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Burnout, Tem Como Evitar?

by Andrea Aguiar

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Já se sentiu exausto a ponto de não dar mais conta da vida profissional? O Brasil ocupa o 2º lugar entre os países com a maior incidência de burnout Suas consequências atingem o indivíduo, seu entorno, as instituições de trabalho e governamentais, não podendo ser minimizada nem desprezada pela Sociedade. Podemos nos ajudar a evitar de cair nesse contexto!

Transcrição

Olá,

Olá!

Aqui é a Andréia Guiar,

Gestora de bem-estar e transformação de vida.

Bom,

Hoje o tema da nossa conversa é burnout.

Eu queria contextualizar por que falar sobre esse tema.

Primeiro porque eu já passei por isso.

O que é o burnout?

O burnout,

Ele é uma síndrome,

Um adoecimento,

Um esgotamento da nosso corpo,

Da nossa mente.

Então,

Ele é físico e mental,

Proveniente de um estresse crônico do mundo do trabalho,

Ok?

Então,

Essa exaustão,

Ela traz um adoecimento que é chamado de síndrome de burnout.

Está muito vinculado ao mundo do trabalho.

Porém,

Eu gostaria de salientar que outros ambientes também podem proporcionar essa síndrome.

Não é só esse mundo do trabalho que vem à nossa mente,

Que é essa empresa,

Cara crachá,

Horário de trabalho.

Enfim,

Você pode estar envolvido numa atividade que a princípio não vai ser considerada uma atividade profissional.

Por exemplo,

O caso do cuidador familiar.

Mas está trabalhando ali,

Executando uma série de tarefas,

Onde há um envolvimento emocional também.

E esse contexto pode te levar a uma síndrome de burnout.

Então,

Eu acho que é importante a gente mencionar isso para sair um pouco dessa figura limitadora de que a síndrome de burnout só acontece com pessoas que trabalham numa empresa X,

Com carteira assinada,

Etc.

Você pode ser dono do seu próprio negócio,

Um empreendedor,

Uma empreendedora,

Um prestador de serviço autônomo e estar susceptível a essa síndrome,

Tá?

Eu já passei por ela em ambientes corporativos e a síndrome de burnout,

Esse ano de 2022,

Ela passa a fazer parte do rol da classificação de doenças da Organização Mundial de Saúde.

Então,

Olhar para isso é uma prioridade aí no nosso momento de vida.

Lembrando também que o nosso país não está muito bem na fita em relação à saúde mental.

Somos considerados o país mais ansioso do mundo,

O quinto mais depressivo.

Em relação ao burnout,

Somos o segundo país com mais incidência dessa síndrome,

Sendo o primeiro o Japão.

Então,

Precisamos cuidar da gente,

Dessa casa que a gente habita,

Que é o nosso corpo e a nossa mente.

Bom,

O viés da minha conversa hoje é para tentar ajudar a gente,

Você,

Pessoa física.

Eu não estou aqui para falar o que a empresa precisa fazer para se evitar a síndrome de burnout.

A empresa,

Sim,

Tem muitas coisas a serem feitas,

Que são da responsabilidade dela,

Porém,

Existe um outro lado,

Existe o nosso lado,

Como pessoas colaboradoras ou empreendedoras,

Enfim,

Que estão sujeitas a essa síndrome.

O que a gente pode,

No nosso dia a dia,

Estar fazendo para não ser sucumbido?

Primeira coisa,

A gente precisa dar um passo para trás e olhar para a nossa sociedade.

A gente está inserido num sistema de funcionamento econômico,

Onde o ter e o parecer ter são considerados hoje valores.

Você é mais evidente,

Mais aclamado,

Mais bem aceito quando tem uma condição econômica melhor,

Ou aparenta ser condição.

Infelizmente,

A gente está passando por esse momento.

E a possibilidade da gente não estar apto a consumir e usufruir desse sistema,

Ela nos traz tanto medo,

Porque nos exclui.

A gente vai ser um párea,

Um marginal dessa sociedade consumista.

E isso faz com que a gente,

Então,

Se sujeite a condições tóxicas de trabalho.

Isso pode ser até de uma maneira inconsciente,

Sem a gente perceber.

Porque não é que seja errado a gente querer ter as coisas.

Principalmente quando a gente tem uma família,

A gente quer que os nossos filhos estudem em boas escolas,

Que eles tenham acesso a boas possibilidades,

A terem coisas também para estar desenvolvendo um círculo de amizades,

Enfim.

E com esse intuito,

A gente acaba se colocando,

Às vezes,

Numa situação de produtividade,

De trabalho,

Que nos coloca em risco,

Em termos de saúde.

A gente se sujeita a coisas que não nos fazem bem.

E,

Às vezes,

É um cliente tóxico,

É uma empresa com um clima organizacional muito ruim,

É um gestor cujo comportamento é um comportamento que nos adoece.

Sem falar na questão ética,

Que eu vou deixar isso para um outro momento.

Então,

Isso é um contexto.

Outro contexto é que existe aí também uma cisão entre quem eu sou,

O que importa para mim,

Quais são os meus valores,

Quais são as minhas habilidades,

Os meus talentos,

Para o que eu faço efetivamente.

A insatisfação profissional está muito voltada para esse aspecto,

Para essa cisão,

Que traz um conflito interno.

E esse conflito interno nos coloca mais susceptível a essa síndrome.

Além do que,

O nosso ritmo de trabalho está muito enlouquecedor.

Hoje em dia,

Ao invés de trabalhar para usufruir das coisas da vida,

A gente vive para trabalhar.

Então,

O trabalho passou a ser a principal e talvez única coisa do nosso dia a dia.

Então,

Nossa vida social,

Nosso lazer,

A nossa convivência com as pessoas,

Nossos amigos e familiares,

Vai sempre deixando,

Sendo deixada de lado.

E isso é muito ruim,

Porque é um desequilíbrio entre o dar e o receber.

A gente está dando mais do que recebendo.

E isso vai minando a nossa vitalidade e nos levando a esse adoecimento.

Então,

Veja bem,

São vários contextos que vale a pena a gente olhar e se conscientizar deles e fazer uma reflexão de como que nós estamos,

Como que está a nossa vida nesse contexto que eu coloquei.

Em que pé que eu estou?

Há uma cisão entre o meu eu autêntico e a vida que eu estou vivendo?

Será que eu estou vivendo só para trabalhar?

Será que a minha vontade de pertencer a esse mundo de aparências,

De consumismo,

Está me engolindo e me colocando realmente sujeita a trabalhar com coisas,

Situações,

Pessoas que estão totalmente desalinhadas comigo?

Então,

Esse é um ponto para pensar.

Outro ponto é olhar para onde nós trabalhamos.

Será que,

Como que é esse ambiente,

Como que é essa cultura,

Como que é esse clima,

O que efetivamente está acontecendo que traz um prejuízo para a minha saúde?

E,

Além disso,

Olhar também para o nosso jeito de ser,

A nossa personalidade.

Você é uma pessoa perfeccionista e tem compulsão por trabalho?

Eu,

Por exemplo,

Sou assim.

Como eu tenho essa consciência,

Fica mais administrável porque eu tenho a consciência que,

Na hora que eu vejo que eu estou entrando por esse caminho,

Eu consigo parar,

Voltar um pouco atrás,

Rever o andamento do meu dia a dia,

Para que eu não caia num adoecimento.

Porque,

Pelos estudos científicos,

As pessoas que têm esse tipo de personalidade também são mais susceptíveis a desenvolver a síndrome de burnout.

Então,

Precisamos olhar para isso também.

Muito bem.

Então,

A empresa,

Como eu falei,

Ela vai ter que fazer ações,

Planejamentos para melhorar o clima e o ambiente dela e nós precisamos fazer o nosso.

Quais são as nossas ações?

Primeiro,

Eu preciso olhar para a minha saúde física e emocional de uma maneira muito pragmática.

O que é isso?

É ir ao médico,

Fazer um check-up e ver como que estão as minhas taxas de glicose,

De colesterol,

De vitamina D,

Vitamina B12,

Tireoide,

Etc.

Para ver como que essa máquina,

Que é o nosso corpo,

Como que ela está funcionando.

Ok?

Isso é muito importante.

Porque o corpo,

Ele sinaliza quais são as nossas necessidades.

E essas mudanças hormonais e tudo,

Elas nos prejudicam.

Prejudicam até,

Por exemplo,

Às vezes eu não tenho nem ânimo de implementar um planejamento no meu dia a dia.

Por quê?

Porque a minha,

Tem uma baixa de vitaminas que não sintetiza determinado hormônio da felicidade,

Serotonina,

Citocina,

Dopamina,

Etc.

Então,

A gente precisa fazer um check-up.

Beleza.

Feito isso,

Nós precisamos olhar para as nossas necessidades.

Necessidades físicas,

Necessidades emocionais,

Sem julgamento,

Sem cobrança.

E olhando com amorosidade para essas necessidades,

Procurar verificar quais as ações que nós precisamos e podemos inserir na nossa rotina.

Eu preciso olhar para a minha alimentação?

Eu preciso olhar para uma atividade física?

Eu preciso de uma ajuda de uma psicoterapia,

Por exemplo?

Eu preciso aprender alguma ferramenta de gestão emocional?

O que que eu preciso?

O que que cabe na minha rotina?

O que que,

Dentro dessa necessidade,

Como que eu posso mudar a minha rotina,

Mas sem ser uma coisa irreal?

Porque a gente não pode,

Né gente?

Ah,

Vou enfiar o pé na jaca,

Chutar o pau da barraca,

Viajar,

Sair por aí,

Abandonar meu emprego.

Todo mundo tem boleto para pagar,

Não é assim?

Nós temos as nossas responsabilidades.

Então,

É olhar com muita consciência e procurar realmente introduzir essas ações.

E procurar ter uma consciência de que isso é uma jornada.

Então,

Fazer um movimento intencional,

Consciente e disciplinado,

Trabalhando a perseverança,

É algo essencial para que a gente realmente colha os frutos.

E,

Ao colher os frutos,

Não caia nesse esgotamento mental e emocional ou síndrome de burnout e possamos realmente ter uma vida,

Um dia a dia com uma qualidade,

Estando bem,

Vivendo de uma maneira digna,

Como nós merecemos viver,

Todos nós.

Certo?

Bom,

Fica aqui a minha contribuição,

Espero que tenha feito sentido para você.

Em outro momento eu vou trazer a reflexão sobre o que as empresas podem fazer para auxiliar o colaborador a não sofrer desse mal.

E me acompanhe aqui,

Que a gente está trazendo muito conteúdo legal para estarmos bem no nosso dia a dia.

Obrigada pela presença,

Um beijo e até mais!

4.7 (18)

Avaliações Recentes

Bernadete

January 25, 2024

🙏

josimar

February 27, 2022

Great

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