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Meditação Para Dormir | O Rio Da Serenidade

by Jorge Dias

Tipo
Atividade
Meditação
Indicado para

Imagina um rio tranquilo, avançando lentamente sem esforço e sem resistência. Nesta meditação para dormir, vais deixar que a corrente leve simbolicamente aquilo que já não precisas de transportar contigo para a noite: pensamentos, preocupações, tarefas e momentos que pertencem ao dia que terminou. Não precisas de os afastar. Apenas permitir que passem. Enquanto o rio continua o seu percurso, o corpo pode tornar-se mais tranquilo, a respiração mais natural e a mente progressivamente mais silenciosa. Deixa o rio seguir. Por agora, tu podes ficar e descansar.

Transcrição

O rio da serenidade.

Detenção guiada para um sono profundo.

Encontra uma posição confortável.

Não precisas de adormecer agora.

Basta ouvires a minha voz e permitir que eu te canso de encontro.

Repara na tua respiração.

Né tu,

Ramin.

Sem mudar nada.

O teu corpo já conhece este momento.

Noite boa.

E com ela.

Chega também a oportunidade de repousar.

O repouso é um momento especial.

Então,

Regresso.

Um regresso a ti mesmo,

A ti mesma.

Isso.

Muito bem.

Um regresso a ti.

Sinta o peso do teu corpo.

Calma.

Relaxe.

Descontrai.

Sem esforço,

Sem pontos de tensão.

Sem perguntas.

Imagina agora que caminhas ao lado de um rio.

É um rio daqueles que correm há tanto tempo que ninguém sabe.

Onde começou?

Nem onde termina.

Água de sliz,

Alentamento.

Sem ruído.

Canta apenas uma melodia suave.

Uma melodia que a natureza conhece desde sempre.

Esmeralda.

Caminho acompanha o rio.

Não existe pressa.

Não existe destino.

Cada passo próximo a ti.

Um pouco mais do silêncio.

O ar é fresco.

Os árvores inclinam-se delicadamente sobre a água.

Algumas folhas caem.

Só com a superfície do rio.

E deixam-se louvar.

Sem resistência.

Observa uma dessas folhas.

Durante alguns instantes ela parece verificar.

Mesure-lhe o não importante.

Não abruxa.

Apenas continua o seu caminho.

E naturalmente.

A folha.

Segue com ele.

Talvez também existam pensamentos assim.

Quanto mais tentamos agarrá-los.

Mais pesados se tornam.

Quando os deixamos seguir.

Descobrimos espaço dentro de nós.

Beleza!

Inspiração,

Inspiração.

Relaxe.

E agora senta-te junto à margem.

A uma pedra lisa.

Que acide pelo sol que brilhou durante o dia.

Sente-te confortavelmente.

Me escuta.

Escuta.

.

.

Não é minha voz.

O meu mundo.

Escuta apenas o rio.

Tchau.

A água nunca pergunta se está no caminho certo.

Nunca compara o seu percurso.

Com o dia do Trabalho.

Nunca tenta voltar atrás.

Aceita cada curva.

De pedra.

E de margem.

E continue.

Continua o mesmo.

Talvez exista aqui uma sabedoria muito antiga.

A vida não precisa de ser perfeita para continuar a fluir.

Respire.

Agora imaginas que colocas suavemente um pequeno tronco Sobre.

Ah,

Ué.

.

.

É muito simples,

Muito leve.

Muito bem.

É um tronco largo.

Leve,

Simples.

Flutua.

E alarme.

Pode colocar.

O objeto em si mesmo.

Aproveitas e colocas.

Aquilo que hoje já não precisas carregar.

Talvez uma preocupação,

Talvez um medo,

Talvez apenas um cansaço.

Não precisas de lhes dar um nome.

Que o coração sabe.

Olha lá tudo.

Eu atuo.

O teu coração,

O teu inconsciente sabe perfeitamente.

O que estás a colocar?

E é então que empurras.

O tronco muito devagar.

Ele afasta-se sem comigo.

Saindrama Pernas acompanha a corrente.

Até desaparecer na curva do rio.

E quando ele desaparece,

Percebes que dentro de ti existe mais espaço.

Ah,

Pois.

Pois é,

Mais silêncio.

Mais do que vezes.

Isso,

Desfrutar.

E agora,

Reserva um momento para sentir o teu corpo.

Os pés se repousarem completamente.

As pernas se tornam sagradavelmente pesadas.

O abdômen relaxa.

A respiração acontece suavemente,

Sozinha.

Os ombros deixam cair qualquer peso.

Os braços descansam.

As mãos permanecem móveis.

O que fosse o relógio?

O rosto torna-se sereno.

Até os músculos à volta dos olhos repousam profundamente.

Não porque tenho pressa.

Mas porque essa é a sua natureza.

Também a tua natureza sabe descansar.

Não precisas de aprender?

Precisas apenas de permitir.

Ao longe escutes um pássaro.

Um pássaro que canta.

Depois,

Novamente,

O silêncio.

A lua desenha um caminho prateado sobre a água.

As estrelas refletem-se na corrente.

Tudo parece respirar em conjunto.

O céu.

DER ou frio.

Talvez.

Já não existe a diferença entre a tua respiração e o som da água.

Tudo acontece no mesmo ritmo.

Tudo o que prende.

Repousa.

Daqui a pouco.

Talvez já não acompanhes estas palavras.

Talvez elas se tornem apenas um murmúrio de sangue.

Um rio sempre presente,

Mas nunca insistente.

Respire.

O rio continuará a correr durante toda a noite.

As árvores continuarão a volar por ele.

A lua continuará a acompanhá-lo em silêncio.

E tu?

Continua a raza de quem serve.

Cada vez mais profundamente.

Cada vez mais serenamente.

Porque algumas águas não correm.

Para chegar a algum lugar.

Correm em penas.

Porque compreenderam.

Que a paz também é um caminho.

Respire.

Confie.

Descanse.

E deixa que o rio leve consigo aquilo que já não precisas de transportar.

Até o nascer de um novo dia.

Respire.

O dia terminou.

E agora,

Descanso.

© 2026 Jorge Dias. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

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