
Meditação de Aquietamento para Encontrar Silêncio Interno
Nesta meditação vamos trabalhar uma técnica de respiração consciente chamada Ujjāyī Prāṇāyāma, a respiração vitoriosa, para conquistar foco e equanimidade para a mente. Com uma mente quieta será possível se conectar com o silêncio interior e desfrutar de momentos de paz e tranquilidade. Boa prática.
Transcrição
Olá,
Olá!
Namastê!
Tudo bem?
Aqui é a Pathy,
Professora de Yoga,
E hoje vou conduzi-los em uma meditação de aquetamento para encontrarmos silêncio interno.
Vamos usar nessa meditação um Pranayama,
Uma técnica de respiração consciente,
Que vai te ajudar nesse processo de desligar-se das coisas importadas para ouvir o seu mundo interno.
O Pranayama que vamos utilizar nessa meditação é chamado de Ujjayi.
Uji significa conquistar.
Ujjayi Pranayama pode ser traduzido como a respiração vitoriosa,
E o nome já diz tudo,
Ou ainda é conhecido também como a respiração oceânica,
Pois o som vai te lembrar o barulho do ir e vir das ondas do mar,
Bem calmante.
Mas antes de começar,
Você precisa aprender a como fazer essa técnica.
Então,
Vamos lá!
Imagine que há um espelho à sua frente e você quer embaçar esse espelho.
Inspira pelas narinas e ao soltar o ar pela boca,
Tente embaçar o espelho.
Faça mais uma vez,
Percebendo o que acontece na sua garganta,
A ativação sutil que ocorre na garganta ao tentar embaçar o espelho.
Inspira.
Para fazer esse som,
Você precisou ativar a glote,
Essa região ali atrás na garganta,
Perto das amígdalas.
E para fazer o Ujjayi,
Será necessário ter a glote ativa durante toda a técnica,
Mas com os lábios fechados.
Então,
A gente só abriu a boca agora,
Imaginou esse espelho para entender a técnica,
Mas o Ujjayi é uma respiração nasal.
Então,
Feche os lábios,
Inspira profundo pelas narinas,
Tentando usar a glote para puxar o ar.
Expira pelas narinas como se você fosse embaçar o espelho,
Mas soltando o ar também pelas narinas,
Lábios permanecem fechados.
Então,
Vamos inspirar pelas narinas e vamos exalar pelas narinas,
Mantendo a glote ativa,
Criando esse sussurro suave e sutil,
Certo?
Agora sim,
Agora que você já conhece a técnica,
A gente pode começar essa meditação.
Então,
É importante que você escolha um lugar para se sentar.
Você vai pegar aquele almofado,
Aquele bloquinho para apoiar os isquios,
Os ossinhos de sentar,
Deixando o quadril um pouco mais alto que a linha dos seus joelhos,
Para aliviar tensões nas articulações.
Se preferir,
Você pode encostar na parede,
Ou ainda,
Sentar em uma cadeira.
O importante é que permaneça confortável.
Tendo escolhido a sua posição,
Faça todas as ações necessárias para acomodar o seu corpo,
E a partir dali,
Feche os seus olhos.
Tome consciência do seu corpo na postura que você escolheu.
Se for necessário,
Um último ajuste,
Porque então,
Você vai,
A partir de agora,
Permanecer imóvel,
Cultivando uma quietude na posição.
Não é uma quietude rígida,
Não é uma quietude forçada,
É a quietude que naturalmente surge da descontração e da empréstima.
O corpo firme e imóvel,
E ao mesmo tempo,
Relaxado e descontraído.
Aos poucos,
Fique cada vez mais firme,
Cada vez mais estável.
Tão firme,
Tão estável,
Que o corpo não se mexe mais.
O corpo não se mexe mais.
Lembre-se,
Essa firmeza não é rígida,
Não é tensa.
Você está relaxado,
Preparado para manter essa quietude.
Relaxe o rosto também.
Coloque um sorriso nos lábios.
Observe amorosamente todo o seu corpo,
As sensações.
O corpo ao palco,
O lugar onde essa jornada chamada vida acontece.
Eu relaxo nesse corpo agora.
A partir desse relaxamento,
É hora de trazer a consciência para a respiração.
Uma consciência do ar movendo-se pelas narinhas.
Por hora,
Sem interferir.
Consciência total no fluir natural da sua respiração.
Você é sati,
A testemunha silenciosa,
A calma que observa as sensações sutis da respiração.
Está percebendo como,
A partir desse observar,
A respiração já vai mudando,
Ela vai se alternando.
Você aproveita desse primeiro impulso de respirar conscientemente para começar o seu Pranayama.
Atenção no fluxo da respiração,
Em todas as sensações que acontecem junto dessa respiração.
Crescimento quando inspira,
Expansão,
Recolhimento quando expira.
A partir dali,
Ative a sua glótea agora,
E comece a perceber o ar passando com uma pequena resistência pela garganta,
Sem raspar,
Sem forçar.
Sinto a respiração,
Escuto o som da respiração,
E percebo que esse som se transforma em um mantra interno,
Um mantra de concentração.
Para me recolher,
Para me aquitar e encontrar realmente o meu silêncio interno,
Vamos colocar um ritmo para essa respiração,
Um ritmo para nos alinharmos ao flow do universo,
Ao ritmo do universo,
E então entrarmos em silêncio absoluto.
Vamos todos juntos.
Solta todo o ar e esvazia por completo seus pulmões.
Então,
Fazendo o Jai,
Inspira em quatro tempos,
Escutando o som da respiração.
Retenha o ar em dezesseis tempos.
Se precisar,
Pode tampar as narinas.
Exala em oito tempos,
Ouvindo o som da respiração.
Inspira quatro tempos.
Retenção,
Pulmões cheios,
Experimente essa sensação de completude,
Segura o ar dezesseis.
Exala oito tempos.
Inspira quatro.
Retém dezesseis.
Exala oito.
Inspira quatro.
Escuta o som.
Se conecta com esse som,
Retém dezesseis.
Exala oito.
Mais uma vez,
Inspira quatro.
Retém dezesseis tempos.
Exala oito.
Mantenha o Jai,
A ativação da glótis,
Sem retenção,
No seu próprio ritmo,
Apenas inspira e expira.
Deliberadamente,
Vá tentando deixar essa respiração cada vez mais sutil.
O som sutil,
Te dá a consciência enfeitiçada pelo som.
A partir de agora,
Respiração sutil,
Não há mais nada além do som sutil da sua própria respiração.
Envolva-se,
Recolha-se totalmente no som da sua respiração.
Próxima vez que você soltar o ar,
A desfazer a ativação da glótis,
A respiração livre,
Espontânea,
Natural,
Sutil.
Mantendo os olhos relaxados,
A sua atenção,
O seu olhar vai para o espaço entre as suas sobrancelhas.
Visualize um ponto de luz dourada e mantenha-se presente nesse ponto.
Não reprima nada,
Tampouco se apegue.
Apenas observe tudo o que surgir e se você se distrair,
Volte a atenção para o ponto dourado.
A amorosidade é consigo mesmo,
Contemple,
Observe o que entre um pensamento e outro é um espaço de silêncio.
Você não precisa parar a mente,
Você precisa apenas a quietá-la para que esse espaço possa ser percebido.
Nesse espaço,
Eu reconheço essa pessoa feliz e plena que eu sou.
Nesse espaço,
Eu encontro a paz.
É nessa paz que eu vou me propor agora permanecer.
Sabendo que eu posso voltar a esse estado,
A esse aquietamento sempre que precisar,
Me proponho a permanecer agora em paz.
Desfaço a visualização do ponto de luz,
Volto a atenção para a respiração,
Permitindo que ela venha de uma forma mais profunda.
E através dessa respiração profunda,
Eu sinto os movimentos do corpo de expansão e recolhimento,
Externalizando a atenção para o corpo,
Tomando consciência dos sentidos e me conectando novamente com o mundo.
Essa meditação termina aqui.
Sinta suas mãos juntas à frente do coração,
Porque se queremos a paz,
Vamos desejar também a paz.
Que haja paz na natureza,
Paz nos relacionamentos,
Paz em todos os corações.
Inspira.
Shanti,
Shanti,
Shanti.
Namastê.
Obrigada por essa prática e até a próxima sessão.
Namastê.
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