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No. 38 - Em Momentos de Mudança | Podcast Autoconsciente

by Regina Giannetti

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Mudar é ótimo quando somos nós que tomamos essa iniciativa. Mas nem sempre a gente procura a mudança. Muitas vezes, é ela que se apresenta pra nós, sem ter sido chamada, sem ser desejada. Ela vem pra bagunçar a nossa vida, estremecer as nossas bases, tirar as coisas do lugar. É estas que a gente vai explorar aqui: as mudanças indesejadas.

Transcrição

Eu lhe dou as boas-vindas ao Autoconsciente,

Um podcast que entende você para você se entender melhor.

Sou Regina Gianetti,

Praticante e instrutora de Mindfulness,

Uma pessoa que busca a paz no interior.

Eu faço esse podcast para inspirar você a levar uma vida com mais autoconsciência,

E a minha intenção é que,

Ao terminar um episódio,

Você se sinta melhor do que quando começou.

Gente,

Com este episódio 38,

O Autoconsciente vai ultrapassar a marca de 1 milhão de reproduções.

Que demais isso,

1 milhão de reproduções.

Isso é muita gente ouvindo,

É gente ouvindo muito.

Eu estou flutuando de alegria e festejo aqui com vocês,

Ouvintes que acompanham o podcast,

Que compartilham,

Que me escrevem com carinho e me inspiram com as suas histórias.

Eu sou muito,

Muito,

Muito grata por tudo que eu recebo de vocês,

E eu resolvi nos dar um presente,

Um episódio musical,

Que foi publicado junto com esse aqui,

Com a trilha sonora do Autoconsciente.

Tem ouvinte curtindo as músicas que eu coloco no final dos episódios,

E quer saber quem faz,

Onde encontrar e tudo mais.

São músicas criadas especialmente para produções artísticas,

Para comerciais,

Apresentações e negócios,

Etc,

Que a gente encontra em sites especializados,

E pagam os autores pelo direito de reproduzir essas músicas nos nossos trabalhos.

Então agora,

Com todo o meu carinho para vocês,

Ouvintes,

A trilha sonora do Autoconsciente,

Disponível junto com os episódios,

Para inspirar ainda mais a sua vida,

Viu?

Desfrutem!

E para você que me ouve pela primeira vez,

Bem-vinda,

Bem-vindo ao Autoconsciente.

Para você entender a proposta desse podcast,

Escute o número zero,

Em que eu faço uma reflexão sobre o mundo de hoje e justifico a ideia de a gente levar uma vida com mais autoconsciência.

Esse podcast é serial,

Existe uma ligação entre os episódios e os temas vão se aprofundando.

Episódio 38,

Num momento de mudança.

No episódio anterior,

Eu citei algumas situações que fazem a gente se sentir perdida,

E uma delas é a mudança.

E quem é que hoje não está vivendo algum processo de mudança,

Num mundo em que as coisas mudam com tanta frequência,

Não é?

Pode ser algo no trabalho,

Mudança de liderança,

De projeto,

De estratégia,

Diária,

De emprego ou perda de emprego,

Mudança de casa,

De cidade,

País,

Mudança no status afetivo,

Começo ou fim de relação,

Um filho que nasce,

Alguém próximo que parte,

Uma situação familiar que altera toda a rotina,

Coisas assim.

Mudar é ótimo quando somos nós que tomamos essa iniciativa,

Mas nem sempre a gente procura mudança.

Muitas vezes é ela que se apresenta para nós,

Sem ter sido chamada,

Sem ser desejada.

Ela vem para bagunçar a nossa vida,

Estremecer as nossas bases,

Tirar as coisas do lugar,

E é estas que a gente vai explorar aqui,

As mudanças indesejadas.

Eu gostaria de começar alinhando dois conceitos com você,

O de mudança e o de transformação.

Vamos entender mudança como um movimento externo,

Algo que acontece fora de nós e repercute na nossa vida,

E entender transformação como algo interno,

Que acontece em nós.

E partindo disso,

A mensagem que eu vou deixar aqui para você é que a gente aceite a mudança exterior como um empurrão para uma transformação interior,

Uma transformação que pode nos tornar pessoas mais resilientes,

Mais maduras,

Talvez até mais livres.

É muito comum,

Quando acontece uma mudança indesejada,

A gente se lamentar,

Se apavorar,

Se revoltar.

Essas são reações diferentes,

Mas que têm uma mesma origem,

A resistência à mudança.

Resistimos não aceitando o que está acontecendo,

Ou não querendo lidar com o que está acontecendo,

Ou rejeitando a nova situação que a mudança traz,

Ou tudo isso junto.

E por que resistimos?

Porque a mudança mexe com algo que a gente quer que fique como está.

Existe uma expressão que eu nem uso muito,

Porque eu acho que ficou com um sentido meio pejorativo,

Meio negativo,

Que é zona de conforto.

Ficar na zona de conforto soa quase que como uma acusação,

Quase como um sinônimo de ser preguiçoso ou acomodado.

Mas se a gente for fiel ao significado,

Zona de conforto é um estado psicológico em que a gente funciona sem estresse,

Sem ansiedade.

Nos sentimos à vontade porque aquela situação é conhecida e não representa ameaça.

Ainda bem que temos isso,

Né?

Imagine viver o tempo todo sob estresse.

Ninguém aguenta,

O nosso corpo não aguenta.

O cérebro nos recompensa com uma sensação de bem-estar por estarmos na zona de conforto.

Isso é um mecanismo de autopreservação,

Inclusive,

E de economia de energia também.

Não é à toa que a gente prefere as situações confortáveis.

Nós somos orientados a isso.

Agora,

Quando esse conforto é ameaçado por uma mudança indesejada,

Isso costuma provocar uma reação em nós,

Uma reação de resistência.

Vamos combinar,

Vai?

Se tem uma coisa que nós,

Serumaninhos,

Fazemos para evitar situações indesejadas,

É controlar.

Convencer pessoas a fazerem o que a gente quer,

Impedir que elas façam o que a gente não quer,

Evitar problemas,

Garantir que coisas boas aconteçam.

Quanta energia a gente não investe nisso,

Não é?

A alta tecnologia que nos orgulhamos de ter é,

Basicamente,

Um instrumento para nos dar ainda mais controles.

Esses dias eu comprei um relógio esportivo que monitora as batidas do coração,

Conta quantos passos a gente dá num dia,

Calcula quantas calorias gasta,

Monitora até a qualidade do sono.

E também marca as horas,

Antes que eu me esqueça.

E tudo isso para quê?

Para a gente ter mais controle sobre a atividade física e atingir os nossos objetivos de boa forma.

Já reparou quantos aplicativos de celular existem para controlar aspectos da nossa vida?

Que avisam o horário de sair para um compromisso,

Indicam o caminho com menos trânsito e dizem a hora exata em que a gente vai chegar.

Que alertam quando a conta bancária entra no vermelho,

Que mostram quando o nosso ônibus vai passar,

Que vigiam o sono do bebê ou a segurança da casa.

Eu fiz uma pesquisa rápida na lojinha de aplicativos do celular,

Em busca de mais exemplos aqui para você.

E achei um que é o suprassumo do controle.

Um organizador de rotinas com rastreador de hábitos.

Escuta só a descrição.

Meça e controle qualquer coisa e tudo.

Corte maus hábitos da sua vida e adicione hábitos positivos.

Siga sua programação e objetivos e receba notificações do que é importante.

Gente,

O app é cheio dos gráficos e estatísticas.

Ele planilha tudo o que você faz.

Olha,

Nada contra a tecnologia,

Tá?

Afinal,

Eu sou a feliz proprietária de um relógio que calcula a queima de calorias.

O ponto aqui é o seguinte.

Como a tecnologia,

Que está tão presente na nossa vida,

Reforça a nossa expectativa de manter o controle.

Agora,

O que você acha?

Essa expectativa de controle que a gente tem,

Aumenta ou diminui a resistência à mudança indesejada?

Eu acho que aumenta.

Na minha visão,

Quanto mais expectativa de controle a gente tem,

Mais estressa e resiste aquilo que foge ao controle.

E isso inclui a mudança.

Na origem da nossa resistência à mudança,

Bem lá no fundo mesmo,

Existe um medo.

Medo de perder algo a que a gente tem apego.

Medo da situação caótica que a mudança traz.

Ou medo do que vem pela frente.

Ou tudo isso junto também.

É normal sentir medo.

Não vamos nos julgar por isso.

Nessas horas,

O melhor que a gente pode fazer é acolher e pacificar essa parte de nós que tem medo.

Sempre que eu tenho medo de alguma situação,

Eu procuro me lembrar que já passei por algo parecido antes.

Eu busco lá na memória os momentos difíceis que eu atravessei,

E que,

De um jeito ou de outro,

Se resolveram.

Isso me faz lembrar que a situação que eu estou passando,

No presente,

Também vai se resolver.

Nós já vivemos muitas mudanças.

A pessoa que somos hoje é diferente da pessoa que fomos cinco anos atrás,

Um ano atrás.

Alguma coisa mudou no corpo,

Na aparência,

Na vida,

Talvez no modo de pensar.

E pode ter certeza.

Não seremos iguais daqui a cinco anos,

Um ano.

Porque a essência da vida é movimento,

É mudança.

Na verdade,

Nós já chegamos a esse mundo sob o impacto de uma grande mudança.

O que é o nascimento,

Senão uma mudança brusca,

Radical e até violenta?

Tudo que a gente conhece até nascer é um casulo quentinho e aconchegante,

Onde todas as nossas necessidades são supridas.

Aí,

Um dia,

O nosso corpo é empurrado e espremido através de uma passagem estreita.

Ou alguém rasga o nosso casulo e nos arranca de lá de dentro.

Sentimos frio,

O corpo solto no espaço,

Ouvimos barulhos estridentes,

A luz choca os nossos olhos.

Introduzem tubos nas nossas narinas e,

Pela primeira vez,

Os pulmões se enchem de ar.

Nascer é assustador e doloroso.

A gente berra de medo e desconforto,

Até sentir de novo o aconchego e o calor da nossa mãe.

Sobrevivemos a isso.

E,

Depois disso,

Foram mudanças e mais mudanças.

Começar a andar sozinhos,

Perder os dentes de leite,

Ir para a escola,

Professores diferentes a cada ano,

Uma nova casa,

Puberdade,

Começar um namoro,

Terminar um namoro,

Arrumar trabalho,

Mudar de trabalho.

A vida é em permanência.

A mudança que acontece no presente não é a primeira e nem vai ser a última.

É só mais uma.

Algo que gera muito medo quando estamos passando por uma mudança é a nossa imaginação.

Vivenciar uma mudança é meio como andar no escuro.

A gente não sabe para onde está indo e a nossa mente começa a imaginar o que pode acontecer.

E,

Geralmente,

Imagina cenários terríveis.

Esse é um hábito mental que todos nós temos,

Antecipar cenários para nos precaver,

Para estar preparados se aquilo realmente acontecer.

Mas,

De verdade,

Quantas catástrofes a gente já imaginou e que acabaram nunca acontecendo?

Valeu a pena se encher de preocupações?

Eu penso que não.

Não tem como adivinhar o que a mudança vai trazer e a gente não ganha nada sofrendo por antecipação com cenários hipotéticos.

Está certo que a mente é rápida para imaginar.

Em segundos,

Ela já criou várias catástrofes que a mudança pode trazer.

Mas,

Se não dá para evitar que isso aconteça,

Pelo menos a gente pode não dar corda para a imaginação.

O que eu faço para isso?

Quando eu me pego imaginando catástrofes,

Eu inspiro fundo e solto o ar,

Sentindo a respiração.

Uma única respiração com atenção plena é suficiente para interromper a espiral de pensamentos catastróficos na nossa mente.

Faço isso várias e várias vezes até a minha mente se acalmar.

Nesses momentos,

Eu também afirmo para mim mesma que pensamentos são apenas pensamentos.

Não são previsões do futuro.

O que tiver que acontecer,

Vai acontecer.

O fato de eu imaginar A,

B ou C não vai mudar nada.

O que também acontece quando vivemos uma situação de mudança é que colocamos o foco no que estamos perdendo.

Nem passa pela cabeça que a mudança pode ser positiva,

Que no final pode nos trazer um ganho.

Seria bom se a gente pudesse pensar dessa forma.

Com certeza sofreria menos.

Se hoje eu estou aqui falando com você nesse podcast que só me dá alegria e que tem feito bem para tanta gente,

Foi porque alguns anos atrás aconteceu uma mudança importante no meu rumo profissional.

Na verdade,

Aconteceram várias mudanças de rumo desde 2001,

Mas eu vou falar só dessa mais recente.

Eu até já contei um pouco dessa história em outro episódio,

Mas não com esse enfoque de mudança.

No finalzinho de 2015,

O Brasil estava no auge da recessão econômica,

Terminou para mim uma parceria de trabalho de 10 anos.

E não foi por iniciativa minha.

Eu era instrutora de cursos de comunicação em uma instituição e ela também vendia meus treinamentos e palestras para empresas.

Eu fazia esses trabalhos como autônoma,

Sem vínculo trabalhista.

Aí,

Com a recessão,

As coisas ficaram difíceis para essa instituição e o dono fez mudanças que não incluíram.

Não teve um aviso prévio,

Uma transição,

Nada.

Foi uma pancada seca.

Acabou.

Na hora em que aconteceu,

Eu tremi nas bases.

Na minha mente tinha como que um letreiro piscando a palavra perdi.

Perdi minha fonte de renda.

Perdi um trabalho que eu gostava de fazer.

Perdi uma parceria que me representava no mercado.

Mas,

Na verdade,

Eu nem tive muito tempo de ficar lamentando a minha perda.

Eu tinha que me mexer.

Começar o ano com um novo trabalho,

Porque a minha reserva financeira estava muito baixa.

E me mexi.

Dois meses depois,

Eu estava dando o meu primeiro workshop organizado,

Promovido,

Vendido e realizado por mim.

O meu primeiro trabalho solo.

E a partir daí,

Com recessão e tudo,

Eu nem sei como.

Eu fui realizando um depois do outro.

Fui sobrevivendo,

Inventei de fazer podcast e,

Olha,

Eu estou aqui.

E tudo começou com aquela mudança.

Ela marcou o fechamento de um ciclo que me trouxe muito crescimento e a abertura de um outro.

Eu reconheço isso e sou grata por isso.

Então,

Veja,

Ao atravessar uma mudança,

Nem ficar imaginando o que vai acontecer com a mente no futuro,

Nem ficar olhando para o que a gente perdeu,

Para o que existia no passado,

Nem futuro e nem passado.

Numa fase de mudança,

Vamos nos ocupar do presente,

Que é tudo que a gente tem,

Na verdade.

Isso fez toda a diferença para uma amiga e aluna minha de São Paulo,

A Nicole,

Que passou por uma mudança profissional nesses dias em que eu escrevo esse episódio.

Ela estava há meses num processo de desgaste com o emprego dela.

A relação com a chefe estava difícil e tinha um cansaço com a rotina de trabalho.

A Nicole é nutricionista e trabalhava na comedoria de um espaço cultural,

Um lugar que funciona até tarde da noite,

Final de semana também,

Puxado para alguém que tem filhos e casa e tudo mais.

Aí ela precisou tirar licença para cuidar de um problema de saúde,

Muito por causa do estresse no trabalho,

Aliás,

E nesses dias ficou questionando o que não dava para ficar naquele emprego por mais tempo,

Que depois das férias começaria a procurar uma outra coisa.

Bom,

Tem um ditado que diz,

Cuidado com o que você deseja,

Porque de repente acontece,

Né?

Pois quando a Nicole voltou da licença,

Foi demitida,

E foi um choque.

Ela ficou assustada,

Ser demitida em tempos de alto desemprego assusta mesmo.

De cara bateu tristeza,

Bateu preocupação,

E o que ela fez foi procurar manter a cabeça no presente,

Fazer a sua meditação.

Ela diz que isso ajudou a se organizar emocionalmente e agir.

Para resumir,

Ela foi atrás de uma recolocação,

Apareceu uma oportunidade e em questão de dias ela já estava começando outro trabalho.

Olha,

Todos nós temos uma grande capacidade de adaptação e precisamos confiar nisso.

Quando algo muda,

De repente,

Na nossa vida,

A gente se vê obrigada a dar os nossos pulinhos,

E aí descobre recursos que nem sabia que tinha,

Aprende coisas novas e até supera limites.

Um limite que eu tinha era achar que eu não sabia vender.

Eu sempre tive quem vendesse o que eu produzia,

As revistas que eu fazia,

Os treinamentos que eu dava.

Eu dizia,

Não sei vender,

Vender não é a minha praia,

Eu não dou para essas coisas.

Pois é,

Mas depois que acabou a minha história com aquela escola,

Eu tive que sair vendendo o meu trabalho,

Tive que aprender a fazer marketing digital,

Criar processos de vendas,

Administrar vendas,

E hoje eu vejo claramente os meus ganhos com aquela mudança no final de 2015,

Onde no começo eu vi o letreiro PERDI.

A mudança fez eu ter que me virar para me tornar uma profissional mais completa e abriu caminho para eu entrar de cabeça nessa área de auto-gerenciamento em que eu trabalho hoje.

Naquela época eu já tinha essa intenção,

Já tinha a formação necessária até,

Mas adivinha,

Eu estava na zona de conforto,

Né?

Eu estava pensando assim,

Bom,

Eu vou continuar dando os meus cursos de comunicação aqui enquanto eu faço algumas experiências.

Quem sabe eu dou um workshop aqui mesmo pela escola.

Aham,

A mudança veio de uma vez e foi para o bem.

É verdade que tem mudanças que trazem o caos para a nossa vida,

Trazem dor e sofrimento,

Dá a impressão que a gente não vai dar conta,

Mas ainda assim,

Um dia após o outro,

As coisas vão se ajeitando.

É o que está acontecendo também na época em que eu produzo esse episódio,

Na vida da Juliana,

Uma amiga e aluna do Rio de Janeiro.

Tem muita coisa acontecendo na vida das pessoas,

Né?

Eu imagino que também na sua.

Recentemente o pai da Juliana teve um AVC muito severo.

Ele ficou na UTI cinco dias,

Ficou bem incapacitado,

Com sequelas na fala e paralisia total do lado direito do corpo.

Ele teve melhoras com a reabilitação no hospital,

Está voltando a caminhar aos pouquinhos,

Está voltando também a falar algumas coisas,

E tudo indica que ainda tem um longo processo de recuperação pela frente.

Dá para imaginar o quanto isso tem sido difícil e mexeu com a vida da família,

Não é?

Pai internado,

Mulher e filhos indo e voltando ao hospital,

Falar com médicos,

Acompanhar exames,

Dias longos e noites curtas,

Como diz a Juliana.

E tem mais,

O pai é representante comercial autônomo e a sua renda vem das comissões pelas vendas.

Por algum tempo,

E ninguém sabe quanto,

Ele não vai poder trabalhar.

Para a Juliana e a família tem sido dias de altos e baixos,

Com momentos de angústia,

Cansaço e frustração,

E também momentos em que eles se sentem abençoados,

Em que as coisas dão muito certo.

Apareceram médicos super dedicados para cuidar do pai,

Amigos estão se revezando para passar a noite com ele no hospital,

Até os clientes dele têm sido super compreensivos e estão demonstrando um carinho e uma preocupação que emocionou a família.

Meu pai é muito amado,

Se orgulha Juliana.

E ela diz,

A gente sabe que a nossa vida não vai mais ser como era,

Tem muitas coisas ainda acontecendo.

Vamos mudar a casa dos meus pais para mais perto de mim e do meu irmão.

Minha mãe vai precisar de ajuda com as coisas práticas e apoio emocional também.

A minha vida mudou,

Não sei se por muito tempo ou para sempre.

Agora eu preciso aprender a ser feliz com essa vida,

Mesmo ela estando tão de cabeça para baixo.

Para Juliana está sendo um momento de reavaliar o que realmente tem importância,

Porque de uma hora para outra tudo muda.

Ela se sente diferente,

Mais presente nos momentos com o pai,

Mais atenta aos problemas das outras pessoas.

E tudo o que ela quer agora é que os pais tenham a melhor qualidade de vida que for possível.

Tem muita gente torcendo por vocês,

Viu Ju?

Às vezes a mudança traz muita dor,

Mas as coisas vão se reorganizando em um outro formato,

A dor passa e em algum momento a gente compreende o que aquela mudança transformou em nós.

Agora,

Que transformação vai ser essa?

Vai depender de como a gente vivencia a mudança aqui e agora.

Então,

Não resista à mudança.

A vida tem ciclos,

Os ciclos se fecham,

Outros se abrem.

E nada,

Nem ninguém,

Permanece igual através do tempo.

É assim que funciona a natureza.

Não olhe para trás.

Não fique pensando em como as coisas eram ou no que você perdeu.

Nem alimente preocupações com o futuro.

É inútil querer adivinhar o que a mudança vai trazer.

O melhor é manter o foco no presente e fazer o que é preciso ou possível fazer a cada momento.

É no presente que a gente encontra soluções para os desafios.

Oportunidades surgem,

Portas se abrem,

A ajuda aparece.

E um dia você talvez conclua que algo mudou no seu interior e que a mudança foi para o bem.

Que você esteja em paz.

Um abraço.

4.8 (43)

Avaliações Recentes

Bernadete

May 15, 2024

🙏

Josi

February 20, 2023

Aprender sobre nossas limitações e transformações é fundamental.

Claudinha

October 1, 2022

Sábias palavras. Obrigada por existir.

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