
Meditação Para Dormir | O Templo Da Lua
by Jorge Dias
Sob a luz tranquila da lua existe um templo onde o tempo parece ter parado. Nesta meditação para dormir, vais aproximar-te lentamente desse lugar de silêncio e serenidade, deixando para trás a agitação do dia e permitindo que cada passo imaginado te conduza a um estado mais profundo de descanso. Não há nada para alcançar dentro deste templo. Nenhuma resposta para encontrar. Apenas um espaço onde podes permanecer em silêncio, respirar e deixar que o corpo faça aquilo que sabe naturalmente fazer quando já não lhe pedimos mais nada. Enquanto a noite continua lá fora, tu podes simplesmente entregar-te ao descanso e deixar que o sono encontre o caminho até ti. Esta meditação integra a coleção 21 Noites para Dormir Melhor.
Transcrição
O Templo da Lua deitação guiada para um sono profundo.
Concentra-te unicamente na respiração.
Sem alterar nada.
O ar entra.
Ua sai.
Naturalmente.
Tal como sempre aconteceu.
Sem que tenhas de pensar nisso.
O teu corpo conhece este caminho.
E esta noite?
Permite-lhe conduzir-te.
Imagina agora que caminhas por um antigo caminho de pedra.
E noites.
.
.
O céu está profundamente limpo.
A lua cheia ilumina tudo com uma luz prateada.
Não é uma luz forte.
É uma luz serena.
Suficiente para mostrar apenas o essencial.
Ato e frente.
Surge um pequeno templo.
Muito antigo.
Construído em madeira escura.
Simples,
Silencioso.
Como se estivesse ali há centenas de anos.
À sua volta existem árvores.
Aproxime-te.
Retiras os sapatos.
E entres.
O chão do Medaira é morno.
Cada passo convida ao silêncio.
Dentro do templo não existe luxo.
Não existe excesso.
Existe apenas espaço.
Espaço.
Grrrr.
.
.
Legendas pela comunidade Amara.
Org ao centro.
Da sala repousa uma pequena almofada.
Sente-te lentamente.
Sanchos.
As mãos reposam sobre as pernas.
Os ombros deixam cair qualquer peso.
Encontras naturalmente uma posição confortável.
Não precisas de ficar imóvel.
Precisas apenas de estar presente.
À tua frente existe uma grande abertura.
Por ela entre a luz.
Entra a luz da lua.
Ela toca o chão.
Experiências.
É zarforas.
E também o teu rosto.
Feche os olhos por um instante.
Mesmo assim.
Continuas a sentir essa luz.
Que algumas coisas não precisam de ser vistas para serem sentidas.
Respire a inspiração e a expiração.
É isso mesmo.
E ao longe escutes um som de um sino.
Uma única vez.
O som espalha-se pelo val.
Depois desaparece lentamente.
Mas o silêncio permanece.
Talvez seja assim também com as palavras.
Elas passam.
O silêncio fica.
Agora imagina que cada pensamento teu é uma pétala de uma flor.
Pois é.
Uma pétala cai.
Depois outra.
Depois ainda outra.
E nenhuma delas tenta voltar.
A flor.
Nenhuma resiste ao vento.
Cada um aceita o seu caminho.
Talvez os teus pensamentos também possam repousar assim.
Sem resistência,
Sem esforço.
Sem necessidade de permanecer.
O templo continua silencioso.
A lua continua a iluminar a noite.
E percebes uma coisa muito simples.
A lua nunca compete com o sol.
Nunca tenta brilhar mais.
Ela apenas oferece a luz que tem.
Isso é suficiente.
E tu também és suficiente.
Mesmo nos dias em que não brilhas tanto.
Mesmo quando te sentes cansado ou cansada.
Mesmo quando ainda procuras respostas.
Tu já és suficiente.
Respire.
Centra-te na respiração.
E sente agora teu corpo.
Os pés completamente descontraídos.
As pernas já repousam.
Averiii.
.
.
O abdômen morpse suavemente.
O pai do ex pensa sem esforço.
Os ombros tornam-se leves.
Os braços descansam.
As mãos permanecem móveis.
O pescoço relaxa.
O maxilar solta qualquer tensão.
A língua repousa naturalmente.
Os olhos permanecem fechados.
Toda a tua face transmite serenidade.
Agora imagine que a luz da lua começa lentamente a envolver todo o teu corpo.
É isso mesmo.
Não aquece.
Não arrefece,
Apenas tranquiliza.
É uma luz que não exige nada.
Não perdoe nada.
Não espera nada,
Apenas permanece contigo.
Silenciosamente.
E esmero.
Desfruta.
Talvez já nem saibas onde terminou teu corpo.
Nem onde começa o silêncio.
Talvez já nem exista diferença.
Existe apenas esta paz.
Este instante.
Esta respiração.
Lá fora.
As flores continuam a cair.
Ela é por perto.
Muito lentamente.
A lua continua seu caminho pelo céu.
O templo permanece imóvel.
Como permaneceu durante séculos.
Como permanecerá depois desta noite.
E tu?
Por alguns instantes.
Também fazes parte dessa serenidade antiga.
De quipo.
Talvez a minha voz já não seja necessária.
Talvez o silêncio continue sozinho.
Como um velho mestre.
E ensina sem falar.
Respira calmamente.
NET RAMEN e sumir.
Muito bem.
Permanece.
Isso.
Descanse.
E deixa que a luz tranquila da lua guarde o teu sono.
Até que um novo amanhecer Te desperto,
Suave menino.
Sem pressa.
Sem ruízo.
Com a mesma serenidade.
Com que a lua ilumina esta noite.
Respire.
Tá tudo bem.
O dia terminou.
E agora?
Descansa.
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