
Viver o Presente, Interconexão e Gratidão
Meditação conduzida para acalmar através da consciência no corpo dos elementos da natureza e nossa interconexão com eles. A respiração conduz as lições sobre o deixar ir e o deixar vir, o suficiente, a confiança, a gratidão.
Transcrição
Então vai se acomodando aí na sua postura,
Como quer que você tenha escolhido se acomodar.
Pode ser uma postura sentada,
Uma postura deitada,
Em pé.
Percebendo o contato do seu corpo com a superfície debaixo de você.
A firmeza da terra debaixo de você.
Essa que talvez seja a superfície da almofada ou do chão,
Ou do sofá,
Do colchão.
Mas que de certa forma também é uma extensão da terra,
Dessa firmeza da terra.
Se você quiser,
Você pode fechar seus olhos ou descansar o olhar no chão à sua frente,
O que for mais confortável para você.
Trazendo consciência da solidez do seu corpo também.
Os ossos,
Os músculos.
Como o nosso corpo de certa forma espelha a terra,
Nessa firmeza também.
Percebendo que no seu corpo,
Assim como a terra tem uma boa porção de água,
No seu corpo também tem.
E ao mesmo tempo que você tem partes sólidas,
Firmes,
Você tem também essa fluidez da água,
Esse movimento.
E percebendo isso em algumas partes do seu corpo,
Talvez na coluna,
Que tenha essa estrutura da terra e a fluidez da água.
Trazendo a coluna mais ereta,
Mas ela não precisa ser rígida.
Percebendo a fluidez dos ombros,
No rosto,
Na mandíbula e todas as outras articulações que tem essa água para ajudar no movimento.
Assim como a terra é aquecida pela luz do sol.
Percebendo esse elemento fogo no nosso corpo.
Talvez notando que as várias partes do seu corpo têm temperaturas ligeiramente diferentes.
Convidando a consciência desse elemento fogo no seu corpo.
Na terra temos também o ar,
Tão necessário à vida.
O movimento do ar,
Os ventos.
E talvez percebendo no seu corpo esse movimento também.
Em lugares mais óbvios,
Como a sensação da respiração.
E talvez em outros lugares menos óbvios,
Percebendo talvez tudo o que se move no seu corpo.
O movimento constante,
O coração,
Os órgãos da digestão,
Os órgãos da digestão,
Da mente que não para.
Todos com essa característica do elemento ar.
E quando trazemos consciência para tudo isso,
Vamos percebendo que essa consciência,
Essa vivacidade,
Essa possibilidade de observar tudo isso,
De estar atento a tudo isso.
Terra,
Água,
Fogo,
Ar.
E a vivacidade,
O olhar curioso,
O olhar atento,
O olhar gentil.
Para nós mesmos como parte dessa natureza,
Como parte do mundo.
Nessa sensação de estarmos interligados.
Na respiração,
Quando puxamos o oxigênio que as plantas renovaram.
E deixamos ir o gás carbônico que vai ser necessário para que as plantas façam o processo delas.
Essa interconexão que nós temos com o planeta.
Esse ar que vai se renovando a cada vez que você inspira e expira.
E que foi o mesmo ar que os seus antepassados respiraram.
O mesmo ar que grandes figuras que viveram na Terra,
Grandes mestres,
Grandes guias,
Também respiraram.
Grandes cientistas,
Grandes cuidadores,
Grandes artistas.
Cada um trazendo a sua parte para esse mundo.
Esse ar que hoje você respira foi o mesmo ar que Einstein respirou.
Que Beethoven,
Que Jesus.
Que Jesus.
Que tantas outras figuras espetaculares que passaram por essa Terra.
O convite então é para descansar nessa sensação do respirar.
Para descansar nesse ar que enche o seu corpo e vai embora.
Enche o seu corpo e vai embora.
É natural que a sua mente se desvie muitas vezes.
Isso é o que a mente faz.
Ela gosta de se movimentar.
Cada vez que você percebe que a mente se foi,
Esse é um momento de consciência,
De comemoração.
Em que você tem a oportunidade de exercitar a gentileza com você mesmo,
Trazendo a mente de volta.
Gentilmente para a sensação da respiração.
Uma de cada vez.
Trazendo curiosidade para se é possível perceber o momento exato em que a sua inspiração começa.
E o momento exato em que a inspiração termina.
E o momento exato em que a inspiração termina.
Sendo curiosa sobre isso.
Começo,
Meio e fim da inspiração.
Trazendo curiosidade para se existe um espaço entre a inspiração e a expiração.
E talvez trazendo curiosidade para o ponto onde a expiração começa e o ponto onde a expiração termina.
Começo,
Meio e fim da expiração.
Que dá origem a um novo começo,
Uma nova inspiração.
E que quando chega ao seu limite,
Termina.
Deixando ir aquilo que não é mais necessário.
Dando espaço para que algo novo venha.
O ar renovado,
Cheio de oxigênio.
A respiração como uma grande lição de confiança.
Quando inspiramos,
Temos essa noção do necessário.
Do quanto é necessário naquele momento.
E a gente então para.
E dá espaço para que aquilo que não é mais necessário,
Se vá.
Com a confiança de que uma nova inspiração vem e traz o essencial,
O necessário.
Uma grande lição do deixar vir e do deixar ir.
A grande professora que existe nessa inspiração e nessa expiração.
E ainda que olhando de longe,
Cada respiração pareça igual.
Ao estarmos um pouco mais próximos dela,
Percebemos que cada respiração é única.
Esse meu corpo,
Nesse instante,
Dá essa respiração.
A próxima vem de um corpo diferente já.
O presente que existe nessa inspiração.
Nós respiramos com a ilusão de que vai ser sempre assim.
A ilusão de que vai ser sempre assim.
Mas na verdade,
A gente nunca sabe quando vai ser a última inspiração.
Trazendo essa inspiração como um presente que você ganha.
De mais uma inspiração.
Mais um momento.
E o convite então é para que você veja se é possível exercitar a gratidão a cada inspiração.
A cada nascer que surge,
A cada inspiração.
Vendo se é possível estender essa gratidão pelo seu corpo como um todo.
Esse de agora,
Desse momento.
Assim como ele está.
Sentindo de volta a sensação do seu corpo em contato com o chão.
Talvez com gratidão por essa firmeza do chão também.
E ao ouvir o som do sino,
Abrindo seus olhos e talvez agradecendo por esse espaço onde você está.
Pela segurança de onde você está nesse momento.
Conheça seu professor
4.9 (29)
