
Atenção Plena e Despertar Espiritual
by João Alencar
Qual é a diferença entre meditação e atenção plena? Como estes dois podem nos aproximar deste tal despertar espiritual? A atenção plena pode ser comparada a uma prática de apreciação de obras de arte, que nos leva a compreender detalhes da perfeição que estava bem aqui diante de nossos olhos mas não conseguíamos enxergar.
Transcrição
Olá pessoal,
Está começando agora mais um episódio do Alma Livre Cast.
Hoje a gente vai falar sobre meditação,
Atenção plena e o despertar espiritual.
Então é o seguinte,
Nos outros episódios eu falei muito para vocês sobre hipnose,
Sobre matrix e eu dava algumas dicas,
Alguns detalhes sobre meditação,
Sobre despertar,
Sobre essa interiorização e o enriquecimento que está muito presente no budismo,
No taoísmo,
No hinduísmo,
Mas eu não me aprofundei em nenhum desses episódios até agora,
Sobre esse outro lado aí que pode levar a gente para esse tal despertário.
Que diabos é isso?
O que significa despertar?
Afinal de contas eu estou acordado agora,
Estou no momento de vigília,
Estou ouvindo esse áudio aqui,
Mas eu estou desperto.
Será que está?
Então a gente vai falar um pouco disso,
Começando com a questão da atenção plena e da meditação.
Será que existe alguma diferença entre atenção plena e meditação?
A gente tem confundido bastante essas duas coisas.
Hoje em dia a atenção plena está na moda,
Tem muitos workshops,
Cursos e tudo mais de mindfulness e atenção plena que se parecem com cursos de meditação,
Com algumas diferenças de acordo com a escola que está ensinando o tipo de meditação,
De acordo com a linha filosófica por trás de cada prática,
Meditação transcendental,
Meditação vipassana e tudo mais.
E eu vou falar um pouquinho aqui sobre o que significa essa coisa da atenção plena.
Basicamente,
Na verdade,
A atenção plena é um dos caminhos do nobre caminho octuplo do budismo,
Que seria a atenção correta.
Seria um dos caminhos lá e essa atenção correta,
Também às vezes traduzida como concentração correta,
Seria o estado meditativo,
Porém constante em relação com a vida,
Com todas as coisas que a gente faz no dia a dia,
Das menores,
Mais rotineiras,
Até aquelas que a gente acha mais importante.
Então o que seria esse estado meditativo,
Esse estado de atenção plena?
Então estou diferenciando aqui assim,
A atenção plena é esse estado interior,
Que a gente pode ficar a qualquer momento ligado nele.
E a meditação seria então a prática que você vai fazer como um exercício de alcançar esse estado,
Que a gente senta lá,
Na almofadinha e tal,
Cruza as pernas e tudo mais e fica praticando algum exercício de foco para tentar silenciar a mente e se conectar com essa percepção,
Com essa atenção plena.
Então tem essa diferença básica.
Digamos então que a gente vai ficar aqui com meditação como exercício,
A prática,
E a atenção plena como estado,
Que você deve praticar também,
Mas não dependendo de estar fazendo exercício específico ou estar fazendo alguma atividade cotidiana,
Inclusive lavando louças.
Então o que seria isso?
O que seria esse estado meditativo que alcança a atenção plena?
Quando eu falei em silenciar a mente,
Geralmente esse é um ponto de confusão,
De problema,
Quando a gente está conversando sobre meditação,
Sobre fazer a prática em si,
Porque é como se eu estivesse falando para parar de pensar.
E essa história de parar de pensar pode gerar uma confusão no sentido de como assim?
Eu vou ficar vegetando aqui,
Vou ficar vegetativo aqui,
Tipo apagar,
Desmaiar aqui nesse negócio e dormir?
Que história é essa?
Para que é isso?
Eu vou para casa e dormir na minha cama então.
E não é bem por aí.
A ideia é o seguinte,
Para a gente começar a observar a nossa própria mente através das práticas de meditação e perceber que por trás dessa mente tagarela que a gente tem,
Que fica imaginando várias coisas,
Criando uma narrativa mental constante,
Por trás dela tem um observador,
E esse observador que a gente pratica identificar é a nossa consciência.
Então,
Quando a gente fala em silenciar a mente é porque,
No fundo,
A gente é uma consciência que tem essa mente que é uma ferramenta atuante.
É como se fosse um músculo,
Uma mão,
Um órgão que você tem e que você pode acionar ou não.
Você pode estar exercitando a sua imaginação ou pode estar silenciando e prestando atenção.
E é aí que a gente entra mais na questão da atenção plena.
E como é que faz,
Então,
Para silenciar a mente,
Silenciar os pensamentos,
Essa coisa?
Como assim?
Então,
Aquela história de penso,
Logo existo,
Está um pouquinho esquisita.
Não foi muito aprofundada na maioria dos estudos sobre essa frase da filosofia.
E quando a gente fala penso,
Logo existo,
A gente está falando de quê?
De ter essa atividade mental de imaginar as coisas ou de ter essa consciência por trás que observa a minha existência?
Penso,
Logo existo.
Então,
O que a gente observa é que há essa consciência por trás,
Que é esse verdadeiro pensamento,
Entre aspas,
Original,
Que é a nossa capacidade de estar discernindo,
Observando.
E que o pensamento,
A gente vai usar aqui que a palavra pensamento é ação,
Imaginação,
Criação mental,
Exercício da mente,
Narrativa,
Criação de cenários imaginários,
Imaginação.
Então,
A gente cria essas imagens na cabeça constantemente.
E aí,
O que acontece?
A gente está em uma sociedade em que foi muito valorizado,
Foi supervalorizado essa criação,
Essa ação de imaginar,
Pense,
Pense bem,
Pense duas vezes antes de agir,
O raciocínio constante,
O raciocínio lógico.
E esse silenciar no sentir foi sendo desprezado,
Foi sendo colocado para escanteio,
Para debaixo do tapete.
E a gente fica cada vez mais num fluxo de constante pensamento,
De constante raciocínio,
Que hoje em dia está levando muita gente ao estresse,
Ao esgotamento,
Porque isso gasta energia.
Para você ter ideia,
O nosso cérebro consome cerca de 20% de toda a energia que a gente consome,
Que a gente ingere e tudo mais.
Mas,
Se você tiver uma alta atividade mental,
É capaz desse consumo aumentar também e gerar processos de estresse na nossa vida.
Então,
Quando a gente fala sobre voltar para observar e para sentir,
Para silenciar a mente,
Você vai tirar a atenção dos seus pensamentos,
Da sua narrativa mental,
Da história que você está criando da sua vida na sua cabeça,
E simplesmente sentir,
Voltar a atenção para os seus sentidos.
E aí,
Os exercícios da meditação geralmente são focados nos cinco sentidos.
O mais básico de todos é o da respiração.
Você vai simplesmente pousar,
Repousar a sua atenção de forma tranquila nas suas sensações da sua respiração.
Sentir o ar passando pelas narinas,
Sentir o movimento do seu abdômen,
Sentir o calor ou frio do ar ao passar pelas narinas,
Tentar sentir profundamente todo esse processo e tentar não perder de vista esse processo,
De não fugir em imaginação,
Em devaneio,
Em viagem na maionese,
E conseguir não perder uma inspiração,
Nem uma expiração,
E ficar constantemente focado no seu respirar.
E aí,
A gente tem esse exercício básico que a gente vai voltando a atenção para o corpo,
Para o sentir,
E tirando a atenção da imaginação,
Da ação mental constante.
Esse é apenas um dos exercícios,
Mas isso aí pode ser feito,
Então.
.
.
Por exemplo,
Eu falei dos cinco sentidos.
Esse envolve muito o tato,
Que você vai sentir o ar passando ali,
Talvez também o olfato,
Como a gente está falando de respiração,
E sentir também o seu corpo,
A sua consciência corporal ali.
Mas a gente pode fazer também com os sons.
Por exemplo,
A gente pode pegar e ficar em silêncio,
Sentado,
E tentar ouvir todos os sons ao nosso redor,
Sem julgar,
Sem dar nomes,
Sem criar histórias na cabeça de onde vem o som,
Para onde vai,
Qual é o contexto daquele som,
Dar nome do que é,
O que não é,
O que pode ser,
Se ele deveria ou não estar ali,
E você simplesmente sentir,
Ouvir e prestar atenção em tudo que você ouve e tentar não perder,
Mais uma vez,
A sua atenção com divagações,
Com devaneios mentais,
Que podem te tirar do aqui e agora.
Então,
Todos esses exercícios têm esse profundo objetivo de trazer a gente de volta para o aqui e agora e sair da fantasia,
Sair dessa loucura que a gente entra muitas vezes com a nossa cabeça.
E aí,
A gente vai voltando novamente sobre essa questão do despertar,
Porque é muito comum a gente entrar em um piloto automático que vai vivendo a vida de forma imaginada.
A gente vai imaginando o caminho enquanto a gente está passando por ele,
Vai julgando,
Calculando,
Avaliando se é bom ou se é ruim,
O que deveria ter sido,
O que poderia ser,
O que é longe daqui,
Alguma coisa que a gente vê e,
De repente,
A nossa cabeça já está em outro lugar,
Num cenário totalmente fantasioso,
Que não tem nada de real.
E aí,
Em geral,
A gente acaba se anestesiando para a realidade à nossa volta e andando mais ou menos como zumbis,
Sem perceber,
Alguém falou alguma coisa e você não ouviu,
Passou alguma coisa na sua frente e você não percebeu,
Coisas aconteceram e você não está ligado,
Você não está sacando aquele ambiente onde você está,
Porque você está na sua fantasia imaginária do que deveria acontecer ou do que poderia estar acontecendo agora.
E aí,
Quanto mais a gente cria esses filtros,
Porque essas imaginações,
Esses pensamentos constantes e repetitivos,
Eles vão criando o que no Espiritismo é chamado de formas mentais,
Formas pensamento,
E eles vão praticamente nos hipnotizando.
Eu não diria nos hipnotizando,
Mas criando uma lente,
Uma lente que faz com que a gente enxergue o mundo,
Enxergue as coisas de acordo com o nosso julgamento automático,
Inconsciente do que acontece lá fora,
Porque a gente está filtrando com o nosso julgamento,
Com o nosso pensamento,
Sem dar um tempo de percepção maior.
E já rotulando,
Dando os nomes,
Como eu falei,
Dando a definitiva palavra daquela coisa.
A linguagem tem muito disso,
A gente está sempre querendo encaixar a realidade na nossa linguagem,
Nas palavras,
Para que a gente possa ter um controle desse mundo ao nosso redor e tomar as decisões o mais rápido possível.
Isso é até um mecanismo interessante de evolução de sobrevivência,
Porém,
Isso pode também nos levar a situações que não são as mais ideais para a gente lidar melhor com a vida.
E aí,
A gente pode deixar passar oportunidades que seriam interessantes se a gente não tivesse um pré-julgamento automático que já descarta aquilo que me apareceu como supostamente negativo,
Ou,
Até o contrário,
Cair em armadilhas,
Porque eu tenho expectativas,
Imaginação,
E vontades e desejos em relação a uma realidade,
Sem observar realmente se aquilo vai trazer o que eu imagino que poderia me trazer,
E aí eu posso entrar em um buraco sem perceber,
Porque eu estou cego por aquele desejo.
Isso é muito trabalhado no budismo também,
A questão do desejo.
Eles falam lá que o que causa a origem do sofrimento é o desejo.
E aí,
Muitos religiosos puxam isso mais para a questão dogmática de desejos materiais,
Carnais,
Sexuais,
Que a gente não deve desejar nada.
Só que,
Se a gente vai estudar isso um pouquinho mais a fundo,
A gente vai perceber que,
Como assim,
Eu não posso ter vontades?
Qual é a diferença entre um desejo e uma vontade?
Eu não posso ter impulsos de me levar para frente na vida,
Que isso vai ser considerado um desejo?
E aí,
Eu quero voltar para essa questão de que o desejo,
Que é prejudicial,
É realmente essa fantasia de um cenário perfeito,
Ou um cenário idealizado mentalmente,
Que foge da realidade e que faz,
Às vezes,
A gente ter uma atitude infantil,
De que,
Se não teve aquele cenário realizado,
Então eu sofro.
Se não teve aquilo que eu queria,
Então eu fico de mal,
Eu faço birra.
E aí,
Eu tenho esse sofrimento estabelecido na minha vida,
Porque a vida não está se mostrando da forma que eu acho que tinha que ser,
Do que deveria ser.
E aí,
Eu fico lutando contra a realidade com a minha imaginação.
A minha imaginação versus a realidade,
Adivinha quem vai ganhar essa batalha entre o que eu imagino que ia ser e o que existe de real lá fora?
Claro que a realidade,
A verdade,
Com V maiúsculo,
Vai sempre ganhar.
E aí,
O sofrimento,
Geralmente,
Também no hinduísmo e no budismo,
Essa questão da verdade aparecer,
Destruindo a fantasia,
Destruindo a irrealidade,
E,
Então,
Trazendo de volta o equilíbrio,
Trazendo de volta o que é real para aqueles que estavam num mundo de fantasia,
No maya,
Que o maya seria esse mundo fantasioso,
Imaginário.
No hinduísmo,
Shiva,
O deus Shiva,
É geralmente descrito como o destruidor de mundos,
Mas ele é o destruidor,
Justamente,
Dos mundos imaginários,
Na minha opinião,
No meu estudo aqui,
Na minha análise,
Porque ele é aquele que está conectado com a verdade suprema.
E essa verdade vai,
Então,
Destruir,
Desfazer as ilusões,
A fantasia.
E tem um outro sentido também,
Que,
No fundo,
Está tudo sempre mudando,
Que a verdade é sempre uma transformação,
Uma evolução constante,
Então,
Nada é permanente.
Então,
Outra coisa do desejo que causa o sofrimento é o apego,
O apego à permanência constante de uma coisa num estado fixo,
Para que eu me sinta seguro,
Para que eu sinta que eu tenho o controle da realidade ao meu redor.
E esse controle,
Mais uma vez,
É o mental,
É o do julgamento,
É o do cálculo,
Está tudo sob cálculo,
Sob controle.
E aí,
Vem o Shiva e destrói essa expectativa,
Que seria esse deus hindu,
Trazendo,
Então,
A realidade da constante mudança que vai atropelar a fantasia da permanência,
A fantasia do apego.
Mas,
Voltando,
Então,
À questão da meditação e atenção plena,
A gente pode trazer,
Então,
Esse exercício da meditação para a prática do dia a dia,
De tentar interagir com as coisas e com a vida em si,
Sem muita fantasia,
Sem muita viagem na maionese.
E aí,
Ao invés de a gente pensar a vida,
De a gente realmente sentir e vivenciar a vida,
Ao invés de ficar,
Simplesmente,
Em um constante cálculo,
De tentar colocar uma narrativa sobre o que está acontecendo na minha vida.
Então,
Um dos exercícios que a gente faz em atenção plena é você estar em qualquer lugar e você simplesmente parar e tentar sentir o máximo possível aquele momento presente,
E usar os seus sentidos para tentar pegar a maior quantidade de detalhes possíveis de onde você está.
Eu estava vendo que,
Inclusive,
Alguns exercícios de redução de ansiedade,
De estresse,
De ataques de pânico,
São exercícios que são inspirados na atenção plena também.
Um desses exercícios é preste atenção em cinco coisas que você consegue ver agora e veja os detalhes dessa coisa.
Se você quiser aprofundar isso em termos de atenção plena,
Você pode tentar prestar atenção em cor,
Textura,
Brilho,
Profundidade,
Luz,
Iluminação,
E tudo o que pode te trazer mais detalhes sobre aquela realidade presente.
É como se a gente estivesse fazendo uma degustação da vida real,
Praticamente como um sommelier de vinhos,
Só que a gente está sendo o sommelier da vida,
Da realidade,
Trazendo de volta a atenção para os sentidos,
Para os sentidos que vão discernir o momento presente mais profundamente.
Então,
Você pode,
Como mais um exercício,
Praticar olhando mesmo para todas as coisas,
Onde você estiver.
Você vai,
Então.
.
.
Eu costumo comparar também com apreciação de obra de arte,
Porque tem muito disso,
Não é?
Você vai lá estudar a arte,
As pinturas,
E aí você começa a avaliar como aquele pintor dava as suas pinceladas,
Como que ele usava uma certa quantidade de tinta,
Algumas técnicas que ele usava,
E quando você começa a estudar,
Você começa a descobrir nas obras coisas que você nunca imaginava que estavam presentes ali.
Você vai vendo uma inteligência,
Uma coisa,
A genialidade por trás daquela pintura,
Por trás da ideia do pintor.
E aí,
Quanto mais a gente vai fazendo isso em relação à vida em si,
De observar essa obra de arte,
Que é a nossa própria existência,
De tentar perceber mais e falar menos sobre ela,
E como que simplesmente o estar presente nela já é em si algo de admiração,
De prazeroso,
E quanto mais a gente se aprofunda nisso,
Mais a gente vai despertando,
Saindo da fantasia mental,
Descobrindo nuances da realidade que a gente ignorava antes e,
Quem sabe,
Descobrindo a ideia por trás do pintor,
Entre aspas,
Dessa realidade aqui,
Do criador ou de Deus,
Seja lá o que ele for.
O pensamento por trás da perfeição dessa criação constante e,
Ao mesmo tempo,
O mutante da realidade presente,
E como que a gente pode degustar e sair dessa situação de julgar como bom ou como ruim,
Como agradável ou desagradável,
E como que sair desse julgamento de algo agradável ou desagradável pode acabar trazendo esse algo agradável,
Porque,
Geralmente,
A nossa mente está condicionada a criar cenários mórbidos,
A estabelecer riscos e perigos lá fora,
Ainda na nossa questão de sobrevivência e ainda no nosso processo evolutivo,
Ainda um pouquinho atrasado nas séries da evolução da vida.
E como que simplesmente silenciar essa mente mórbida a gente consegue já identificar como que a vida pode ser agradável e como que a gente estava perdendo isso.
Tem uma música do Ira Smith que eu acho bem bacana,
Que,
Apesar da música em si ser romântica,
Ela descreve um pouco do que eu penso dessa situação da atenção plena,
Que é aquela música I Don't Wanna Miss A Thing,
Que a tradução é,
Ao pé da letra,
Eu não quero perder nada,
Não quero perder coisa nenhuma.
Na música,
Ela é romântica,
Porque ele está lá com a pessoa,
Com a namorada,
Provavelmente,
E diz que não quer perder,
Quer ficar observando,
Olhando ela dormir e não quer perder uma respiração dela,
Uma piscada,
Um sorriso,
Não quer perder um momento,
Porque aquele momento é perfeito e que nenhum sonho poderia satisfazer a ele mais do que aquela realidade que ele estava vivendo ali.
E eu acho que a verdadeira prática da atenção plena busca isso,
De a gente conseguir perceber cada vez mais a perfeição do momento presente por trás dos nossos cenários dramatizadores da realidade e perceber como a gente está perdendo,
Muitas vezes,
Essas sensações que nos trazem a ideia da perfeição da vida.
A gente está perdendo essas situações,
Está perdendo a vida em fantasia,
Em imaginação,
Em devaneio,
Em viagem,
Na maionese,
Em julgamentos mórbidos da realidade.
É claro que a gente pode,
Sim,
Ter planos e ter caminhos e metas e imaginar,
Utilizar a imaginação como ferramenta útil para a gente ter o nosso progresso e a nossa evolução,
Mas a gente precisa tomar cuidado para lidar com essa compulsão mental,
Essa compulsão do raciocínio constante que impede que a gente estabeleça o sentir,
Porque esse sentir também vai nos ajudar a dar os passos necessários para que a gente se encaminhe melhor na nossa jornada de evolução no Universo.
Eu vou ficando por aqui.
Um abraço para vocês e até a próxima!
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