
Meditação para Todos os Níveis
Meditação guiada baseada no Hatha Yoga e com foco em estabilidade mental. Desenvolvida para ser usada por todos os níveis de praticantes. A ideia principal é exercitar a capacidade de percebermos o nosso próprio e mente. Para o Yoga tudo aquilo que podemos perceber não é aquilo que somos, portanto atráves desta técnica aumentamos a auto-observação que poderá ser usada em qualquer atividade do dia a dia. Boa prática!
Transcrição
Olá!
Vamos começar o nosso exercício de meditação.
O primeiro passo da meditação é encontrar uma posição cômoda para o seu corpo.
A primeira dispersão que o Hatha Yoga se propõe a superar é a dos elementos mais grosseiros,
Ou seja,
Nosso corpo físico.
Manter a estrutura física estável é essencial para uma boa meditação dentro deste sistema de autoconhecimento.
Os Yogis meditam com as pernas cruzadas e com a coluna ereta.
No entanto,
Se essa posição não lhe for confortável,
Trate de encontrar aquela que lhe permitirá permanecer imóvel durante os próximos minutos.
Pode ser sentado em uma cadeira ou apoiando suas costas na parede,
Por exemplo.
Tendo encontrado esta posição,
Vamos tentar relaxar o corpo,
Retirando-lhe tensões que são absolutamente desnecessárias neste momento.
Para isso,
Faça algumas inspirações bem profundas,
Da forma mais profunda que você conseguir realizar.
Ao exalar,
Faça-o de forma mais lenta do que a inspiração.
Pode fazer a exalação de uma forma mais ruidosa e ela deve ser absolutamente relaxada.
Se preferir,
Poderá exalar pela boca,
Como num suspiro.
Uma coisa importante para lhe ajudar na descontração dos músculos é relaxar o diafragma,
Pois ele pode influenciar enormemente o restante da sua musculatura.
O relaxamento do diafragma ocorre justamente quando soltamos o ar,
Então,
Detenha-se nesta simples tarefa de respirar fundo e de maneira relaxada pelos próximos instantes.
Passada esta fase inicial de conforto e relaxamento,
Vamos à seguinte,
Que chamo de reconhecimento e presença.
Vamos perceber o nosso corpo e trazer a nossa atenção para dentro dele,
Ou seja,
Vamos estar presentes com a nossa mente no processo de reconhecermos o nosso próprio corpo.
Comece percebendo a posição em que você se encontra.
Tente notar com mais atenção quais são as áreas do corpo que estão apoiadas no solo,
No assento ou na parede.
Agora,
Tente notar como o peso do seu corpo se distribui por estas áreas.
Leve então a sua atenção para os seus pés,
Comece com o pé direito,
Pense a sola do seu pé direito.
No entanto,
Sua tarefa será apenas de perceber e trazer presença para o corpo.
Não queremos estimular a mente com análises,
Julgamentos ou associações,
Queremos apenas gerar uma presença neste momento.
Portanto,
Leve a atenção ao pé direito,
Perceba-o.
Em seguida,
Mova a sua atenção por seu tornozelo direito,
Depois a perna direita,
O joelho e também a coxa.
Mas sempre com uma proposta de observar,
De apenas estar ali,
Presente,
Sem julgamento.
Evite embarcar em qualquer tipo de devaneio mental.
Tendo feito isso com o lado direito,
Com a perna direita,
Passe para o mesmo exercício agora do seu lado esquerdo.
Perceba a sola do seu pé esquerdo,
Depois o seu pé inteiro,
O tornozelo,
A perna,
O joelho do lado esquerdo e também a coxa.
Então,
Observe com os olhos da mente os seus quadris e a maneira como eles estão posicionados.
Traga em seguida a sua atenção para a coluna vertebral.
Comece a senti-la com mais atenção.
Inicie pela região lombar,
Observe as vértebras,
Conduza a sua mente pela região dorsal.
Não tenha pressa,
Faça-o lentamente,
Passando com o pensamento por cada vértebra.
Leve então a consciência para a sua cervical.
Queremos apenas sentir o corpo,
Trazer presença para dentro dele neste momento,
Sem projetar nenhum outro tipo de pensamento.
A partir do seu pescoço,
Desça com sua atenção pelos ombros.
Observe se estão relaxados ou tensos.
Tente gerar conforto nesta área.
Depois deslize com sua mente por seu braço direito.
Chegue ao cotovelo,
Depois o antebraço,
Até o pensamento chegar à sua mão direita e também aos dedos desta mão.
Sempre de forma suave,
Lenta,
Com bastante atenção,
Com uma preocupação de reconhecer o próprio corpo.
Não queremos julgamentos ou análises.
Tendo finalizado o lado direito,
Faça o mesmo exercício,
A mesma observação agora pelo lado esquerdo.
Com plena atenção,
Conduzindo sua mente pelo braço,
Pelo cotovelo,
Chegando ao antebraço,
À mão e aos dedos da mão esquerda.
Caso sua mente se distraia,
Apenas volte a pensar no corpo.
Use sua sensorialidade física como um ponto de apoio para o seu foco.
Tendo percebido também o braço esquerdo,
Leve a mente até o seu tórax.
Relaxe esta região.
Continue descendo com sua atenção até a região do abdômen.
Novamente observe se existe tensão ou se esta área está relaxada.
Nesta área do corpo você vai perceber que existe um movimento natural,
Que não ocorre a partir do seu comando.
É o movimento da sua respiração.
Procure observá-la por alguns instantes.
Sempre com um olhar de curiosidade,
Com uma ideia de presença,
Mas sem análise.
Então traga sua atenção novamente à região do pescoço.
Vá subindo por sua cabeça.
Perceba os seus lábios,
A língua,
Suas fáceas.
Traga sua atenção para os seus olhos e sua testa.
Pense depois na sua cabeça como um todo.
E tendo feito isso,
Observe como você tem uma ideia neste momento muito nítida de sua própria estrutura física.
Observe como a sua mente participa deste momento de maneira plena.
Mantenha-se aqui no presente.
Mantenha-se assim,
Estável,
Física e mentalmente.
Continue com sua atenção sobre o corpo.
Perceba como existe uma enorme sensação de conforto dentro dele agora.
Ela vem acompanhada de um estado de imobilidade.
Faça com que a sua mente perceba isso.
Ela terá no corpo uma referência para atingir também a imobilidade que a meditação tem como objetivo.
Pelo fato de você estar mais atento,
Notará facilmente que novos pensamentos surgem.
Eles chegam alheios à sua vontade e totalmente aleatórios.
Não se preocupe com isso.
Você vai simplesmente aceitar os seus pensamentos da maneira como eles surgirem.
No entanto,
Você não vai embarcar em nenhum deles.
Ou seja,
Você não dará atenção aos seus pensamentos.
Você não vai gerar uma identificação com eles.
Apenas observe os pensamentos que surgem e desvanecem.
Não se oponha a eles.
Não crie nenhum tipo de tensão interna.
Apenas observe o surgimento e o desaparecimento dos pensamentos.
Vamos então dar à mente um objeto para se concentrar.
Aqui você terá como opção se concentrar na própria estrutura física,
No corpo como um todo ou em uma parte específica dele.
Pode ser,
Por exemplo,
O centro do seu peito,
Onde os yogis atribuem a localização do coração e que dizem ser o centro da voz intuitiva.
No entanto,
Você poderá escolher alguma outra área de sua preferência.
O importante é fazer com que a sua mente permaneça ali pelo maior tempo possível.
Nós não vamos mudar a natureza da mente,
Mas apenas o seu comportamento impulsivo.
Portanto,
Quando novos pensamentos surgirem,
Você irá aceitá-los e logo em seguida voltará com sua atenção para o objeto escolhido.
Continue constantemente trazendo a atenção de volta ao objeto de sua meditação.
Mas faça isso sempre com gentileza,
Jamais gerando uma tensão interna,
Um estresse,
Um atrito no nível mental.
Aceite as distrações,
Aceite a natureza móvel da mente,
Mas continue firme na sua proposta de concentração.
Saiba que toda vez que você se perceber distraído em devaneios,
Você já não estará mais distraído.
Então,
Basta escolher que a mente volte ao exercício de meditação.
Sempre traga a atenção de volta ao exercício com suavidade,
Sem gerar tensões,
Sem agredir a si mesmo.
Continue tentando.
A natureza compulsiva da mente foi alimentada por muitos anos.
Ela não mudará de maneira abrupta.
É preciso ter disciplina e muita resiliência.
Não se desanime,
Continue trazendo a atenção com gentileza ao foco.
Então vamos entrando na fase final deste exercício.
Nesse momento você vai deixar a sua mente livre para que ela faça o que ela quiser.
Simplesmente deixe de lado a técnica e torne-se um testemunho da atividade mental.
Não julgue,
Não analise ou repreenda o seu pensamento.
Apenas observe.
O que vai acontecer de este momento ser aquele que você atinge o maior foco de todo o exercício,
Mesmo que por alguns breves instantes,
Como se a nossa mente ao ganhar liberdade decidisse então se concentrar em um único ponto.
No entanto,
O que é mais importante aqui é percebermos que podemos enxergar o próprio pensamento.
Para o Yoga,
Aquilo que pode ser observado não é aquilo que somos.
Portanto,
Não somos os nossos pensamentos.
Não podemos ser controlados por eles.
Esta experiência de distanciamento do corpo,
Da mente e do próprio ego é um passo importante para a redução do sofrimento interno que o Yoga visa eliminar e é algo essencial para o seu autoconhecimento.
Tente levar esta auto-observação para o seu dia-a-dia.
Tenha certeza de que os resultados serão surpreendentes e positivos.
Encerrado o exercício,
Comece a perceber melhor o ambiente a sua volta.
Comece a trazer a sua atenção de volta aos seus sentidos que o conectam ao mundo exterior.
Perceba os ruídos em torno.
Perceba a posição do seu corpo.
Faça uma inspiração mais profunda.
Coloque a língua dentro de sua boca,
Percebendo o gosto,
O paladar.
E quando você sentir vontade,
Sem pressa alguma,
Abra os seus olhos.
Ao fazer,
Observe o mundo ao seu redor com mais presença.
Desfrute deste resultado fascinante e transformador que a meditação lhe proporciona.
Espero que você tenha gostado.
No entanto,
Lembre-se que para que os resultados realmente surjam,
É necessário disciplina.
Portanto,
Não deixe de praticar amanhã também,
Assim como em todos os dias de sua vida.
Nos vemos na próxima aula.
Adeixe!
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