5 regras para a forma como devemos ajudar os outros.
E a primeira regra é que pergunta antes de agir,
Adapta-te à pessoa.
Não devemos partir do pressuposto que sabemos aquilo que a pessoa precisa.
Não temos sequer a certeza se a pessoa apenas precisa desabafar,
Contar os seus problemas ou precisa de algo em concreto.
E mesmo a forma ou o tipo de ajuda específica que essa pessoa precisa.
Portanto,
Não devemos aqui ter um pressuposto mas devemos escutar,
Ouvir e ir no sentido daquilo que a pessoa expressa que é a sua verdadeira necessidade.
O segundo ponto é que devemos ajudar sem esperar um retorno.
A verdadeira importância de ajudar os outros não é recebermos algo em troca.
É claro que muitas vezes isso acontece.
Dar é a melhor forma de receber.
Mas se queres verdadeiramente ajudar os outros,
Tens de te separar desse resultado,
Desse retorno,
E agir numa forma de ajuda pura,
Ou seja,
Nunca esperares algo em troca por aquilo que vais dar.
Embora a experiência diz-me que,
Efetivamente,
O caminho de dar abre sempre a porta para recebermos algo.
E uma das coisas que nós recebemos é,
Efetivamente,
O retorno de vermos a vida dessa pessoa melhorar,
De vermos os problemas que essa pessoa tem a serem ultrapassados.
E esse sentido de verdadeira transformação,
Esse sim,
É uma das principais razões que nos vai encher o coração por estarmos a ajudar os outros.
A terceira regra é que devemos respeitar o não e o ritmo da outra pessoa.
Não podemos ajudar alguém que não quer ser ajudado.
Isso depende sempre da pessoa.
Há pessoas que precisam de processar os acontecimentos.
Precisam de tempo para resolver as coisas.
Não podemos forçar ninguém a ser ajudado,
Nem às nossas soluções.
A quarta regra é que ajuda que capacita e não substitui.
Ou seja,
Não te cabe a ti resolver os problemas.
Cabe-te apresentar soluções,
Cabe-te ajudar a pessoa a encontrar o caminho.
Porque se tu vais fazer aquilo que a pessoa devia fazer,
Mais cedo ou mais tarde a pessoa vai estar no mesmo patamar,
Conseguir resolver o seu problema.
Ensina a pessoa a fazer,
Não faças por ela.
É óbvio que por vezes temos que ser nós a demonstrar como é que isso se faz ou apontar o caminho,
Mas é muito diferente sermos nós a resolver o problema do que ensinar a forma como isso se faz para que a pessoa no futuro consiga ultrapassar esse tipo de situações.
Não te esqueças também de dar sempre o exemplo.
O exemplo é mais importante do que as nossas palavras.
O exemplo é aquilo que demonstra às pessoas Passa a essas pessoas a forma como elas devem agir,
Não tanto as palavras,
Porque muitas vezes as palavras não são alinhadas com a ação e,
Portanto,
O exemplo é aqui muito importante.
E,
Por fim,
A quinta e última regra.
De fim de limites,
Ajudar não significa sacrificar-se.
Não deves pôr sempre os outros à tua frente.
Não deves sempre dizer que sim.
Tu tens os teus problemas,
Tu tens os teus desafios e ajudar os outros não significa que não resolvas os teus problemas e que deixes os problemas para o segundo ponto.
Deves também saber dizer que não.
Claro que muitas pessoas te querem sempre ajudar,
Têm uma postura de ajuda permanente,
Mas há pessoas que acabam por abusar da tua ajuda e tens que estabelecer limites àquilo que podes dar que não pode ir para além das tuas capacidades a vários níveis.
Isto significa que ao mesmo tempo consegues ajudar os outros,
Mas não te estás a deixar para segundo plano.