
Relaxamento Profundo Mindfulness e Consciência Corporal
Viver em harmonia com o meio caótico e acelerado da vida moderna é uma competência que cabe a cada um de nós aprender e integrar, por exemplo através da regulação do sistema nervoso, do sono, de práticas de atenção plena, de escolhas sensatas e saudáveis ao longo do dia e da vida, exercício físico, alimentação nutritiva e conexões amorosas com as pessoas da nossa vida! E se sentes que no meio do teu dia só tens 5 minutos para relaxar e cuidar de ti, isso é um sinal que precisas então de parar pelo menos 50 minutos para cuidares do teu templo e capacitares o teu corpo, mente e sistema nervoso para que o caos externo não incendie o teui ambiente interno. Por isso ofereço-te hoje um relaxamento profundo de atenção e consciência corporal para te convidar a estar plenamente presente em ti, no aqui e no agora! Boa viagem e bom relaxamento! Music composed by Narek Mirzaei (Music Of Wisdom)
Transcript
Seja bem-vindo e bem-vinda à tua prática de relaxamento profundo e consciência corporal.
Para esta prática convido-te a deitar.
Podes deitar no tapete de yoga,
No chão ou até mesmo na tua cama.
O mais importante é que te sintas confortável e que te permitas sentir toda a parte posterior do teu corpo em contacto com a terra,
Em contacto com o chão e que te mantenhas desperto e desperta durante toda a prática acompanhando a consciência corporal à medida que te vou convidando a notar e a sentir o teu corpo.
Recomendo igualmente que o espaço em que te encontras seja livre de distrações externas.
Desliga por isso também as notificações do teu telemóvel e do teu computador e prepara-te para uma viagem de relaxamento profundo e de consciência corporal.
Ao deitares procura ajustar o teu corpo para que te sintas o mais confortável possível.
Talvez precisas de utilizar uma almofada debaixo dos teus joelhos para assentar mais confortavelmente a tua lombar,
Mas se possível evita usar uma almofada debaixo da tua cabeça.
E se for necessário cobre-te com uma manta para que o teu corpo não arrefeça.
Fazendo os ajustes necessários,
Senta agora todo o teu corpo assento no tapete.
Liberta todo o teu peso para baixo em direção à terra.
E neste momento procura sentir que podes simplesmente soltar,
Libertar de todos os teus esforços.
Não precisas de segurar absolutamente nenhuma parte do teu corpo.
Solta completamente todo o teu peso em direção à terra.
Aceita esse suporte da terra debaixo do teu corpo.
Confia,
Este é um espaço seguro para que possas descontrair e relaxar profundamente.
Faz agora três respirações profundas.
Expira pelo nariz e ao expirar liberta todo o ar dos pulmões pela boca.
A cada expiração solta-se um pouquinho mais.
A última vez.
Guia agora toda a tua atenção em direção aos diferentes pontos de contacto entre o teu corpo e o chão.
Senta os teus calcanhares,
As pernas,
As coxas,
A anca,
As costas,
Os ombros,
Os braços,
As mãos,
A cabeça.
E liberta todo o teu peso em direção a estes diferentes pontos de contacto entre o teu corpo e o chão.
Permite que a tua atenção se dedique plenamente por alguns instantes ao reconhecimento das diferentes sensações que podes sentir nestes diferentes pontos de contacto entre o teu corpo e o chão.
A cada expiração permite-te libertar um pouquinho mais,
Soltar mais peso do teu corpo e permite-te receber todo o suporte da terra.
Neste momento não precisas de assegurar o teu corpo,
Não precisas de tensionar nenhuma parte do teu corpo.
Procura simplesmente soltar,
Libertar e aceitar todo o suporte que a terra tem para te dar.
E a partir destes diferentes pontos de contacto entre o teu corpo e o chão,
É como se a partir de agora começassem a expandir-se raízes,
Raízes energéticas que mergulham profundamente no centro da terra,
Que atravessam todas as camadas da terra até ao centro da terra.
Raízes que mergulham mais profundamente a cada expiração,
A cada movimento descendente do teu corpo,
A cada vez que conscientemente libertas mais e mais e mais o teu corpo em direção à terra.
E quanto mais profundo essas raízes mergulham na terra,
Mais estabilidade sentes no teu corpo,
Mais segurança,
Mais suporte,
Mais confiança,
Para que possas relaxar mais e mais e mais a cada expiração.
Permite que a tua respiração flua natural e espontaneamente,
Sem precisar de a controlar,
A dominar,
Sem aprender,
Sem a forçar.
Permite que esta sensação de relaxamento profundo,
Que atravessa todo o teu corpo,
Preencha tão bem a tua respiração,
Uma respiração relaxada,
Fluida,
Contínua,
Sem pressa,
Sem tensão,
Perfeitamente descontraída.
Convido-te agora a guiar a tua atenção até os teus pés.
Procura sentir o teu pé direito,
Procura sentir o teu pé esquerdo.
Sente ambos os pés em simultâneo.
Como é que sentes os teus pés?
Será que precisas de mover o teu corpo para sentir os teus pés?
Será que o simples facto de guiares a tua atenção aos teus pés faz com que os sintas mais presentes na tua consciência?
Talvez consigas sentir a temperatura do ar na pele dos teus pés ou sintas as maias que cobrem os teus pés ou qualquer outro tecido que envolva os teus pés.
Será que consegues sentir o peso dos teus pés?
Talvez tenhas consciência e percepção da forma como eles caem lateralmente.
Observa com curiosidade cada sensação que possa surgir.
Mas observa também com curiosidade se é possível que se não surgir nenhuma sensação não precisas de forçar nenhuma sensação a estar presente.
Simplesmente mantenha a tua presença e a tua atenção a cada parte do teu corpo.
Sente o dedo grande do pé direito.
O segundo,
O terceiro,
O quarto,
Quinto dedo do teu pé direito.
Sente o calcanhar do pé direito.
Sente toda a sola do pé direito.
Sente a pele do peito do pé direito.
Sente todo o pé direito.
Sente o dedo grande do pé esquerdo.
Sente o segundo,
O terceiro,
O quarto,
Quinto dedo do teu pé esquerdo.
Sente o calcanhar do pé esquerdo.
Sente toda a sola do teu pé esquerdo.
Sente a pele do peito do pé esquerdo.
Que sensações é que vibram nos teus pés?
Será que sentes mais o direito,
Sentes mais o esquerdo?
Alguma sensação de calor,
Frio que consigas distinguir?
Continua a observar.
Quanto mais observas quanto mais atenção dedicas ao teu objeto de observação.
Mais esse objeto de observação,
Neste caso os teus pés,
O teu pé direito e o teu pé esquerdo,
Eles ampliam na tua consciência.
Como tal,
Como sentes o tamanho dos teus pés?
Consegues sentir a dimensão dos teus pés ampliar à medida que lhes dedicas atenção?
Continua a observar.
Com curiosidade,
Com entusiasmo.
É como se fosses uma criança que nunca tinha sentido os seus pés e está a explorá-los com a sua consciência pela primeira vez na sua vida.
Tenha a tua respiração a fluir.
Natural,
Descontraída,
Relaxada,
Sem tensão,
Sem pressa.
E guia agora a tua atenção às tuas pernas,
À tua perna direita,
À tua perna esquerda.
Do tornozelo direito ao joelho direito da tua perna direita.
Do tornozelo esquerdo ao teu joelho esquerdo da tua perna esquerda.
Sente ambas as pernas,
Direita e esquerda,
Em simultâneo.
Que sensações estão presentes neste momento nas tuas pernas?
Consegues distinguir diferenças do lado direito para o lado esquerdo?
Consegues sentir o seu peso?
Consegues sentir nas tuas pernas a ação da força da gravidade a puxar as tuas pernas para baixo?
Consegues sentir a superfície do tapete ou do colchão?
A textura?
Consegues sentir algum tipo de tecido que envolva as tuas pernas?
Talvez algum elástico,
Algum ponto de contacto que se saliente um pouco mais em relação a outros?
Consegues sentir algum pulsar da tua circulação sanguínea?
Talvez apenas sintas as tuas pernas porque existe algum tipo de tensão,
Algum tipo de dor?
Ou talvez não sintas absolutamente nada?
Então de que maneira é que podes sentir um pouquinho mais?
Sem criar uma história?
Sem entrar no processo mental?
Mas tão simplesmente a conectar com a tua consciência e com o teu corpo?
Com a realidade do teu corpo neste momento?
O quão profundamente te permites sentir as tuas pernas?
As diferentes partes da tua perna direita,
As diferentes partes da tua perna esquerda?
Talvez sintas mais o tornozelo mais facilmente do que o joelho?
Talvez consigas sentir mais facilmente os gêmeos do que por exemplo a canela ou o músculo tibial?
Talvez precisas de mover um pouquinho uma das tuas pernas para senti-la?
Para te conectar um pouquinho mais com a tua perna esquerda por exemplo?
Então move!
Este é um movimento consciente que te traz uma maior conexão com o teu corpo.
Não é um movimento automático,
Padronizado.
E observa que se surgir algum movimento automático,
Padronizado para tão bem olhares com consciência para esse movimento será essencialmente necessário?
Ou será que vem de uma história do passado?
De um hábito recorrente?
De um fugir de uma sensação?
De um fugir de um desconforto?
Será que esse desconforto é real?
Será que é verdadeiramente físico?
E o teu corpo verdadeiramente precisa desse movimento e dessa adaptação?
Para continuar num estado de conforto em que a consciência flui livremente?
Ou é um movimento que te quer fazer fugir desse desconforto mental,
Desconforto emocional?
De um medo de sentir?
Ou um medo até de não sentir?
De não te sentires bem?
Continua a tua exploração.
E viaja agora até às tuas coxas.
À tua coxa direita e à tua coxa esquerda.
Como sentes as tuas coxas?
Precisas de realizar alguma ação para que sintas as tuas coxas?
Consegues sentir o seu peso?
A sua forma?
Ou até a forma interessante como as tuas coxas perdem a sua forma à medida que relaxam mais e mais na direção do tapete?
Consegues sentir a pele?
Como é que consegues sentir a pele?
Será através do contacto da roupa que vestes ou da manta que te cobre?
Ou talvez através do contacto do ar que toca na tua pele?
E sentes a temperatura,
A frescura do ar ou até o calor do ar?
Sentes alguma contração em algum músculo específico?
Consegues perceber se uma das tuas coxas cai um pouquinho mais para um dos lados?
Continua a observar.
Vamos mais fundo nessas camadas.
Vamos sentir abaixo da pele,
Vamos sentir a faixa.
Vamos sentir o músculo.
Vamos sentir os fémures,
Vamos sentir o fémur.
Vamos sentir a coxa como um todo.
Por vezes é necessário usar a criatividade,
Usar a imaginação.
Usa,
Se isso te ajuda a trazer mais consciência a esta parte tão importante do teu corpo.
As tuas coxas.
As tuas coxas direitas e as tuas coxas esquerdas.
Certifica-te que continuas a respirar natural e espontaneamente.
Que este momento flui naturalmente sem esforço.
Que o teu corpo continua a relaxar.
E que a tua mente continua perfeitamente ancorada na observação.
Que tu continuas perfeitamente presente neste momento.
Neste momento precioso de consciência,
Atenção plena e relaxamento.
E continua agora a tua jornada até à tua anca.
A tua anca que compreende a tua bacia,
Os órgãos internos,
O teu baixo-ventre,
O aparelho reprodutor,
A bexiga.
Por alguns instantes sente,
Sente o seu peso,
Sente a força da gravidade a puxar a tua anca para baixo.
Sente a forma dos teus glúteos,
Como recebem o peso da tua bacia.
Será que precisas de mover a tua bacia para a sentir?
Se for necessário move a tua bacia conscientemente,
Muito lento.
Para te conectares com esse movimento fundamental da tua anca.
Um movimento que te permite caminhar,
Manter uma posição vertical.
Te permite manter uma postura ereta.
Uma postura de elevação,
De abertura.
Que te permite caminhar ao longo da tua vida.
Em presença,
Em consciência.
Talvez consigas então sentir os teus órgãos internos.
Indo além da camada da pele.
Talvez consigas notar um determinado movimento que está sempre presente.
Que pode ser muito subtil,
Mas que está lá presente.
O movimento da tua respiração.
Pois à medida que inspiras profundamente,
O ar dos teus pulmões empurra os órgãos internos para baixo.
E provocam uma suave saliência do teu baixo ventre.
Sentindo essa suave pressão,
Suave massagem interior.
Talvez neste momento,
Consegues sentir esse movimento tão agradável.
Talvez seja algo que nunca te tenhas permitido sentir.
Fazer esta pausa consciente e de explorar esta parte tão preciosa do teu corpo.
Talvez consigas sentir bem presentes os teus órgãos genitais.
Tu bexiga parte dos teus intestinos.
Talvez consigas diferenciar o teu lado direito do teu lado esquerdo.
Algumas características ligeiramente diferentes de um lado para o outro.
Talvez não sintas absolutamente nada.
E está tudo bem.
Não precisas de provocar nenhuma sensação.
Precisas tão somente de estar presente e consciente.
E convido-te agora a subir ao longo das tuas costas.
Caminhar vértebra por vértebra.
Sentir toda a musculatura envolvente de cada vértebra.
Sentes o sacro no fundo das tuas costas.
E caminha pelas vértebras da lombar.
Continua a subir ao longo das vértebras da dorsal.
Até aquele ponto delicioso,
Bem ali entre as homoplatas.
E continua a subir um pouquinho mais ao longo da tua cervical.
Até à base do teu crânio ocipital.
E sente toda a tua coluna.
Sente todos os diferentes pontos de contacto entre as tuas costas e o tapete.
Vais notar que,
Naturalmente,
Alguns pontos da tua coluna vertebral não tocam o chão.
Procura sentir esse espaço em suspenso entre as tuas costas e o tapete.
E esse contraste agradável entre os pontos de contacto e os pontos sem contacto.
Sentes alguma sensação diferente?
Como é que isso te faz sentir as tuas costas?
Sentir o corpo físico é também entrar em contacto com outras camadas mais sutis do teu corpo.
De conectar com o teu corpo emocional,
O teu corpo energético.
Então,
Sentir com esta profundidade o teu corpo.
Talvez te faça também sentir alguma emoção.
Qualquer que seja essa emoção,
Permite também que ela esteja presente.
Acho pazes com essa emoção.
Aceita a sua presença,
Assim como aceitas a presença de toda e qualquer sensação física que possa surgir.
Seja ela agradável,
Seja ela desagradável.
Aceita especificamente.
E respiras profundamente.
Seja para essa sensação,
Seja para essa emoção.
E permite estar totalmente presente e atenta,
Atento ao aqui e ao agora.
Continua a investigar então as tuas costas.
Sentes movimento nas tuas costas?
Sentes a tua respiração nas tuas costas?
Sentes a parte posterior da tua caixa toráxica expandir e empurrar o tapete?
Sempre que inspiras e a ganhar mais leveza quando a expiras.
Mais leveza,
Mas em simultâneo.
A descontrair mais ainda.
Em entregar mais ainda à Terra.
Ao suporte.
À conexão.
Descontrair mais e mais e mais.
Abandona-te completamente nesta entrega.
Permite-te render.
Permite-te desfrutar deste momento tão importante.
Neste momento de conexão contigo mesmo.
Talvez sintas alguns músculos ao longo da tua coluna.
Hora que contraem suavemente,
Hora que relaxam suavemente.
Há sempre algum contraste que te permite perceber.
Ah,
Ok,
Agora estou a relaxar.
Ah,
Ok,
Agora estou a contrair.
E observa continuamente.
Sem julgamento.
Pois não há aqui nada de errado,
Não há aqui nada de certo que possas sentir.
É a tua realidade que sentes com curiosidade e entusiasmo.
E ao longo das tuas costas.
Talvez encontres esse ponto de contacto muito interessante com as tuas homoplatas.
A superfície das tuas homoplatas que empurra ao chão.
Por uns instantes,
Conscientemente,
Empurra um pouquinho mais as tuas homoplatas contra o chão.
Para que as possas se sentirem mais presentes.
E ao trazer até ti este suave movimento.
Repara em todo o impacto que isso provoca no resto do teu corpo.
Na apertura do teu peito.
Na conexão com os teus ombros.
Na apertura dos teus ombros.
Na forma como os teus braços encontram uma posição ainda mais descontraída.
E a forma como a tua coluna consegue encontrar mais espaço.
Para expandir,
Para alongar.
Se curioso,
Se curiosa.
Explora um pouquinho mais.
Que não sintas apenas as tuas costas quando te dói.
Sinta as tuas costas,
Reconhece o seu papel fundamental.
Na tua saúde,
Na tua saúde física,
Na tua saúde emocional.
Na tua postura física,
Na tua postura emocional.
Na tua verticalidade,
Na tua integridade.
Não se trata apenas de sentir o corpo físico.
Trata-se acerca de sentir tudo o que está presente.
Caminhando agora em direção aos teus braços.
E sente-se.
Do teu ombro direito à tua mão direita.
Sente todo o teu braço,
Braço antebraço,
À palma da mão,
Às costas da mão direita.
Sente o teu braço direito como um todo.
Sente o teu braço esquerdo,
O teu ombro esquerdo à ponta do teu braço.
Sente todos os dedos da mão esquerda.
Sente o braço,
O antebraço,
As costas da mão,
A palma da mão esquerda.
Sente todo o teu braço esquerdo como um todo.
Sente ambos os teus braços em simultâneo.
O teu braço direito e o teu braço esquerdo.
E repara,
Mais uma vez.
Qual é o tamanho dos teus braços agora?
Qual é o tamanho das tuas mãos agora?
Quanto espaço é que os teus braços ocupam agora na tua consciência?
Será que a tua atenção consegue perder-se noutros pensamentos?
Noutras distrações?
Noutras âncoras que não os teus braços?
Que não este envolvimento íntimo?
Com os teus braços,
Com o teu braço direito,
Com o teu braço esquerdo.
Trata-se tão bem de desenvolver esta intimidade contigo mesmo.
Trata-se de desenvolver uma maior e melhor percepção de ti mesmo.
Trata-se de desenvolver mais sensibilidade,
Sentir com melhor qualidade.
E isto não significa apenas sentir aquilo que faz-te sentir bem.
Significa também sentir com mais presença quando há uma tensão,
Quando há uma dor,
Quando há qualquer tipo de sofrimento.
Tudo amplia.
Então observa tudo aquilo que amplia em relação ao teu braço direito.
Consegues sentir a sua pele?
A temperatura?
Haverá diferença da temperatura em relação a diferentes pontos do teu braço direito?
Sentes os teus músculos?
Sentes a tua estrutura óssea?
Consegues sentir o tecido a tocar na tua pele?
Consegues sentir o tapete debaixo dos teus braços?
Consegues sentir algum anel num dos teus dedos?
Se tiveres uma pulseira ou um relógio,
Será que consegues sentir esse ponto de contacto?
Consegues sentir a distinção entre esse ponto de contacto,
Entre uma pulseira,
Um relógio,
Até mesmo um anel,
E o resto da tua pele?
Consegues sentir a vibração e energia desse mesmo objeto a entrar em contacto com a tua pele?
E a palma das tuas mãos?
Como sentes as palmas das tuas mãos?
Haverá diferença entre a palma da tua mão direita e as costas da tua mão direita?
E os teus dedos?
Polgar,
Indicador,
Médio,
Anelar,
Mindinho?
Consegues sentir cada um destes dedos?
Quão enorme e gigante se encontra neste momento a tua mão direita na tua consciência?
Por vezes há aquela sensação quase engraçada,
Quase cómica,
De que a mão começa a crescer,
A crescer,
A crescer,
A crescer,
E a mão neste momento é absolutamente gigante.
Pois ela ocupa toda a tua atenção,
Toda a tua dedicação,
Toda a tua devoção.
E ela expande graciosamente.
E aquela parte do teu braço direito que apenas sentes quando bates com essa parte do teu corpo?
Uma mesa,
Numa porta?
Refermo ao cotovelo.
Consegues neste momento sentir o cotovelo?
Sem dor,
Sem contraste.
Apenas sentir?
Talvez consigas sentir a pele do cotovelo,
A força da gravidade a puxar o cotovelo um pouco mais para baixo?
Consegues sentir a forma como o teu antebraço cresce desde o teu cotovelo?
O quão interessante é sentir o cotovelo?
O quão interessante é poder sentir uma parte do teu corpo?
E sente-se profundamente.
E o teu braço esquerdo?
Da igual forma?
Consegues sentir diferença entre as diferentes partes do teu braço esquerdo?
Consegues sentir o teu cotovelo esquerdo?
E a parte interna do teu cotovelo esquerdo?
Consegues sentir?
Será que existe alguma transpiração nessa parte do teu corpo?
Que faça contraste com a temperatura do teu corpo?
Consegues sentir a pele do teu braço,
Do teu antebraço esquerdo?
E o teu punho esquerdo?
Consegues sentir apenas o punho esquerdo?
Nada mais?
Será que o consegues sentir através de uma pulseira?
Através de um relógio?
Ou através de algum tecido que cubra o teu braço,
O teu punho?
Ou através do contacto com o tapete?
Ou tão simplesmente consegues sentir o teu pulsar?
A tua pulsação?
Na superfície da pele do teu punho esquerdo?
Consegues sentir essa vibração?
Esse ritmo precioso do teu batimento cardíaco no teu punho esquerdo?
Talvez esteja tão vivo neste momento que o consegues sentir em todo o teu punho?
Em todo o teu pulso?
Uma sensação que começa a envolver a tua mão esquerda E começas a levar a tua atenção para a tua mão esquerda Para a palma da tua mão esquerda As costas da tua mão esquerda Para o teu polegar indicador,
Dedo médio,
Dedo anular,
Dedo menino Para os cinco dedos da tua mão esquerda E toda a tua mão pulsa e vibra E sentes essa vitalidade bem presente na tua mão esquerda E sentes Sente a tua presença assente na tua mão esquerda Com dedicação,
Com devoção,
Com entrega E leva agora atenciosamente a tua consciência à tua cabeça Convido-te a sentir a tua cabeça E não apenas a parte da tua cabeça em contato com o chão Vou-te convidar a sentir o cabelo Vou-te convidar a sentir o nariz,
As orelhas A língua,
Os dentes,
O queixo A sentir a expressão do teu rosto A sentir os teus olhos A sentir as tuas lágrimas A sentir as tuas sobrancelhas Como é que podes então sentir o teu cabelo?
Como é que podes então sentir cada uma destas partes do teu rosto?
Como podes sentir a tua expressão?
Como podes reconhecer a tua expressão sem olhar-te para um espelho?
Talvez sintas o cabelo a tocar nas orelhas E tens essa sensação de que o teu cabelo está a tocar nas orelhas E tens essa sensação interessante e agradável de sentir o cabelo Em contraste com o toque nas orelhas Que por sua vez também te faz ter consciência do que é sentir as tuas orelhas Sentir a presença das tuas orelhas Talvez não tenhas cabelo para sentir as orelhas desta forma E sintas o ar passar pelas tuas orelhas E por que não sentir as orelhas através do som?
Ao escutares a minha própria voz Estás a reconhecer a presença das tuas orelhas Que permitem que o som alcance o teu ouvido interno E que o teu cérebro faça a interpretação destas palavras Que te traz entendimento e compreensão de cada uma destas palavras E o nariz?
Talvez precisas de mover o nariz para perceber que o nariz está lá Mas e por que não sentir o nariz através da respiração?
Do ar que respiras Ao inspirares,
Possivelmente vais sentir a frescura do ar a passar nas tuas nariz Sentes a textura do ar E ao a inspirar Sentes então o ar levemente aquecido Sentes o ar levemente aquecido A tocar de volta nas tuas nariz E como podes então sentir a tua língua?
Sentir os teus dentes?
Toda a cavidade do bocal?
Talvez te ajude a umedecer o nariz A engolir os lábios,
A engolir saliva E aí entras em contacto com todas as partes da tua boca Talvez sintas algum paladar Sentes a frescura dos dentes em contraste com a tua própria língua Sentes o sabor dos teus lábios A textura da pele dos teus lábios E ao fazer este suave movimento Também vais sentir o teu queixo Que acompanha o movimento da tua boca E a expressão do teu rosto?
Como podes sentir?
Será que sentes os teus olhos a apertar?
Os teus lábios a apertar?
Ou sentes leveza?
A expressão do teu rosto?
Até podes,
Intencionalmente,
Por alguns instantes Contrair o teu rosto um pouco mais Contrair,
Contrair E depois ao expirar,
Libertar essa contração Esse contraste vai ajudar-te a sentir mais o teu rosto A perceber melhor o que é uma contração no rosto E o que é um rosto mais descontraído,
Mais suave Um rosto mais tenso Um rosto mais tenso Trará uma expressão mais tensa Mais cisuda,
Mais fechada E um rosto mais descontraído,
Mais suave Traz consigo uma expressão mais suave De maior abertura De maior ternura Neste momento,
Como sentes agora a tua expressão?
Mais descontraída?
Mais suave?
Mais terna?
Ou mais tensa?
Mais contraída?
Mais preocupada?
Apare que também a expressão do teu rosto Terá alguma emoção associada Qualquer que seja essa emoção neste momento Permite tão bem que ela esteja presente Não a reprimas,
Não a julgues Seja ela de maior tensão ou de maior descontração O importante é que te permitas sentir a realidade neste momento Isso é o mais importante Não procuras trazer algo para ti Que neste momento não é a tua realidade E do teu rosto Continua agora a descer em direção ao teu peito E ao teu ventre E sente Sente o teu peito,
Sente o teu ventre Sente através da respiração Inspira e conecta-te com todo esse movimento de expansão E abertura da caixa toráxica De todas essas camadas que se movem Assim como o movimento presente nos órgãos internos E ao expirar descontrai completamente E observa todo esse movimento de contração De recolhimento De acolhimento Para o fundo Criando mais espaço para que na próxima inspiração Possa expandir um pouquinho mais Acolher ainda mais ar,
Mais prana,
Mais oxigênio Para nutrir todas as partes do teu corpo E neste movimento Repara todas as partes E neste movimento Repara todas as partes que se movem no teu peito e no teu ventre A tua pele Que ora tensiona E sentes essa suave resistência quando inspiras Ora relaxa um pouco mais profundamente Quando expiras Um movimento muscular que permite que essa abertura esteja presente Um movimento do diafragma que acompanha a respiração Um movimento dos teus órgãos internos Consoante esse movimento seja de expansão ou de recolhimento Essa suave pressão Como se fosse uma suave massagem interna Um movimento das tuas costelas,
De toda a tua caixa toráxica Que acompanha a abertura Que acolhe os teus pulmões cheios de ar Que protege o teu coração Que protege todos os teus órgãos internos E ao expirar De novo todo esse movimento De suave recolhimento De suave entrega De suave libertação Para que te possas conectar mais profundamente Com o teu peito e com o teu ventre E convido-te a ir um pouquinho mais profundo Convido-te agora a sentir o teu coração Neste silêncio em que te encontras Consegues escutar o teu batimento cardíaco Consegues sentir esta suave melodia Este precioso ritmo Que se faz sentir em todas as camadas Que está presente no centro do teu peito E que ecoa em todo o teu peito Em toda a tua caixa toráxica Por alguns instantes Permite-te escutar e sentir Por vezes é muito subtil É muito suave Por vezes O simples facto De guiares a tua atenção ao teu coração Ele começa a responder Ele reage e começa a acelerar suavemente Começa a ampliar o seu ritmo Começa a intensificar-se Observa se isso acontece Quão interessante é essa resposta do teu coração Ao teu pensamento,
À tua consciência É perfeitamente natural que assim aconteça E o convite é que sintas essa presença em ti Sente essa melodia Sente esse ritmo fundamental Na verdade estás a testemunhar a vida A acontecer em ti neste preciso momento Através do batimento do teu coração É a vida a acontecer neste momento É o prana que move o teu corpo E como te sentes a testemunhar A presença de vida em ti Como te sentes a reconhecer Como criador dessa vida em ti Como te sentes a testemunhar A presença desse ato sagrado De criar vida através do teu corpo Qualquer que seja a emoção que surja Ou seja,
A emoção que surge Observa,
Sente,
Reconhece-a Valida essa emoção Abraça essa emoção Assim como tu abraças todas as sensações incríveis Que tens vindo a investigar Com curiosidade e com entusiasmo no teu corpo Abraça-te profundamente Abraça todas estas partes incríveis De ti,
De quem tu és neste momento Reconhece todo o teu corpo neste momento Nem que nenhuma destas partes É isolada de si mesmo Não há partes separadas E celebra esse reconhecimento Respirando profundamente para todo o teu corpo Inspira profundamente Da sola dos teus pés Ao topo da tua cabeça,
À ponta dos dedos das mãos Inspira um pouquinho mais E ao expirar,
Liberta todo o ar dos teus pulmões pela boca E repete Inspira profundamente Da sola dos teus pés Ao topo da tua cabeça,
À ponta dos dedos das mãos E repete Inspira um pouquinho mais Um pouquinho mais E ao expirar E solta Uma última vez Inspira profundamente para todo o teu corpo Inspira um pouquinho mais Um pouquinho mais E ao expirar E liberta completamente Todo o teu peso em direção à terra E sem pressa Ao teu ritmo Permite-te retornar Retorna ao momento presente Sentindo-te cheio,
Cheia De energia renovada Pleno,
Plena de vitalidade De amor próprio De compaixão De alegria De paz De amor Devagarinho Escuta aquilo que o teu corpo te pede Para que este retorno seja gentil Seja harmonioso Talvez o teu corpo peça para espreguiçar Bocejar Talvez peça algum movimento na anca Nos braços,
No peito E seguindo esse ritmo natural Sem pressa Voltas a sentar por um pouquinho Com a coluna vertebral ereta Sentindo a apertura do peito Sentindo as costas É natural que agora sintas o teu corpo um pouquinho diferente Talvez ainda o sintas um pouco mais pesado Mas Talvez te sintas mais presente Mais presente em ti Mais presente neste momento Mais atenta Mais atento Mais sensível Devagarinho,
Junta as mãos Esfrega bem as tuas mãos Até sentir que as tuas mãos estão bem quentes E por uns instantes posa as palmas das mãos Sobre o teu rosto com os olhos ainda encerrados Aproveitando este momento Para prestanejar um pouquinho os teus olhos Permitindo que a luz chegue aos teus olhos Através dos teus dedos E por último deslizando as mãos pelo rosto Permitindo que Permitindo-te agora observar à tua volta O ambiente externo E sentindo-te perfeitamente integrado Integrada no aqui e no agora Seja bem-vindo Seja bem-vinda ao aqui e ao agora
