
O Que é Mindfulness?
Mas afinal, o que é mindfulness? Este termo pode significar muitas coisas, desde um estado mental até um programa de treinamento para redução do estresse. A ciência comprova que o seu cultivo traz muitos benefícios para a saúde mental e física. Neste podcast, falo um pouco sobre isso e deixo palavras de inspiração ao final. Vamos lá?
Transcrição
Então,
Vamos repetidamente falar o que é Mindfulness.
Talvez para você já seja uma coisa batida.
A gente passou nos cursos falando que é um estado psicológico,
Que é um termo guarda-chuva.
Mas entenda o seguinte,
Que como o Mindfulness de uma perspectiva experiencial e para a gente ter um certo domínio,
Ou então a gente tornar isso mais tangível no nosso dia a dia,
Mais claro para o nosso propósito,
Essa capacidade inata,
A gente precisa entrar em contato o máximo que a gente puder com os termos,
Com os conceitos,
Com a forma de fazer essa interligação com a nossa experiência e com as diversas dimensões que se apresentou para a gente.
Então,
Mindfulness é uma capacidade psicológica,
É um estado mental.
Sabe-se que esse estado mental é treinado com as meditações Mindfulness.
Sabe-se também,
Com 40 anos de pesquisa neste campo,
Que as pessoas que desenvolvem o Mindfulness dessa forma,
Através de um treinamento com um protocolo de oito semanas,
Elas têm marcadores,
Vamos dizer assim,
De saúde mental mais positivos.
São critérios que se utilizam na pesquisa,
Na ciência,
Para dizer se a pessoa tem ou não uma boa saúde mental,
Uma boa saúde física.
Mas os indicadores de saúde mental das pessoas que desenvolvem Mindfulness de qualquer forma,
Mas especialmente com um processo,
Um curso de oito semanas,
Esses indicadores levam a crer que Mindfulness é uma ótima ferramenta contra o estresse.
Então,
Quando a gente fala da atenção plena,
Do desenvolvimento dessa capacidade de estar mais presente ao que a gente faz no nosso dia a dia,
A gente usando o Mindfulness de forma terapêutica,
A gente diz que ele é uma ferramenta que reduz o nosso estresse.
Na realidade,
É uma ferramenta em que ele nos dá possibilidades de enxergar o instrumental ou possibilidades de enxergar as situações do dia a dia que nos geram desconforto de uma forma diferente,
De uma nova perspectiva,
De uma perspectiva das qualidades que o Mindfulness dá para a gente quando a gente treina de uma forma mais comprometida.
Então,
Prestar atenção de uma forma intencional ao momento presente.
Se eu estou pensando em alguma coisa,
Em uma preocupação,
Mas eu agora começo a pensar,
Eu começo a ver um objeto que está na minha frente,
Tocar nesse objeto,
Ouvir um som que sai desse objeto,
Cheirar,
Palpar esse objeto,
Essa experiência que está sendo trazida no meu ato de tocar no objeto,
Ele é uma experiência que está no momento presente.
Ele não está no passado ou no futuro,
Ele está no momento presente.
Então,
Dessa forma,
Eu acessei esse estado,
Essa capacidade de sentir o objeto,
Através do meu aparato sensorial,
Meus órgãos do sentido.
Tem que estar no momento presente,
E quando eu percebo esse objeto e vejo as suas características,
Não tem espaço para julgar se o objeto é bonito,
É feio,
Mas apenas eu estou experimentando o que esse objeto está trazendo para mim nesse momento,
No momento presente,
No aqui e agora.
Então,
Dessa forma que a gente vai trabalhar Mindfulness,
E para trabalhar o Mindfulness,
Eu preciso de uma intenção,
Eu preciso querer.
Então,
Com isso,
Eu tenho uma intenção,
Eu tenho para onde colocar a minha atenção,
E uma atitude de não julgar.
Então,
Dessa forma,
A gente pode dizer,
Tem várias formas de você apresentar o Mindfulness,
Até dessa forma mais conceitual,
Que o Mindfulness tem dois componentes fundamentais.
Um é que eu regulo a minha atenção.
Regular a atenção significa que eu vou ter um certo controle sobre ela.
Por exemplo,
Eu estou pensando em algo,
E aí eu digo para mim mesmo,
Esse pensamento não é interessante,
E aí eu jogo minha atenção para outra coisa que eu estou fazendo.
Então,
Isso é um certo dizer,
Eu quero que minha atenção vá para tal local,
Perceba tal coisa.
Isso é o controle da atenção.
A minha atenção também pode estar sustentada,
Ou seja,
Quando eu foco em alguma coisa,
Quando eu observo alguma coisa,
Por exemplo,
Quando eu leio alguma coisa,
Eu consigo interpretar e saber o que eu li até o final.
Eu consigo,
Então,
Manter a minha leitura até o final daquele ponto em que eu me propus.
Isso é uma sustentação da atenção.
Então,
Essa atenção também,
Sustentada,
Controlada,
Essa minha habilidade atencional,
Ela faz com que eu consiga observar os fenômenos da minha experiência com mais especificidade.
Eu consigo,
Então,
Perceber o que eu estou sentindo,
Eu consigo,
Então,
Perceber que eu tenho determinada emoção naquele momento,
Saber o que eu estou pensando,
E que esses pensamentos,
Não necessariamente,
Eles são verdades,
Que eu posso deixá-los irem embora.
Então,
A regulação da atenção vai fazer isso com a nossa experiência.
E ela também,
Um outro componente do Meissner é que ele é orientado à experiência.
Então,
Na realidade,
Quando é orientado à experiência,
Significa que eu não penso sobre ele,
Eu não preciso pensar sobre ele,
Eu não coloco uma lente sobre aquela situação,
Eu vejo ela como ela é,
E eu aprecio como a situação está me dizendo.
Eu levei uma cortada no trânsito de uma pessoa,
E que essa cortada no trânsito me causou raiva ou me causou medo.
Isso é a minha experiência do momento.
O que foi que aconteceu,
O que acontecerá,
Isso não importa dentro da perspectiva do Meissner.
Aquela situação te trouxe uma experiência,
Uma experiência emocional,
Uma experiência de pensamentos e uma experiência de sensações corporais.
Então,
Quando a gente tem a atenção e a orientação à experiência,
A gente consegue incorporar dentro do que a gente vive,
Por exemplo,
O nosso corpo,
As nossas sensações corporais.
E isso é importante porque nos traz informações relevantes de como eu posso agir em determinado momento.
Essa experiência começa a ficar mais fidedigna para mim.
Então,
É sempre interessante a gente discorrer um pouco sobre isso.
Dessa vez,
Eu trouxe essas características do Meissner,
Uma definição operacional,
Que significa que a gente pode colocar em prática,
Enxergar e ver,
Por exemplo,
Quando eu olho uma coisa,
E se eu olho de uma forma diferente,
De uma forma atenta,
Ou de uma forma do modo fazer,
Eu consigo enxergar através dessa definição operacional.
Intenção,
Atenção e atitude.
E um outro componente,
Que são esses três componentes,
E outros dois componentes,
Que,
No caso,
Eles não sobressaltam,
Mas eles se interrelacionam,
É a questão do controle atencional,
Da autorregulação da atenção.
E também do Meissner,
Ele está preocupado com a minha experiência.
Ele não está preocupado com algo que vai acontecer no passado,
Ou algo que vai acontecer no futuro.
E a minha experiência,
Geralmente,
Vai estar no momento presente.
Uma das atitudes do Meissner,
Que é despertado em todos nós,
Como nós praticamos com regularidade,
É a mente de principiante.
A mente de principiante é aquela que a gente consegue enxergar o novo,
Dentro do que já existe,
Do que já é rotineiro.
Nessa perspectiva,
Que a psicóloga Ellen Lange trabalha o mindfulness.
Você sabe que a gente tem duas linhas do mindfulness.
A linha mais pragmática,
Que é a de Jon Kabat-Zinn,
Onde ele dá um método,
E a da Ellen Lange,
Onde ela pede para que a gente enxergue as situações do dia a dia de uma nova perspectiva,
De um outro olhar.
Mas não apresenta nenhuma técnica específica.
A leitura que eu vou fazer um pouco aqui,
Que eu sugiro que você leia futuramente,
É o livro Atenção Plena para Iniciantes,
Do Jon Kabat-Zinn.
Na página 19,
Se você estiver o livro,
Ele fala da mente de principiante,
Que é exatamente o que eu espero que a gente cultive nessa primeira aula e durante todos os nossos encontros.
Quando você,
Por exemplo,
Tenta praticar algo que você já vem meditando,
Já vem exercitando há algum tempo,
Aquele exercício tende para a nossa mente irracional,
Do modo fazer,
Ou seja,
Conjugar,
Achar que já estamos aptos àquela habilidade que o exercício nos fornece,
Como se a gente já estivesse treinado.
E a gente não precisa conhecer mais.
Aquela técnica se torna rotineira e se torna enfadonha com o tempo.
Mas a ideia da mente de principiante é exatamente isso.
Você faz a mesma técnica muitas e muitas vezes e consegue enxergar sempre algo diferente à medida que você vai praticando com esse novo olhar,
Com essa atitude de abertura.
Mente de principiante,
Então,
Por Jon Kabat-Zinn.
Costuma ser uma ocasião importante parar intencionalmente toda a atividade voltada ao exterior e,
Como um mero experimento,
Sentar ou deitar e se abrir para uma imobilidade interior,
Sem nenhuma outra intenção,
Além de estar presente para o desenrolar dos seus momentos,
Talvez pela primeira vez na vida adulta.
E aí ele faz o seguinte comentário.
As pessoas que conheço,
Que incorporaram a prática da atenção plena às suas vidas,
Se lembram muito bem do que as atraiu inicialmente,
Recordando,
Inclusive,
O tipo de sentimento e as circunstâncias que as levaram ao ponto de partida.
Eu,
Sem dúvida,
Me lembro do estado emocional do momento do início da prática,
Do momento em que você se dá conta de que quer se conectar consigo mesmo dessa forma.
É rico e único para cada um de nós.
Suzuki Roshi,
Um mestre Zen japonês que fundou o Centro Zen de São Francisco e tocou o coração de tantas pessoas,
É famoso por haver declarado que na mente do iniciante há muitas possibilidades,
Mas na do especialista há poucas.
Os iniciantes se entregam a novas experiências sem saber muita coisa e,
Portanto,
Com a mente aberta.
Essa abertura é muito criativa,
É uma característica inata da mente.
O segredo está em nunca perdê-la.
Para isso,
Você deveria permanecer no estado de deslumbramento com o momento presente,
Que é sempre novo.
É claro que,
De certa forma,
Você perderá a mente de iniciante quando deixar de sê-lo,
Mas,
Se conseguir lembrar a todo tempo que cada momento é novo e diferente,
Talvez,
Apenas talvez,
O que você já sabe não vá fazer com que se feche ao que não sabe,
Que é sempre um campo muito mais amplo.
Portanto,
Você pode ter acesso a uma mente de iniciante a qualquer momento,
Desde que esteja aberto a ela.
Esse foi o texto do João Carbatzin,
No livro Atenção Plena para Iniciantes.
Dentro dessa prática,
Do que a gente propõe nessa primeira semana,
Nessa aula 1,
A mente de principiante é aquele elemento,
Componente da intenção de você se abrir para o exercício,
Da intenção de você perceber o que está sendo pedido no exercício,
Da intenção de você relaxar,
Da intenção de ser lúdico,
Da intenção de você encontrar algo diferente do que você encontrou na outra vez que praticou,
Da intenção de você perceber que esse exercício que você fez agora,
Esses 20 minutos ou esses 10 minutos que você se propôs a fazer,
É diferente de alguma forma do anterior e será diferente,
De alguma forma,
Da outra prática que você fizer.
Então,
É com essa atitude que a gente vai despertando e conseguindo enxergar coisas que antes a gente não via,
Porque,
Como o texto fala,
Há mais coisas que a gente não sabe do que a gente sabe.
Então,
Fica aí o texto de inspiração para essa semana.
Na próxima semana,
A gente se encontra novamente.
Um grande abraço!
Conheça seu professor
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