Sente-se numa posição confortável,
Com as costas direitas,
Mas não rígidas,
De forma a que não fiquem muito tensas.
Coloque os pés bem assentos no chão e,
Quando se sentir confortável,
Feche os olhos.
E comece por focar a sua atenção na sua respiração,
Estando consciente do ar entrar e a sair do seu corpo.
E,
Ao fazê-lo,
Prepare como os ombros sobem,
Quando o inspira,
E descem,
Quando a expira.
Prepare como o ar que entra nas suas narinas é habitualmente mais fresco,
Comparativamente com o ar que sai,
Que sai sempre um bocadinho mais quente.
E tome consciência que não tem que fazer nada em relação a isso,
Que é mesmo assim que a respiração funciona.
É um processo natural e automático.
E agora vamos fazer um exercício em imaginação.
E queria que soubesse que não há formas corretas de imaginar.
Algumas pessoas imaginam através do recurso imagens muito nítidas,
Cheias de cor,
Como aquelas que veríamos no ecrã de televisão,
Enquanto que outras imaginam imagens menos nítidas ou até apenas flashes de imagens.
Outras pessoas,
Por sua vez,
Não fazem sequer uso de imagens,
Acabando por correr mais a palavras.
Aquilo que importa reter é que não importa a maneira como imagina.
A sua forma,
Individual e única,
É a mais correta.
Feita esta breve introdução,
Queria agora que imaginasse uma máquina do tempo.
Não interessa a forma ou a cor,
Pode ser grande,
Pequena,
Colorida ou ter um qualquer formato.
Peço-lhe agora que entre nessa máquina do tempo e que viaje para trás no tempo para conhecer o seu eu mais novo,
Quando era apenas uma criança ou um adolescente.
O que eu peço é que visite o seu eu mais novo,
O seu eu interior,
Num período difícil,
Pautado por alguma dor ou sofrimento,
Ou imediatamente após a ocorrência de um episódio difícil.
Saia da máquina do tempo e estabeleça contato com a criança que agora vê à sua frente.
Olhe bem para ela e tente perceber o que tem essa criança experienciado ou pelo que acabou de passar.
E tente,
Tão bem quanto consiga,
Colocar-se no lugar dela.
Como é que ela está?
Está triste,
Magoada,
Sente-se sozinha,
Culpada,
Com medo ou assustada?
Pense também no que ela precisa de palavras de conforto,
De compreensão,
De perdão,
De aceitação e numa voz calma e amável,
Compassiva.
Diga-lhe que você sabe o que acabou de acontecer e que sabe o que essa criança tem passado.
Diga-lhe também que sabe o quanto ela está a sofrer e que ela não precisa de contar o que aconteceu a si ou a mais ninguém,
Porque você sabe.
E diga-lhe também que ela será capaz de ultrapassar esta experiência e este período negativo e que não tardará que esta experiência,
Este episódio,
Seja apenas uma memória.
Desconfortável,
É certo,
Mas apenas uma memória,
Nada mais do que isso.
Transmita-lhe ainda que está aqui para ajudar a lidar com o seu desconforto,
Que sabe o quão difícil é e tem sido lidar com tudo o que ela tem lidado e que,
Sobretudo,
Que você está aí ao lado dela para ajudar no que for preciso.
E pergunte-lhe diretamente se há alguma coisa que ela precise da sua parte.
E o que quer que seja,
Não hesite.
Se a criança que está aí ao seu lado,
Lhe pedir que a leve para outro sítio,
Para um sítio onde se sinta mais segura,
Força.
E se achar que pode ser indicado,
Dê-lhe também a mão,
Um beijo ou um abraço e proferir algumas palavras de conforto para que ela se sinta mais segura e confortável.
E se a criança que tem à sua frente não souber o que quer ou o que precisa,
Ou se não confiar totalmente em si,
Diga-lhe que não há nada de errado com isso.
E reforce que está aí para ajudar e que voltará o número de vezes que forem necessárias para apoiar.
Não interessa o número de vezes que ela precisar,
Que voltará sempre que necessário.
Reforce que se preocupa com o bem-estar dela e que a quer tentar ajudar a ter uma vida mais plena de significado,
Mais rica,
Mais feliz.
Volte a dar-lhe um abraço ou deixe-lhe um objeto que pode ser simbólico,
Como uma flor,
Por exemplo,
Para que ela se sinta mais acompanhada e mais segura nos momentos de maior dificuldade.
Assim que se sinta que esta criança,
Que não é mais do que você própria,
Aceitou o seu conforto,
O seu amparro,
Diga-lhe adeus e prometa voltar,
Uma vez mais,
As vezes que forem necessárias.
Volte a entrar na máquina do tempo e viaje de volta ao dia de hoje e ao local onde se encontra.
Mas antes de abrir os olhos,
Foque-se de novo na sua respiração,
Reparando,
Uma vez mais,
Como os ombros sobem quando inspira e descem quando a expira.
Inspirar,
Expirar.
Inspirar,
Expirar.
E agora,
Quando se sentir preparado ou preparada,
Abra os olhos e agradeça a si próprio ou a si própria o tempo que colocou de parte para realizar este exercício.
Muito obrigado e votos de um bom dia.