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O Que Há por Trás da Timidez?

by João Alencar

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Sabe aquela timidez que dizem que é "normal", que é um traço da pessoa que precisa ser aceito porque ela é "assim mesmo"? Então, é possível aceitar sem deixar de mexer nesse traço e começar a sair da sensação de vergonha. É importante ter a coragem de começar essa mudança.

Transcrição

Olá pessoal,

Começando aqui mais um episódio do AlmaLivreCast com vocês e hoje eu quero falar sobre essa questão de auto-pesquisa e auto-desenvolvimento que eu coloco muito pra vocês como sendo essencial para o nosso crescimento,

Que é justamente da gente estabelecer o autoconhecimento como prioridade no caminho da espiritualidade.

E aí hoje eu queria compartilhar com vocês algumas reflexões que eu andei tendo nesse sentido sobre a minha própria auto-pesquisa.

Então eu queria falar um pouco sobre uma questão que há muito tempo que eu tenho estudado,

Analisado como é que funcionou aí na minha vida desde a juventude,

Digamos,

Ali a infância,

A adolescência,

Que é essa questão da timidez e agora também levando para o lado da ansiedade social.

Então desde muito novo eu desenvolvi uma personalidade que as pessoas falavam que eu era tímido,

Até meus pais mesmos colocavam que eu tinha essa timidez,

Que eu não falava muito,

Que eu era assim,

Fechado e tudo mais.

Só que tem um problema quando a gente coloca essa questão de eu sou e a gente começa a assumir isso e falar isso para outras pessoas que eu sou assim ou eu sou assado,

Que a gente pode estar caindo de novo.

Naquela velha síndrome de Gabriela eu nasci assim,

Eu cresci assim,

Você sempre assim,

Que não acredita na mudança porque é um traço arraigado de personalidade.

Mas a gente sabe que a nossa personalidade também é transitória se a gente estuda a espiritualidade levando em consideração as reencarnações.

Então nós como almas imortais nós temos diferentes vidas e nessas vidas nós passamos por diferentes personalidades e a gente pode até pensar inclusive que persona em latim,

Essa palavra originária do latim significava máscara,

Que era o que os atores no teatro utilizavam para fazer as suas performances lá.

Eles vestiam aqueles traços,

Aqueles atributos que não eram deles mesmos.

Então em cada reencarnação,

Digamos,

A gente desenvolve esses trejeitos,

Mas esses trejeitos então muitas vezes são um estar e não um ser.

Eu estou nessa situação,

Mas eu não sou necessariamente aquilo,

Eu não me reduzo àquilo.

Então quanto mais você fala eu sou assim ou assado,

Mais você está fixando esse traço em você e está arraigando aquela característica,

Aquele atributo,

Você como se estivesse se treinando a continuar naquilo,

Naquela interpretação daquela persona.

E aí na autodescoberta,

Nessa sua pesquisa espiritual,

Você pode descobrir que então você,

Quem sou eu nessa busca?

Quem sou eu?

Eu não sou isso aqui agora,

Eu não sou o João,

Eu estou o João.

Nesta encarnação com os traços que foram desenvolvidos no contexto da minha vida atual e muitas vezes eu trago traços também que vieram do contexto de outras encarnações,

Mas outros traços que estão sendo desenvolvidos nesta encarnação e às vezes não são necessariamente positivos,

Não são necessariamente,

Intrinsecamente,

Pertencendo a nós para a eternidade,

No sentido de a gente manter aquela situação constante em nossa manifestação consciencial.

Então a gente tem basicamente traços positivos,

Nossos atributos,

Nossos pontos fortes que a gente provavelmente está levando de uma vida para outra,

Mas a gente pode levar também traços que não são muito produtivos,

Digamos assim,

Para a gente não ficar usando essa coisa de negativo,

De que eu tenho um problema,

Eu tenho um defeito,

Um erro,

Ou funciono mal,

Mas algo que realmente eu posso estar ressignificando,

Reciclando e trabalhando para mudar nesse contexto atual de vida.

Então eu sempre vejo por aí essa questão,

Você é assim,

Você tem que abraçar o jeito como você é,

Você tem que aceitar isso.

Então a gente tem um campo meio delicado aqui.

Por um lado,

Você também não vai ficar lutando contra o seu traço,

Você não vai ficar se martirizando e se culpando e se colocando para baixo por ser daquela forma,

Mas,

Ao mesmo tempo,

Você não tem que aceitar no sentido de,

Pronto,

Não tem mudança,

Eu sou isso mesmo,

É isso aí,

Já era,

Me aceita como eu sou e fim de papo.

E a gente pode chegar no meio termo,

Mas muitas vezes a gente tem esse discurso,

Não,

Você é assim mesmo e as pessoas têm que entender.

Inclusive eu fui em uma palestra que o título era mais ou menos assim,

Era abraça o seu introvertido interior,

Alguma coisa assim.

E aí,

Mais para o final da palestra,

Eu perguntei para o palestrante se não havia uma chance de mudança,

De uma saída meio que de um excesso de introversão para a extroversão.

E aí o que ele me respondeu é que não,

Que era por isso que o nome da palestra era abraça,

No sentido de aceitar,

De lidar com aquilo que você é,

Do jeito que você é,

Mas que não havia possibilidade de mudança.

E aí eu fiquei com aquela puga atrás da orelha,

Como sempre,

Como assim não há mudança?

Mudança é lei da vida,

Da vida no sentido mais amplo das múltiplas existências,

Encarnações,

Como eu falei antes.

Eu já tinha estudado,

Inclusive,

Algumas questões de psicologia,

No livro da Carol Dweck,

Por exemplo,

Lá no Mindset,

Mindset fixo versus de crescimento.

Como que essa questão de eu não vou mudar é muito traço do Mindset fixo,

Que é aquela mentalidade,

Eu tenho esses traços,

Esses atributos,

Esses trejeitos,

Eu sou assim e não há nada que eu possa fazer em relação a isso,

Versus o Mindset de crescimento que reconhece os seus traços e reconhece que você continua crescendo,

Aprimorando,

Amadurecendo.

Seja qual for o seu estágio na vida e que você pode continuar mudando.

Outro pesquisador também que é mais da área da educação,

Que é o Jeremy Harmer,

Ele escreve também que o aprendizado é mudança,

Que é meio complicado a gente ficar dando rótulos de perfil de alunos ou aprendizes,

Ou perfil de estilo de aprendizado,

Porque a gente está sempre em um processo de transformação,

De mudança,

De crescimento quando a gente está aprendendo algo novo.

Se a gente levar em consideração que a gente vai continuar aprendendo até o infinito,

A gente vai continuar em mutação,

Em constante mudança.

E aí,

Eu mesmo como professor também,

Nessa experiência de sair da timidez,

Lá na minha primeiríssima aula,

Eu lembro como eu mudei de lá para cá,

Que eu comecei a dar aula em 2005,

Então,

Já faz 15 anos,

E eu lembro da minha primeira aula em sala de aula,

Minha primeira experiência como professor,

E eu,

Extremamente tímido,

Introvertido,

Inseguro com aquela situação,

Não estabelecia contato visual com os alunos.

Eu lembro que,

Daquela primeira aula,

Uma aluna saiu de lá da sala,

Foi na coordenação reclamar de mim,

E uma das reclamações foi essa,

De que eu não olhava para ela,

Não estabelecia contato visual devido a essa minha timidez.

E aí,

Recentemente,

Eu estava assistindo uma tertúlia do pessoal da Conscienciologia,

Que falava sobre ansiedade social.

E aí,

Eu comecei a ver que eu tinha,

E ainda tenho,

Muitos traços da ansiedade social que têm a ver com essa timidez,

Que antigamente eu achava assim,

Ah,

Eu sou tímido,

E é isso aí,

Acabou.

E como que existem formas de você trabalhar essa ansiedade social,

Porque,

Muitas vezes,

Ela é de escamba para um lado mais patológico,

Um lado mais grave,

Que te deixa menos funcional na vida,

Na interação com as pessoas,

Ou no trabalho mesmo,

Nos relacionamentos e tudo mais.

E aí,

Essa ansiedade social,

O que ela seria,

Então?

Essa extrema preocupação com a sua performance,

Com o que pensam de você,

O que estão julgando de você,

O medo de passar vergonha,

Aquele medo de dar vexame.

Então,

É o constante julgamento do julgamento do outro sobre você.

E como que a gente cria,

Só que quando a gente fala de preocupação,

A gente está falando de uma criação de um cenário o mais mórbido possível,

Do julgamento pior possível que a pessoa pode ter da gente.

Isso acontece muito também com o palestrante,

Quando está começando a dar as suas primeiras palestras,

E aí fica ali imaginando todo tipo de defeito que as pessoas da plateia podem estar pensando sobre ela.

Todos os menores erros ali incluídos.

E como que,

Muitas vezes,

A plateia está ali,

Na verdade,

Torcendo,

A maioria deles torcendo para a pessoa que está ali nervosa,

Ali na frente,

Para estar tudo certo,

E a gente está ali pensando que está todo mundo já condenando tudo que a gente está fazendo.

E aí,

A gente vai lidando com isso,

Insistindo em dar mais palestras e aprender a lidar com a situação.

Inclusive,

Eu queria falar mais sobre isso,

Que essa questão da vergonha está muito presente no livro A Coragem de Ser Imperfeito,

Da Brené Brown.

Como que essa questão da vergonha,

Muitas vezes,

Está na nossa estrutura social.

Às vezes,

A gente cresceu acostumado com essa questão do julgamento mesmo.

Pode ser na família ou na própria cultura do país.

Como que os erros,

Às vezes,

Não são tolerados e são puxados para críticas de personalidade pessoal,

Ou algo mais para o lado emotivo,

Levando a pessoa a sentir a vergonha por ter cometido aquele erro.

Então,

O ideal é que a gente possa saber lidar com a questão dos erros que vão existir,

Principalmente se você for dar uma palestra,

E você conseguir lidar de forma prática e,

Às vezes,

Até brincar com aquele erro,

No caso de coisas pequenas,

De deslizes de fala na palestra ou até em um podcast,

Que você comete um erro na sua fala ou no erro de português,

Alguma coisa assim,

E lidar com aquilo de forma fluida,

Não te impedir,

Não te bloquear,

Congelar e ficar naquela coisa do julgamento,

Da culpa,

Da imperfeição,

Da menos-valia pessoal e conseguir ir em frente e lidar com aquilo.

Então,

Erros vão existir e a gente deve lidar com eles de forma prática.

Muitas vezes,

Reconhecer onde a gente errou,

Se comprometer a fazer o melhor,

Caso seja realmente um erro,

Por exemplo,

No trabalho,

Alguma coisa que você quebrou,

Estragou,

Digamos,

Você estragou o serviço,

E aí você se compromete a fazer de forma melhor,

Mas sem aquela coisa do envergonhamento,

Da desvalorização,

De colocar para baixo o seu valor pessoal,

A sua visão de si,

A sua autoestima e conseguir separar isso nesse sentido.

Falando nisso,

Também a gente acaba caindo aqui na questão do perfeccionismo.

Tem gente que acha que perfeccionismo é coisa boa,

Porque eu sou perfeccionista e tudo mais.

Na verdade,

O perfeccionismo extremado também pode virar algo mais doentio,

Patológico,

Que te imobiliza de realizar.

É positivo você ter um detalhismo,

Você ter um capricho de fazer as coisas,

Fazer algo bem feito,

Você prestar atenção no que você está fazendo e colocar detalhes que realmente são interessantes.

Mas o perfeccionismo pode te impedir de conseguir fazer qualquer coisa,

Porque faltou aquele detalhe,

Então,

Não está bom.

E tudo que você faz nunca é bom o bastante,

Porque sempre está faltando algo mais,

Ou você está sempre se comparando e se colocando abaixo de um patamar ideal,

Imaginário seu,

Que está muito longe,

Muito além,

Em uma perfeição que não existe.

Aliás,

Inclusive,

Por isso que o livro da Brenner-Brown também é a coragem de ser imperfeito.

Então,

Você precisa chegar no momento que você está realizando o seu trabalho,

O seu trabalho de conclusão de curso,

TCC,

Lá da faculdade,

E dar aquilo como feito.

Não está perfeito,

Mas está bom o bastante.

E levar isso,

Inclusive,

Para a personalidade também,

E levar em conta a sua valorização pessoal,

Que mesmo com erros ou com coisas a melhorar,

Você é bom o bastante,

Você é boa o bastante.

E aí,

A gente pode entrar também um pouco aqui na questão do medo.

Como eu falei antes,

O medo da interação social,

O medo de passar vergonha,

O medo de fazer um vexame.

Eu acho que o medo daria todo um outro podcast,

Outro episódio,

Outra palestra,

Um curso inteiro,

Uma terapia inteira de anos.

Mas vou falar um pouquinho aqui sobre essa questão do medo,

Que a coragem não é a ausência de medo.

Na verdade,

Onde há medo é que é preciso coragem.

Que a coragem significa que você está com medo,

Mas você vai e faz assim mesmo.

Inclusive,

Os tratamentos para as fobias também são com base nisso.

Você tem aquele medo,

Mas você vai se expor àquela situação de forma pequena,

Controlada,

Não vai ser a situação toda grande que você tem aquela fobia,

Não vai ser o contexto completo,

Mas você vai pegar parte daquele contexto,

Tentar se expor a ele,

Para ele tentar se acostumando,

Ganhando confiança,

Para tentar cada vez mais ir quebrando esse medo e ver que não há problema de lidar com aquela situação.

Então,

Essa questão do medo dentro dessa ansiedade social é uma coisa que paralisa,

Porque ela ativa lá na nossa amígdala,

Não são as amígdalas da garganta,

O nosso cérebro contém um pequeno órgão mais ou menos no centro dele que se chama amígdala,

Que é na base mais,

Digamos,

Instintiva das nossas reações,

Que ativa-se com a função do medo,

Que o medo te deixa com o repertório somente de três ações,

Basicamente.

Todo o seu repertório que você poderia fazer na vida fica reduzido a três,

Ou você congela,

Ou você luta,

Ou você foge.

Traduzindo,

Ou você sai correndo,

Que é a fuga,

Ou você começa a lutar com aquela situação,

Mesmo que hoje em dia a luta seja mais na mente,

Na imaginação,

Como eu falei,

Lutando contra um resultado negativo da sua interação com aquela realidade,

E essa luta te deixa travado também,

Ou você simplesmente congela e não sabe o que fazer,

E acaba não fazendo nada e fica parecendo estranho e tudo mais.

Então,

Muitas vezes,

A gente entra nesse processo de luta com a atividade,

A gente está fazendo aquela interação,

Fazendo aquela atividade,

Mas,

Ao mesmo tempo,

Está fazendo uma outra atividade paralela na sua cabeça,

Que é uma luta com o fato de estar fazendo aquilo,

Que é uma análise e um julgamento por cima,

É um comentarista mental constante.

Então,

A busca da coragem,

Além dela,

Eu também recomendaria a busca do relaxamento,

De tentar abrir mão,

De ficar pensando,

Analisando,

Julgando,

Mentalizando,

Fazendo essa narrativa mental constante do que é que acontece à nossa volta,

E tentar relaxar o máximo possível e observar,

Como eu falei nesse tratamento de fobias,

De realmente sentir mais o que está acontecendo,

Perceber os feedbacks positivos ou negativos dos seus atos ou das suas ações,

Porém,

Não levar isso para o lado pessoal,

Mesmo que alguém queira estar levando para o lado pessoal na sua interação,

Você vai tentar estabelecer como,

Ok,

Estou observando aqui o que eu tenho,

Como eu estou,

Como eu sou,

E como eu posso fazer melhor,

E aprendendo com a situação,

Mas não me bloqueando,

Me impedindo de vivenciar a situação.

Então,

Que a gente possa sempre se jogar de cabeça,

De cabeça não,

Mas com o mínimo de correr riscos,

Porque essa coisa de você ficar na defensiva o tempo todo,

A cultura do medo da coisa que está acontecendo lá fora,

Dos noticiários,

De crimes e tudo mais,

Faz as pessoas ficarem presas nas suas próprias casas,

Dentro de quatro paredes,

Achando que estão seguras ali.

E ali,

Ao mesmo tempo que elas estão se defendendo do perigo lá fora,

Também estão se protegendo da vida em si que existe lá fora.

Então,

A gente evita,

Vou nem falar da questão dos crimes,

Mas a gente evita uma situação,

Uma interação social que a gente queria,

Até às vezes está passando,

Vivenciando,

E a gente evita por não passar vergonha,

Então,

A gente está se defendendo de uma situação,

Mas,

Na verdade,

A gente está se defendendo da própria vida em si,

Do próprio sentir,

Do próprio contato entre as pessoas e da experiência.

Então,

Que a gente possa cada vez mais estabelecer um contato saudável e bacana com a realidade e com a vida,

Para a gente não ficar simplesmente preso na armadura do medo.

Então,

Inclusive,

No livro da Brené Brown,

Que eu estou mencionando,

A Coragem de Ser Imperfeito,

Na verdade,

Esse livro,

O título em inglês,

Que é Daring Greatly,

Significa Ousando Grandemente,

Mas aí,

Na tradução,

A adaptação virou A Coragem de Ser Perfeito.

E a Brené Brown abre o livro explicando por que ela deu esse título para o livro,

Que é baseado no discurso de Theodore Roosevelt,

Que foi um ex-presidente americano,

Que é um trecho de um discurso dele,

Em que ele fala sobre essa questão da ousadia,

Ou seja,

Da coragem,

E dessa questão que a gente fica julgando,

Que o outro está julgando sobre nós.

Então,

Eu vou fechar o podcast aqui fazendo a leiturinha desse trecho do discurso do Theodore Roosevelt.

Não é o crítico que importa,

Nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor.

O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida,

Cujo rosto está manchado de poeira,

Suor e sangue,

Que luta bravamente,

Que erra,

Que decepciona,

Porque não há esforço sem erros e decepções,

Mas que,

Na verdade,

Se empenha em seus feitos,

Que conhece o entusiasmo às grandes paixões,

Que se entrega a uma causa digna,

Que,

Na melhor das hipóteses,

Conhece,

No final,

O triunfo da grande conquista,

E que,

Na pior,

Se fracassar,

Ao menos fracassa ousando grandemente.

Eu vou ficando por aqui.

Um abraço para vocês e até o próximo episódio!

4.9 (16)

Avaliações Recentes

Bernadete

July 20, 2024

🙏

Amanda

May 18, 2021

Super me identifiquei. Obrigada!!!

Luane

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Obrigada!! ♥️✨

Thais

February 14, 2021

Amei gratidão

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