A palavra mindfulness é a tradução da palavra indiana sati,
Que significa atenção plena e que se refere a uma forma de perceber tudo o que a mente envolve,
Ver,
Ouvir,
Cheirar,
Tocar,
Saborear,
Sentir e pensar,
Sem provocar alterações ou reagir emocionalmente.
Isto significa que envolve ecoanimidade,
Que é a nossa capacidade de permanecermos calmos e não reativos,
Qualquer que seja a experiência.
A técnica mais utilizada,
Principalmente no início,
Prende-se com o foco da atenção na respiração,
Seguindo o ritmo inspiração a inspiração em cada movimento respiratório.
Quando a mente se afasta do seu objeto e surgem pensamentos descontextualizados,
O sujeito retorna suavemente à atenção para a respiração,
Sem julgamentos.
Do ponto de vista neurobiológico,
O processamento de informação é controlado por influências de top-down,
Quer isto dizer que constantemente criamos previsões para a informação sensorial que recebemos.
As influências descendentes exercem uma espécie de escravização do processamento de informação.
Raramente olhamos para algo sem fazer qualquer tipo de julgamento.
Não dizemos aquela bola é amarela ou aquele casaco é azul.
Normalmente dizemos não gosto daquela bola amarela ou gosto daquele casaco azul.
Os processos top-down revelam-se cruciais para a sobrevivência.
Contudo,
Ao agruparmos toda a informação nova em categorias pré-existentes,
Perdemos grande parte dela,
Dado que o sistema impõe uma série de filtros automáticos que atenuam ou eliminam a informação nova.
Isto dificulta a aceitação da informação bottom-up associada ao viver no aqui e no agora.
Aquela que contempla os cinco órgãos dos sentidos,
A visão,
O olfato,
O tato,
O paladar e a audição,
A interocessão que envolve as sensações viscerais e proprioceptivas,
A compreensão da mente,
A nossa,
Do outro,
O mind-sight e a teoria da mente e o sentido relacional que informa sobre a existência de ressonância ou dissonância nos relacionamentos interpessoais que nos permite sentir-nos sentidos pelos outros.
Ao praticarmos mindfulness,
Favorecemos a chegada de mais informação às instâncias pré-frontais,
Especificamente ao córtex pré-frontal do orço lateral.
Este é ativado a tempo de receber a informação privilegiada nesse momento,
Uma vez que a atenção é direcionada para o meio das correntes sensoriais,
Ao implicarmos ao mesmo tempo a capacidade de auto-observação,
Ou seja,
A metacognição que nos permite tomar consciência dos processos mentais que estão em funcionamento,
Teremos a oportunidade de tornar a nossa resposta mais flexível,
Desconectada e não automática,
Que,
Na ausência desta intervenção consciente,
Teria ocorrido.
O mindfulness ajuda-nos,
Portanto,
A estarmos mais conscientes dos nossos comportamentos,
Das nossas emoções e a não reagirmos imediatamente a um estímulo.
Aquele momento entre uma inspiração e uma inspiração pode ser decisivo na nossa tomada de decisão.
Tenta,
Nos próximos minutos,
Concentrar-se na tua respiração,
Na inspiração,
Na inspiração,
Até a música terminar.