
Desenvolvendo a Consciência Observadora
by Fabricio
Este áudio é uma reflexão sobre a consciência, com sugestões para desenvolver percepção da nossa presença no cotidiano. Como estamos imersos em várias tarefas e estímulos externos, precisamos aprimorar nossa capacidade de permanecermos presentes.
Transcrição
Desenvolvendo a consciência observadora.
O tema da consciência é debatido em vários ramos da ciência,
Mas até hoje nós não temos respostas e definições definitivas sobre como ela surgiu,
Como ela se desenvolve,
O que adota da capacidade de perceber a si mesma e as coisas.
Ela relaciona-se profundamente com o cérebro,
Mas ainda assim permanece um enigma.
O que sabemos,
Por experiência,
É que temos consciência da nossa identidade e da relação que temos com pessoas,
Coisas e ideias.
A nossa consciência pode viajar através do tempo,
Através da nossa mente,
Com pensamentos que nos levam para o passado e para o futuro,
Nos desconectando com o presente.
E o que podemos perder por não estar conectados com o momento do agora?
Primeiramente,
A possibilidade de experimentar felicidade,
Pois não é possível ser feliz a prestações para um futuro de algo que pode nos acontecer de bom.
E por mais que tenhamos experienciado algo muito bom no passado,
Não conseguimos recuperar a mesma tonalidade daquela felicidade.
A felicidade sempre acontece no agora,
No momento presente.
Podemos deixar passar também pequenos detalhes do nosso dia a dia.
Podemos deixar de notar novas flores que surgiram no jardim que passamos o nosso caminho,
Como o clima está agradável,
Como o nosso alimento está saboroso,
O sorriso de uma pessoa que nós amamos,
Ou até mesmo podemos deixar de ouvir o nosso corpo falando que precisamos descansar,
Nos cuidar,
Desacelerar.
Podemos chamar também a atitude dessa consciência como presença,
Como se nós recolhêssemos a nossa consciência e a centralizássemos em nós.
E como fazer para desenvolver essa capacidade de nos tornar observadores?
É justamente isto,
Uma atitude.
Quando perceber que a sua mente está divagando com coisas que não estão conectadas com o que você se propõe a fazer no momento presente,
Simplesmente retorne.
Se você estiver lavando uma louça,
Comece a pensar na louça inicialmente.
O que precisa para fazer um prato,
Um talher?
E com o início dessa reconexão através do pensamento,
Comece a deixar de lado o pensar e a sentir a sensação da água,
Da esponja,
Do sabão,
Da espuma,
Da textura dos objetos,
Do som da água.
É como se entregar totalmente ao que nós estamos fazendo.
Neste momento,
Agora então,
Vamos observar a nossa mente.
Observe-se observando a sua mente.
Quando surgir um pensamento,
Resista ao impulso de interagir com ele.
Não faça julgamentos.
Deixe que ele apareça no seu campo de observação.
E como um próximo passo,
Pense sobre o pensamento que surgiu na sua mente.
Pensei agora sobre isto.
Ou,
Ocorreu-me um pensamento desta natureza.
E solte.
E assuma novamente a posição para observar a sua mente,
Resistir a um primeiro impulso de envolvimento com o pensamento.
E na sequência,
Pensar sobre o que você pensou.
E soltar de novo.
Caso surja algum tipo de emoção,
Proceda da mesma forma.
Resista ao impulso de interagir ou julgar.
E depois pense.
Senti uma emoção dessa natureza.
Passou por mim a seguinte emoção.
Se for alguma sensação física também,
Primeiramente a reconheça.
E depois a defina.
Eu senti a seguinte sensação no meu corpo.
Ou,
O meu corpo sentiu essa sensação.
Este exercício é bem profundo e desafiador.
E requer bastante prática.
É importante ressaltar que se quisermos manter essa atitude de observadores durante o nosso dia a dia,
Devemos escolher tarefas fáceis e que não ofereçam risco à nossa integridade.
E que o exercício precisa ter um início e um fim.
Se levar este exercício para uma tarefa como a sua refeição,
Se não conseguir ficar toda a refeição com atitude observadora,
Estabeleça que ficará 5 ou 10 minutos.
E que o importante é manter o máximo da nossa presença nas nossas tarefas.
Com a nossa intenção e os exercícios,
Nós vamos conseguir ficar cada vez mais presentes.
E o fato de saber que de vez em quando a nossa consciência não vai estar conosco no agora,
Já é uma capacidade de saber como somos,
Como funcionamos.
Procuramos fazer apenas o melhor.
E não tem problema se nossa mente divagar de vez em quando.
O nosso cuidado é apenas que esse modo divagante não seja o modo padrão do nosso funcionamento.
Aquilo que nós chamamos de piloto automático ou automatismo.
O nosso esforço para meditar,
Para manter a nossa presença,
Pouco vale se não tivermos gentileza para conosco e para com aqueles que nos cercam.
Este é um dos intuitos da meditação.
Trazer a nossa natureza mais sublime,
Amorosa,
Compassiva,
Gentil.
E nos ajudar também a nos conhecermos.
E assim,
Sabendo quem somos,
As nossas tendências,
Nossos padrões mentais de julgamento,
As coisas e situações que nós queremos aproximar,
E outras coisas e situações que nós temos aversões,
Poderemos dar passos para um desenvolvimento pleno,
Potencializar aquilo que nós temos como capacidade e reduzir ao máximo aquilo que nos faz sofrer.
E lembre-se sempre,
Em todos os processos dinâmicas da vida que você se encontra,
Procure ser você,
Seu melhor amigo e sua melhor amiga.
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