26:02

Do Estresse à Serenidade

by Marina Arruda

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Nessa fala, compartilho com você os conceitos fundamentais da filosofia do Yoga e mostro como aplicá-los no dia a dia para transformar o estresse em serenidade. Vou explorar os Yamas e Niyamas, ensinamentos milenares descritos por Patanjali por volta de 150 a.C., que vêm sendo estudados e reinterpretados ao longo da história. Acredito que este é o momento mais propício para tirarmos proveito desses saberes. Divido com você minhas próprias perspectivas e insights, fruto de anos de estudo, com exemplos práticos de como esses conceitos podem ser integrados à vida moderna.

Transcrição

Transforme o seu estresse em serenidade aplicando os conhecimentos milenários do yoga no seu dia a dia moderno.

Eu me chamo Marina Roda,

Profissional yoga e orveda,

Copilei e sintetizei os conceitos que venho estudando durante anos,

Yamas e niyamas,

Descrito nos antigos sutras de Patanjali.

Quando eu comecei a praticar yoga eu focava apenas nas posturas,

Demorei para conhecer a filosofia,

Mas quando finalmente a descobri,

Minha prática e consequentemente minha vida mudaram profundamente.

O yoga me desafiou,

Mas ao mesmo tempo me trouxe conforto,

Ampliando minhas perspectivas,

Transformando meus comportamentos e padrões,

Trocando muitos momentos de estresse por pura serenidade.

Entender a filosofia do yoga foi e está sendo crucial para o meu desenvolvimento,

Gostaria de ter conhecido esses ensinamentos antes,

E por isso eu quero compartilhar com você.

Convido você a mergulhar nesses conceitos aqui comigo,

Independente de já estar familiarizado com eles ou não.

Essa audição é para todos,

Seja você iniciante,

Praticante de yoga ou alguém que busca autoconhecimento e alívio do estresse.

Eu vou trazer uma abordagem e prática acessível e ao final dessa fala você estará pronto para se aprofundar ainda mais,

Transformando o seu conhecimento em um estudo inspirador para a vida toda.

Os antigos yogas prometiam um caminho para alcançar a iluminação,

Mas será que é possível seguir esse caminho no mundo moderno?

Escolhi usar os yemas e niyamas dessa fala porque eles são os primeiros passos desse caminho.

Veremos como esses princípios podem servir como uma base essencial para a prática integral de yoga nos dias de hoje,

Ajudando a conquistar a plenitude,

Felicidade,

Autorealização e conexão com o mundo moderno.

Quando eu comecei a praticar yoga,

Inicialmente eu me beneficiava apenas das posturas físicas,

E isso já era maravilhoso para mim.

Sentia meu corpo mais flexível,

Minha mente mais calma e minha energia mais renovada.

Mas eu não estava familiarizada ainda com toda a filosofia por trás do yoga.

Foi só quando eu comecei a explorar essa filosofia milenar passo a passo que minha prática realmente se transformou.

O yoga passou a ser uma verdadeira proposta de vida.

A serenidade que eu sentia no tapete começou a se estender para todos os aspectos da minha vida,

Até os mais estressantes.

Eu me lembro de uma vez que após uma sessão particularmente profunda de trânsito,

Eu tentei um trânsito caótico para voltar para casa.

E em vez de me levar pela raiva,

Eu senti uma tranquilidade incomum.

O mesmo aconteceu em situações mais difíceis,

Como lidar com uma doença.

A paz que eu desenvolvo através da prática integral do yoga me ajuda a enfrentar todos os constantes desafios da vida com mais calma e clareza.

Embora muitas pessoas,

Assim como eu mesma no início da minha jornada,

Associem o yoga apenas às posturas físicas,

Isso é apenas uma parte do que se tornou mais popular nos últimos anos.

O yoga,

Na verdade,

É um sistema filosófico inteligente que engloba corpo,

Mente e espírita.

Reconhecendo a interconexão desses elementos,

É uma abordagem integral.

A filosofia do yoga convido os praticantes a experimentá-la de maneira constante.

É uma jornada que requer comprometimento e observação pessoal,

E ela se dá a partir da própria experiência.

Existem diversas abordagens ramificações do yoga,

E acredito que o yoga oferece uma mensagem completa.

A partir disso,

Cada indivíduo pode escolher como se beneficiar do yoga de acordo com a própria vida,

Adaptando as suas necessidades e objetivos pessoais.

Sua filosofia é científica,

Acolhendo e exigindo que o estudante a verifique experimentalmente,

E isso acontece mediante de uma prática constante.

O yoga se originou na Índia.

Os pensamentos do yoga têm raízes antigas e começaram a ser difundidos oralmente,

Posteriormente sendo incorporados em sutras,

Por sua vez,

Na arte de poesia cantada,

E se assimilando nas práticas corporais,

Entre outros meios.

Somente por volta de 400 anos antes de Cristo,

Kipatandjali conseguiu codificar esses conhecimentos em um livro escrito,

Copilando todos eles no famoso tratado do Yoga Sutra.

Esse tratado escreve um caminho para nos conduzir a uma felicidade plena,

Total liberdade e autorrealização.

Escolhi abordar os temas e lemas nessa fala,

Porque eles são os primeiros passos desse caminho.

O livro foi originalmente escrito em sânscro na forma de sutras,

Que são escritos concisos e diretos,

Frequentemente compostos em prosa ou versos curtos,

Facilitando a memorização.

Kipatandjali é reverenciado como um mestre do yoga,

E provavelmente viveu entre 500 e 200 anos antes de Cristo,

Sendo considerado um dos sábios mais notáveis da antiga Índia.

Muitas lendas e histórias circulam sobre esse mestre.

Pode ser engraçado,

Mas algumas pessoas sugerem que Kipatandjali era Tadhi Kobra,

Metade humano.

E a partir da codificação do seu tratado,

Ao longo da história,

O yoga se associou e se adaptou em diversos momentos,

Muitas vezes influenciado por eventos políticos e antropológicos.

Eu acredito que trazer o espírito ancestral das filosofias indianas para o nosso mundo contemporâneo,

Pode gerar verdadeiras transformações e proporcionar resultados e benefícios significativos,

Tanto pessoais quanto sociais.

Acredito plenamente que estamos vivendo o momento mais auspicioso de mais de 5 mil anos da história do yoga para usufruir dessa sabedoria.

Os passos escritos no Yoga Sutra,

Como chega pra gente,

Já passou de uma tradução de sânscrito para o português,

E ele pode ser interpretado de diversas maneiras.

Eu considero que só na tradução de um texto,

Muito já se perde,

Ou também simplesmente se transforma de alguma maneira.

Bom,

E aliás,

Já vou pedindo desculpa,

Porque a minha pronúncia dos nomes sânscritos não são completamente corretas.

Eu ainda tenho um sotaque que puxa muito para o português.

Mas nesse curso,

Trarei uma interpretação pessoal,

E trarei um convite para que você mergulhe com curiosidade nesses conceitos e descubra como acontecem esses princípios dentro de você,

Permitindo essas filosofias do yoga se embaçamarem em você.

Elas podem ser poderosas ferramentas que podem guiar você para o seu próprio norte.

Os yamas e niyamas são conceitos profundos,

Que podem ser atrapalhados e aplicados ao longo de uma vida toda,

Proporcionando uma estrutura ética e espiritual contínua.

Esses princípios,

Mesmo tão antigos,

São considerados universais e temporais,

Aplicáveis não apenas no contexto em que foram escritos,

Mas também na sociedade moderna.

Eles podem ser interpretados de diversas maneiras,

Revelando camadas profundas do ser humano.

O que eu acho interessante dessa prática é que,

Para mim,

Os conceitos vão se desdobrando,

Tem um grau de complexidade nessa simplicidade desses conceitos.

Dá para mergulhar neles e explorar de vários ângulos.

Já vivenciei cada um deles de diferentes maneiras e com o desenrolar da minha vida,

Eles também vão se transformando,

O que eu acho até poético mesmo.

Eles sempre me servem de apoio,

Isso me ajuda a me manter mais conectada comigo mesma,

Mesmo com todas as distrações do mundo moderno.

Com esse entendimento,

Podemos traduzir os yemas e niyamas da segunda forma,

Respeito por tudo a seu redor,

Yama e por si mesmo,

Niyama.

Dentro dos yamas há cinco conceitos,

Anginsa,

Satya,

Asteia,

Pramachara e aparigarra,

Focados no autocontrole e na interação ética com o mundo exterior,

Promovendo a não violência,

Verdade,

Não roubo,

Moderação e desapego.

Os niyamas também têm cinco conceitos,

Saltya,

Santosha,

Tapas,

Swadhyaya,

Sattvaya,

Isva,

Prahridhar,

Que são práticas de autodisciplina e crescimento espiritual,

Incentivando a pureza,

Contentamento,

Disciplina,

Estudo e entrega ao divino.

Juntos,

Os yamas e niyamas formam a base para uma vida equilibrada e harmoniosa,

Nos ajudando a encontrar a verdadeira felicidade.

A busca da humanidade por plenitude,

Felicidade,

Autorealização e conexão remonta a milênios e os antigos yogis descrevem esse caminho para alcançar esses objetivos e assim a iluminação.

E será mesmo que ao percorrer esse caminho conseguimos entrar em um estado de iluminação,

Assim como os antigos yogis que viviam retirados nos altos das montanhas?

Te convido para uma vivência agora,

Sem questionar Vamos entrar em um teatro de autoconhecimento.

Feche os olhos e respire profundamente.

Se imagine se transformando em um guru,

O seu próprio guru.

Visualize a sua versão mais sábia e iluminada,

O eu superior que reina dentro de você nesse momento.

Com o coração aberto,

Faça uma pergunta ao seu guru interior.

Como posso alcançar esse estado de iluminação hoje na minha vida?

E vá trazendo essas respostas dentro de você.

Lembre-se que você está em contato direto com o seu guru.

Deixe ver o que vier.

Sinta a resposta surgindo dentro de você.

Pode ser só uma sensação,

Uma imagem ou até mesmo uma palavra.

O que seria a iluminação?

E o que isso significa para você?

Se permita conectar com essa sabedoria interior ou apenas brincar por alguma resposta possível a sua pergunta.

Lembre-se de que essa é uma jornada de autoconhecimento e as respostas são singulares e únicas para cada ser.

Nesse momento,

Suavemente volte à realidade compartilhada.

Feche os olhos e respire fundo.

Agora passarei para uma nova etapa onde mergulharemos nos 5 conceitos dos yamas.

Explicarei o conceito clássico de cada um,

Darei exemplos de aplicação na sociedade moderna e mostrarei como entregá-los no dia a dia,

Inclusive na prática física do yoga.

Todos os conceitos do yama giram em torno da conduta social.

Eles estabelecem a estrutura e a ética para a prática do yoga na vida.

O primeiro conceito é a HINÇA,

A não-violência.

No conceito clássico se refere à ausência de violência física,

Verbal ou mental em relação a si mesmo e aos outros.

Os antigos yogas também praticavam isso ao evitar matar ou ferir qualquer ser vivo,

Muitas vezes optando a seguir uma dieta vegetariana.

Na sociedade moderna essa prática pode ser interpretada também como nutrir uma escuta aguçada,

Agindo com gentileza e consideração em todas as nossas interações.

Isso inclui evitar julgamentos severos,

Palavras prejudiciais e comportamentos agressivos com os outros e principalmente com nós mesmos.

Uma maneira agradável de incorporar no dia a dia é através de pequenos gestos,

Como ser amável com os outros,

Nutrir uma radical autoconfeição,

Praticar a paciência e perdoar sempre.

No yoga físico podemos aplicar isso adotando uma postura de não-competição,

Optando por praticar em primeiro lugar para si mesmo.

Também envolve respeitar os próprios limites utilizando modificações e adaptações quando necessário,

Evitando lesão ou até mesmo exaustão.

E agora eu vou falar sobre o segundo conceito dos Niyamas,

O Satya,

Verdade.

Esse é o princípio da honestidade.

Os antigos yogas valorizavam a importância de viver em harmonia com a verdade,

Independente dela ser severa ou não.

A sinceridade era o que para eles revelava o primeiro amor.

Essa prática se aplica muito bem a nossa vida moderna,

Buscando a integridade entre nossos pensamentos,

Palavras e ações.

Muitas vezes interagimos ou falamos algo,

Mas na verdade estamos pensando outra coisa.

Deixamos que muitas camadas de medo e insegurança entrem na frente da nossa verdade.

Nesse momento é que esse princípio pode ser lindamente praticado,

Em todas as nossas relações,

Principalmente as mais próximas.

Honrar nossa verdade,

Expressar o que somos sem receita de reconhecer a nossa própria humanidade.

No dia a dia praticamos ao evitar manipulação e nutrir a honestidade,

Honrando quem somos,

Nossas necessidades e respeitando a verdade dos outros.

No yoga físico essa prática envolve reconhecer e aceitar o que é verdadeiro para o próprio corpo e encontrar a nossa maneira de nos autodescobrir,

Evitando a comparação e realizando uma prática autêntica e respeitosa.

Agora vamos passar para o terceiro conceito do Niyama,

Asteia.

Não roubo.

Esse é o princípio da não apropriação indevida.

No conceito clássico se refere a não roubar ou desviar algo que pertence de outra pessoa.

Os antigos yogas enfatizavam a importância de respeitar a propriedade alheia e não ceder a ganância ou desejo de aquisição desmedida.

Atualmente essa prática envolve ser honesto com todas as situações e interações,

Evitando roubar tempo,

Energia,

Recursos ou ideia dos outros.

Isso inclui evitar a inveja,

Competição desleal e o comportamento oportunista.

Também significa não tirar proveito ou abusar das situações de benefício próprio.

No yoga físico essa prática envolve por exemplo não chegar atrasado em uma prática,

Roubando o tempo das outras pessoas.

Também envolve não chamar o seu propósito para si,

Sem roubar o devido espaço e energia dos outros.

E passamos agora para o quarto conceito dos Niyamas,

Brahmacharya,

Moderação.

Esse é o princípio da moderação e do uso adequado da energia.

No conceito clássico se refere cultivar o controle sobre os impulsos e desejos sexuais,

Direcionando essa energia para o crescimento espiritual.

Os antigos yogas praticavam adotar uma postura de celibato ou redirecionar energia sexual apenas para as práticas espirituais mais elevadas.

Na sociedade moderna essa prática pode ser vivida encontrando um equilíbrio saudável no uso da energia sexual e vital,

Evitando o desperdício a exploração irresponsável dessa energia.

Isso pode ser alcançado através do autocontrole,

No equilíbrio dos relacionamentos íntimos e no direcionamento consciente da energia para outras áreas da vida,

Como a criatividade,

A espiritualidade e o serviço aos outros.

No yoga físico essa prática pode ser interpretada como a moderação na intensidade na busca por posturas avançadas,

Significa se respeitar,

Evitando esforços excessivos cultivando nossa energia vital para o que realmente é importante para nós.

E o último conceito dos Niyamas é o Aparigahara,

A não possessividade.

Esse princípio é o do não apego.

Classicamente se refere a evitar o apego excessivo aos bens materiais,

Sendo a impermanência e a transitoridade da vida.

Em essência nós não temos nada,

Estamos de passagem e usando os aspectos dessa vida.

Os antigos yogas praticavam isso ao viver de forma simples e desapegada,

Evitando acumular muitos bens.

Na sociedade moderna podemos viver isso não se apegando a bens materiais e valorizando mais as experiências e os relacionamentos significativos.

Isso implica em não se deixar definir pelos bens que possuímos e em não atribuir excesso de identidade ou felicidade a eles.

Também significa evitar o consumismo excessivo e a acumulação desnecessária.

No dia a dia podemos trazer reflexão sobre o que realmente é essencial em nossa vida,

Se desapegando do excesso e compartilhando o que temos com granulosidade.

Também envolve em se desapegar de ressentimentos,

Expectativas irreais e padrões de pensamento limitantes,

Buscando a liberdade de viver com a sua verdadeira natureza.

No yoga física esse conceito pode ser interpretado como a não obsessão com busca só por posturas avançadas,

Pela perfeição física ou qualquer coisa externa a nós mesmos,

Como tapetes chiques de yoga e roupas bonitas.

Significa praticar com a atitude de desenvolver dentro do seu próprio universo com contentamento e gratidão.

Bom,

Agora você já conhece os 5 conceitos dos Niyamas,

E nesse momento passarei para uma nova etapa,

Onde mergulharemos nos 5 conceitos dos Niyamas.

Todos os conceitos dos Niyamas giram em torno da nossa conduta pessoal.

Eles estabelecem estrutura moral e ética para a prática do yoga na vida.

Primeiro conceito,

Salshan,

Pureza.

Salsha é o princípio da pureza e da limpeza,

Tanto interna quanto externa.

Os antigos yogas desenvolveram diversas práticas para a limpeza interna,

Além das técnicas de meditação,

Respiração e de meditações físicas.

Essas práticas incluíam Daut,

Limpeza do trato digestivo,

Bast,

Limpeza do cólon,

Net,

Limpeza das passagens nas asas,

Trataka,

Fixação do olhar,

Nauli,

Limpeza dos músculos abdominais,

Kapalabhati,

Limpeza das vias expiratórias,

Pratyakarma,

Procedimento de desintoxicação,

Jejum específicos,

Entre muitas outras.

Para limpeza externa,

Os yogas queimavam substâncias,

Resinas ou substâncias aromáticas como incêncio,

Salva branca ou mirra para criar fumaça que ajudava a purificar o espaço.

Eles também utilizavam mantras e cânticos para purificar o ambiente.

Na sociedade moderna todas essas práticas continuam sendo extremamente eficazes e seguir o caminho do yoga significa que estamos constantemente nos purificando.

A busca desse conceito também pode incluir no dia a dia adotar hábitos de higiene pessoal,

Se alimentar de forma equilibrada e cultivar pensamentos e emoções positivas.

Também significa criar um ambiente limpo e organizado independente de onde você esteja.

No yoga físico a prática de Salsa nos lembra o quanto é importante ter um ambiente limpo e organizado,

O que é considerado um sinônimo de mente clara e focada.

Uma maneira de nutrir esse conceito é criar um espaço sagrado no lugar onde você realiza sua prática de yoga.

Você pode colocar objetos pessoais,

Ervas e cristais que fazem o que é importante para você.

E passando agora para o segundo conceito do Niyama,

Santosha,

Contentamento.

Santosha é o princípio da manifestação com o que é,

Se refere a ter coragem de encontrar alegria e satisfação no momento presente,

Independente das circunstâncias externas.

Os antigos yogas dedicavam a vida para praticar e viver nesse estado.

Na sociedade moderna o Santosha deve envolver cessar a necessidade de ficar buscando constantemente a felicidade fora de nós,

Valorizar as experiências simples e cultivar a não resistência diante das situações que não podemos mudar.

No yoga físico a prática de Santosha é aplicada ao conceber yoga como uma âncora na vida,

Um lugar meditativo de auto-observador que não se identifica com o mundo externo e sim vive nesse estado de contentamento,

Um estado de bem-estar com si,

Sem extremismos,

Estabelecendo uma base sólida e estável dentro de nós.

Essa base simboliza nossa própria natureza,

Nossa união entre corpo,

Mente e espírito.

E passando para o terceiro conceito dos Niyamas,

Tapas,

Disciplina.

Tapas é o princípio da vontade.

No conceito clássico se refere a cultivar a autodisciplina e a determinação para conquistar qualquer obstáculo.

Os antigos Yogues praticavam Tapas com austeridade nas práticas de yoga,

Buscando cultivar a disciplina,

Autodomínio e purificação.

O Tapas era uma prática de penitência que envolvia o controle rigoroso dos sentidos e a renúncia de certos confortos materiais.

Eles faziam desde um prolongado restrições alimentares e se isolevam em cavernas na floresta.

Um exemplo de um Tapas realizado pelos antigos Yogues são os antigos Assetas.

Esses Yogues eremitas passavam horas meditando próximo ao fogo,

Suportando o calor intenso e austeridades extremas.

Se acreditava que a prática permitia que eles transcendessem as limitações do corpo e alcançassem estados no mais elevado de consciência.

O desenvolvimento do Yoga ao longo do século trouxe uma compreensão mais abrangente e equilibrada da prática de Tapas,

Enfatizando práticas menos extremistas e mais rigorosas.

Na sociedade moderna a prática de Tapas pode envolver cultivar a disposição e a determinação no que a gente quer.

No dia a dia a prática de Tapas pode ser incorporada através do comprometimento de mantermos hábitos saudáveis.

Assim superamos a preguiça,

A procrastinação e a falta de motivação,

Mantendo o foco e o compromisso com aquilo que sentimos que viemos fazer no mundo.

No Yoga físico a prática de Tapas se aplica quando você se desafia,

Quando você se esforça para perseverar na prática mesmo com as dificuldades e desconfortos do caminho.

Cultivar Tapas é manter o fogo interno aceso,

Manter a nossa energia de envolvimento e constante curiosidade pelo mistério da vida.

E vamos para os quatro conceitos do Niyama,

Sasteya.

Autoestudo é o princípio do desenvolvimento pessoal.

Os antigos Yogas praticavam isso ao estudar os Vedas,

Os Texados e outros textos sagrados da época.

Dedicavam a vida para se observarem com honestidade em busca de compreender sua própria natureza profundamente.

Hoje em dia essa prática pode envolver o estudo contínuo,

Em livros antigos e modernos,

Estudo com professores e mestres.

Significa ter humildade para observar o conhecimento em todas as nossas relações e experiências de vida.

Manter um diário pessoal para editar reflexões é uma boa maneira de praticar no dia a dia.

No Yoga físico ele é aplicado a observar profundamente o corpo e a mente,

Se abrindo para o desenvolvimento pessoal.

E passamos para os cinco conceitos do Niyama,

Isvah Paridah,

Entrega ao divino.

Esse é o princípio da entrega ao divino.

No conceito clássico se refere a viver em devoção ao divino,

Ao mundo espiritual.

Na sociedade moderna essa prática envolve cultivar a conexão com o que é importante e sagrado para nós e confiar na sabedoria natural da vida,

Sabendo que ela nos guia com precisão,

Com uma inteligência que transcende a nós mesmos.

No dia a dia essa prática pode ser incorporada através de rituais ou práticas que nos ajudem a conectar com o que consideramos ser o divino,

Isso independente da sua crença ou religião.

No Yoga físico essa prática é aplicada ao se entregar completamente à prática,

Apoiando no processo e soltando a necessidade de controle sobre o corpo e as posturas.

Significa permitir que o Yoga nos guie e nos ensine,

Reconhecendo que estamos todos conectados a algo maior do que apenas o aspecto físico.

E agora você então conhece os cinco conceitos dos Niyamas.

Para finalizar convido você a criar um pequeno ritual onde você possa refletir sobre suas ações repensar os seus valores e despertar a sua essência.

Você pode escrever o que cada um desses conceitos significa para você nesse momento da sua vida.

Esse momento de reflexão pode ajudar a consolidar seu aprendizado e inspirar melhorias contínuas em sua jornada do Yoga.

Além disso convido você a compartilhar suas reflexões aqui nos comentários,

Eu realmente vou adorar saber.

E ao compartilhar suas experiências você não só reforça o seu aprendizado mas também inspira e apoia os outros praticantes que podem se beneficiar de suas percepções e vivências.

E para finalizar esse áudio quero explorar como podemos integrar ainda mais profundamente esses princípios em nossas vidas cotidianas.

Vou dar aqui algumas ideias de como trazer mais esses conceitos para o dia a dia para dar mais oportunidade para nos lembrar deles e praticar.

Uma forma eficaz de incorporar os Niyamas e Yamas é fazer uma leitura em voz alta de um princípio por dia,

Após a prática matinal do Yoga Físico.

Isso ajuda a manter os conceitos frescos em nossa mente e facilita a aplicação prática deles ao longo do dia.

Outra técnica valiosa é dedicar um período de duas horas em um dia específico para vivenciar intensamente um princípio.

Por exemplo você pode escolher um dia para focar completamente no conceito de não violência,

Observando como suas ações,

Palavras e pensamentos refletem esse princípio.

Você pode ir aprendendo a sua forma de se relacionar com esses conceitos.

Eu convido você a refletir sobre como você gostaria de aplicá-los no seu momento de vida.

E também coloque aqui nos comentários para compartilhar comigo e com os outros alunos.

Sua conexão com esses conceitos pode inspirar bastante.

Sugiro também você manter um diário de Yoga.

Eu faço e me ajuda bastante no processo.

Nele você pode anotar reflexões diárias sobre como cada princípio dos Niyamas e Yamas se manifesta em sua vida.

Isso só não reforça seu aprendizado,

Mas também proporciona um espaço para você observar o seu crescimento ao longo do tempo.

Anote suas vitórias,

Seus desafios e insights que surgirem.

Relendo as suas anotações você verá o quanto evoluiu.

E lembre-se de que o Yoga é uma prática contínua,

Não há um objetivo final a ser alcançado.

Trata-se de se tornar uma pessoa melhor e mais saudável em mente,

Corpo e espírito a cada dia.

A única competição que pode existir é com você mesma,

Porque esse é o único parâmetro.

Está dentro da realidade da vida que vamos deslizar,

Vamos cometer erros e está tudo bem.

Isso faz parte do processo.

O importante é continuar sempre a prática,

Se renovar e aprimorar.

Para mim isso é o significado de viver bem para sempre.

Se você ainda não pratica esses conceitos,

Sentirá que eles realmente transformam a sua abordagem à vida,

Ajudando a evitar estresse e promover a serenidade.

Ao seguir esses princípios e mergulhar profundamente no seu autoconhecimento,

Entendendo cada vez mais a sua natureza,

Você começará a observar mudanças significativas em sua resposta ao estresse.

Cada prática,

Cada reflexão,

Para viver alinhada com esses princípios,

Contribui para uma vida mais equilibrada e tranquila.

Espero que essa audição tenha proporcionado insights valiosos e ferramentas práticas para a sua jornada de Yoga na vida.

Agradeço por sua dedicação e participação.

Que você encontre serenidade e paz em cada passo do seu caminho.

Namastê.

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Bernadete

August 23, 2024

🙏

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