Mergulhar com baleia-jubarte na Polinésia Francesa,
Em Moreia,
Foi provavelmente das experiências mais incríveis da minha vida e que me trouxe várias lições.
A Polinésia Francesa é um lugar onde é possível o contacto com grandes seres marinhos,
Com grande proximidade,
Como por exemplo com tubarões e com raias,
Que devido a uma forte ligação à natureza,
Faz com que esses animais não fujam e em nenhum sítio do mundo pude estar tão perto de tubarões e raias em que esses seres não fugiam e isso foi algo extremamente mágico.
As baleias jubarde chegam a Moreia no início de junho para darem à luz em condições de tranquilidade e de condições ambientais propícias.
Nadar com baleias jubarde só é permitido a partir de dia 20 de julho para que as baleias possam dar à luz em condições de calma e ter esses primeiros dias livres para estabelecerem ligações com as suas crias e a partir de dia 20 de julho é então possível nadar com as mesmas mas em condições que dão à baleia a decisão de se o encontro ocorre ou não.
Em primeiro lugar os barcos só se podem aproximar até 100 metros quer dizer que o resto da aproximação é feita a nado e aí se a baleia não estiver confortável ela vai afastar-se.
Depois durante este período as baleias vão submergir E,
Portanto,
Novamente aí tem uma nova decisão.
Só voltam ao mesmo sítio onde estão as pessoas a nadar se for decisão delas.
E,
Portanto,
Vemos que aqui as baleias têm uma decisão completa sobre se o encontro ocorre ou não.
Mas,
Transpondo para o dia em que eu nadei com as baleias,
Eu tinha feito a tal aproximação e,
De repente,
Vem a cria e foi uma imagem muito intensa e muito emocional.
E uma das primeiras sensações que tive é que,
Apesar de serem seres com uma massa incrível,
Que pesam toneladas,
Eles tinham um cuidado em aproximarem-se para,
No fundo,
Nos proteger também.
E senti,
Desde logo,
Uma grande afinidade,
O que é perfeitamente normal,
Porque humanos e baleias são ambos mamíferos,
São seres que cuidam das suas crias,
Das suas famílias,
Que têm um forte sentido de comunidade e têm comunicações complexas.
E,
Portanto,
É mais do que natural essa afinidade.
E estar a dois metros da baleia jubarde,
Olhá-la olho no olho,
Fez-me ainda sentir mais essa conexão profunda.
Fazendo-me sentir que fazia parte de um todo,
Que a natureza é algo a que nós estamos ligados e que nós somos uma peça dessa natureza em regime de igualdade com os outros seres.
No fundo,
Fazemos parte de um todo a tal expressão em sanscrito Arham Brahmasmi,
Ou seja,
Eu sou o universo.
Toda esta experiência fez-me sentir que estou num plano de igualdade com os outros seres,
Que faço parte de um todo e que é possível e devemos proteger o nosso ambiente e viver em harmonia e essa foi,
Talvez,
A grande lição que eu trouxe de nadar com baleia-jubarte na Polinésia Francesa.