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Meditação Para Dormir | O Bosque Das Árvores Antigas

by Jorge Dias

Tipo
Atividade
Meditação
Indicado para
Plays
1

Entra num bosque de árvores antigas, altas e tranquilas, que parecem conhecer o valor de permanecer em silêncio. Nesta meditação para dormir, vais caminhar entre elas sem pressa, sentindo progressivamente a quietude do lugar e permitindo que o ritmo do corpo acompanhe essa tranquilidade. As árvores não precisam de fazer nada para permanecer onde estão. E, por alguns momentos, tu também podes deixar de fazer. Não precisas de resolver, decidir ou antecipar. O dia pode terminar aqui. O bosque permanece contigo enquanto descansas. Esta meditação integra a coleção 21 Noites para Dormir Melhor.

Transcrição

O Bosque das Árvores Antigas numa distração guiada para um sono profundo.

Já estás em posição de descanso.

Fultavel.

Para descontrair,

Para serenar.

Talvez sintas vontade de fechar os olhos.

Ou talvez prefiras esperar mais alguns instantes?

Não existe uma forma certa.

Existe sim apenas um momento em que o teu corpo percebe.

E já pode descansar.

E então?

Foca-te na respiração,

Aquilo que te prende.

Tudo no meio.

A vida e aquilo que te dá tranquilidade e serenidade.

Sem modificar a respiração.

O teu corpo já encontrou um ritmo tranquilo.

Ou,

Talvez,

Justo.

Quanto estamos aqui?

Não há nada para alcançar.

Neste momento.

Só há tempo para descansar.

Só há este momento.

Esmeralda.

E imagina.

Imagina um bosque.

Ou talvez apenas uma sensação de frescura.

Podes ver árvores.

Pode sentir o silêncio.

Qualquer experiência é exatamente a experiência certa.

Independentemente que vejas,

Sintas,

Ouças.

Tá tudo certo.

Nespoxa.

Existem árvores muito antigas.

Talvez estejam ali há tanto tempo.

Que já ninguém se recorda de quando começaram a crescer.

Me viram nascer muitas manhãs.

Receberam muitas chuvas.

Conheceram ventos fortes.

Iluminados.

Longos invernos.

E mesmo assim continuam presentes.

É isso mesmo.

Isso mesmo.

Ir para.

.

.

Que não há árvore.

E pareça apressada.

Nenhuma tenta crescer mais depressa do que a outra.

Nenhuma compara à altura dos seus rem.

Cada um ocupa serenamente o lugar que encontrou.

Respire.

A respiração continua a trazer tranquilidade.

Enquanto permaneces nesse bosque.

Botas um som muito leve.

Será o movimento das folhas ou apenas o vento?

Ou talvez o silêncio entre um som e o seguinte.

E há qualquer coisa de muito tranquilizador.

Qualquer coisa de especial.

Em estar perto de algo.

Há algo que não precisa de provar o seu valor.

As árvores simplesmente existem.

E talvez,

Por alguns instantes… também te possas permitir simplesmente existir.

Sem desempenho,

Sem exigência.

Sem pressa,

Sem performance.

Sem comparações.

É apenas existência pura.

Respiração,

Respiração,

Respiração.

Descobre-se também o mar.

Chama mais a tua atenção.

Não porque seja maior.

Nem mais bonita.

Talvez apenas porque transmite uma estranha sensação de confiança.

A todos os efeitos,

Esta é a tua interpretação.

E tu aproximas-te.

Próxima-te então dessa árvore,

Se isso fizer sentido para ti.

Pousa suavemente uma mão no tronco.

Hum.

.

.

É firme.

Amedreguem-se.

Está cheia de vida,

Mesmo quando parece imóvel.

Estás em paz,

Estás tranquilo.

E percebes agora que as raízes desta árvore nunca se viam.

Porém,

São elas que sustentam tudo.

Há muitas coisas importantes na vida.

E as coisas mais importantes não se veem.

É serenidade,

É esperança,

É confiança.

O amor.

Onde canse o seu repouso.

Estes são risos.

Silenciosas,

Profundas.

Mas sempre presentes,

Sempre ao teu alcance.

Nunca estão em falta.

Elas estão sempre disponíveis.

É isso mesmo.

Enquanto permaneces junto da árvore.

Talvez sintas que o teu corpo começa naturalmente a repousar.

Talvez os pés encontrem uma agradável sensação de peso.

Ou talvez essa sensação comece pelos ombros.

Cada pessoa descobre o descanso de maneira diferente.

E o teu corpo conhece perfeitamente esse caminho.

Dai chegada.

Deixa acontecer,

Ounfie.

Lá em cima.

As folhas continuam a mover-se com a brisa.

Nenhum resiste ao vento.

Móveis depois regressam sem esforço.

Talvez também os pensamentos saibam fazer isso.

Quando deixamos de lhes pedir que desapareçam.

Cada vez mais pesado.

Já está em recuoso,

Preparado.

O bosque permanece tranquilo,

As árvores continuam presentes.

O tempo parece mover-se de outra forma.

Oh,

Tão virgem!

Tenha sido apenas atuamento.

Sou.

Abrandar.

Eis.

Existe um banco antigo.

Feito de madeira.

E agora tu sentes-te por alguns instantes.

Se não quiseres.

Pode ficar junto à árvore.

O importante é que sinta.

Não existe nenhum lugar onde precisas de estar.

E amanhã.

Olá.

Volta a mover-se depressa.

Existem decisões,

Conversas.

Responsabilidades.

Mas vais reparar que uma pequena parte deste bosque permanece contigo.

Raios.

Como uma reje invisível.

Como uma presença tranquila.

Como um lugar onde sabe.

Podes regressar sempre que precisares.

E entretanto está tudo bem Sabes que está tudo bem,

Tudo em paz.

Anoiteça com idade.

E descobres que algumas das maiores forças da vida crescem em silêncio.

Agora?

Permite que eu te canso a contessa ao ritmo da natureza.

Sem esforço,

Sem expectativa,

Como uma alma.

Como uma árvore que nunca teve pressa de chegar ao céu.

Descanse.

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