
Princípios do bem viver
Esse episódio traz um breve resumo baseado no livro "Tekoá-Porã" de Kaká Werá. A partir da sabedoria indígena, tem-se uma reflexão sobre como a meditação pode nos ajudar a construir uma boa vida para si, para o coletivo e para a Terra.
Transcrição
Oi,
Aqui é a Gabi do Projeto Presença,
E nesse episódio eu queria compartilhar com você algo que eu li e me inspirou muito nessas férias.
De forma resumida,
Eu vou trazer os princípios do bem viver,
De acordo com a sabedoria Tupi-Gurani,
Algo que o autor Kaka virá atrás no seu livro,
Te Kua Poran.
E como esse podcast é um podcast de meditação,
É claro que eu também vou fazer relações com a filosofia da prática.
Bora lá?
O significado de Te Kua Poran seria o caminho do bem viver.
Nas palavras de Kaka,
Esse bem viver é alcançado pelo reconhecimento de nossa essência ancestral,
Que transcende nossa existência material e se desdobra no tempo e no espaço como experiência de vida,
Manifestando-se na maneira como nos conectamos com o lugar que habitamos.
O Te Kua nos convida a viver em harmonia com nós mesmos,
Com a natureza e com a comunidade de seres,
Incluindo os humanos,
Respeitando nossas raízes e os ensinamentos de nossos antepassados.
Para ter uma boa vida,
Não só os Tupi-Gurani,
Mas diversas etnias indígenas também acreditam que é preciso cuidar do nosso interior,
Focando no bem pensar,
No bem sentir e no bem fazer.
O bem pensar é cuidar dos nossos pensamentos.
O bem sentir é sobre aprender a ouvir o coração.
E o bem fazer é o resultado do alinhamento dos pensamentos e dos sentimentos,
Gerando ações éticas e de cuidado consigo e com o mundo.
Para conseguir de fato fazer isso,
Precisamos silenciar,
Pausar,
Parar.
A partir do silêncio,
Conseguimos reparar nos pensamentos,
No coração e nas nossas intenções.
Nas palavras sábias de Kaka,
O bem sentir facilita a estabilidade das emoções e sensações que nos circundam e o bem pensar prepara a mente para uma eventual predisposição a entrar nesse lugar sagrado de nós mesmos.
Tudo isso gera o bem viver,
Mas tem um detalhe,
Se colocarmos tudo isso em prática,
Perceberemos que o nosso ritmo é muito mais próximo do ritmo da natureza do que do ritmo acelerado e mecanizado a que estamos inseridos e acostumados.
Kaka também deixa claro que quando nos desconectamos do ritmo da natureza,
Abrimos espaço para os grandes males da humanidade,
As guerras,
A fome,
A miséria e as epidemias.
Lendo o livro,
Eu não pude deixar de pensar em outra sabedoria ancestral muito parecida.
Do outro lado do mundo,
Buda chegou às mesmas ideias pelas suas práticas de contemplação e investigação da natureza humana.
Para acessar o sofrimento,
Ele propôs o caminho óctuplo,
Que fala sobre visão correta,
Pensamento correto,
Fala correta,
Ação correta,
Modo de vida correto,
Esforço correto,
Atenção plena correta e concentração correta.
Muito parecido com o bem viver dos Tupi-Guarani,
Não é mesmo?
Ambas as filosofias nos inspiram a viver com propósito,
Autenticidade,
Compaixão e seguir nossa orientação interior.
Uma coisa que eu achei muito especial da filosofia Tupi-Guarani é justamente que para termos firmeza na vida e no caminho do bem viver,
Também precisamos nos conectar com a nossa ancestralidade.
E para aprofundar tudo isso,
Eu recomendo que você leia o livro Te Kuá Porã,
Até porque eu acredito que só o Cacaverá é capaz de explicar sobre isso com beleza e simplicidade.
Esse foi só um resumo com algumas reflexões para te inspirar a se conectar com essas ideias.
Que tal nos comprometermos com o caminho do bem viver?
Vou te dar uma dica,
A meditação é o primeiro passo.
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4.9 (12)
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