro havia um noviço que constantemente pedia um sino ao abado.

Tanto insistira no seu pedido que finalmente o abado lhe disse.

Se conseguires limpar todo o mosteiro antes do próximo festival religioso,

Que começa daqui a uma semana,

Oferecer-te-ei o melhor dos sinos.

Satisfeito,

O noviço entregou-se de corpo e alma à limpeza do mosteiro.

Quando este já estava impecavelmente limpo,

Foi visitar o abado e reclamou-lhe o sino.

O abado ofereceu-lhe um sino belíssimamente ornamentado e de refulgente prata.

Muito contente,

O noviço retirou-se para a sua cela,

Sentou-se na enxerga e,

Emocionado,

Começou a brincar com o sino.

Desejou-se de ouvir o seu som.

Mas qual não foi a sua surpresa e desilusão quando comprovou que o sino não tocava?

Virou-o ao contrário e descobriu que carecia de badalo.

Sentiu-se cheio de fúria e correu para o abado para o invetivar.

Enganaste-me!

Isso não é digno de ti.

O sino não tem badalo.

Como vou poder ouvi-lo tocar?

O abado manteve a serenidade.

Um sorriso carinhoso espreitou nos seus lábios e disse Tu é que tens de pôr o badalo.

A tua felicidade interior é que deve fazer tocar o sino.

E não um simples badalo de bronze.

O sino e o badalo estão dentro de ti.

A lucidez e a compaixão pertencem-te.

O noviço teve um laivo de luz espiritual,

Porque tanto apega um sino.

Se o som mais belo é o que surge dentro de uma mente clara e de um coração terno.

E termina aqui este conto,

Esta história.

E o autor acrescenta-lhe mais umas palavras aqui em jeito de comentário.

E diz o seguinte.

As últimas palavras de Buda foram Que cada um de vós seja a sua própria ilha.

O seu próprio refúgio.

Não procurem qualquer outro.

Porque na verdade cada um tem de se encher a si mesmo e trabalhar com diligência pela sua própria paz interior.

Temos de nos exercitar no domínio do pensamento e superar as carências internas que nos provocam conflito,

Ansiedade e nos deixam desamparados.

O ser completo é uma vivência.

O que não significa que não vivamos em interdependência afetiva com os outros seres.

Termina também aqui o comentário do autor.

E na verdade este conto é um apelo enorme ao nosso desenvolvimento pessoal.

Ao nosso autoconhecimento.

Àquilo que temos de apostar na vida.

Ao nosso propósito primeiro na nossa vida que é conhecermos a nós próprios.

Conhecermos a nossa natureza.

O caminho do autoconhecimento é um caminho fascinante.

É um caminho que nunca termina.

Acaba por ser um gosto.

Uma satisfação.

Um hábito que se instala em nós e que se torna terapêutico.

Um hábito bom e que nunca acaba.

Eu no viço estava tão apegado,

Tão expectante que o sino tocaria que ficou altamente perturbado quando não vi o objeto que o faria tocar.

Então alterou-se emocionalmente transtornado e então no viço teve um excesso de fúria,

De desapontamento.

E nesta história a parte final também é interessante porque tem algo de poético.

Uma frase que tem que ser descodificada e temos que refletir um pouco.

E eu vou ler essa frase.

Porque tanto apego a um sino se o som mais belo é o que surge dentro de uma mente clara e de um coração terno.

Isto faz pensar.

Ver um som que surge dentro de uma mente clara.

Claro que um som é belo dentro de uma mente clara porque a clareza,

O discernimento,

A serenidade de uma mente clara acaba por produzir sons belos.

E um coração terno fruto também do funcionamento da mente.

Porque se a mente é clara,

Se a mente é serena,

Se a mente é calma o coração fica também mais sereno.

E todo o corpo,

Todo o organismo beneficia com isso.

Muito bem,

Fica então aqui a mensagem final de Buda.

Que cada um de vós seja a sua própria ilha,

O seu próprio refúgio.

Não procurem qualquer outro.

Temos que nos tornar autónomos.

Temos que ter a nossa própria segurança,

A nossa própria confiança.

Temos que preservar a nossa autoestima,

A nossa paz interior.

E o que Buda diz aqui é que não podemos depender dos outros.

Não podemos depender de algo que seja externo.

Fica bem?

E até breve.

4.9 (18)

Avaliações Recentes

Bernadete

May 27, 2024

🙏

Marta

September 23, 2023

Excelente meditação!

Ana

September 23, 2023

Ouvir hoje este ensinamento foi especial. Estava mesmo a precisar ouvir estas palavras. Veio no momento certo. Obrigada Jorge por partilhar🙏🍀✨

Nathan

September 23, 2023

Excelente!👌

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