17:06

Amigo Compassivo

by Filipe João Raposo

Rated
4.6
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
170

Esta é uma meditação que propõe descobrirmos uma nossa faceta, mais sábia e compassiva e com capacidade para nos trazer neste momento aquilo que mais necessitamos. Esta prática ajuda a fortalecermos uma relação terna e aceitadora de nós mesmos, tal como estamos, no meio da nossa perfeita imperfeição, aqui e agora.

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Transcript

Vamos começar por ir ao encontro de uma postura que nos traga um sentido de entrega,

Conforto,

Mas que ao mesmo tempo também nos permita estar em contacto com alguma vitalidade,

Algum sentido de alerta,

Para podermos notar a nossa experiência.

Vamos começar por levar a nossa atenção à totalidade do corpo,

Tentar ter uma ideia geral de como está o nosso corpo,

Qual o tom emocional,

O tom físico,

Como é que é habitar este corpo neste momento.

Pouco e pouco podemos ir levando a nossa atenção até o centro do peito,

Notando a respiração nessa zona do corpo,

Ver se é possível acompanhar toda a duração da respiração,

O inspirar,

O expirar,

À medida que este se processa de uma forma natural.

Não há nada para controlar,

Nada para acrescentar,

Simplesmente notar,

Na zona do centro do peito.

E se notarem que a atenção vai atrás de um pensamento,

De uma memória,

Alguma preocupação,

Uma historinha,

Notem por onde foi a atenção,

E com toda a gentileza,

Voltem a trazer a atenção ao centro do peito,

A este movimento da respiração.

Convido-os agora a irem visualizando um lugar que seja para vocês seguro,

Um lugar em que se sintam perfeitamente tranquilos,

Em segurança,

Com paz,

Um lugar que poderá ser real,

Algum sítio onde se sintam realmente seguros,

Para uns poderá ser talvez uma praia,

Ou talvez uma floresta,

Uma zona ao pé de um lago ou de uma montanha,

Enfim,

Um sítio em que cada um de nós sente que há ali aquele sentimento de estar em casa,

Que não há nada que nos preocupe,

Simplesmente estar,

Um lugar que nos nutre.

Convido-os a desfrutar e notar os pormenores deste lugar,

Com cada inspiração e cada inspiração,

Vamos nos deixando impregnar pela presença e energia deste lugar,

E vamos respirando,

Notando as sensações no centro do peito,

Acompanhando o inspirar e o expirar,

Deixando-nos afetar pela presença deste lugar,

Deste lugar seguro,

Deste refúgio.

Convido-os agora a visualizarem a chegada de um amigo ou de uma pessoa,

De uma pessoa extremamente sábia,

Compassiva,

Poderá ser uma alguém real na vossa vida,

Alguma figura que vocês admiram,

Que vos conhece bem,

Com quem seja fácil lidar e estar na presença,

Ou poderá ser alguém imaginário,

Poderá simplesmente ser uma presença luminosa.

Imaginem e visualizem esta pessoa a chegar ao vosso lugar seguro.

Esta é uma pessoa que conhece intimamente a vossa história,

Sabe exatamente onde é que vocês estão,

De onde é que vieram,

Sabe das vossas lutas,

Conhece os vossos recursos,

Qualidades,

E conhece também as dificuldades.

Todos aqueles sítios,

Todas aquelas dificuldades que temos,

Todos os sítios em que ficamos aquém daquilo que gostaríamos,

E ainda assim consegue ter uma qualidade de compaixão ilimitada.

Convido-os a estar um pouco,

A olhar para este amigo compassivo,

A desfrutar desta companhia.

E se lhes fizer sentido,

Podem mesmo visualizar,

Aproximarem-se deste amigo compassivo,

Desta presença,

E na medida do que fizer sentido,

Talvez fazer um gesto de cumprimento.

Poderá ser simplesmente um olhar de validação,

Um olhar que reconhece a presença,

Um olhar de gratidão,

Ou pode ser talvez um toque de mãos,

Um aperto de mão,

Poderá ser um toque no rosto,

Ou talvez um abraço,

Aquilo que fizer sentido.

Vamos continuando a saborear,

A desfrutar,

A deixar que a energia deste lugar seguro,

E deste encontro com esta pessoa especial,

Com este amigo compassivo,

Possa ir ressoando em nós,

Possa ir penetrando no interior de nós.

Como tudo o que tem um início,

Tem necessariamente um fim,

O nosso encontro com este amigo compassivo irá chegar ao fim,

Irá terminar,

Mas antes disso,

Esta pessoa tem algo para nos dizer.

Esta pessoa inclina-se para nos dizer alguma coisa ao ouvido.

Podemos visualizar,

Imaginar,

Que palavras este amigo compassivo poderá ter para nos dizer neste momento da nossa vida.

E se fizer sentido,

Se tivermos alguma coisa também para retribuir,

Para dizer,

Esta presença,

Esta pessoa,

Podemos imaginar-nos também a dizer algumas palavras.

Mesmo antes do encontro chegar ao fim,

Do nosso.

.

.

Da nossa companhia nos deixar,

Este amigo compassivo vai deixar connosco um objeto físico,

Algo que vai nos colocar nas nossas mãos,

Que podemos receber.

Vamos tentar imaginar então que.

.

.

Que objeto é que este amigo compassivo deixaria connosco.

Finalmente despedimos-nos,

Permanecemos um pouco mais neste lugar seguro,

A desfrutar um pouco mais da energia deste lugar,

Desta paz,

Deste lugar que tanto nos nutre.

Deixar que esta energia possa despassar-nos até à última célula,

E pouco a pouco vamos nos despedindo deste lugar,

Despedindo-nos da forma que faça sentido para cada um,

De forma a honrar e a agradecer a visita a este lugar.

E relembrando sempre que este refúgio é real e existe dentro de nós.

É um refúgio onde poderemos voltar sempre que for necessário,

Sempre que assim o quisermos.

Podemos talvez lembrar também que o amigo compassivo que veio até nós e que nos disse algumas palavras talvez,

Ou talvez não,

E que nos deixou talvez um objeto connosco,

Ou talvez não tenha deixado nada,

Essa presença é na verdade uma faceta nossa.

É parte de quem nós somos.

É aquela nossa parte que nos conhece intimamente,

Que sabe de onde viemos,

Sabe das nossas lutas,

Reconhece as nossas qualidades,

Os momentos de coragem,

Os recursos,

E conhece também os nossos lados sombra,

E que consegue ter uma capacidade de sabedoria e de compaixão por toda a totalidade de quem nós somos.

E pouco a pouco vamos voltando à atenção ao peito,

Ao centro do peito e à respiração,

À medida que nos vamos aproximando dos instantes finais da prática.

Podemos,

Talvez se fizer sentido,

Colocar uma mão no peito,

Uma forma de fechar a prática,

Um gesto de reconhecimento por este lugar do coração,

Este lugar de tremenda compaixão.

Meet your Teacher

Filipe João RaposoLisbon, Portugal

4.6 (18)

Recent Reviews

Merety

November 20, 2020

Revitalizante! Gratidão.

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