
Meditação dos 5 Elementos - Pañca Mahā-Bhūtas
Uma jornada através dos Pañca Mahā-Bhūtas (5 grandes elementos) dentro do nosso corpo. Seguindo a visão da cosmologia Tântrika, o sistema de tattvas (níveis de realidade), mas com um olhar simplificado para a melhor compreensão inicial dessa nossa totalidade do Ser. Olhar para si e entender a união do Todo.
Transcrição
Sente-se confortavelmente,
Ou deixe o seu dia te pedir hoje para ficar.
Leve a sua atenção para a respiração.
Sente o ar entrando e o ar saindo.
Entrando e saindo.
Passando pelas narines.
Esteja cada vez mais presente na sua respiração.
Olhe para a sua respiração com maravilhamento.
Se maravilha pelo simples ato de respirar.
Mesmo de olhos fechados,
Deixe o seu olhar bem central.
Ele vai ser como uma âncora para te ajudar a deixar a mente aqui,
No que você está fazendo,
Presente.
Olhe entre as sobrancelhas,
Ou entre os olhos,
Ou para a ponta do nariz.
Comece a respirar cada vez mais profundo.
A partir deste momento,
Nós vamos começar a conhecer e nos conectar com os Panchamarrabutas.
Pancha é cinco.
Marra é grande.
E punta é elemento.
É nessa visão que enxerga esses cinco grandes elementos dentro do nosso próprio corpo.
O que está dentro,
Está fora.
Tudo o que está fora,
Está dentro.
Então,
Nós vamos enxergar a própria natureza no nosso corpo.
Esses cinco grandes elementos são ligados nessa visão aos cinco primeiros chakras.
Desde o mais denso,
Não denso de ruim,
Mas denso de mais palpável,
Até o mais sutil.
Então,
Nós começamos com o mais denso,
Mais visceral,
O mais palpável,
Que é o elemento terra.
O ponto de visualização é lá na base da coluna.
Perceba a terra abaixo de você.
Perceba a estabilidade da terra.
Perceba a terra,
Esse lugar para fincar nossas raízes.
Para se aprofundar na nossa ancestralidade.
Para ir,
Sim,
Poder crescer como uma grande árvore.
Para ir,
Sim,
Poder crescer como uma grande árvore.
Perceba o elemento terra,
Não só nesse espaço,
Na base da sua coluna,
Mas contido em todo o seu corpo.
Na sua estrutura,
Ossos,
Musculatura,
Tembôs,
Tudo que mantém essa sua estrutura.
E lá na base da coluna,
Nesse lugar onde nós vamos concentrar o elemento terra,
Visualiza um quadrado.
E a cor vai ser relacionada a um elemento.
É um quadrado,
A cor da terra.
Como você lembrar da cor da terra?
Em cada canto do mundo,
A terra tem uma cor um pouquinho diferente.
Como você enxerga o elemento terra?
Respira nesse lugar,
Visualizando esse símbolo,
Esse quadradinho,
Essa estrutura.
E a cada vez que você inspira,
Sente essa sua estrutura,
Suas bases,
Cada vez se fortalecendo mais,
Trazendo o equilíbrio desse elemento.
Não a rigidez completa,
Ficar no quadradinho e não sair mais,
Mas sim uma estrutura firme para já já a gente poder fluir mais.
Sobe essa sua visualização,
Um pouquinho para cima,
Lá na altura da sua bexiga.
E aí nós entramos no elemento água.
A gente já criou a terra para esse nosso rio poder fluir,
Ter um caminho,
Ter uma estrutura para fluir melhor.
Perceba toda a água dentro do seu corpo.
Perceba as qualidades suas que lembram a água.
A fluidez,
A água nos lembra emoções,
Profundidade.
O mergulhar em si mesmo.
Perceber o que está lá no fundo e o que está na superfície.
Leva sua atenção lá para a bexiga,
Aí onde tem tanta água.
E aqui nós vamos visualizar uma meia-lua.
Sabe que é difícil definir a cor da água?
Depende do fundo que ela está.
Então,
Coloca aí a cor que você quer enxergar,
Que te lembrar a água,
Dentro desse símbolo de meia-lua.
A lua que nos liga tanto ao movimento das maré.
A lua que nos lembra tanto das águas.
Se conecta com esse equilíbrio.
As águas fluindo nesse solo acetável,
Estruturado.
Se a gente deixar também as nossas águas muito rebeldes,
Vão inundar tudo.
Mas se colocarmos também uma barragem,
Uma hora ou outra ela vai estourar.
Vai buscando nessa respiração e no olhar para esse símbolo,
Nesse ponto,
O equilíbrio.
A presença na sua respiração nesse lugar.
Nós vamos partir para o próximo elemento.
Eleva um pouquinho a sua atenção lá perto do umbigo,
Seu abdômen.
E nós vamos para o elemento fogo.
Perceba o calor do seu corpo.
Perceba aí onde a gente levou a atenção.
O fogo gástrico,
Onde a gente transforma comida em energia.
O abdômen,
Que quando ativo,
Nos ajuda a sustentar melhor o nosso corpo.
O fogo lembra também essa força,
Essa energia,
Esse vai e faz.
Nos lembra a luz.
O acender,
Iluminar e enxergar melhor.
Mesmo que do cara a gente não enxergar coisas que a gente goste tanto.
Mas quando a gente acende a luz,
É a oportunidade de entender o que fica e o que vai embora.
O fogo aí é o seu brilho pessoal.
Quando ele está muito apagadinho,
A gente fica sem energia.
Mas quando o fogo está muito forte,
Ele pode sair queimando tudo também.
Nesse lugar,
Nós vamos enxergar um triângulo.
O triângulo da cor do fogo.
Como você enxerga a cor do fogo?
Visualiza o fogo nesse lugar.
O fogo nesse lugar,
Equilibrando essa energia,
Respirando nesse lugar.
Sumindo um pouquinho mais,
Nós vamos lá na direção do coração,
Do tórax.
E aí,
Nós partimos para o elemento ar.
O ar que eu respiro é o mesmo que você respira.
O mesmo ar que toca a minha pele é o mesmo que toca a sua pele.
E nos lembra de união.
De horizontalidade.
Desse amor que transborda.
A gente passou lá do equilíbrio do nosso brilho pessoal para agora chegar nessa expansão.
Do amor incondicional.
O ar aí,
A gente vai lembrando de leveza,
De paz.
Mas também a gente fica muito no ar,
A gente sai voando e se perde da presença.
Lá do pé no chão,
Das raízes,
Da fluidez,
Da força do fogo.
Nós vamos visualizar aí o tórax.
Agora um triângulo para cima e um para baixo.
Na união desses triângulos.
As pontas apontando para todos os lados.
Nos lembrando do ar que toca a tudo.
Da união.
E a cor do ar,
A cor que você quiser visualizar,
Que te lembra ar.
Que cor te lembra o ar?
Perceba enquanto você olha e respira nesse lugar.
Aumenta o ar lá dentro do pulmão,
O movimento da sua respiração,
As batidas do seu coração.
A respiração e o coração nesse movimento ininterrupto,
Nesse pulsar ininterrupto.
E assim,
Nós conseguimos partir para o próximo elemento.
O último elemento que é a caixa,
O éter ou espaço.
E nós vamos levar a nossa atenção para a garganta.
Perceba o espaço do seu corpo.
O espaço onde contém todos estes elementos que você explorou.
Perceba o espaço onde você se encontra nesse momento.
E esse lugar de visualização nos lembra muito da nossa voz,
Mas nos lembra também da nossa expressão.
Como você se expressa no mundo?
Quando a gente chega aqui,
Nós falamos de ação.
Nós trouxemos lá o equilíbrio lá da Terra e passamos equilibrando todos os nossos elementos internos até chegar o momento de expressar tudo isso com nossas ações.
Para que a nossa fala seja amorosa,
Para que a gente saiba ser firme na hora que precisa ser firme e mesmo assim manter a amorosidade,
Perceba o espaço que você se expressa.
Aí a gente enxerga um círculo.
A cor do espaço é como você sentir que chega para você essa cor.
A cor do espaço é como você enxerga o que te lembra.
O espaço que você ocupa.
O espaço de tudo.
Respira nesse lugar e no espaço que você ocupa aqui no seu corpo.
Quanto espaço em você,
Você deixa para você mesma.
Após o equilíbrio de todos esses elementos,
Chega o momento da união.
Depois de passar por toda essa jornada,
A gente entra no momento da união disso tudo.
Desce se sentir de uma forma mais sutil.
Leva a sua atenção lá entre as sobrancelhas.
É nesse pontinho que já não tem aí um elemento para representar,
Mas a união.
O todo unido.
Olha bem entre as sobrancelhas,
Mesmo de olhos fechados.
Respira nesse lugar.
Contempla o seu ser por inteiro.
Nesse pontinho entre as sobrancelhas,
Nós vamos visualizar uma semente se formando.
Uma semente que surgiu dessa união toda de nós mesmos.
Essa semente começa a germinar,
Brotar,
Crescer e lá no topo da cabeça,
Nasce uma flor com muitas pétalas.
E várias pétalas de várias cores,
Brilhando,
Coroando toda essa nossa união.
E nos lembrando que como a flor de lótus precisa da lama,
Do lodo para fincar as suas raízes.
De todas as suas experiências,
Independente da sua origem,
De todas as suas experiências,
Independente do tipo de experiência que for.
Elas são necessárias para esse nosso desenvolvimento e reconhecer o nosso eu verdadeiro.
E assim a gente lembra e recorda o nosso ser por completo.
Desde a terra até a lótus no topo da cabeça.
Faça uma inspiração bem profunda.
Solta o ar pela boca.
Deixa o ombro leve,
Coração leve,
A mente leve.
Vai abrindo os olhos,
Lentamente,
Observando onde você está.
Reconhecendo o seu corpo,
Fazendo movimentos que o seu corpo te pedir.
Desperta e traz esse seu eu desperto para o seu cotidiano.
Esteja presente em cada sensação do seu dia a dia.
Namastê
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