13:36

Simples Existir

by Paula Beatriz Ribeiro

Rated
5
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Experienced
Plays
20

Meditação de abertura à experiência de simplesmente existir. Começando por uns momentos de concentração no corpo e de relaxamento muscular através de uma respiração intencional e completa, permitimos esta experiência do que somos fisicamente. Tudo o que somos tem permissão para ser aqui, sensações, emoções, sentimentos e pensamentos, sempre em respeito pelo nosso bem-estar. Saboreamos esta presença plena, este gesto de cuidado. Sentimos esta facilidade, esta naturalidade. Agradecemos este mero sentir. Somos seres vivos a viver uma experiência humana. Que a correria dos dias não nos roube esta vivência tão preciosa.

MeditationRelaxationBody ScanBreathingMindfulnessSelf AcceptanceGroundingPresent MomentComfortable PostureDiaphragmatic BreathingMuscle RelaxationMindful AwarenessGrounding TechniquePresent Moment Awareness

Transcript

Bem-vindos a esta sessão de meditação.

Obrigada por se juntarem a mim neste momento no tempo para nos dedicarmos juntos a este gesto de cuidado a esta simples existência.

Convido-vos então a adotar a posição mais confortável para esta prática,

Sentados ou deitados.

Fazemos uma escolha ciente de como podemos manter as costas direitas,

Mas sem forçar,

Sem tensão.

Apoiar a cabeça nos ombros,

Aproveitando para os soltar,

Notar se baixam até um pouco.

Permitimos que o corpo encontre uma postura natural,

Mas atenta.

Ouvimos o que as nossas sensações nos dizem.

Aproveitamos este instante para fechar os olhos,

Se nos for conveniente,

Ou apenas baixar o olhar.

Sentimos o apoio de todo o nosso corpo na superfície de contacto,

Seja numa cadeira,

Num tapete,

Numa cama.

Abrimos-nos às sensações e percepcionamos como é que está a nossa cabeça apoiada.

Deixamos que os músculos à volta dos olhos relaxem,

As maçãs do rosto,

Os lábios.

Reparamos como o próprio maxilar descai um pouco e a língua descola do céu da boca.

Esta soltura propaga-se pelos músculos do pescoço até os ombros,

E estes encaixam-se melhor na nossa posição.

Sentimos-nos à vontade neste espaço que ocupamos.

Notamos o movimento do nosso peito a subir e a descer com a nossa respiração.

A subir e a descer.

Podemos talvez fazer uma respiração mais profunda,

Prestando simplesmente atenção à forma como o peito se enche na inspiração e se deixa cair na expiração.

Inspiramos pelo nariz e a expiramos pelo nariz ou pela boca.

O nosso ritmo cardíaco abranda e a nossa circulação sanguínea flui sem constrições.

Estamos livres,

Estamos seguros.

Notamos então o nosso abdômen,

Os movimentos quase impercetíveis.

E a sugestão agora é fazermos uma respiração mais diafragmática,

Inspirando pelo nariz e enchendo a barriga e depois o peito,

Soltando depois o ar pela boca um pouco mais lentamente.

Não é preciso forçar,

Estamos só a inclinar o nosso corpo no sentido de uma respiração mais profunda,

Numa melhor oxigenação do nosso cérebro.

Notamos a barriga encher como um balão,

Um pouquinho mais do que habitual.

E soltamos o ar,

Esvaziando esse balão,

Puxando um pouco a barriga para dentro.

Um gesto muito leve,

Sempre em respeito pelo nosso corpo,

Pelo nosso conforto.

E repetimos.

Reparamos como todo o corpo se estende,

Orientamos a atenção para as nossas costas,

Nádegas e as pernas.

E tudo o que está em contacto com estas partes do nosso corpo.

A própria cadeira,

Cama,

Um tapete.

Reparamos como somos apoiados,

Sustentados.

Deixamo-nos como que afundar ainda mais neste apoio.

Tudo se dissolve neste apoio.

Até que a nossa atenção se vira para os pés.

Pousados,

Apoiados,

Ancorados.

Sem pressão,

Sem nenhum caminho para seguir.

Sem correr,

Nem apressar.

Podemos até mexer um pouco os dedos,

Adotar a melhor posição para este seu descanso.

Soltos,

Livres,

Simplesmente a existir.

Da ponta da cabeça à ponta dos pés.

Dámonos isto,

Esta abertura a esta experiência do que somos fisicamente.

Deixamo-nos ficar aqui uns momentos.

E se surgem pensamentos,

Sentimentos,

Histórias,

Sabemos que faz parte desta experiência.

Tudo o que somos tem permissão para existir aqui.

Sem resistir,

Esconder,

Sem julgar.

Permitimos que existam.

E à medida que surgem,

Apercebemo-nos como são fugazes.

Como a nossa experiência engloba tantos aspectos diferentes.

Que vêm e que vão com a mesma naturalidade.

Estamos abertos à experiência.

Abrimos-nos à experiência sempre em respeito por nós mesmos.

Permitimos que tudo em nós divague,

Se desprenda,

Em plena liberdade.

Simplesmente a existir.

Notamos como é tão simples.

Como existir não exige nada de nós.

Saboreamos esta presença plena,

Este gesto de cuidado e sorrimos.

Agradecemos este mero sentir.

Lentamente podemos mexer um pouco as mãos e os pés.

Abrir os olhos.

E se preferirem,

Podem até continuar com esta abertura à experiência no final do áudio.

Em silêncio e existir mais um pouco.

Boas práticas!

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Paula Beatriz RibeiroPortugal

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