
Transmutando Emoções com Nanã Buruquê
by Carol Mazeto
Nanã é a Orixá das águas paradas, dos lagos e pântanos. Da lama Nanã fez a vida, e para lá somos conduzidos, por isso, esta Orixá representa o início e o fim, o processo contínuo de vida-morte-vida. Junte-se a mim neste encontro com a Avó dos Orixás, Senhora da memória, da ancestralidade e da sabedoria, para decantar, transmutar e curar dores e sentimentos submersos e estagnados. Vamos juntos? Imagem: Carol Lisa no Unsplash Música: Indoor Mantra
Transcrição
Olá,
Eu sou a Carol Mazeto e estaremos juntas hoje para meditar com Nanã por aqui,
A orixá das águas paradas do processo de vida,
Morte e vida,
A que transforma o barro no ser humano,
A orixá da naturalidade,
Da memória,
Da transformação.
Então te convido a fechar os olhos e se concentrar em sua respiração.
Inspirando e expirando com consciência,
Vá permitindo que uma respiração lenta e profunda te conduza para dentro de si.
Relaxe o seu corpo e partindo do mais denso para o mais profundo e mais sutil,
Você vai relaxando também os seus pensamentos,
Aquietando as vozes da mente.
Sinta-se tão relaxado e entregue que você desapega dos sentidos físicos e deixa que a sua mente repouse na quietude do seu silêncio interior.
Se a sua mente devagar,
Fique tranquila,
Pois este é o momento natural da nossa mente.
Gentilmente traga ela de volta para o momento presente.
A partir de agora,
Você está sentado em frente a um lago,
Observando uma linda imensidão de águas paradas.
Você contempla esse lago rodeado de densa floresta,
Sob um céu que vai se tornando azul,
Despontando os raios do sol entre as nuvens,
Como se tivesse acabado de chover.
Sinta o cheiro da chuva,
A terra macia sobre a qual você está sentado.
Tudo nesse lugar te inspira calma e serenidade.
Respire profundo e inspire o ar puro deste ambiente de paz no qual você se encontra nesse momento,
Até que você veja surgir do meio das nuvens.
Nanã Boroque,
Uma bela senhora com vestes roxas,
De pele negra,
Levemente curvada,
Trazendo nas mãos o seu iberi,
Uma espécie de cetro feito de folhas e bolsas.
Nanã é a orixá mais velha,
A orixá da memória,
Do princípio e do fim.
Ela representa toda a ancestralidade e toda a nossa história.
Você permite que Nanã se aproxime de você,
Toque o seu ori,
A sua cabeça,
Com o seu iberi.
Com a outra mão,
Ela toca o seu coração.
Permita que Nanã entre o que acesse as suas memórias de dor,
As suas agonias e frustrações.
Deixe que as suas angústias sejam acessadas,
Como se emergissem das profundezas de um poço fundo.
Não há o que temer,
Você está segura,
Nanã te acolhe,
Te alimenta,
Te aceita e te ampara.
Nanã é a orixá da transformação,
Do processo de vida,
Morte e vida.
A partir de agora,
Deixe de esconder e de guardar as suas tristezas e memórias e observe que emoções,
Pensamentos e sensações são estes.
Vá tomando consciência das suas dores,
Das suas aflições,
Observando o que vai surgindo das profundezas do seu ser.
Da palma da mão de Nanã e do seu iberi,
Surge uma luz que vai decantando todas essas emoções,
Sentimentos e pensamentos.
Como uma chuva que escorre para a terra,
Fertilizando-a,
Se transformando em vida,
Observe as suas memórias de dor sendo decantadas e transmutadas em um solo fértil para renascer em algo novo,
Nesse movimento constante de transformação de vida,
Morte e vida.
A luz de Nanã vai te envolvendo por completo e você sente que as experiências de dor não desaparecem,
Elas estão com você,
Fazem parte de quem você é,
Mas neste processo já não doem mais.
Elas vão se transformando conforme Nanã broqueda e canta todas essas sensações e pensamentos.
Observe como você se sente.
Quando você estiver pronta,
Agradeça a Nanã,
A orixá da sabedoria que te traz nesse momento toda a clareza,
A consciência das suas dores e de que elas não precisam ficar estagnadas,
Escondidas nas profundezas do seu interior.
Elas podem se transformar e elas precisam ser transformadas,
Pois este é o eterno movimento da vida,
Do universo,
Tal como a sua respiração,
Que está num eterno movimento de inspirar,
Expirar e iniciar um novo ciclo.
Agradeça a Nanã,
Se despeça e veja Nanã por aqui voltar para as águas paradas do lago à sua frente e,
Trazendo a atenção para o seu corpo,
Para o ambiente que você se encontra,
Faça algumas respirações profundas e traga as suas mãos em frente ao peito.
Sobre o coração,
Escute o canto de Nanã e,
Se quiser,
Cante junto.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Canto com você.
Obrigada por estar comigo.
Nos vemos numa próxima meditação.
Namastê
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