
O Altruísmo Pode Ser Egoísta?
by João Alencar
O termo "egoísmo" é muito utilizado nos meios espiritualistas, mas o seu significado nem sempre é expandido. Afinal, o que é ser egoísta? Será que atos de altruísmo podem servir ao ego? Devemos mesmo aniquilar esse ego? O que aconteceria se o seu ego se dissolvesse?
Transcrição
Olá pessoal,
Está começando aqui mais um AlmaLivreCast,
Mais um episódio do AlmaLivreCast.
Hoje eu quero falar com vocês sobre ego,
Egoísmo,
Altruísmo.
Então a gente vai falar inclusive se existe a possibilidade de um altruísmo egoísta.
Começando então analisando a questão do ego na espiritualidade,
Na literatura da espiritualidade sempre tem uma questão envolvendo o ego,
E cada escola espiritualista,
Cada filosofia trata esse ego de uma forma diferente,
Mas sempre de forma negativa,
Que a gente precisa eliminar o ego.
Isso é muito comum nas filosofias orientais,
Que isso com frequência aparece com a questão realmente de você precisar matar,
Acabar com o ego,
Acabar com essa coisa chamada ego.
Mas como assim?
Eu vi muitos livros do Osho falando isso,
Que você precisa realmente eliminar essa coisa do ego.
Mas se eu abandonar o ego,
Vamos fazer uns questionamentos aqui,
Abandonar o ego,
Matar o ego,
Dissolver,
A gente vai se dissolver no todo e perder a sua identificação,
Sua diferenciação,
Sua individualidade,
Você vai passar a fazer parte de volta a uma massa de consciência que não tem consciência de si mesmo,
E eu acho que não é bem por aí a questão de eliminação do ego.
Então quando a gente está falando sobre eliminar o ego,
Do que a gente está dizendo?
Do que a gente está falando aqui?
Se a gente levar em consideração a nossa consciência,
O nosso espírito,
Nossa alma,
Seja lá o que se queira chamar,
Essa nossa faísca de consciência,
Essa nossa chama que é o nosso espírito,
Se a gente acha que fazia parte de um todo,
Digamos,
É uma das teorias de criação dos espíritos,
Que tem inclusive na gênese do espiritismo,
Que se a gente faz parte de um todo,
De um Deus,
E a gente era um com Deus,
Como a gente pode fazer analogias com diferentes religiões de que a gente era um com o Pai,
E a gente saiu,
Caiu,
Saiu desse paraíso,
A história lá do Adão que se desconectou do paraíso,
Se desconectou de Deus,
Desobedeceu a esse fluxo divino e aí passou a ter consciência de si mesmo,
Viu que estava nu,
Percebeu-se,
Começou a ter a consciência de si.
E aí a gente está nesse processo,
Levando uma maneira mais prática,
É como se a gente fosse realmente uma chama divina individualizada que começa a ter consciência de si mesmo através do processo de evolução que existe na natureza.
Então,
Se a gente pega essa coisa da individualização dessa chama que sai do todo e começa a tornar consciente de si mesmo,
A gente tem,
Por exemplo,
A consciência das plantas,
Que é uma coisa mais grupal,
Que ainda não está individualizado,
Mas que nos animais começa a se individualizar e se tornar autoconsciente e autodirigido.
E a gente tem esse processo que é infinito e vai aumentando constantemente.
Então,
Há quem diga que a gente precisa reverter esse processo e voltar para o todo,
Mas não é uma questão,
Eu acho que voltar para o todo,
Voltar para esse contato com o Pai,
Com Deus,
Com o paraíso,
Com o divino,
Não é um processo de apagar da consciência,
Pelo contrário,
A gente está aqui para tornar isso tudo consciente.
Inclusive,
Há quem diga também que é um processo de Deus tornando-se consciente de si mesmo,
Ou seja,
A gente,
Como filhos de Deus,
Nessa pedagogia,
Essa metodologia que a gente está usando para entender melhor essa situação toda,
A gente está se tornando consciente e trazendo consciência a esse tudo.
Então,
Essa volta para Deus,
Essa volta para a conexão com o todo,
Essa religação,
Religária,
Religião,
Ela precisa ser feita com a consciência e não abrindo mão da consciência e se apagando e se dissolvendo novamente no todo.
Então,
A gente vai estar se expandindo e não se apagando.
Essa individualização acontece cada vez mais,
Na verdade.
E aí há um probleminha que,
Quando a gente está se individualizando demais,
A gente pode cair nessa questão do egoísmo.
Mais uma coisa colocada como um pecado,
É praticamente a coisa dos sete pecados capitais.
Mais uma coisa mais abrangente do que eu estou querendo só para mim.
E aí a gente começa a perverter esse processo de individualização e querer fazer coisas que são boas para mim,
Mas que podem vir a ser prejudiciais para os outros,
Para o todo,
Para o funcionamento da sociedade,
Da civilização,
Ou até da convivência mais próxima,
Familiar,
Com os amigos,
Colegas de trabalho,
Etc.
E aí,
Então,
Quando a gente vai analisar quem é esse ego que precisa morrer,
Apagar,
Ser destruído,
Seria mais esse tipo de ego pervertido,
Não essa identidade,
Essa individualização e individuação.
Mas sim esse ego,
Esse eu,
Essa história de quem eu sou,
Essa vaidade,
Essa preocupação exagerada com a sua imagem,
Com a sua coisa.
Essa busca,
Muitas vezes,
De prazer,
Ou de ter,
Ou de eu estar agradado por eu ser maior e melhor,
E,
Às vezes,
Passando por cima de quem quer que seja que eu encontre no caminho para que eu me sinta bem,
Colocando os outros para baixo.
Esse aí é o nível mais baixo do egoísta,
É o nível mais basicão do egoísmo,
Quase no nível animal,
Que está no nível da disputa e pode chegar no nível até da violência e da briga e tentar,
A todo custo,
Ter para você o que você quer,
Independente se isso vai causar prejuízo para os outros no processo.
E aí a gente vai saindo disso,
Vai saindo dessa coisa belicista,
Dessa coisa animal da briga,
E do meu,
E para mim,
E da minha turma,
E da minha matilha,
Do meu grupo,
E a luta contra os outros,
E vai começando,
Quando a gente vai trabalhando essa questão do ego,
Do egoísmo,
Vai saindo dessa coisa,
Mas ainda se restam resquícios,
Muitas vezes,
Da história,
Da imagem,
Do que os outros pensam de mim,
E a gente pode ir para o extremo oposto,
Que é a síndrome do bonzinho,
Que é aquele que precisa ser reconhecido como bom bastante para que ele se sinta bem com o eu,
Com a história que ela tem dela mesma,
Com a imagem que ela acha que ela projeta sobre ela mesma para os outros.
E aí utiliza o reconhecimento dos outros sobre ela para ela mesma poder se reconhecer como alguém que vale a pena existir,
Como ser um eu,
Um ego apreciável e que está adequado a regras de bem,
De bem-estar,
De bondade,
De estar com os outros em sociedade,
Como eu falei antes,
De uma maneira altruísta.
E aí a gente está caindo nessa questão de o altruísmo poder ser egoísta,
Ou seja,
Eu estou ali fazendo algo altruísta,
Estou fazendo uma boa ação,
Uma caridade,
Estou fazendo uma doação de alguma roupa ou de dinheiro,
E eu estou fazendo isso e estou me sentindo bem,
Fazendo aquela boa ação,
Estou sentindo que eu sou uma boa pessoa.
Isso pode virar um ato de altruísmo egoísta,
Que eu estou realizando algo para alguém,
Estou fazendo bem,
Entre aspas,
Para uma pessoa,
Mas aquilo,
Na verdade,
Está fazendo mais bem para mim mesmo,
Está fazendo mais bem para eu me sentir bem com o fato de eu ter feito algo bom,
De ter feito uma boa ação,
De eu estar me encaixando na minha idealização do que é ser uma boa pessoa.
Então,
Eu creio que quando os orientais mencionam essa coisa de eliminar o ego,
É eliminar também essa fantasia,
Essa coisa imaginada sobre o ideal de o que é ser eu,
De o que é ser bom,
De o que é ser alguém na vida,
Alguém nas vidas,
No infinito,
Na espiritualidade maior.
E começar a eliminar esses apetrechos,
Essas coisas que a gente pendura na nossa consciência como sendo roupas,
Que fazem a gente aparentar ser mais bonitos,
Mais belos,
Que são essas ações que são muito exteriores e que não dizem muito sobre quem realmente nós somos.
E aí,
Então,
Essa coisa de eliminar o ego,
Eliminar a fantasia,
É muito da busca de quem eu realmente sou.
Quem é essa consciência que está aqui?
Eu sou realmente as coisas que eu faço,
E as coisas que eu faço criam quem eu sou?
Há uma interação,
Essas duas coisas,
Entre o ser e o fazer?
Será que o fazer pode ser superficial e não ter nada a ver com o que eu sou ou o que eu venha a ser?
Porque eu sou uma constante transformação também,
De repente,
Eu sou um processo,
Eu não sou uma coisa definida,
E a gente vai,
Então,
Tentando eliminar esses rótulos,
Essas coisas que a gente usa como roupas,
Como títulos que vão dizer temporariamente o que a gente acha da gente mesmo,
Do que a gente acha que é bom,
Que é ruim,
Que,
Na verdade,
É sempre transiente e relativo.
Essa coisa de ser bom ou de ser ruim,
Relacionada a que época,
A que cultura,
A quem recebeu a minha boa ação,
Ou até essa coisa de quem recebeu a sua boa ação também pode ser até questionada.
E a gente vai continuar nisso aí,
Falando um pouquinho mais.
Então,
O altruísmo pode vir a ser egoísta quando reforça uma imagem cristalizada do ego de eu,
De quem eu sou,
E que não permite que eu continue investigando nesse processo de autoconhecimento e de descoberta cada vez mais ampla.
Eu não estou dizendo que a gente não deve ajudar ninguém,
A gente deve,
Sim,
Fazer atos altruístas,
Ajudar as pessoas,
Seja com doações,
Seja com o seu amor,
Carinho,
Atenção,
Sua disposição,
Para que a pessoa realmente saia de alguma dificuldade.
Mas,
A gente precisa expandir e qualificar a nossa atuação enquanto a gente está nesse processo de identificação de quem eu sou e da prática desse altruísmo.
Porque esse aí é o mais básico,
De fazer essa caridade básica da doação,
Mas a gente não deve estacionar aí pensando que,
Bom,
Eu já fiz o que eu deveria fazer,
Já sou bom bastante,
Já vou para o céu,
Já vou para nosso lar,
Já vou para algum lugar melhor do que aqui.
Eu estou só esperando porque o meu cheque eu já assinei com a minha bondade,
Com o meu altruísmo.
Então,
Se for um processo de estagnação da sua busca,
Do seu crescimento,
Do seu desenvolvimento,
Então,
Não é necessariamente positivo o que você deve estar fazendo por aí.
Então,
Vamos ver o que pode ser mais positivo do que isso.
A sua busca,
Como eu falei antes,
De encontrar esse eu,
De identificação desse seu ego,
Da sua individualidade,
Precisa continuar se expandindo.
O que eu quero dizer com isso?
Uma definição que eu gosto muito sobre o que é o ego e o que é o egoísmo é o campo de percepção da sua consciência em relação ao todo,
Ao mundo,
Ao universo,
Ao funcionamento das coisas,
Ao processo da vida em si.
Então,
Quando eu estou falando sobre ego,
A gente pode pegar uma criança,
Por exemplo,
Que não está consciente de como que funciona questões financeiras,
De cartão de crédito,
De conta bancária,
De tudo mais,
E está ali usufruindo de tudo isso,
Está ali recebendo dos pais,
Está ali participando da sociedade,
De certa forma,
Só que de uma forma limitada,
De uma forma que não está concebendo exatamente como que as coisas funcionam ao redor dela para mantê-la viva,
Sobrevivendo,
Com alimentação,
Com moradia,
Com roupa,
Com tudo mais,
A educação.
E,
À medida que ela vai amadurecendo,
Vai crescendo,
Vai se tornando adulta,
Ela vai ampliando a sua consciência sobre essas realidades que a cercavam desde sempre,
Mas das quais ela não tinha percepção,
Não tinha noção.
Então,
Eu diria que o ego vai continuar,
Então,
Na vida adulta,
Também se expandindo em termos de compreensão do funcionamento do todo.
Então,
A nossa capacidade de sair desse egoísmo,
Que é,
Então,
Inconsciente,
A criança não sabe,
É aquela coisa,
Eu não sei,
E também não sei que eu não sei o que está acontecendo lá fora,
O que está acontecendo ao meu redor.
Então,
Eu vou cada vez mais ampliando a minha consciência,
A minha percepção,
Buscando a compreensão desse todo,
Desse funcionamento,
E tentando ver a minha interdependência com as pessoas.
E,
Então,
Eu vou compreendendo como que eu influencio as pessoas e como elas têm influência sobre mim.
E eu vou,
Então,
Mudando a mim mesmo para qualificar,
Para melhorar a minha interação com todos,
Para que eu possa,
Então,
Gerar um ambiente que seja melhor para mim e para todos ao meu redor,
Nesse funcionamento com o todo.
Então,
A gente vai promovendo o nosso progresso e promovendo o progresso e a evolução de todos ao nosso redor.
Esse efeito,
Digamos,
Um efeito halo,
Um efeito da sua energia influenciando as energias,
Influenciando as pessoas com quem você entra em contato,
Com suas palavras,
Com suas ações,
Com seu jeito de ser,
Com a sua filosofia de vida.
Então,
Muitas vezes,
Quando uma pessoa está presa no ego dela,
A gente pode perceber,
Caso a gente tenha feito esse esforço de ampliar a nossa compreensão do funcionamento das coisas e do funcionamento até das pessoas,
A gente pode perceber que,
Às vezes,
Esse ego,
Essa pessoa que está presa nesse ego,
Ela não tem a noção,
Não tem essa percepção do impacto que ela está causando,
Muitas vezes negativo,
Nas situações ao seu redor,
Nas coisas que ela faz ou que ela se dispõe a atuar.
E como que ela está fechada na sua percepção de si mesma e como que esse fechadismo consciencial,
Essa coisa de voltar-se para si mesmo é como se fosse uma criança realmente,
Uma infantilidade consciencial que não percebe nada muito além do seu próprio mundo interior.
E como que as outras coisas que estão muito lá fora,
Muito distantes,
Na opinião dela,
Ela não liga,
Não se importa ou realmente para ela não são nem reais,
Não existem.
E como que é difícil propor para uma pessoa ter a consciência de algo que para ela não foi experimentado,
Vivido,
Não faz parte do arcabouço de experiências dessa pessoa,
Então ela não teve contato com aquela realidade e não quer ter contato com aquela realidade,
Não quer saber daquelas coisas e não tem como fazê-la compreender algo que é tão distante desse mundo fechado na qual ela vive.
E esse processo é,
Em geral,
Inconsciente.
Essa coisa de realmente estar fechada em si e de não estar enxergando mesmo o que está acontecendo em uma escala mais ampla,
Em uma visão de conjunto maior.
E aí a gente cai naquela velha coisa de,
Bom,
Você quer continuar crescendo,
Continuar aprendendo e evoluindo através da dor ou do amor.
O que seria essa coisa da dor ou do amor?
Então,
Quando a gente está há muito tempo,
Já está passando do tempo de sair da nossa concha egóica,
Desse mundinho fechado da compreensão de funcionamento das coisas,
E insistir que as coisas aconteçam de acordo com esse modo limitado que eu imagino que as coisas têm que acontecer.
E aí a vida começa a mostrar para a gente que ela não funciona daquele jeito para a gente.
E aí as coisas começam a não funcionar mais para a gente,
A gente começa a sentir a dor,
O sofrimento,
Como a criança que teve os seus desejos insatisfeitos e que precisa mudar a sua percepção de como as coisas funcionam para não ficar mal e para tentar,
Então,
Alcançar aquilo que ela deseja de forma mais autônoma,
De forma a agir em consciência,
Em consonância com as demais variáveis que estão girando ali junto com ela,
Nesse mundo,
Nessa vida,
Nesse todo,
Nesse conjunto.
Então,
É aquela coisa também da gente estar constantemente ampliando a nossa percepção,
A nossa sabedoria,
Não só em termos de conhecimento,
Porque o conhecimento em si não significa sabedoria,
Prática de vivência,
De vida,
De compreensão,
De funcionamento das coisas.
Então,
É como se a gente tivesse um círculo e aí o lado externo,
O lado interno desse círculo,
É o que a gente já sabe,
Já tem de sabedoria de conhecimento,
Mas,
Ao mesmo tempo,
A gente está consciente que do lado externo existe toda uma área bem maior de contato com esse círculo,
Que são coisas que a gente ainda não sabe,
Não tem ciência do funcionamento da nossa percepção ser limitada ainda em relação a essas coisas lá fora.
E aí,
A gente faz o esforço de ampliação,
De aumentar esse nosso círculo,
Essa nossa abrangência de percepção e compreensão do todo,
E a gente coloca,
Então,
Mais área de atuação de percepção dentro do círculo,
Mas,
Ainda assim,
Pelo círculo ter aumentado,
Aumenta mais ainda também a área externa das coisas que a gente continua sem saber,
Sem ter atuação,
Sem ter percepção e participação ativa,
Porque a gente não sabe como funciona.
E aí,
Esse processo de ampliação desse círculo,
Dessa percepção,
Dessa consciência,
Ela é constante,
Essa saída do ego rumo a uma compreensão maior,
Esse expandir do ego vai ser sempre constante,
Mas esse ego não vai deixar de existir,
Porque a nossa individualidade,
Nossa individuação,
Ele se expande,
Sai da sua concha,
Acaba entrando em outra concha de outro funcionamento,
Mais ampla,
Maior,
Mas continua crescendo.
E aí,
O nosso esforço,
Então,
É continuar percebendo que a gente não é dono da última verdade,
Da verdade final das coisas,
Que a gente pode continuar sendo o buscador,
Aprendendo,
Evoluindo,
E consciente de que talvez esse processo,
Esse caminho de crescimento,
Talvez não tenha fim.
E ter essa consciência de forma tranquila,
Não achar que a gente precisa chegar em um paraíso,
Que é a perfeição,
Que a gente já está ali,
Já é bom bastante,
Já tem o julgamento final sobre a minha pessoa e o julgamento diz que eu vou para o céu,
E que não é bem por aí.
Dizem,
Inclusive,
Espíritos que voltam para fazer psicografias,
Escrevendo os livros,
Que eles não estão no céu,
Eles estão trabalhando aqui com a gente para ajudar a gente a alcançar esses níveis que eles já alcançaram.
Como professores,
Ajudam as crianças a alcançar a consciência de realidades as quais elas ainda não perceberam,
Ainda não têm consciência,
Não têm contato.
Então,
Que a gente possa sempre fazer esse esforço de autoconhecimento,
De conhecimento dessa totalidade,
Ao invés de ficar parado,
Esperando que a vida comece a empurrar a gente para sair desse ego infantilizado,
Estagnado,
E,
Através do sofrimento,
Empurrar a gente para sair das nossas crenças limitantes.
Que a gente possa compreender,
Lançar um olhar sobre nós mesmos e fazer essa pesquisa de nós mesmos para,
Daí então,
Identificar o que a gente pode mudar em nossos pontos de vista,
Em nossa atuação,
Para que a gente possa,
Então,
Se adiantar e mudar a nós mesmos,
Já começar a fazer esse esforço de abrangir mais,
De perceber mais,
De ter mais sabedoria,
Para que a gente possa ter passos com menos tropeços,
Com menos quedas.
Eu vou ficando por aqui e até o próximo episódio.
Um abraço para vocês!
Conheça seu professor
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