Olá,
Daqui é a Ana.
Começa por te deitar e leva o tempo necessário para encontrares uma posição confortável.
Permite que a tua postura seja bem cómoda,
Separando as pernas,
Deixando os braços poisar ao lado do corpo.
Hoje a nossa prática foca-se na regulação do sistema nervoso.
Através da prática,
Vamos sinalizar ao nosso cérebro que estamos em segurança,
Permitindo que o sistema parassimpático assuma o controle e repare o desgaste do nosso dia-a-dia.
Antes de começarmos,
Nota a densidade do teu corpo contra o chão.
Encontra esta superfície em que estás.
Lança um convite aos olhos para relaxar.
Lança esse convite às bochechas,
Ao maxilar.
Sinta os teus ombros,
O peso das amoplatas,
Das costelas,
Das ancas e dos calcanhares.
Observa a forma como o teu corpo toca o chão e lança um convite à tua respiração para suavizar.
Traz a tua atenção ao teu rosto.
Senta as bochechas,
Senta o maxilar e a língua.
Consegues deixar um pouco de espaço entre os dentes de cima e os de baixo?
Consegues lançar esse convite ao maxilar para suavizar?
Sente os cantos dos teus lábios?
Sente os cantos exteriores dos teus olhos?
Consegues perceber aqui a largura da tua boca?
A largura de um canto do olho ao outro?
Desde o canto exterior do olho esquerdo até o canto exterior do olho direito?
Consegues sentir a largura do teu rosto?
E muito suavemente começa a rolar a parte de trás da tua cabeça,
Virando o rosto para a esquerda e voltando ao centro muito devagar,
Como se fizesses este movimento em câmara lenta.
Vira o rosto para a esquerda apenas até onde o movimento for confortável e se mantiver suave e com a mesma delicadeza volta ao centro.
Enquanto viras para a esquerda e regressas,
Presta atenção às sensações no lado esquerdo do teu rosto.
Ao virares a cabeça suavemente,
Consegues sentir a gravidade a puxar o teu maxilar?
A puxar o lado esquerdo da tua boca?
Os músculos da tua bochecha?
O canto exterior do teu olho esquerdo?
Consegues sentir a gravidade a puxar a tua língua dentro da boca?
E à medida que viras a cabeça para a esquerda,
Vai permitindo ao rosto que derreta em direção ao chão e sente a gravidade a puxar o lado esquerdo do teu rosto à medida que a tua cabeça roda para o chão e traz a cabeça de volta ao centro,
Permanecendo aí.
Durante as próximas respirações,
Repara se existe alguma diferença entre o lado esquerdo e o lado direito do teu rosto.
Na boca?
Nas bochechas?
Talvez nas narinas?
Ou nos olhos?
Ou talvez no maxilar?
E agora,
Com o movimento mais lento possível,
Começa a rolar a parte de trás da cabeça,
Desta vez virando o rosto para a direita e regressando ao centro.
Mantém o movimento lento e vai apenas até onde for confortável para o teu pescoço.
E à medida que o teu rosto vira para a direita,
Presta atenção ao canto direito dos lábios,
Ao canto exterior do teu olho direito.
Consegues sentir como a gravidade puxa o lado direito do teu rosto.
Consegues permitir que o teu maxilar,
A tua língua,
Suavizem e se entreguem à gravidade.
E não faz mal se a sensação parecer pouco clara.
Podes imaginá-la.
Imagina a gravidade a puxar o teu maxilar,
Deixando-o cair para o lado,
Permitindo que a tua língua se derreta para a direita,
Enquanto a tua cabeça roda.
E durante mais alguns movimentos,
Permite que o rosto suavize,
Se entregue à gravidade,
Deixando a tensão derreter e traz a cabeça de volta ao centro.
Durante algumas respirações,
Sinta a forma da tua boca,
Do teu maxilar,
Da tua língua.
Sinta as sensações nas sobrancelhas,
À volta dos olhos,
A forma das tuas bochechas,
A largura do teu rosto.
E convido-te agora a trazer a tua atenção ao teu polegar direito,
Ao indicador,
Dedo médio,
Dedinho,
Dedo anelar,
Mindinho,
Palma da mão,
Pulso,
Cotovelo,
Ombro,
Peito direito,
Lado direito da cintura,
Anca direita,
Joelho direito,
Calcanhar,
Sola do pé,
Dedo grande,
Segundo dedo,
Terceiro dedo,
Quarto dedo,
Dedo mindinho.
Sente todo o lado direito agora do teu corpo.
Tudo o lado direito do corpo.
E leva agora a atenção ao teu polegar esquerdo,
Indicador,
Dedo médio,
Anelar,
Palma da mão,
Pulso,
Cotovelo,
Ombro,
Cintura,
Anca esquerda,
Joelho,
Calcanhar,
Sola do pé,
Dedo grande,
Segundo dedo,
Terceiro dedo,
Quarto dedo,
Dedo mindinho,
Todo o lado esquerdo do corpo.
Sente todo o lado esquerdo do corpo.
E leva agora a atenção a todo o corpo.
Lado esquerdo e lado direito,
De uma só vez.
Tudo o teu corpo,
Aqui,
Imóvel,
Em que é tudo,
Entregue à superfície,
Por baixo de ti.
E observa o fluxo suave da tua respiração,
Sem intenção de modificar,
Notando aqui o seu ritmo,
A forma natural,
Como acontece,
Sem qualquer esforço.
E podes convidar agora a tua atenção a mover-se até ao espaço,
No teu peito,
O centro,
Do teu corpo,
Teu coração.
E podes imaginar uma esfera de luz,
Aqui.
Uma esfera que traz pureza,
Que limpa tudo o que já não pertence aqui,
Tudo o que já não te serve.
E esta luz ganha força a cada inspiração,
Expande-se a cada inspiração,
Começa por se expandir a todo o tronco,
Convidando-o a relaxar ainda mais,
Depois a todo o corpo,
E traspassa os limites do teu corpo.
E vai levando consigo tudo o que não te serve.
E sentes aqui a respiração,
Sentes o corpo a respirar,
A pele a respirar,
E nota como é estar aqui,
Neste espaço de que é tudo.
E imagina que a cada inspiração,
O corpo se derrete um pouco mais,
Se entrega ainda mais à superfície debaixo de ti.