Olá,
Dou-te aqui as boas-vindas a mais uma prática chamada de As Quatro Virtudes Infinitas.
E é uma prática simplificada e adaptada de Ken McLeod,
Que foi o criador desta prática e que tem o título original de Four Immeasurables.
Portanto,
As Quatro Virtudes Infinitas.
E nesta primeira parte quero aqui dar-te algumas indicações.
Vamos dividir esta meditação em três partes.
A primeira fazemos o que é habitual,
Que é concentrar-nos,
Descontrair-nos o corpo,
Trazer-nos a tranquilidade,
Portanto apaziguar-nos as nossas emoções,
Desligar-nos das nossas atividades correntes,
Fixar-nos a nossa atenção na respiração.
Depois,
Na segunda parte desta prática,
Que é a mais importante,
Será a altura da meditação.
Portanto,
Das quatro virtudes infinitas eu vou repetir cada frase,
Vou dizer cada frase de cada uma das quatro virtudes e tu podes apenas escutar ou podes repetir comigo.
E quero-te pedir aqui que observes as reações do teu corpo e no teu corpo.
Cada vez que eu disser uma frase e tu a repetires,
Como é que o teu corpo reage a essa frase?
Quais são as sensações?
Quais são as emoções que se manifestam?
Quais são as histórias que surgem à superfície?
As ideias que surgem?
Que tipo de pensamentos?
E aqui é importante não alterares em nada estas reações naturais,
Estas sensações que vão surgindo e basta que estejas aberto ou aberta a senti-las,
A testemunhá-las,
A observá-las.
Depois irei repetir cada uma das frases do princípio até ao fim e no final desta prática deves ficar em tranquilidade,
Não te deixar distrair,
Não tentes controlar aquilo que sentes,
Não fazer esforço algum.
Quero dizer também que estas frases que direi daqui a pouco não são nem máximas nem aspirações,
Portanto cada uma delas tem a capacidade de te colocar em contato com aspectos da tua personalidade.
Quando permaneces atento às reações,
Quando permaneces atenta às reações que estás a sentir,
À energia das frases,
Portanto acontece gradualmente um fenómeno que é entrares na própria virtude infinita,
Já que esta prática se chama as quatro virtudes infinitas.
E como se trata de um processo não-linear,
Será escusado querer medir o teu progresso,
Portanto tem que haver uma descontração e uma abertura.
Sem esforço,
Sem desejo de analisar,
De definir.
Depois a terceira parte vou explicar-te no fim.
Muito bem,
Quero que neste primeiro momento então feches os olhos,
Que vedes os estímulos visuais à tua interioridade,
Que é uma das formas mais eficazes de entrares em contato contigo e ficares contigo próprio ou contigo própria.
Vamos fazer alguns ciclos respiratórios,
Vamos pôr intencionalidade nesses exercícios respiratórios,
Profundidade,
O que quer dizer que são respirações profundas e tu vais acompanhar o ar a entrar nos pulmões,
Depois a fazer o trajeto de volta.
Exatamente.
Muito bem.
Continua intencionalmente a fazer respirações conscientes,
Que é uma forma divina de entrares em estado.
Assim não há este momento especial em contacto com a tua própria natureza.
Vamos trazer a serenidade ao teu corpo.
Por um momento hoje pensa na palavra sanidade e no que ela representa.
Pensa na palavra tranquilidade e traz essa sensação ao teu corpo.
Veja que entre na tua cabeça,
Nos teus ombros,
Nos teus braços,
Que estão cada vez mais pesados,
Mais relaxados,
No teu peito,
No teu abdômen,
Nas tuas pernas até chegar aos pés.
Sente essa tranquilidade e essa serenidade,
Uma contração,
Uma descontração profunda,
Sem pontos de tensão,
Absolutamente em paz.
Ok.
E vamos então começar pela primeira das quatro virtudes infinitas que se chama equanimidade.
Equanimidade é a serenidade mental em parcialidade.
Vamos lá.
Posso eu ser livre de preferências e de preconceitos?
Posso eu conhecer todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo conhecendo-me tal como sou?
Posso eu ver em tudo o que se apresenta?
Vamos passar à segunda.
A segunda virtude que se chama amor bondoso.
Posso eu estar bem feliz e em paz?
Posso eu abrir-me a todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo que se abre a mim tal como sou?
Posso eu acolher tudo o que se apresenta?
E vamos passar à compaixão.
Posso eu estar livre do sofrimento,
Dos preconceitos e da confusão?
Posso eu aceitar todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo aceitando-me tal como sou?
Posso eu estar ao serviço de tudo o que se apresenta?
Vamos passar à última das quatro virtudes que é a alegria.
Posso eu me regozijar da vida em todas as suas expressões?
Posso eu me regozijar de todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo regozijando-me em tudo o que faço?
Posso eu saber o que fazer em tudo o que se apresenta?
Anoto auxentes de uma maneira geral.
Terminamos o processo.
São quatro virtudes infinitas.
Cada uma delas tem quatro afirmações.
Relaxa,
Testemunha as sensações do teu corpo,
As emoções que surgem,
As ideias.
Porque de seguida eu vou repetir cada uma das quatro frases referente às quatro virtudes infinitas.
Relaxa.
Vamos recomeçar então pela equanimidade.
Posso eu ser livre de preferências e de preconceitos?
Anota auxentes.
Que sensações,
Que emoções.
Posso eu conhecer todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo conhecendo-me tal como sou?
Posso eu ver em tudo o que se apresenta?
Anota que emoções é que sentes.
Que sensações no corpo.
Vamos passar à segunda amor bondoso.
Posso eu estar bem,
Feliz e em paz?
Anota auxentes.
Sensações,
Emoções e pensamentos.
Posso eu abrir-me a todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo que se abre a mim tal como sou?
Posso eu acolher tudo o que se apresenta?
Relaxa e testemunha o que se passa no teu ser,
No teu corpo,
Com as tuas emoções,
Com as tuas ideias.
E vamos seguir em frente com a compaixão.
Posso eu estar livre do sofrimento,
Dos preconceitos e da confusão?
Anota auxentes.
Posso eu aceitar todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo aceitando-me tal como sou?
Posso eu estar ao serviço de tudo o que se apresenta?
Anota auxentes.
Muito bem.
Capacidade de estar,
Testemunhar e observar.
Para passarmos agora à quarta virtude,
À alegria.
Posso eu me regozijar da vida em todas as suas pressões?
Posso eu me regozijar de todas as coisas tal como elas são?
Posso eu experimentar o mundo regozijando-me em tudo o que faço?
Posso eu saber o que fazer em tudo o que se apresenta?
Testemunha,
Observa,
Leva a atenção para as sensações que surgem,
Para as ideias que vêm à superfície.
Que tipo de emoções sentes?
Isso mesmo.
Acabamos esta prática de quatro virtudes infinitas,
Cada uma delas com quatro frases,
Quatro afirmações.
Quero que comeces a regressar ao aqui e ao agora.
Começas a sentir o teu corpo a acordar,
A despertar.
Isso mesmo.
A pouco e pouco no teu tempo,
Num momento certo,
Poderás fazer uma respiração profunda e abrir os olhos.
Muito bem.
Quero que anotes o que sentes e fica uma sugestão agora para o futuro.
Fizemos este exercício de quatro virtudes infinitas focadas em ti.
Mas podes,
No futuro,
Dedicá-las a outras pessoas ou a um mundo.
Basta que mudes estas frases,
As frases iniciais,
Para possam todos os meus próximos continuares a frase.
Podes também usar possam todos os que sofrem e continuares cada uma das afirmações.
Ou,
Finalmente,
Possam todos os seres.
E levas esta mensagem,
Entregas esta mensagem ao universo,
À existência,
Com a intenção de torná-la presente em todos os seres,
Como se fosse uma extensão de ti,
Como se fosse o alargamento do campo,
Como se houvesse uma película qualquer que se prolongasse de ti para tudo à tua volta,
Para todos os seres,
Para todos os que sofrem,
Para todos os teus próximos.
Muito bem.
Quero que fiques bem e até breve.