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Como Sair da Matrix?

by João Alencar

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A ideia do filme Matrix de que vivemos numa simulação da realidade pode não ser somente coisa de ficção científica. Existem vários fatores que contribuem com a nossa desconexão da realidade, como o hábito de pensar demais e sentir de menos. Quando mudamos de paradigma, a nossa percepção do mundo pode mudar.

Transcrição

Olá pessoal,

Aqui é o João começando mais um AlmaLivreCast,

Mais um episódio para vocês do nosso podcast de espiritualidade universalista independente.

Hoje queria falar aqui com vocês sobre sair da Matrix.

Como sair da Matrix?

Bom,

Esse podcast tem como referência o filme Matrix.

Se você não tem assistido,

Corre lá e vá assistir agora,

Tô brincando,

Agora não,

Depois,

Né,

Quando você terminar esse áudio,

De repente você vai lá,

Já tá mais empolgado com o básico que eu vou falar aqui sobre o que esse filme traz de filosofia para fazer pessoas questionarem a realidade.

Então,

Matrix,

Para quem não sabe e não assistiu,

É um filme distópico em que o iniciozinho,

O começo dele,

Né,

Só para relembrar aí para quem já assistiu,

O Neo,

Que é o personagem principal interpretado pelo Keanu Reeves,

Ele está dormindo,

Quer dizer,

Né,

Ele descobre que toda a vida dele não passava de um sonho e que ele desperta em outro lugar mais sombrio do que aquela suposta realidade que ele estava vivendo e descobre que aquele mundo de fantasia era uma simulação de computador,

Né,

Era uma programação de software que mantém as pessoas dormindo,

Sonhando,

Conectadas com um plugue lá no cabo lá da cabeça do Neo,

Né,

E que roda dentro do cérebro dele aquela simulação de realidade.

E aí esse filme tem várias questões,

Tem uma mistureba de questões que foi sucesso justamente por trazer uma conjunção aí de filosofias orientais junto com ficção científica e futurismo nessa distopia que eu falei,

Né.

Então a gente vai puxar um pouco para essa questão,

Será que existe uma matrix?

Será que a gente está sonhando?

Isso aí é bem questão do budismo,

Do hinduísmo,

Sobre a questão de despertar,

Né.

Essa questão do filme de despertar é bem simbólica nesse sentido,

O que significa,

O que é exatamente esse despertar da consciência que descobre que passou a vida sonhando?

Quem é que está sonhando?

Vamos começar aí com essa questão do cérebro e da nossa percepção da realidade,

Né.

Então o nosso cérebro,

Que é o principal centro nervoso que processa informações do exterior,

Ele não está em contato direto com o mundo exterior,

Né.

A gente tem os sentidos,

Basicamente os cinco sentidos,

E através desses sentidos nós recebemos impulsos elétricos,

Por exemplo,

Da visão,

Recebe ali o olho,

É que está recebendo,

Nossos olhos é que estão recebendo ali o contato com os fótons,

Com a luz externa,

E ali já o sistema nervoso começa a fazer o processamento de dados do que está chegando naqueles olhos para que o cérebro crie uma realidade,

Uma impressão de realidade baseada naquilo que nós estamos enxergando.

E aí já começa a primeira questão de qual é a realidade que a gente está enxergando,

Né.

Na verdade,

O nosso cérebro está o tempo todo dentro de uma caixa escura,

Sem luz,

Vazia,

Que é o nosso crânio,

Nossa caixa craniana,

E quem está trazendo essa luz é essa interpretação elétrica dos olhos levando os impulsos até o cérebro para trazer essa interpretação do mundo lá fora.

E aí a gente tem,

Então,

Diferentes animais com diferentes habilidades de visão,

Alguns animais que só enxergam preto e branco e animais que não enxergam nada,

Né.

E também a questão da audição,

Só para a gente trazer como comparação,

Que também nós temos espectros,

Tanto na visão quanto na audição,

A luz e o som funcionam em padrões de vibração,

Então nós temos um espectro que a gente tem capacidade de ouvir,

De vibração de hertz,

E nossa capacidade auditiva não é a melhor do reino animal,

Os cães conseguem ouvir tons que nós não conseguimos,

Eles conseguem captar mais longe,

E até o olfato deles também é muito mais apurado do que o nosso,

A nossa percepção olfativa tem menos terminações nervosas do que a dos cães para captar cheiros,

Então essas terminações nervosas levam essas informações até o cérebro,

Então a nossa percepção da realidade lá fora,

Fora da nossa caixa escura crâniana é limitada,

Se a gente levar isso basicamente biologicamente em consideração,

Já tem essa limitação,

Né?

Então digamos que nós estamos dentro de uma caixa com cinco buracos abertos lá para o mundo lá fora,

E esses cinco buracos são os nossos cinco sentidos que trazem uma interpretação limitada já a partir daí,

Né?

Então como nós temos um cérebro um pouquinho mais complexo,

Uma mentalidade um pouquinho mais avançada em relação aos outros animais aqui do nosso planetinha Terra,

Nós temos complicações um pouquinho psicológicas em relação à percepção da realidade em si,

Que nós podemos com a nossa própria vontade criar simulações mentais,

Imaginações,

Sonhos,

Cenários,

Substratos,

Muitas vezes absurdos,

Né?

E realmente entrar num processo de sonho estando acordados,

E nós muitas vezes estamos fazendo esse sonhar acordado muitas vezes durante o dia sem perceber que a gente entrou na fantasia ali,

Na imaginação,

Viajando na maionese,

Né?

Quantas vezes você viaja na maionese durante o dia?

E aí a gente volta um pouco para a questão ali do budismo,

Do taoísmo de despertar,

Que muitas vezes esse despertar através da prática da meditação ou até da atenção plena,

Que como se fosse o estado meditativo levado para o dia a dia,

Que é justamente você tentar sentir o máximo possível,

Você estar em conexão com esses cinco sentidos que você tem,

E não sair dessa realidade através da sua simulação,

Sua imaginação,

Sua fantasia,

Sua ação de pensar,

Né?

A sua atitude de começar a de repente ter devaneios e fugir do aqui e agora,

E aqueles cinco sentidos que para você já eram,

De certa forma,

Limitados para a compreensão da realidade ao seu redor,

Você não está mais prestando atenção nesses cinco sentidos,

Você já não está mais nem aqui,

Você já está lá em outra realidade,

Outro mundo,

Você está pensando se o Michael Jackson fizesse um moonwalk na lua,

Se ele estaria moonwalking on the moon,

Ou moon sei lá o quê,

E aí você para para pensar,

Por que eu estou pensando nisso agora,

Como é que minha cabeça foi parar no Michael Jackson andando na lua,

O que me levou lá?

Então muitas vezes a gente pratica meditação nesse sentido de silenciar,

Mas não tentar impedir que a mente tenha atuação,

Mas justamente de observar esse comentarista mental,

Esse diálogo que a gente estabelece na nossa cabeça,

Muitas vezes um diálogo conosco mesmo,

Que a gente vai perdendo esse contato mais palpável com o que está acontecendo aqui agora,

Principalmente se esse aqui agora for,

De certa forma,

Entediante aos meus sentidos,

E aí eu vou buscar coisas mais empolgantes na minha fantasia,

Na minha imaginação.

Então voltando um pouquinho para a questão da percepção da realidade,

E aí a gente tem processos então mentais nesse sentido,

Que não são necessariamente 100% do tempo simplesmente fantasia ou imaginação,

Mas pode ser também um paradigma a sua interpretação do funcionamento da vida,

Das coisas,

Do mundo,

Do universo.

Eu vou dar uma lidinha aqui,

Coisa que eu tirei do Wikipedia,

Em,

No Wikipedia dá para tirar algumas coisinhas básicas legais ainda,

Tá?

Tem muita gente que critica aí,

Mas tem umas coisinhas assim que a gente aproveita.

Então aqui o termo paradigma,

Ele é mais utilizado em termos de ciência,

De pesquisa científica,

Mas eu vou trazer aqui para expandir,

Para extrapolar para a nossa consciência no dia a dia.

Então tem um trechinho aqui que fala o seguinte,

A definição de paradigma é um termo relacionado a uma constelação de pressupostos e crenças,

Escalas de valores,

Técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica,

Num determinado momento histórico.

Também simultaneamente um conjunto dos procedimentos consagrados capazes de condenar e excluir indivíduos de suas comunidades de pares,

Aqui ele está falando da comunidade científica,

Que aí tem um paradigma de atuação e quem não segue essa forma de atuação é excluído.

E também o paradigma mostra como um conjunto de vícios de pensamento e bloqueios lógico-metafísicos que obrigam os cientistas de uma determinada época a permanecer confinados ao âmbito do que definiram como seu universo de estudo e seu respectivo espectro de conclusões ardentemente admitidas como plausíveis.

Então é muito a ideia do pensamento de uma época,

A interpretação de mundo vigente numa época,

Numa sociedade,

Que faz com que as pessoas se tornem aderentes a esse modo de pensar e pensem mais ou menos igual e isso vai gerando uma interpretação coletiva da realidade que é limitada àquela época,

Aquele momento histórico.

Se a gente está falando aqui de matrix,

Digamos que o paradigma seria a nossa matrix,

Que é a nossa forma de interpretar o mundo,

De entender como as coisas funcionam.

Fala mais um pouquinho aqui,

Ele está falando de Heusel,

No livro Anais de um Simpósio Imaginário,

Heusel destaca ainda que uma outra consequência da adoção irrestrita de um paradigma é o estabelecimento de formas específicas de questionar a natureza,

Limitando e condicionando previamente as respostas que esta nos fornecerá.

Um alerta que já nos foi dado pelo físico Heisenberg quando mostrou que nos experimentos científicos o que vemos não é a natureza em si,

Mas a natureza submetida ao nosso modo peculiar de interrogá-la.

Então,

A nossa atuação,

O observador em si,

Ele está não somente observando a realidade,

Mas ele está criando aquilo que ele observa também,

Ou seja,

Vamos cair na física quântica.

Vocês já devem ter ouvido falar sobre física quântica para dar de pau,

Para muita coisa,

Tem até açúcar quântico,

Sei lá o que quântico.

Mas um experimento que mais criou controvérsia na física quântica foi aquilo justamente do observador influenciar no resultado da pesquisa em si,

Da pesquisa não,

Do experimento que está sendo feito ali,

Um experimento básico que é das duas faixas,

As duas faixas em que elétrons são atirados sobre uma tela e nessa tela tem duas faixas de passagem,

Dois buracos,

Digamos,

E aí calcula-se,

Mede-se por quais dos dois ele está passando,

Aqueles fótons atirados por um canhão de fótons naquela tela e atrás dessa tela medindo quem passou,

Quem não passou.

E aí a medida da observação disso causava um efeito diferente no resultado do experimento.

Quando esses fótons,

Que são luz,

Basicamente,

A partícula menor da luz,

Eles eram atirados e aí o experimento era justamente pesquisar se os fótons eram onda ou eram partícula,

Já que ele é luz,

Ele é energia ou ele é matéria.

E aí,

Quando não era observado,

Quando se atirava um único fóton,

Ele se comportava como um padrão de onda lá naquela tela lá atrás,

Quando ele não era observado.

E aí,

Quando ligava uma medição,

Uma observação para realmente ver como assim uma partícula é onda,

Vamos ficar de olho nisso aí,

Vamos olhar isso aí.

E aí,

Quando passava a ser observado,

A partícula passava a se comportar realmente como matéria,

Como partícula e não como onda,

Atingindo a tela lá atrás,

Simplesmente nos dois momentos específicos,

Nas duas faixas.

E aí,

Então,

Eles perceberam essa questão.

Espera,

Quer dizer que simplesmente atuar,

Ativar o observador vai impactar no efeito?

Então,

Que história é essa?

Será que a gente tem realmente uma capacidade de criar,

De influenciar essa realidade?

Será que a gente realmente tem aí uma função de estar criando tudo ao nosso redor?

E aí,

Há extrapolações nesse sentido,

Que a gente está justamente criando tudo ao nosso redor,

Mas,

Às vezes,

A gente exagera,

A gente espiritualista,

Que eu quero dizer,

Em termos do poder que isso pode alcançar.

Então,

A gente vai tentar manter o pé um pouquinho mais no chão aqui nesse sentido e voltar para essa questão de interpretação e criação da nossa realidade ao nosso redor.

Essa questão é mais pertinente aqui com essa questão da simulação da realidade,

Ou seja,

A gente está tendo impulsos elétricos que criam uma interpretação da realidade e,

Em cima dessa interpretação,

Estou fazendo julgamentos,

Estou criando valores,

Conceitos,

Ou seja,

O meu paradigma está sendo instalado.

E aí,

Eu estou criando,

Então,

A minha realidade nesse sentido.

A minha realidade é a minha percepção da minha vida com base nessa minha interpretação.

Só que,

Muitas vezes,

Essa nossa interpretação pode ser um sonho,

Que a gente pode despertar dele,

Porque pode ter pontos cegos na minha interpretação.

O meu paradigma pode ser limitado,

Muitas vezes,

Pelo contexto no qual eu cresci,

Nasci,

Do histórico do país,

Do momento histórico do mundo,

Do planeta,

E que eu posso estar automaticamente seguindo esse paradigma sem questionamento e sem a observação desses meus pontos cegos.

E o que seriam esses pontos cegos?

A gente tem,

Em psicologia,

Essa questão do viés.

Tem vários vieses na psicologia que é interessante observar,

Principalmente na psicologia social.

Eu gosto de falar muito do viés de confirmação,

Que é um exemplo.

O viés de confirmação seria o seguinte,

Eu tenho uma concepção sobre uma coisa,

Eu tenho um julgamento,

Uma ideia sobre como funciona uma certa questão,

Que digamos que é uma questão polêmica,

Que existem diferentes opiniões sobre aquilo.

Eu tenho a minha opinião.

E aí,

Eu acho que eu sou neutro em relação àquilo,

Mas eu tenho a minha própria opinião.

E aí,

Quando eu vou pesquisar em relação àquela coisa polêmica,

Eu vou ter uma influência dessa minha opinião na minha pesquisa.

E eu vou acabar validando aquilo,

As informações que eu vou encontrar que já confirmam o que eu já acreditava antes.

E eu vou ter a tendência a ignorar tudo o que possa contradizer aquilo que eu já acreditava antes.

Então,

Eu já estou aí com uma tendenciosidade na minha pesquisa nesse sentido,

Que aí é o nosso viés.

É um viés,

É um ponto cego,

Porque pode impedir da gente tentar enxergar uma verdade maior,

Uma imagem mais ampliada,

Um contexto maior do que está acontecendo ali em relação àquele assunto polêmico,

Porque eu já tenho a tendência,

O viés,

A seguir por um lado e não por outro.

Já tenho ali uma resposta,

Acho que já tenho uma resposta,

Mas estou ali me colocando de neutro,

Me pautando de neutro,

Quando na verdade eu não sou.

Só que isso é um ponto cego,

Porque muitas vezes eu não percebo que eu estou fazendo isso,

Eu não percebo que eu estou caindo nesse viés de confirmação.

Então,

Isso é algo muito comum,

Principalmente em questões políticas,

Em questões de opiniões mais apaixonadas sobre questões filosóficas e atitudes a serem tomadas em termos de política e em termos de situações polêmicas.

Então,

Muitas vezes a gente tem muita dificuldade de sair de nós mesmos,

Sair dessa lente,

Observar o observador,

Que aí é essa questão que eu falei muito do budismo,

Do taoísmo,

Do hinduísmo,

Que é justamente observar o observador.

E parece estranho,

Porque como assim eu vou observar o observador?

Por exemplo,

É muito fácil a gente chegar e falar algo sobre uma pessoa,

Sobre o jeito de uma pessoa ser ou como que a pessoa tem uma impressão errada sobre isso ou sobre aquilo ou outro,

E fazer essa análise,

Esse julgamento que,

Para nós que estamos de fora da situação,

Fora da pele daquela pessoa,

Fica fácil de identificar aonde que ela pode estar errando,

Qual buraco que ela está tropeçando ali,

E a gente é fácil de estabelecer preceitos e receitas e prescrições quando a gente está fofocando sobre aquela pessoa ali.

Mais difícil é a gente enxergar sobre nós mesmos que estamos dentro de nossa situação de vida e tentar enxergar onde que a gente pode estar melhorando a nossa passada para nós mesmos não estarmos caindo em buracos,

Em tropeços.

E por que há essa dificuldade?

Não sei se vocês já passaram por isso,

Sobre essa coisa de você se gravar,

Gravar a sua voz,

Como eu estou gravando aqui no podcast,

Ou alguém gravar um vídeo seu,

E depois você assistir aquele vídeo e você pensar,

Nossa,

Que estranho,

Eu sou assim,

Eu estou sentindo estranho,

Porque você nunca viu,

Nunca parou para observar nesse sentido.

E aí a gente tem uma concepção,

Uma percepção de nós mesmos muitas vezes limitada.

E é difícil olhar para si,

Que é como se você pegasse um olho e tentasse olhar para o próprio olho,

Ele não tem como olhar para si mesmo sem a ajuda de um espelho.

Mas em termos de investigação consciencial,

É algo um pouquinho mais profundo,

Mais difícil do que simplesmente olhar no espelho.

Então,

Muitas vezes,

Essa questão da meditação,

Do budismo,

Do taoísmo,

É justamente de a gente conseguir observar a consciência,

É como se fosse a consciência observando ela mesma.

Então,

A gente estabelece esses momentos de tentar silenciar o agito exterior para observar como é que está esse agito,

Essa agitação interior,

Ver para onde a gente está andando com a nossa mente,

Com a nossa fantasia,

Com o nosso paradigma,

E tentar,

Daí então,

Fazer sentido de quem nós somos,

De tentar entender o que há por trás da mente tão agitada.

A nossa consciência observando a nossa mente e fazendo o que ela faz,

Que é pensar e viajar na maionese e tudo mais.

Então,

A consciência tentando dar mais direcionamento à nossa percepção,

À nossa atuação na vida,

Para que a gente possa não cair tanto assim em buracos,

Que o nosso paradigma nos impediu de enxergar,

Porque a gente está ali no piloto automático desse paradigma,

Na programação,

Na simulação de computador,

Entre aspas,

Desse nosso computador cerebral aqui,

Fazendo essa simulação constante,

E observar,

Então,

O que está acontecendo,

Voltar para os nossos sentidos,

Tentar desbloquear o sentir.

A gente está vivendo aí numa época em que o pensar está hipertrofiado,

A gente pensa demais e sente de menos.

E o sentir,

Muitas vezes,

É simplesmente você estar em contato com as suas percepções mais palpáveis dos seus sentidos,

Dos seus cinco sentidos,

Basicamente.

Meditar é,

Basicamente,

Você tentar silenciar a mente e tentar focar no que você está sentindo,

Percebendo na sua pele,

Na sua respiração,

Na sua audição,

Sem julgar,

Sem entrar em mentalização,

Sem entrar em julgamento,

Em histórias,

Sem cenários imaginários e tudo mais.

E simplesmente estar no aqui e agora,

Para você voltar a ter uma percepção um pouco mais ampla do que você está vivendo,

Do que você está passando,

Sem se perder tanto em sonhos,

Em motivos,

Em paradigmas,

Em objetivos,

Em situações futuras e passadas.

E conseguir,

Então,

Caminhar mais desperto,

Mais alerta,

Mais lúcido,

Mais consciente da vida e da realidade no aqui e agora.

Então,

Eu recomendo para vocês assistir o filme Matrix,

Praticar uma meditação.

Existem várias meditações guiadas no YouTube,

Na internet e tudo mais.

Experimente aquela que se adapta melhor a você ou que você se adapta melhor a ela e que você simplesmente possa começar a praticar um pouquinho todo dia,

10 minutos,

20 minutos,

Para começar a sair cada vez mais da Matrix e colocar isso como a sua prática de auto-observação,

De observação dos seus vieses,

Dos seus pontos cegos,

Onde você pode melhorar neste sentido rumo ao seu despertar.

Eu vou ficando por aqui.

Um abraço para vocês.

Até a próxima,

Pessoal!

5.0 (10)

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Bernadete

April 16, 2024

🙏

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