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Abrindo Mão de Certezas

by Cintia Caldas

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Avaliação
4.5
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Tipo
Atividade
Meditação
Indicado para
Todos
Plays
46

Esta prática busca estimular a curiosidade sobre a realidade e o desapego às certezas que cultivamos sobre nós mesmos e sobre o mundo a nossa volta. Essa é uma adaptação da prática "Afrouxar Certezas", ensinada pela lama Elizabeth Mattis Namgyel.

Transcrição

Para essa prática,

Você pode se colocar em uma postura confortável,

Mas também atenta e desperta,

Mantendo,

Na medida do possível,

A sua coluna alinhada,

Mas sem forçar nenhuma tensão para manter essa postura.

Apenas acomode a sua coluna de forma consciente e relaxe o seu corpo.

Solte os ombros,

Deixe os braços leves,

Repousados sobre as pernas ou como você preferir.

Tente manter o queixo paralelo ao chão para evitar qualquer tensão desnecessária na região do pescoço.

E se for confortável para você,

Feche os olhos.

Começamos fazendo três respirações profundas para ancorar a atenção.

Agora permita que sua respiração apenas se estabeleça em seu ritmo natural.

Traga uma intenção de relaxamento para o seu corpo,

Soltando qualquer tensão que possa ser solta agora.

E você pode trazer ainda uma outra intenção para esse momento.

Talvez a de manter um olhar aberto,

Curioso e gentil para tudo o que você observar durante essa prática.

E um olhar também humilde,

Sem nenhuma pretensão de ter certezas ou de chegar a conclusões sobre nenhuma das suas observações.

Com essa intenção,

Você pode começar a observar a sua respiração.

Perceba como sua respiração se manifesta no seu corpo agora,

Notando esses ciclos respiratórios que começam e terminam.

Observe esse momento mais de perto,

Com mais atenção e curiosidade.

Tente perceber qual é o exato instante em que termina a inspiração e começa uma nova inspiração.

Quando você encontrar esse limite que divide a inspiração e a inspiração,

Traga um segundo olhar.

É ali mesmo?

Pode não ter sido um instante antes,

Ou quem sabe um instante depois?

Observe novamente,

Lembrando que nesse momento você abriu mão de ter certeza sobre as suas observações.

O que você cultiva agora é esse olhar aberto,

Curioso e gentil sobre cada experiência.

E com essas mesmas qualidades no olhar,

Você pode trazer também uma observação para o seu corpo.

Tente notar alguma sensação que te chame atenção agora.

Qualquer uma,

Observe essa sensação com abertura e gentileza,

Sem tentar rotulá-la como boa ou ruim,

Apenas notando a presença dela.

E traga curiosidade para essa observação.

Como é sentir isso?

Essa é uma sensação única?

Ou será que ela é composta por um emaranhado de pequenas sensações?

Será que ela é rígida,

Permanente?

Ou será que ela muda conforme você a observa?

Como ela se comporta a cada uma das suas respirações?

Tente perceber exatamente onde ela começa e exatamente onde ela termina.

Quando notar que encontrou esses limites,

Traga um segundo olhar.

Será que é ele mesmo?

Não seria um pouquinho antes?

Ou quem sabe depois,

Com essa mesma abertura?

Leve essa observação para o que ocorre na sua mente agora.

Assuma a postura de ser apenas um observador.

Você não é mais o personagem de nenhuma das histórias que esses pensamentos tentam te contar.

Apenas observe esses pensamentos como imagens,

Informações sendo projetadas na sua tela mental.

Observe com curiosidade.

Como eles são?

Eles têm cores?

Movimento?

De que lado eles surgem?

De que lado eles desaparecem?

O que há entre um pensamento e outro?

Tente observar esse espaço.

E agora,

Ao invés de observar o pensamento,

Você pode observar esse espaço em que ele surge.

Esse grande espaço da mente.

Qual o limite desse espaço da sua mente?

Onde esses pensamentos surgem e desaparecem?

Quão grande ela é?

Quando você achar que encontrou esse limite,

Aproxime sua observação e leve um segundo olhar.

É ali mesmo?

Ou talvez um pouco antes?

Ou um pouco depois?

Será que esse limite realmente existe?

Agora eu te convido a trazer uma imagem para essa tela mental.

A sua própria imagem.

Olhe bem para você mesmo.

Essa pessoa sobre quem você também já teve tantas certezas.

Sobre quem seus pensamentos já te contaram tantas histórias.

Essa pessoa que já vivenciou tantas experiências.

Olhe bem para você mesmo.

Olhe com um olhar de abertura.

Reconhecendo que em sua vida há espaço para todo tipo de experiência.

Para erros e acertos.

Olhe com curiosidade.

Abrindo mão de ter certeza sobre como você é ou como deveria ter sido.

Olhe com gentileza como você olharia para uma pessoa querida.

Se percebendo e se acolhendo como uma pessoa que assim como todas as outras busca felicidade.

E é digna de ser feliz.

Também é impactada pela dinâmica da realidade à sua volta.

Pela interdependência entre tudo o que existe.

E agora você pode soltar essa observação.

E deixar que essa imagem se desfaça no espaço da sua mente.

E por alguns instantes,

Apenas repouse.

Descanse sua atenção nesse grande espaço.

Acolhendo o que quer que surja.

E novamente,

Te convido a trazer a atenção para a respiração.

E se permitir ser agora apenas essa pessoa que inspira e expira.

E quando tocar o sino,

A gente encerra essa prática.

Conheça seu professor

4.5 (8)

Avaliações Recentes

Roberta

November 26, 2021

Que delicia! Adorei, muito obricada mesmo!

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