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Jornada Despertar da Consciência Alimentar – Dia 4

by Valéria Bordin

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Nessa dia 4 vamos compreender como foram se construindo os Caminhos da Consciência Alimentar e entender quão ampla é essa abordagem e como pode beneficiar tanto pessoas que sofrem com comer disfuncional como aqueles que desejam sair da abordagem das dietas restritivas e encontrar um forma de maior consciência, harmonia e prazer com o comer . O questionário mencionado ao final não estará disponível nessa versão. Para mais informações deixe sua mensagem nos comentários.

Transcrição

Olá,

Muito bom dia!

Estamos chegando no quarto dia dessa jornada do Despertar da Consciência Alimentar.

E aí,

Como foi ontem?

Comer com a atenção plena,

Explorando os cinco sentidos.

Eu espero que você tenha se divertido,

Porque Mindful Eating é diversão também.

É aquilo,

A gente fazer a nossa jornada o melhor possível.

E quando a gente está presente,

Cuidando do nosso bem-estar,

A gente está fluindo.

Então,

Essa é a ideia.

Bom,

Hoje a gente vai falar um pouquinho sobre os caminhos,

As possibilidades da consciência alimentar.

Para quem é essa abordagem,

Ou talvez para quem não é?

Entendendo assim,

Se eu posso ou não me beneficiar desse caminho.

Bom,

Antes de tudo,

Eu acho interessante a gente comentar aqui,

Que os profissionais capacitados,

Né,

Que passaram por formações,

Que são formações intensas,

Para aplicar os protocolos voltados para a alimentação consciente,

Que são protocolos de Mindful Eating,

Que a gente tem o MECL,

Que é o protocolo que eu sou formada,

Mindful Eating Conscious Living,

Que é da John Joseph and Daisy,

Da Charwick's.

A gente tem o da Chris Teller,

Que é um dos mais famosos,

Até porque tem toda uma avaliação científica.

A gente tem o Eat for Life,

Que é da Lynn Ross.

E aí vai,

Né,

A gente então tem alguns protocolos que vão nos capacitando como profissionais de saúde a atuarem nessa abordagem.

E esses protocolos vieram para o Brasil,

Eu comecei a atuar há oito anos atrás,

Eu fiz a minha formação fora,

Com a John Joseph and Daisy,

Que é uma americana,

E a Charwick's.

E a partir daí,

O que a gente tinha eram os grupos,

A gente começou muito atuando em grupos,

Porque os protocolos de Mindfulness ou Mindful Eating,

Ou todas as outras vertentes de protocolos para diferentes patologias,

Bem,

Os protocolos,

De um modo geral,

São intervenções em grupo.

Foi assim que a gente começou,

Os profissionais que começaram a trabalhar com essa abordagem.

E depois a gente foi trazendo um pouco mais isso para a prática clínica,

E a gente foi moldando isso.

E foi o que aconteceu comigo,

Eu fui transformando isso,

Porque o protocolo é um protocolo.

O meu protocolo é muito voltado para o comer emocional e para um comer compulsivo.

Uma pessoa que não sofre com comer emocional e compulsivo,

Ela não vai se beneficiar tanto desse protocolo.

Ela pode ter um aprendizado,

Mas ela não vai se beneficiar como quem tem a questão.

Do outro lado,

Uma pessoa que come restritivo,

Que tem medo de comer,

E tem toda uma questão com a questão mental,

Que essa coisa dos pensamentos se desestabilizando,

Não tá contemplado nesse protocolo.

E foi daí que eu fui tendo uma necessidade de buscar outras abordagens,

Outras ferramentas para ajudar essas pessoas que tinham essa questão mental mais forte.

Aí então eu fui fazer a minha formação em Mindfulness,

E sou instrutora de Mindfulness para ansiedade e estresse,

Então a gente tá começando a saber lidar melhor com a nossa mente,

Saber lidar melhor com os pensamentos,

Saber fazer escolhas de pensamentos que a gente deve alimentar ou não,

Parar e observar mais a mente funcionando e não se identificar tanto com ela.

Então,

Nos protocolos de Mindful Eating,

Isso não tá ali contemplado tão forte.

É claro,

A gente tem toda a prática de meditação,

Que vai de alguma forma te ajudar muito a ser esse observador de você mesmo,

Que nem a gente estava falando lá no dia de Mindfulness.

Mas na didática,

Prática,

As pessoas às vezes acabam não tendo tanta essa percepção.

Por quê?

Porque a prática contínua,

Diária,

Todos os dias é que vai fazer a diferença.

Não adianta praticar uma vez e não praticar mais.

Por isso que tem as práticas formais e informais,

Porque elas vão fortalecendo esses caminhos do seu cérebro,

Vão modificando o seu cérebro para que ele tenha mais capacidade de estar mais presente,

Com mais foco e concentração,

De ser menos reativo,

De ter uma consciência corporal mais ampliada.

Enfim,

A gente vai realmente mudando o que era apenas uma experiência que a gente vai tendo no momento que a gente tá praticando,

Vai se transformando num traço.

Um traço é aquilo ali,

É como se fosse um print no teu cérebro.

Então,

Você já vai atuar daquela forma.

Então,

É isso que as práticas meditativas acabam trazendo muito pra gente.

E a partir daí,

Eu fui trazendo muito esse conhecimento para a minha clínica,

Para o dia a dia,

Para ajudar as pessoas,

Para desenvolvê-las nesse outro aspecto também de observar os pensamentos.

Mas enfim,

Então,

Voltando lá,

Para quem que é essa abordagem?

Para quem é a abordagem da consciência alimentar?

Eu vejo que é para todas as pessoas,

Não é só para quem tem uma disfunção,

Um comer transtornado.

É para quem deseja se desenvolver nessa habilidade,

Ter mais conexão consigo mesmo com a alimentação,

Ter outras percepções e cuidar melhor de si mesmo.

Mas tem esse outro lado,

Que vão falar que é para uma atuação terapêutica,

Para quem tem um comer disfuncional.

Não necessariamente um comer transtornado,

Mas um comer disfuncional.

E,

Por vezes,

A gente não sabe nem o que é o comer disfuncional.

Eu posso estar passando por esse problema e eu não me dou conta,

Eu não sei.

E,

Nesse lugar,

Mindfulness,

Mindfulness,

As práticas meditativas,

Elas têm um poder enorme de transformação.

Então,

É um caminho realmente validado cientificamente.

A gente tem muitos acadêmicos hoje falando sobre essa abordagem,

Especialmente nesse comer transtornado,

E isso pode te ajudar a reverter esse quadro e a você cuidar melhor de você,

Com certeza.

Bom,

Eu vou colocar aqui quais são os principais comportamentos disfuncionais.

Quem sabe você se atenta e talvez você perceba,

Hum,

Talvez essa abordagem possa ser para mim.

Uma pessoa que vive de dieta como se fosse a única forma de cuidar da sua alimentação.

Uma pessoa que compensa o que come com exercícios extenuantes,

Relaxantes,

Jejum.

Ter práticas alimentares que excluem nutrientes da dieta ou omitem refeições.

Se sentir angustiado ou preocupado se comeu algo que está fora das suas regras autoimpostas.

Não honrar a fome e buscar alternativas para não ouvir os sinais do corpo.

Ter a comida o único recurso para lidar com as emoções.

Ter medo de comer para não engordar.

Não se permitir sentir prazer com os alimentos que estão fora da sua lista de permitidos.

Viver classificando alimentos entre bons e ruins.

Sentir que fracassou quando não segue,

Na verdade,

A risca,

Né,

As regras da dieta.

Então,

Esses são pequenos comportamentos aí que você pode ter e que te identifica com que você tem um comer disfuncional.

E esse é um comportamento,

Percebe que não está só nas escolhas?

Então,

É importante a gente ter conceitos em relação à nutrição?

Claro que é,

É fundamental.

Esse é um mecanismo que a gente tem,

Que é um mecanismo cognitivo.

Eu entendo o que é importante na nutrição para que eu faça escolhas melhores para mim.

Então,

Eu tenho uma ideia,

Uma reflexão e eu coloco isso em prática.

Mas e como eu lido com isso no meu dia a dia?

Essa forma que eu escolhi comer é uma forma adequada para mim?

Eu tô me sentindo bem comendo assim?

Como o meu corpo está se sentindo?

Então,

Todo esse aprendizado de auto-observação é muito o que a consciência alimentar traz para a gente.

Eu consigo observar o meu corpo,

A minha mente,

Meu coração e eu percebo quando,

Por exemplo,

Eu tô indo comer por conta de uma emoção.

Tá bom,

Eu faço o que com isso?

E aí,

As práticas vão te ajudar a saber navegar essas ondas.

A gente tem práticas num protocolo,

Por exemplo,

Para saber surfar na fissura.

Uma das práticas do meu protocolo chama surfando na fissura.

O que é?

Quando a pessoa tem essa compulsão e o impulso para ir comer e não consegue parar.

O impulso é uma ação que eu não consigo dizer não antes que ela aconteça.

E a compulsão é uma ação que já está acontecendo e eu não consigo parar.

Então,

Eu funciono dessa forma hoje.

Eu preciso funcionar de uma outra maneira.

Você percebe que controlar os alimentos,

Colocar isso pode,

Isso não pode.

Nesse momento que você está tendo esse comportamento,

Pouco importa.

Tanto faz.

Eu tenho que saber surfar essa onda.

E para eu saber surfar essa onda,

Eu preciso estar nesse lugar.

E para eu estar nesse lugar de surf,

Vamos pensar assim,

Eu preciso treinar.

Eu preciso treinar,

Respirar.

Eu preciso treinar,

Estar num lugar que às vezes pode me ser um pouco desconfortável.

Eu vou percebendo que a minha respiração é uma âncora importante para trazer mais tranquilidade para a minha mente,

Mais tranquilidade para mim mesma.

E aí,

Nesse lugar,

Eu consigo usar a respiração.

E aí,

Eu consigo desenvolver outras técnicas para saber surfar essa onda.

Isso é treino.

Isso não é uma habilidade que eu entendi.

Entender,

Todo mundo entende.

A minha questão é você botar isso em prática.

Por isso que as práticas,

Elas são contínuas.

Por isso que você ter um instrutor,

Alguém que te guie,

Um terapeuta,

É fundamental.

Porque você tem que trilhar uma jornada.

Primeiro,

Você tem que entender quais são essas técnicas.

Primeiro,

Você tem que aprender a meditar.

Que faz uma grande diferença.

Você pode fazer a consciência alimentar,

Ter essa abordagem e você vai ter benefício?

Sim,

Vai também.

Mas quem medita,

Quem tem essa técnica,

Porque você tá o que?

Você tá refinando essa sua qualidade de atenção.

Você tá realmente modelando o seu cérebro.

Gente,

Faz toda a diferença.

Toda a diferença.

Porque você começa a ser menos reativo,

Tem mais foco e concentração,

Mais consciência corporal.

Você se percebe muito mais fácil,

Você não se identifica mais com a sua mente,

Você deixa os pensamentos passarem.

É uma qualidade de vida fantástica.

Fantástica.

Eu digo isso não só por artigos científicos que você tem hoje aos milhões de mindfulness,

Eu te digo por experiência própria.

Eu agradeço todos os dias eu ter entrado nesse caminho.

Porque hoje eu tenho uma qualidade de vida muito melhor e eu não tenho problemas,

Eu tenho milhões de problemas como vocês têm aí também.

Mas eu consigo navegar essas ondas de uma maneira muito melhor.

Então,

Essa é a grande diferença.

Eu tenho essas duas possibilidades com a consciência alimentar.

Eu posso tanto atuar nessa área de uma forma terapêutica,

Ajudando essas pessoas que têm uma disfunção,

Não comer,

Como eu também posso me ajudar a fluir melhor nesse lugar.

Então,

É um pouco isso que eu gostaria de deixar pra vocês nesses caminhos aqui da consciência alimentar.

E pra finalizar,

Bom,

Existem pessoas que não podem praticar a alimentação consciente,

Que não podem praticar a meditação de mindfulness.

Existe,

Existem algumas condições,

Alguns problemas psicológicos,

Pessoas que são dependentes químicas.

Mas isso é meio que óbvio,

Né?

Você tá usando uma substância química,

Como que você vai começar a ter essa percepção sobre você?

Você precisa estar fora desse lugar pra poder se beneficiar.

E hoje existem protocolos voltados também pra esse problema.

Pacientes que têm problemas químicos de consumo de drogas e medicamentos,

E quando eles já estão numa outra situação,

Mais estáveis,

Então eles têm todo um protocolo que vai lidar muito com isso,

Com essa fissura deles irem buscar droga,

Enfim,

Que uma das práticas tá lá no meu protocolo de comer compulsivo e emocional.

E também pra quem tem alguns problemas psicológicos e estão passando por uma situação mais específica naquele momento e não vão se beneficiar.

É claro,

Pessoas que acabaram de passar por um estresse pós-traumático,

Que tentaram suicídio,

Que têm uma depressão severa,

Que têm uma ansiedade social muito grande,

Então aí eles não vão se beneficiar.

Em alguns casos,

Quando a pessoa tá fazendo um tratamento com um médico psiquiátrico,

Ele tem que indicar pra gente esse paciente.

Eu normalmente recebo indicações de psiquiatras pra pacientes fazerem o atendimento comigo pra que eles possam se beneficiar,

Mas mesmo eles tomando medicamentos,

Mesmo ele trabalhando na ansiedade ou tendo alguma questão,

Se o psiquiatra me enviou,

Eu já sei que ele pode fazer esse programa.

Então,

É muito nesse lugar,

Tá?

Então,

A gente tem algumas considerações ali que não são indicadas o programa naquele momento.

Depois que a pessoa tiver mais estável e tal,

Aí sim ela pode retomar e praticar.

Então,

É um pouco isso que eu gostaria de deixar aqui pra vocês,

Né?

Essa visão um pouco do que é o comer consciente,

De onde ele veio,

Desses protocolos,

Depois nós profissionais aqui no Brasil começamos a adaptar mais na prática clínica e é importante quem for aplicar esse protocolo em vocês,

Seja em grupo ou de forma terapêutica na clínica,

Que esse profissional tenha uma capacitação,

Porque parece algo muito simples,

Mas não é,

Gente.

Então,

Não dá pra qualquer pessoa ficar aplicando essas técnicas como se fosse,

Né,

Um mais dois.

Não dá.

Algumas coisas muito simples a gente consegue fazer,

Qualquer profissional,

Não há problema nenhum,

Mas há outras questões que não tem como,

Por exemplo,

Pra ele chegar nesse lugar de surfar nessa prática,

Que eu falei nesse protocolo,

Precisa de um trabalho com esse paciente,

Ele precisa estar num momento pronto pra que ele possa saber fazer isso,

Você tem que saber conduzir essa prática e também saber amparar se esse paciente tiver qualquer questão nesse momento.

Então,

Não é pra qualquer pessoa aplicar as práticas,

É preciso você ter um treinamento e uma capacitação.

Então,

Quando você for procurar um profissional,

Se você se identificar com essa prática,

É importante você ter isso muito certeiro,

Tá,

Se validar nesse lugar.

Bom,

É isso,

Hoje foi um dia mais longo,

A gente já tá aqui nos 15 minutos,

Quase,

Mas eu acho que é importante pra que tenha muita clareza.

E eu vou deixar aqui como exercício um questionário,

Um questionário bem interessante,

Muito simples,

Pra gente ver em qual momento a gente tá,

Se a gente é um comedor intuitivo,

Se a gente é um comedor compulsivo,

Se a gente é um comedor restritivo.

E vocês vão perceber que,

Normalmente,

A gente transita nesses lugares,

Mas,

Às vezes,

Pra que você possa se perceber,

Poxa,

Será que eu tô com alguma questão aqui que vale a pena eu começar a investir e transformar isso?

Então,

Vai ficar aqui esse questionário pra vocês e tá aqui impresso,

Você pode tanto fazer ou imprimi-lo,

Pra que você possa realizar,

Tá bom?

Então,

É isso por hoje,

E a gente se vê amanhã,

Que amanhã a gente já vai começar na jornada do corpo.

Vamos descobrir como que o corpo,

Ele pode nos ajudar a ter uma relação melhor com a nossa alimentação.

Te espero amanhã,

Um abraço!

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