
Humana Podcast #004 com Cláudio Spínola
Nesse episódio #004 do Humana Podcat eu, Gustavo Costa (@costagus_) entrevistei o Cláudio Spínola (@claudiospinola1), fundador da Morada da Floresta, que é uma empresa com produtos que ajudam as pessoas a implementarem a sustentabilidade nas suas vidas. Falamos sobre empreendedorismo com propósito, reciclagem, consciência com o planeta e outras coisas mais. Se você ainda não conhece a Morada da Floresta, vale a pena conhecer!
Transcrição
A gente está começando hoje mais um Humana Podcast,
Eu sou Gustavo Costa e hoje o nosso convidado mais que especial é o Cláudio Spínola,
Que é o fundador da Morada da Floresta,
Que é uma empresa que vem aí transformando o mercado brasileiro com produtos super inovadores que ajudam as pessoas,
A sociedade,
A realmente praticarem a sustentabilidade.
Cláudio,
Obrigado por ter aceitado o convite de estar conversando aqui com a gente hoje.
Obrigado,
Gustavo,
E eu que agradeço o convite.
Conta pra gente como é que surgiu a Morada da Floresta.
Primeiro assim,
Para o nosso ouvinte aqui que não conhece ainda os produtos da morada,
Quais são os principais produtos e como é que surgiu a morada,
Os seus desafios,
Conta um pouco dessa história pra gente,
Por favor.
Tá bom.
A Morada da Floresta oferece soluções para as pessoas terem uma vida mais ecológica em casa e aos poucos a gente foi levando também essas soluções para empresas,
Para prefeituras e organizações.
Mas ela surge primeiro com a nossa prática individual,
Tudo que a gente coloca no mercado a gente de uma certa maneira já pratica há algum tempo e eu comecei a fazer compostagem muitos anos atrás,
Em 1999,
Me despertou um incômodo de poder saber que eu poderia fazer mais do que eu estava fazendo e eu comecei a fazer a compostagem e plantar aqui na cidade,
Em casa.
Era uma compostagem que só dava pra fazer em terreno,
Uma técnica de compostagem que só dava pra fazer no solo,
Na área que tem espaço.
Depois de oito anos fazendo compostagem nessa técnica,
Eu comecei a trabalhar com as minhocas californianas,
As minhocas vermelhas,
Que são conhecidas,
Comprei o primeiro pacotinho de minhocas e comecei a experimentar a compostagem com essas minhocas e fiquei muito encantado como elas aceleravam o processo da compostagem,
Como que o adubo ficava melhor e a gente tinha também aquela vantagem de coletar o líquido e eu comecei a perceber o quanto que isso poderia ser uma prática possível para todos.
Então já assim,
Era de certa maneira uma forma fácil de cultivar minhocas,
Alimentando as minhocas com resíduo orgânico de cozinha.
Essa é uma parte.
A outra parte,
A minha esposa,
A Paula,
A gente se conhece,
Começamos a namorar em 2006 e também quando a gente se conheceu ela já usava absolutamente de pano,
Então ela já tinha também as práticas ecológicas dela.
Então foi um encontro muito especial e foi legal que assim,
Não precisava de um convencer o outro,
A gente tinha de uma certa maneira essa ideologia de gerar menos impacto.
Pensando um pouco assim,
O que a gente vai deixar para os nossos filhos,
Nossas futuras gerações?
Aquela velha frase de deixar o ambiente melhor do que quando você encontrou,
Isso é o nosso desafio que eu vejo enquanto espécie humana nesse momento.
A nossa sociedade contemporânea a gente gera muito impacto e de uma certa maneira o nosso estilo de vida tem uma tendência a causar mais impacto do que benefícios,
Então a gente de uma certa maneira está deixando aquela conhecida pegada ecológica,
Qual que é a marca que a gente está deixando no planeta ao longo da nossa passagem por esse planeta Terra.
Verdade.
Uma das intenções é diminuir essa pegada,
Deixar o mínimo de rastros possíveis.
Então a Paula já tinha essa prática com o absorvente feminino,
Então quando ela conheceu ela falou,
Nossa isso é para mim,
E tanto a compostagem quanto o absorvente feminino elas dão também uma relação da gente com a natureza,
Não é só o ambiental que é o benefício,
A gente traz,
A gente colhe benefícios também dessas práticas.
E aí a Paula ficou grávida em 2008,
E quando ela ficou grávida também eu quero,
Já de cara assim,
Quero o teu parto na natureza,
Aí quando a Violeta nasceu também não fazia sentido para a gente usar a fralda descartável e ficamos na época na fralda de pano da vovó durante seis meses,
Aí quando a Violeta estava com sete meses vem um casal do Canadá com uma filha na mesma idade dela com fraldas importadas,
Aí a gente conheceu essas fraldas modernas e a Paula é filha de costureira,
Costura desde criança e ela começou a costurar as fraldas para a Violeta,
Isso em 2018,
Desculpa,
2008,
E a partir desse momento a gente começou também dar cursos na morada de permacultura,
Para quem não conhece a permacultura é um estilo de vida,
Uma série de técnicas e princípios para a gente lidar com a natureza de uma maneira mais saudável,
Mais sustentável,
Quebrando o paradigma de que é preciso destruir para produzir,
A permacultura ela vem assim,
Não,
É possível sim produzir e gerar sustentabilidade,
Gerar proteção ambiental,
A gente trabalhar em harmonia com a natureza,
Observando ciclos naturais,
Todos os ciclos,
Desde os macro ciclos,
Clima,
Vento,
Sol,
Chuva,
Quanto os pequenos que é o próprio ciclo da minhoca,
Por exemplo,
Como que ela vive,
Então a permacultura ela traz esse olhar para a natureza e para a gente jogar a favor,
Então entender como a natureza funciona e como que a gente pode de uma certa maneira interagir com a natureza de uma maneira mais harmônica,
Harmônica,
Saudável,
Ecológica e produtiva,
Como que a gente tira a produtividade disso,
Gastando menos energia para fazer a manutenção de um sistema e produzindo,
Então tem todos esses conceitos por trás que foi construindo de uma certa maneira a nossa vida e mais ou menos a morada da floresta,
E em 2007 a gente começou a dar cursos de permacultura aqui,
Permacultura urbana,
Que é o grande desafio também,
Que a permacultura foi criada para ser aplicada no campo e ao longo da sua caminhada começou a ser também experimentada na cidade,
E quando a floresta nasce numa família,
De uma certa maneira nasce uma necessidade de uma busca de uma segurança financeira,
Algo que ela vem com essa energia por trás,
Esses anjinhos da guarda ajudando mesmo,
Então foi um pouco de uma sincronia também com o nascimento da Violeta,
A gente chegou um momento que a gente falou,
Poxa,
A gente precisa também profissionalizar o nosso trabalho e compartilhar com a sociedade o que a gente pratica,
Porque a gente teve o momento em que a gente começou a usar esses produtos,
Esses equipamentos,
Essa prática,
Assumir essa prática na nossa vida,
Era um momento muito inicial,
Muito pioneiro,
Incipiente,
Você vê,
99 fazendo compostagem é uma coisa da gente pegar o que estava acontecendo em 99,
Né?
O que estava acontecendo em 99?
A política nacional de resíduos foi assinada só em 2010,
Então 10,
11 anos antes eu já estava com essa preocupação,
Com essa busca,
E naquele momento eu era completamente sozinho,
Imagina,
Fazer compostagem em casa,
Separando resíduos,
Era um movimento meio solitário mesmo A compostagem é a reciclagem do lixo orgânico,
Você pegar as cascas que você produz na sua casa e reciclar,
Transformá-las em adubo,
Só para quem não está familiarizado ainda com esse conceito É verdade,
É a reciclagem e a transformação em adubo,
A gente pega um recurso que ainda,
Infelizmente,
Muita gente ainda olha como resíduo,
Como rejeito,
Descarta,
E nossa,
É um ouro na verdade,
É um grande recurso,
É muito valioso o resíduo orgânico,
Que a gente produz todo dia,
E pensando ali na mentalidade da permacultura,
Que a gente sempre aproveitar,
No sistema permacultural quase não tem resíduo,
Sempre um resíduo é um recurso para alguém,
Para algum elemento,
Num sítio permacultural,
Então é isso,
O cocô de um vira alimento para o outro,
Vira adubo para o outro,
A cinza do fogão a lenha,
Ele vai virar um suplemento para o solo,
E sempre quando gera um resíduo,
A gente dando um olhar para aquele resíduo,
A gente encontra uma aplicação para ele E o resíduo orgânico é isso,
Ele é uma abundância de nutrientes,
É uma abundância de recursos incríveis,
Incrível,
E interessante que é o seguinte,
Essas minhocas,
Elas são as mesmas minhocas que no ambiente rural se cultiva,
Se produz o húmus de minhoca,
Que para quem gosta de plantar,
O húmus de minhoca é o adubo mais valioso que tem,
Que é natural,
Ele tem recursos,
Nutrientes em abundância para as plantas,
Só que essas minhocas elas são alimentadas com esterco de vaca,
E a vaca se alimenta de capim e de ração,
E aqui na compostagem doméstica a gente pega essas minhocas e alimenta elas com o resto de alimento da nossa cozinha,
Que tem uma variedade de nutrientes enorme,
Então o que a gente fala é que o húmus de minhoca proveniente da compostagem doméstica,
Ele é muito mais nutritivo do que o húmus de minhoca que a gente compra.
Muito interessante,
E é o lixo,
Eu costumo dizer que é transformar o lixo em luxo,
O lixo que iria para o lixo em luxo das minhocas e depois para a gente nesse ciclo virtuoso de reciclagem.
Isso,
E o que mais me pegava é essa,
Entre aspas,
Irracionalidade de pegar um resíduo como um resíduo orgânico e ensacar ele,
Disponibilizar para o caminhão do lixo,
Caminhão de resíduos e levar até o aterro sanitário.
Então toda essa estrutura que acontece ainda hoje,
E vai acontecer ainda durante muitos anos,
Infelizmente,
De pegar resíduo,
Transportar o resíduo orgânico e levar até o aterro sanitário para lá produzir o gás metano,
Que o resíduo orgânico quando ele não entra em contato com o oxigênio,
Ele gera o gás metano,
Que é um gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global.
Na hora que a gente faz a compostagem,
A gente deixa de emitir o gás metano,
Ele produz o CO2,
Que é um outro gás que é muito menos poluente.
Não é nem questão de ser poluente,
Ele tem um dano muito menor nessa questão de efeito estufa.
E essa lógica de transportar por quilômetros,
Porque é um resíduo muito simples de ser tratado.
Em qualquer espaço,
Num espaço muito reduzido,
A gente consegue transformar ele em adubo no próprio local de geração.
Então a morada da floresta traz muito essa mensagem de tratar o resíduo orgânico através do processo da compostagem,
Que é um processo biológico,
Um processo natural,
Em que são minhocas,
Alguns outros organismos e micro-organismos que estão ali se alimentando do resíduo orgânico e transformando em adubo.
É uma maneira de a gente organizar esse resíduo de uma maneira em que a natureza,
Facilitar o trabalho da natureza para transformar em adubo.
Então isso pensando em escala,
Gustavo,
Pensando em uma cidade como São Paulo,
Essa lógica de estimular a pessoa ou o cidadão a reter o resíduo orgânico em casa,
E produzir o resíduo orgânico em casa,
Ou então também uma empresa,
Um pequeno estabelecimento,
Isso gera uma economia para o poder público absurda,
Sem falar no recurso ambiental,
Essa questão de não emitir o metano e também o líquido do resíduo orgânico junto com os resíduos do tempo sanitário viram um churume muito poluente.
Então sem falar na questão ambiental,
Mas falando na questão econômica social,
Tem um potencial enorme de gerar muita economia para o poder público,
Que poderia ser investido em educação,
Em saúde,
Em uma ação mais nobre.
E fora a produção de adubo,
Que é essa riqueza de nutrientes que a gente está desperdiçando.
E em contrapartida,
Estamos importando fertilizante.
Então é um fertilizante,
Normalmente mineral,
Que é um fertilizante finito,
Que também é algo que não se fala muito,
Mas em algum momento vai acabar,
O pessoal está tirando fósforo,
Potássio das pedras ali e tem o seu limite,
Porque enquanto não há resíduo orgânico,
A gente recicla,
Como você falou.
Então a gente está pegando,
Está reciclando,
Está devolvendo para o solo e normalmente plantando de novo,
E depois fazendo compostagem de novo e plantando de novo.
Então a gente está tendo uma prática muito simples,
Viva da economia circular,
Quando a gente fala da partida dos orgânicos.
Fazendo o ciclo efetivamente funcionar,
Você está só permitindo que o ciclo funcione.
Você tirou da natureza,
Você está devolvendo para a natureza.
Isso,
E o legal que acontece é que quando a gente começa a produzir adubo em casa,
Ou na empresa,
A gente começa a usar o adubo e plantar.
Então assim,
É uma bola de neve que acontece quando a pessoa começa a fazer compostagem em casa.
Então primeiro ela vai separar o resíduo orgânico para fazer a compostagem,
Tanto em casa quanto na empresa.
Eu sempre vou fazer esse paralelo porque o que aplicava em casa também aplicava na empresa.
Legal!
Então separa o resíduo orgânico.
Ao separar o resíduo orgânico,
Já fica muito mais fácil separar e encaminhar os demais resíduos para reciclagem.
E fica muito mais leve também,
Porque geralmente o maior peso do lixo é efetivamente o lixo orgânico.
Isso,
E fica mais leve e fica também mais.
.
.
Você pode armazenar por mais tempo.
O resíduo orgânico,
Ele te obriga a tirar,
Levar lá para o caminhão do lixo um dia sim,
Um dia não.
Se você esquece de levar lá,
Ele começa a pingar,
Começa a feder,
Porque ele está ali armazenado sem oxigênio.
Então ele também obriga a pessoa a ter que levar o resíduo até algum lugar.
Seja em casa,
No apartamento que tem que descer,
Ou na rua,
Levar lá para a rua.
Ou numa favela,
Que é a pior situação ainda,
Porque as pessoas muitas vezes têm que andar centenas de metros subindo o morro,
Descendo o morro para levar o resíduo até o ponto da coleta.
Então eu penso também nesse perfil,
Como que a gente consegue também levar,
Fazer projetos sociais também,
Para levar a compostagem doméstica para uma comunidade de baixa renda que,
Já no caso deles,
Não é só ambiental e bem-estar,
Já é uma questão de saúde pública mesmo.
Porque aqueles resíduos na rua,
Nas vias,
Com cachorro,
Gato,
Rato,
Barata,
Rasgando saco,
Sujando rua,
Isso gera um problema mais grave.
De saneamento,
Né?
De saneamento.
Porque ficam aqueles contêineres nas avenidas por onde o caminhão consegue chegar,
Né?
E lá fica um acúmulo de resíduo.
E se a gente parar para imaginar e tirar o resíduo orgânico da jogada,
Tanto em casa,
Quanto na empresa,
Quanto numa situação como essa,
O que sobra é o resíduo reciclável,
Basicamente.
Potencialmente reciclável,
Né?
Sim,
Legal.
E um pouquinho de rejeito,
Que normalmente é o que está no banheiro,
Aquele lixinho do banheiro,
E é uma ou outra embalagem que vem da cozinha que realmente não tem reciclagem ainda.
Então,
Diminui muito.
Em casa,
No Brasil,
Mais de 50% dos resíduos são orgânicos.
Em torno de 52% de resíduos orgânicos,
30% e poucos de recicláveis secos e em torno de 17% de rejeito.
Depende um pouco dos nossos hábitos,
Mas é mais ou menos essa média.
Então,
Fazendo a compostagem,
Fazendo a reciclagem,
Mais de 80% dos resíduos são encaminhados de uma maneira adequada.
E tem esse conceito também,
Que a gente tira do nosso campo de visão,
A gente joga fora,
Você falou das grandes coisas,
Dos pontos do governo,
Que o governo iria economizar com a coleta,
A gente teria menos impacto ambiental porque não teria produção do gás metano,
Que é resultado dos lixos,
Dos lixões,
Do lixo orgânico lá nos lixões.
Mas tem também o âmbito pessoal,
A gente tira do nosso campo de visão,
Mas não significa que aquilo lá está sendo devidamente destinado,
Né?
Não existe jogar fora,
Existe eu produzir alguma coisa e eu preciso ter algum tipo de responsabilidade sobre aquele resíduo,
Né?
Então,
Acho que também tem a questão pessoal,
Individual e das empresas também de olharem para aquele resíduo e falar,
Eu sou responsável por isso,
Qual a melhor solução que eu darei para esse lixo orgânico?
E a compostagem é a melhor solução,
Né,
Para isso.
As minhocas são californianas mesmo?
Não são,
Elas são,
Originalmente elas são europeias e eu não sei porquê que elas foram para a Califórnia lá,
Começaram a fazer algum experimento e ficaram conhecidas como californianas,
Mas é interessante,
Lá na Califórnia elas não são conhecidas como californianas,
São as minhocas vermelhas,
O pessoal chama de minhocas vermelhas.
Eu não sei exatamente porquê que popularizou com esse nome de californiana.
No Brasil,
Elas estão no Brasil há muitos anos,
Há muitas décadas,
Como eu falei,
É com essa espécie de minhoca,
A maioria da produção de humus de minhoca é feita com essa espécie.
Então,
Eu não sei,
Tem gente que fala que é desde a década de 40,
Desde a década de 60,
Eu não sei exatamente quando que elas foram introduzidas no Brasil,
Mas é interessante falar disso também porque algumas pessoas têm aquela preocupação de ser um animal exótico,
Pode causar algum dano ambiental,
Algum desequilíbrio,
Mas não tem.
Apesar dela não ser nativa brasileira,
Ela não compete com nenhuma outra espécie de minhocas e,
Na verdade,
Na minha olhada,
Quanto mais minhocas,
Melhor,
Porque as minhocas são muito benéficas para o solo,
Então elas deixam o solo mais nutritivo e elas também precisam de oxigênio para sobreviver,
Então elas criam túneis de aeração no solo e esses túneis,
Tanto oxigênio no solo,
Que é muito bom,
Quanto também cria canais de infiltração.
Então,
Um solo onde tem minhocas,
Quando chove,
É um solo como se fosse esponjoso,
Ele tem entradas de ar,
A chuva entra e ele consegue armazenar muito mais água do que um solo sem minhocas,
Ou um solo compactado,
Então a minhoca traz muito benefício mesmo.
Mas o que eu falo assim,
Assim como os indígenas são os nativos,
A gente também não é brasileiro,
Se a gente for pensar assim,
Porque a gente também vem de fora,
A nossa origem normalmente está em algum outro lugar.
É que,
Às vezes,
Quando eu falo da minhoca.
.
.
Não,
Mas não é qualquer minhoca,
A minhoca californiana,
Eu me pergunto assim,
Nossa,
Então ela é importada,
Deve ser cara.
Olha,
Eu acho que ela é brasileira já,
Tá?
Eu acho que ela já está aqui já tem um tempo,
Então é isso mesmo,
Ela está aqui já tem um tempo,
Apesar de ter sido importada lá atrás.
É,
Trouxeram ela em algum momento,
Mas realmente ela é bem brasileira.
Se a gente for falar em gerações,
Elas são mais brasileiras do que a gente.
São mais brasileiras que a gente.
Eu vi um dado da Associação Nacional dos Serviços Municipais Saneamento,
Que diz que a gente gera no Brasil 37 milhões de toneladas de lixo orgânico e apenas 1% é efetivamente reaproveitada.
Então,
A gente está dizendo que 99% entra naquele ciclo de tem que chegarem os caminhões para pegarem as pessoas em comunidades carentes,
No morro,
Por exemplo,
Tem que descer com esse lixo,
Tem toda essa questão,
A gente está falando de 99% de tudo que é gerado.
Um problemão.
Então,
Uma composteira,
Você falou de três linhas de produtos,
A composteira,
As fraldas,
Que são reutilizáveis,
E o absorvente feminino também que é reutilizável.
Falando especificamente da composteira,
Eu tenho,
Já tem um tempo,
Queria que o nosso ouvinte aqui conseguisse visualizar.
É um produto para ser utilizado dentro de casa,
Até quem mora em apartamento consegue ter.
Você consegue explicar mais ou menos como é que ela funciona,
O quão prática ela é?
Porque acho que às vezes quando a gente fala de compostagem,
A gente imagina,
Ok,
Para uma pessoa que mora no campo,
Praticar compostagem é super legal,
Minhoca.
Mas como que eu,
Dentro do meu apartamento,
Numa grande cidade,
Ou a pessoa da empresa,
Como que dentro da empresa eu vou praticar a compostagem?
Sim,
É legal.
E é legal falar assim,
Quando a gente fala composteira,
A composteira é para facilitar um pouco o conhecimento.
Tecnicamente,
A compostagem com minhocas é conhecida como vermicompostagem.
Na verdade,
É uma vermicomposteira,
Mas também a gente pode trazer esse olhar.
A gente está cultivando minhocas em caixas de plástico.
E a gente está alimentando essas minhocas com o resto de alimentos da nossa cozinha.
Então,
Para funcionar bem,
Precisa ter pelo menos dois recipientes,
Duas caixas,
Que vão receber os resíduos orgânicos,
Para a gente poder intercalar.
Enquanto está enchendo uma,
Chega uma hora que ela fica completamente cheia,
E não vai acabar colocar mais resíduo ali.
Então,
Você precisa ter uma segunda caixa para conseguir não parar de colocar os resíduos orgânicos,
Que não faria sentido.
Enquanto você está enchendo a segunda caixa,
Quando você está enchendo a primeira,
As minhocas estão ali terminando de comer e transformando em húmus.
Essas caixas são furadas no fundo,
E elas ficam sobrepostas,
Uma em cima da outra.
São encaixáveis,
Né?
Então,
Esses furos têm dois principais motivos,
Que é para escorrer o líquido,
Que nem um vaso de planta,
Quando a gente rega um vaso,
Ele precisa ser vazado.
Por isso que chama vaso.
Estou brincando,
Nem sei se é para nós.
Você joga água e a água drena e vai para o prato,
Normalmente no vazinho.
Então,
No miocário,
Ela drena,
Ela vai para a caixa de baixo,
E depois a caixa de baixo também é furada e vai para outra caixa,
Um outro recipiente que armazena esse líquido.
Esse líquido a gente chama de adubo líquido,
É um composto líquido,
Ele é super nutritivo.
Imagina,
Ele é o excesso de líquido que tem nos alimentos,
Que já tem muitos nutrientes.
E quando ele passa por esse composto que está embaixo,
A caixa que está embaixo já está no processo avançado da compostagem,
Ele carrega os nutrientes também nesse adubo e vai ser concentrado ali embaixo nesse recipiente.
Então,
Esse líquido é tão concentrado que a gente recomenda diluir em 10 partes de água e ele é incrível para as plantas,
A raiz das plantas absorve muito rápido os nutrientes desse adubo.
Então,
A pessoa que rega com esse adubo,
Ela percebe de uma maneira muito rápida a eficiência e sempre fica muito encantado,
Fala,
Nossa,
Aquela planta estava de um jeitinho meio caída ali,
Reguei com o adubo líquido,
Em dois dias,
Três dias,
Ela já manifestou a gratidão.
Maior verdade isso,
Eu sou consumidor e é maior verdade.
Realmente as plantas agradecem quando a gente joga lá o churume.
O cheiro,
Cláudio,
Acho que a primeira pergunta que vem quando você fala de churume,
A pessoa imagina aquele líquido preto que fica ali no saquinho de lixo da cozinha e que passou dois dias,
Ele está num cheiro horroroso.
Isso,
E fazer uma correção,
O churume é aquele líquido que está no aterro,
Que está no lixão,
Que está misturado com os resíduos e ainda no poluente.
Esse aqui é um adubo líquido,
É um composto,
Adubo líquido.
É o excesso de líquido que tem nos alimentos ali.
Ele não tem cheiro nenhum na hora que a gente colhe ele.
Isso é incrível,
Ele vem escuro,
Porque ele passa pela pele,
Mas ele não tem cheiro,
Ele pode dar um cheiro se a gente engarrafar ele,
Ficar alguns meses sem usar,
Porque ele está fechado e começa a produzir gases,
Aí começa a criar um ambiente favorável para algumas bactérias anaeróbicas e elas estão produzindo gases ali e acaba que fica concentrado um cheiro.
Mas só se armazenar,
Se você pega,
Colhe o adubo e já rega,
Naquele momento,
Armazena por pouco tempo e não tem cheiro nenhum.
Tanto o adubo líquido quanto o próprio sistema da compostagem.
É incrível que as pessoas realmente acham que dá cheiro e acho que essa é uma das maiores objeções e medo das pessoas em experimentar essa prática.
Mas não dá cheiro,
Porque o que traz esse cheiro é justamente a falta de oxigenação.
Se a gente pega um resíduo orgânico e coloca no saquinho,
Que é o que as pessoas estão acostumadas,
E aquele resíduo fica naquele saquinho fechado por dois dias,
Três dias,
Ele já começa a dar um odor,
Mas é porque aquele líquido começa a se concentrar embaixo sem oxigenação alguma.
Na medida em que,
Como o sistema precisa de oxigênio para funcionar,
Tanto é que a gente coloca aquela matéria seca para cobrir os alimentos,
Tanto para proteger de mosquitos quanto também para inserir camadas duras,
Que essas camadas duras permitem oxigênio entre si.
Por exemplo,
Se você pega uma mão de serragem e você olha para a serragem,
Você vai ver muito espaço vazio entre a serragem.
Esse espaço vazio dentro do miocário vira o espaço de oxigenação.
Porque geralmente a gente coloca o lixo e cobre com a serragem exatamente para gerar esse espaço vazio lá dentro.
O lixo orgânico,
Né?
Isso,
Os resíduos,
Os restos dos alimentos.
Então a gente coloca lá e cobre.
Essa é uma prática também que é sempre importante fazer isso que vai evitar ter algum tipo de infestação.
Essa camada,
De uma certa maneira,
Ela engana os mosquitos.
Então,
Um,
Você realmente protege o alimento,
Você isola o alimento do externo,
Então se aparecer algum mosquito,
Ele não consegue acessar o alimento porque o alimento está coberto.
E ele insere também a oxigenação e,
De uma certa maneira,
Controla a umidade.
Porque a serragem,
Ela puxa a umidade para ela e deixa o ambiente em uma umidade bem adequada.
Só para voltar naquele ponto que foi parado,
Os furos das caixas têm duas funções.
Uma é o líquido escorrer e a outra é as minhocas migrarem de uma caixa para outra.
Então,
Como que começa o processo?
Coloca as minhocas na caixa de cima,
Começa a alimentar essas minhocas,
Cobrindo dessa maneira que a gente está falando,
E quando essa caixa está cheia,
Troca de posição.
Coloca a minhoca cheia com alimentos e minhocas embaixo e sobe uma caixa vazia.
Começa a colocar alimentos nessa caixa vazia e,
Aos poucos,
Algumas minhocas que estão embaixo,
Elas estão comendo,
Tem comida à vontade para elas,
Mas elas começam a perceber que tem comida nova em cima também e começam a subir.
Então,
Elas migram de uma caixa para outra por esses furinhos.
É um sistema muito prático e muito simples,
Gustavo.
A medida dele é de 40 por 60.
Então,
É difícil ter uma casa que não tenha um espaço que caiba um minhocário.
Como você falou,
Dá para usar dentro do apartamento,
Dá para usar.
.
.
Tem gente que tem do lado da geladeira,
Tem gente que tem do lado da cozinha,
Na varanda,
Na sala.
Tem gente que tem até no quarto.
Caramba!
É muito versátil.
E o legal também é que,
Lá no início,
A gente fazia os minhocários com caixas convencionais,
Com caixas de plástico organizadoras,
Que não são muito bonitas.
Depois de um tempo,
A gente desenvolveu a composteira UMI,
Que foi totalmente projetada para ser um minhocário,
Não é uma caixa adaptada.
Ela tem um visual,
Uma estética muito mais bonita e ela começa a compor de uma maneira diferente no ambiente.
Ela já fica esteticamente compondo em qualquer lugar que você coloca na casa.
De uma certa maneira,
Ela já não incomoda visualmente o que acontecia com os minhocários na versão antiga,
Mais tradicionais.
E isso trouxe uma amplitude muito grande de composteiros.
Antes,
Quando eu comecei,
Eram só aqueles 100% engajados,
Durante muitos anos.
Era você e mais alguns.
Você e a Paula e mais alguns.
Então,
Quando a gente abriu a Morada da Floresta,
Ainda eram muito poucos.
Eu me lembro até hoje do primeiro minhocário que eu vendi.
Foi uma surpresa encontrar alguém que comprasse um minhocário.
Realmente foi uma sensação muito diferente.
A pessoa que veio fazer o curso aqui.
.
.
Na verdade,
Começou um pouco com isso.
As pessoas vinham fazer o curso,
Vinham ao nosso sistema de minhocário e queriam adquirir.
Até uma pré-encomenda.
A primeira venda foi quase de uma pré-encomenda.
E foi muito importante isso,
Porque o nosso esforço da Morada da Floresta é aproximar as pessoas dessas práticas ecológicas.
Não é tão difícil assim.
Não é tão complicado.
Está acessível realmente a todos.
Qualquer pessoa pode fazer.
Não tem idade,
Não tem classe social,
Não tem grau de escolaridade.
Qualquer pessoa pode ter um minhocário e fazer a compostagem em casa.
É uma prática tão gostosa,
Tão prazerante,
Tão gratificante para quem faz,
Que é só fazendo para poder sentir um pouquinho o que é.
É uma alegria muito grande,
Porque você vê,
Quando você separa o resíduo orgânico,
Você vê aquela quantidade de resíduo orgânico,
O quanto você está contribuindo para o planeta.
Parece que é pouco,
Mas não é.
Uma casa gera em torno de 2 quilos por dia.
Ao longo de um ano,
São 700 quilos que uma família deixa de encaminhar para a terra sanitária.
É muita coisa.
E tem o potencial de produzir pelo menos mais de 100 quilos de resíduo.
De composto,
De adubo,
Que é maravilhoso.
Então vai plantar.
Se a pessoa não tem espaço para plantar em casa,
Ela vai acabar percebendo o que tem,
Descobrindo cantinhos que dá para ter uma planta.
E quando satura isso,
Tem pessoas que falam assim,
Mas eu não tenho onde plantar,
O que eu faço?
Pensa em alguma pessoa querida,
Que você não vai demorar 30 segundos,
Você vai lembrar de 3 pessoas que adoram plantas,
Que vão ficar super felizes.
Todos os amigos que gostam de plantas querem receber esse adubo,
Tanto o líquido como o sólido.
Adoram.
Mãe,
Sogra,
Parente,
Amigos,
Tem muita gente.
Você vai lembrar rapidinho de alguém que gosta de plantas,
Que tem uma casa.
E se não tiver ninguém conhecido,
Abre a janela,
Olha para uma praça,
Olha para o próprio condomínio,
Olha para alguma planta que vai ficar feliz desse ato.
E não dá trabalho também.
Outra dúvida,
O trabalho é muito simples.
Eu já fiz inúmeros vídeos mostrando como é que coloca o resíduo na minhocária.
Em menos de 2 minutos,
Eu faço o vídeo,
Eu faço,
Gravo falando e termino o processo do dia.
O processo diário é realmente muito rápido,
Muito simples.
Colocar o baldinho,
Ir até o minhocário,
Derrubar,
Tornar o conteúdo do baldinho no minhocário,
Cobrir aquele resíduo com a matéria seca,
Passar uma água no baldinho,
Regar uma planta e voltar para a cozinha.
No máximo,
Lavar o baldinho ali na pia e devolver.
Devolver para a pia.
É muito rápido.
E o momento que é um pouquinho mais demorado é a parte da troca das caixas e da retirada do adubo,
Que é um momento muito gostoso de fazer.
Na verdade é um hobby,
É um momento que o pessoal faz no final de semana,
Com a família,
Com as crianças.
Então vai tirar o adubo,
Vai plantar.
Então é aquele momento que a gente que está nessa vida contemporânea,
Computador,
Muito escritório,
Esse momento de contato com a natureza,
Ele quase que é terapêutico.
Ele te traz uma conexão,
Um momento que você abstrai dos problemas,
Você entra numa outra sintonia que,
Mesmo dentro do apartamento,
É uma sintonia com a natureza.
Aquele momento que você vai pegar,
Vai refletir,
Vai reconhecer uma coisa ou outra.
O sabugo de milho,
Por exemplo.
Você vai,
Nossa,
O sabugo de milho,
Eu comi milho lá três semanas atrás.
Começa a trazer reflexão.
Quem faz compostagem normalmente começa a se alimentar melhor.
Também que estatístico,
A maioria das pesquisas que a gente tem,
Que a gente faz,
A gente percebe isso.
As pessoas têm um relacionamento mais direto com o resíduo orgânico e com a sua alimentação começa a diminuir o resíduo.
Um é isso,
Começa a aproveitar melhor os alimentos,
A cozinhar de uma maneira mais justa,
Para evitar desperdício e buscar uma alimentação mais natural.
Então você começa a perceber se está produzindo muita embalagem ou se está produzindo muito resíduo orgânico.
O nosso resíduo doméstico não é um diagnóstico da nossa vida,
Com o que a gente está se relacionando com o consumo consciente,
Com os resíduos.
Então isso tudo são vários benefícios da compostagem,
Que eu gosto de falar,
Que não é só o benefício ambiental,
Mas tem todos esses que vão acontecendo ao longo do caminho,
Que não é tão aparentemente visto no início.
É um processo,
Acho que é um processo bem poderoso,
Até que contribui para o autoconhecimento,
Porque você tem uma sensação de missão cumprida.
Eu acho que a maior mágica que eu vejo é quando eu encho uma caixa,
Está lá bem pesada,
Não sei quantos quilos que pesa uma caixa cheia daquelas,
Mas passo para baixo e começa a encher a outra.
Quando eu vou abrir a caixa de novo e tudo aquilo lá,
Todo aquele resíduo orgânico virou terra,
Que é o adubo sólido,
Mas a aparência é de terra,
Virou tudo terra.
Acho que aquilo lá é uma sensação muito interessante.
Todas as vezes que eu vou fazer isso e chamo algum amigo que não conhece e mostro,
Olha,
Está vendo?
Esse lixo aqui virou tudo terra.
É muito bom mesmo.
E acho que isso contribui muito para a gente evoluir,
Para a gente entender a nossa relação com o planeta.
Nós somos parte do planeta,
Né?
E a gente se desconectou muito disso nos grandes centros urbanos.
Quem tem muito contato com a natureza,
Sabe que faz bem.
A gente não precisa de estudo científico para saber que faz bem.
Mas já existem estudos científicos que mostram que quando a gente entra em contato com a natureza recorrentemente,
A gente tem essa sensação de bem-estar expandida.
E o próprio ato de pegar as cascas dos alimentos e colocar lá dentro para alimentar as minhocas é um processo diário em que a gente tem contato com a natureza e a gente acaba entrando em contato com a nossa própria natureza interior,
Né?
Cláudio,
Você falou também dos outros dois produtos,
Né?
Do absorvente feminino e da fralda.
A fralda,
Que é reutilizável,
Você falou que foi inspirada num produto que foi desenvolvido lá no Canadá,
Você trouxe para cá.
Então,
É diferente daquela fralda de pano que a gente usava quando a gente era criança,
Né?
Como é que uma mãe que trabalha fora e precisa ter praticidade funciona para uma mãe moderna da grande cidade?
Sim,
Funciona.
Funciona muito.
Ambos,
A fralda e o absorvente.
Tá.
Então,
Vamos falar da fralda.
A fralda é interessante.
Um bebê,
Ele usa de 5 mil a 6 mil fraldas até o seu desfraude.
É muita fralda.
Então,
Isso gera em torno de quase uma tonelada de fralda no aterro sanitário.
Essas fraldas,
Elas ficam lá 400 anos para se decompor,
Para realmente finalizar o ciclo.
Elas não são recicláveis,
Né,
Cláudio?
Elas não são recicláveis.
Não.
Plástico,
Papel,
Fezes.
.
.
Tá começando a ter algumas isoladas iniciativas de tentar reciclar fralda,
Mas não é tão simples,
Né?
Tanto pela parte econômica também,
Né?
Não que o plástico não seja reciclado,
Mas,
Assim,
O trabalho que você vai pegar uma fralda com fezes para separar para.
.
.
A energia que vai gastar não justifica o que você vai tirar para poder reciclar.
Então,
É uma situação complexa.
Mas,
Para a gente ter uma ideia,
A primeira fralda descartável que foi vendida no mundo ainda está no aterro sanitário e vai ficar durante muito tempo ainda.
É algo impactante mesmo.
Uma fralda ecológica,
Ela substitui mais de 300 fraldas descartáveis.
Uma.
Uma reutilizável.
Porque,
Assim,
Qual é essa conta?
Com 20 fraldas reutilizáveis,
Substitui as fraldas descartáveis.
Então,
Se o bebê usa 6 mil,
Então,
Em torno ali de 250 a 300 fraldas,
Uma fralda substitui.
Se a mãe,
Nessa família,
Tem essa opção e usar a fralda reutilizável com o bebê.
Hoje,
A gente tem a máquina de lavar.
Então,
Não é a mãe que lava.
Na verdade,
Também é como eu falei do resíduo orgânico ali.
É muito simples a prática do dia.
Porque o que vai ter?
Vai ter um balde,
Um cesto,
Que é bom estar arejado,
Onde vai ser de colocar as fraldas usadas ao longo do dia.
Quando tem cocô,
Aí passa com aquela duchinha higiênica na privada pra tirar o excesso do cocô.
Se não tem a duchinha,
Pega uma jarra e passa.
Passa um sabãozinho de coco e coloca a fralda ali naquele cesto.
No final do dia,
Vai levar pra máquina de lavar.
Quem vai lavar é a máquina de lavar.
Então,
O trabalho que tem é mínimo.
O trabalho é de colocar no cesto,
Levar até a máquina de lavar,
Fazer o ciclo da máquina,
Botar no varal e depois botar na gaveta.
Então,
É uma dedicação um pouquinho maior do que a descartável.
Não vou falar que não é.
Mas é um tempinho de dedicação que a mãe pode dar,
Que o pai também.
Não vou falar que só a mãe faz essa tarefa.
Você vai poupar a natureza ali em 400 anos.
É uma prática muito simples que você vai gerar um impacto muito positivo no planeta e deixar de usar as fraldas descartáveis.
E fora da questão econômica,
Porque é muito mais econômico também.
Apesar de uma fralda ter um preço mais caro,
Porque é uma fralda reutilizável,
Mas na hora que você pega o contexto quanto que custa uma fralda descartável vezes um real,
Que seja não sei quanto é que está hoje,
Mas você vai comprar 5 mil reais em fraldas descartáveis que você está jogando no lixo.
E já reutilizável você não vai gastar muito mais do que mil reais,
Mil e quinhentos reais no máximo pra ter todo o conjunto de fraldas que você vai usar durante todo o ciclo.
Fora a possibilidade de ainda o irmãozinho o próximo filhinho usar.
Coitado não dá pra alguém.
Então tem toda essa questão.
Tem a outra questão que é importante também que é a assadura.
Tem muitos bebês que tem muita assadura com a fralda descartável.
A fralda descartável tem uma questão que é econômica.
É coisa do mindset mesmo.
Você está pagando caro numa fralda e você coloca no bebê e você vai querer deixar na fralda o mais tempo possível pra você economizar,
Pra você gastar menos fralda.
Existe ainda esse pensamento que acontece sem a gente parar pensar,
Acaba que faz isso.
E tem outra característica que também tem aqueles gels,
Tem todas aquelas apetrechos dentro da fralda descartável que o bebê não percebe que o bebê xixi muitas vezes.
Faz o xixi,
O xixi vira gel e aquele gel ali fica mais tempo sem reclamar.
Vamos botar assim.
Essas duas fatores juntas,
Acaba que as crianças ficam mais tempo com fralda descartável do que deveria.
E isso gera assadura.
Então é um ciclozinho também.
Fora quando tem alergia mesmo aos produtos químicos da fralda.
Então tem uma tendência a dar assadura muito mais pros bebês que usam a fralda descartável.
Essa fralda de pana reutilizável,
Ela ajuda o bebê a ter consciência corporal também.
Tem uma coisa muito legal nisso.
Porque aí você fez xixi,
Aquele resíduo ali,
Ele fica pesado,
Fica quente.
O bebê percebe e ele reclama.
Então fica uma coisa mais.
.
.
A gente tá com relação com o bebê mais próximo né,
Mãe ou pai quando tá em casa,
Você percebe isso também de maneira muito clara.
E o absorvente feminino também é a mesma coisa.
Na época que a gente iniciou só tinha o absorvente feminino de pano.
Que talvez se for uma mulher que trabalhe fora,
Pode ser um pouco desconfortável um pouco difícil.
Porque ela vai ter que trocar o absorvente ao longo do dia.
Pra quem tá em casa é mais tranquilo.
Então naquela época realmente era mais complicado.
Mas a gente já tem dois produtos auxiliares,
Que são os copinhos menstruais.
Um copinho também é muito prático para as mulheres que trabalham fora,
Porque usa o copinho interno é um recipiente de silicone que coleta o sangue e também,
Dependendo do momento do ciclo o copinho dá pra trocar de 4 em 4 horas ou mais tempo,
Mas ela vai pro banheiro,
Né,
Descarta o sangue,
Lava e coloca de novo.
Se a pessoa tá trabalhando fora numa empresa,
Por exemplo,
É muito prática pra ela também.
Só que o copinho não é muito confortável pra dormir.
E também ele não fica na melhor posição,
Na posição deitada.
Então tem um paninho e tem também a lingerie ou a calcinha absorvente também que ajuda.
Então hoje é muito simples pras mulheres,
Cada vez mais,
Né,
Também tá virando um produto conhecido e uma prática mais acessível,
Mais aceita.
No início Gustavo,
Quando a gente lançou a morada e falava de sangue menstrual a gente era chocante naquela época,
Sabe?
É incrível.
Uma vez eu lembro que a gente fez um.
.
.
O próprio assunto era chocante.
É,
O assunto era,
Tá bom.
A gente fez um mailing pra falar do produto do sangue menstrual.
A gente recebeu os feedbacks de pessoas que trabalhavam com o negócio social já naquela época criticando,
Falando,
Gente,
Não pode assim,
Como assim?
É muito interessante como que o mundo foi mudando.
A gente acompanhou essa mudança porque a gente tá trazendo essa mensagem há muito tempo.
Hoje,
Tudo isso que a gente está trazendo já é muito mais receptivo,
Já tá muito mais familiarizado no inconsciente coletivo ali,
Na informação toda das pessoas.
No início não era.
Então a gente teve um desafio muito grande de empreendedores,
Do empreendimento em si,
Porque a gente precisou criar mercado.
A gente trabalhou.
.
.
A gente trabalha ainda com o nosso público,
Ele é nichado,
É um nicho de pessoas e a gente precisa constantemente trabalhar a educação ambiental em escala.
Levar essas informações,
Seja em vídeo,
Em conteúdo,
Em e-book,
Em texto,
Em matéria na mídia.
Mas a gente tem esse lado que ele é de um lado militante,
De um ativismo que a gente tem na nossa raiz,
Mas de uma certa maneira até para o negócio se sustentar para a gente é muito importante,
Porque os nossos produtos não são recorrentes.
A pessoa que compra uma composteira,
Ela não compra uma vez só,
Ela não vai comprar de novo,
Porque a composteira vai durar 20,
30 anos na casa da pessoa.
Verdade.
As fraldas também.
A lingerie,
O copinho e o absorvente de pano também.
E é pra ser assim,
Né?
É pra ser desse jeito,
Né?
Isso.
Então a gente precisa novos clientes todos os meses para fechar a conta,
Né?
E é um desafio grande pra gente,
É uma insegurança financeira que nos exige estar sempre atento,
Atentar dar o melhor possível em produto,
Em experiência do cliente e também atrair novos olhares e aos poucos ir desmistificando pra as pessoas verem que são práticas comuns,
Né?
Práticas simples que qualquer pessoa pode fazer mesmo.
O convite que eu faço pra quem tá ouvindo é justamente experimenta,
Assim,
Você vai ficar tão encantado,
Tão feliz,
Que você vai falar,
Poxa,
Como eu não fazia isso antes?
Porque normalmente é isso que acontece,
Né?
A mãe,
A euforia é muito grande.
É verdade.
Nesses três segmentos,
Não é só compostagem,
Né?
A mãe que usa a fralda de pano,
Ela fica numa alegria também.
E é bonita,
Gostosa,
Confortável,
Né?
É diferente.
E ela já começa ali um processo da educação do filho,
Né?
Um processo bem profundo de ação,
Né?
Ela tá demonstrando aquilo que ela quer educar pra ele,
Né?
Ela age naquela direção.
Então,
Na verdade,
O próprio gesto é um gesto muito significativo da fralda reutilizável.
Isso.
Se a gente falar de pegada ecológica,
Que eu falei no início,
Né?
Você já começa poupando a criança dessa pegada que ela é uma pegada ecológica forte.
Se a gente tivesse um reloginho,
Né?
De quanto que a gente impacta no meio ambiente,
Ela já tá com.
.
.
Já tá menos,
Né?
Ela já começa com menos impactando,
Que pra muitos pode parecer besteira,
Mas eu acho que é importante a gente trazer isso.
A gente tem essa.
.
.
A gente precisa trazer essa consciência,
Né?
Do ser humano,
Que a gente tem as nossas relações entre pessoas,
Tem a nossa relação com a sociedade,
Como que a gente se relaciona com a sociedade,
O que a gente tá trazendo de bom pra sociedade,
Né?
Essa questão do trabalhar com propósito,
Né?
Que também,
Eu acho que não falei disso,
Mas a morada da floresta,
Ela surge um pouco por isso também,
Né?
Pra mim não fazia sentido trabalhar em algo que eu não acreditava e não precisava trabalhar com propósito desde o início.
E como é que a gente terá de com o planeta,
Né?
É nós,
A sociedade,
O planeta.
Como que a gente consegue estar de uma maneira melhor possível,
Né?
Não que a gente vai estar o melhor,
Também não é pra entrar numa nóide,
Numa neurose,
Mas a gente.
.
.
Quanto mais a gente conseguir contribuir,
Melhor.
É que,
Na verdade,
Os produtos de vocês,
Na verdade,
Eles facilitam esse processo pras pessoas.
Se a pessoa quiser estar em equilíbrio com a natureza,
A morada oferece esses produtos pra facilitar essa integração,
Né?
Você falou de empreendedorismo com propósito,
Né?
A sua história e a da Paula,
Da morada da floresta,
É uma história muito legal,
Porque vocês começaram uma empresa a partir das práticas de vocês,
Né?
É claro que teve um investimento pra desenvolver o molde da composteira,
Tudo isso,
Mas lá atrás,
Quando começou,
Foi assim,
A gente vai se virar com o que tem e vamos começar aqui esse.
.
.
De onde vocês tiveram força pra isso?
Como é que foi esse processo inicial de ter coragem,
De falar assim,
Não,
Eu vou empreender,
Tem que ter propósito,
Eu vou seguir nessa direção?
Acho que foi um pouco disso.
Um dia,
Realmente,
Acreditar que é uma solução,
Realmente,
Pra sociedade mesmo,
Assim,
Né?
Algo que é.
.
.
Poxa,
A gente precisa compartilhar isso com as pessoas,
A gente precisa facilitar e popularizar isso,
Porque é uma solução muito forte,
Né?
Pra que a gente.
.
.
Por exemplo,
Hoje,
São mais de 25 mil famílias que compostam com as nossas composteiras,
Olha que legal.
Juntos,
Estamos compostando 50 toneladas por dia.
Isso é muito pra.
.
.
Muita coisa,
Muita coisa.
Por dia.
O quanto que a gente está deixando de emitir de gás metano,
O quanto que a gente está deixando do próprio caminhão combustível,
Né?
É muita coisa.
Então,
Veio muito dessa questão,
E eu não sou de São Paulo,
Então eu sou de Brasília,
Uma cidade arborizada,
Quando eu caí na selva de pedra,
Pra mim foi muito impactante também isso.
E é uma forma da gente trazer o verde,
Trazer a natureza de volta pra cidade.
Vamos gerar adua,
Vamos plantar,
Vamos fazer horta urbana,
Vamos trazer a segurança alimentar da cidade,
Não precisa o alimento ser transportado de tão longe também pra chegar até a nossa mesa,
Né?
Por que não canalizar o próprio adubo?
A gente já está trazendo o resíduo urbano que é adubo,
É bom transformar ele em adubo e plantar,
Isso é muito legal.
Então,
Eu pensei muito nessa questão de escala mesmo,
Assim,
Imaginando as pessoas assumindo essas práticas,
O quanto que a gente não consegue realmente fazer uma transformação.
Tanto é que depois eu fui levar isso pra Prefeitura de São Paulo,
Que virou o projeto Composta de São Paulo,
A gente conseguiu também muitas conquistas com o poder público.
Na hora que o poder público entra,
Isso aumenta a dimensão da história toda.
O Composta de São Paulo foi um projeto que a gente fez em 2014 com a Prefeitura de São Paulo,
Que a gente entregou duas mil composteiras e fizemos uma pesquisa com as famílias e que o resultado é assim,
Gente,
É possível fazer compostagem,
É uma solução muito legal e depois disso,
Muitas outras prefeituras também fizeram alguma iniciativa estimulando a compostagem doméstica.
Mas pra mim era tão óbvio,
Sabe Gustavo,
Assim,
Como ninguém está vendo isso,
Aquela coisa,
Uma agonia até.
Então,
O Morado da Floresta surge,
Não digo nem que foi uma coragem nossa nesse sentido,
Mas é quase que não tinha como não fazer,
Sabe?
Entendi.
Gente,
Está na nossa mão.
Se a gente não fizer,
Quem vai fazer?
Sabe aquela frasezinha?
Se a gente não fizer,
Quem vai fazer?
Esperar sentado o quê?
O governo fazer alguma coisa?
E a gente leva essa mensagem de faça você mesmo,
Se você pode fazer a transformação.
E naquela época eu era muito inspirado do Gandhi,
Aquela frase também,
Seja a transformação que você quer para o mundo,
Essa frase também ela me acompanhou durante muitos anos.
Acompanho ainda,
Mas naquela época eu estava também me trabalhando nesse processo todo,
Me acompanhou muito.
E.
.
.
Bom.
.
.
E essa frase.
.
.
Pode falar.
Essa frase que você falou,
Essa frase que você falou,
Ela é a frase,
Né?
Assim,
A gente vê muito as pessoas falando mal de políticos,
Muita polarização e,
Gente,
A gente precisa ser a mudança que a gente quer ver no mundo.
A gente precisa dar conta do nosso resíduo orgânico,
Pra começar,
Né?
Então,
Os nossos ouvintes aqui são pessoas que já meditam,
São pessoas que têm a prática da meditação,
É um complemento.
Eu acho que a meditação,
Ela conversa muito com esse trabalho de reconexão,
De equilíbrio com o meio ambiente.
Desculpa,
Cláudio,
Te interrompi.
Não,
Não,
Eu ia trazer a pergunta também.
O que eu estou fazendo?
Porque a gente aponta pro governo,
Né?
Aquela questão também,
A gente aponta,
Tem três dedos apontando pra gente,
Né?
Mas o que que.
.
.
Estou fazendo na minha casa que eu posso fazer mais?
Então,
Assim,
Eu conheço inúmeros,
Mas não é poucos,
Não.
É muita gente que trabalha com o meio ambiente,
Que é o diretor do meio ambiente,
Multinacional e tal,
Mas ainda não faz compostagem em casa.
Minha visão é o básico do básico,
Assim,
Gente.
Completamente.
A gente faz em casa e a morada da floresta,
Ela vem com isso também,
Dessa questão do biorregionalismo,
De uma mudança de dentro pra fora.
Eu tinha,
Antes da morada,
Eu tinha até um ônibus que eu levava,
Ia em eventos pra fazer alguma ação de multidão,
Pra levar essa mensagem pra multidão,
Até o momento que o ônibus queimou.
Quando esse ônibus queimou,
Eu voltei pra São Paulo.
Eu tava morando nesse ônibus há um ano e meio.
E foi o papai do céu mesmo que me mandou,
Cara,
Eu senti aquilo lá como uma guia mesmo,
De Deus,
Que a missão tá aqui nesse momento e eu queria sair de São Paulo,
Queria sair de São Paulo e,
De repente,
Eu tive que assumir estar em São Paulo e fazer aqui essa transformação que eu tava acreditando.
Puxa,
Me perdi no cinema,
Mas assim,
Ia direto pra fora.
Aquele momento do querer mudar,
De querer fazer manifestação,
De querer,
Sabe aquela coisa de querer ir pra fora?
Vamos pra dentro.
Começa a mexer,
A trabalhar na tua casa.
Então,
A morada da floresta,
Além de ser uma empresa,
Toda morada da floresta,
Ela é a nossa casa e ela surge com a permacultura urbana.
Então,
A nossa casa aqui,
A gente tem horta em cima da casa,
Aquecimento solar da água do banho.
Então,
A gente não usa chuveiro elétrico,
A gente usa o sol pra aquecer a água.
A gente aproveita a água da chuva.
A água da chuva,
Ela vai pra um lugar que depois bombeia,
É filtrada e vai pra descarga.
Então,
Assim,
A gente criou uma casa ecológica e isso foi também o que nos atraiu muito com a mídia.
A gente apareceu muito,
Né?
Aparece ainda em mídia,
Mas teve um momento que era assim,
A gente era um exemplo de como pode viver na cidade de uma maneira ecológica e não só a compostagem e isso que a gente oferece,
Mas tudo isso por trás.
Mas veio assim,
Então,
Puxa,
O que eu posso fazer na minha casa,
Com a minha família e aos poucos influenciar na rua.
A gente começou a botar tonelhas de reciclagem na rua porque não tem reciclagem aqui até hoje.
Então,
A gente começou a fazer um movimento na rua e no movimento pra cidade.
Começamos a fazer essa transformação bem nesse movimento mesmo,
Né?
De dentro pra fora,
Com coerência,
Com lastro,
Né?
Com solidez mesmo,
Né?
A gente não tá vendendo um produto porque ele é pra ganhar dinheiro,
Né?
Justamente a gente vende pra ganhar dinheiro,
Pra sustentar e pra gente rodar e fazer mais,
Né?
Aquela questão do negócio social que até hoje ainda não vi lucro,
Porque o lucro ele é sempre reinvestido,
Né?
E reinvestido pra gente aumentar o alcance,
Pra poder fazer melhor,
Pra poder ampliar o nosso impacto.
Porque a gente busca sempre um impacto também,
Né?
Que faz sentido pra gente enquanto ser,
Enquanto pessoa,
E enquanto empresa também.
Legal,
Cláudio.
Muito legal.
Vou te fazer uma pergunta aqui pra gente encerrar,
Que é assim,
Se tudo que você ensinou até hoje pras pessoas,
Se você tivesse que apagar isso tudo da memória de todo mundo,
Ninguém ia saber de nada e você pudesse deixar um ensinamento,
Uma coisa que você poderia falar,
Assim,
Pras pessoas.
Ou de uma a três,
Se você não quiser deixar só uma.
Alguma coisa,
Assim,
Que você fala,
Olha,
Aprenda isso aqui,
Que é importante.
Essa pergunta não é fácil,
Hein?
Essa pergunta.
.
.
Mas,
Assim,
Eu falaria da compostagem ainda,
Né?
Eu vejo que ela é muito importante mesmo,
Ela traz inúmeros benefícios.
Então,
Eu não deixaria de ensinar as pessoas a fazerem a compostagem em casa.
Então.
.
.
Eu acho que o cuidado com as pessoas,
Com o cuidado com o próximo também,
Né?
Como que a gente.
.
.
É um desafio muito grande pra quem é líder,
Né?
Pra quem tem pessoas abaixo de você,
Tem que lidar com muitas pessoas,
Tem sempre que estar num bom momento,
Mas esse.
.
.
A importância da gente sempre conseguir,
Né?
Buscar,
Né?
Nem sempre a gente consegue,
Mas buscar,
Né?
Tratar com respeito,
Tratar com carinho.
Todo mundo,
Né?
Não apenas os clientes,
Que são fundamentais,
Né?
Ter esse acolhimento,
Mas os fornecedores,
Os colaboradores,
A equipe,
Né?
Então,
Esse.
.
.
Também.
.
.
Esse olhar,
Né?
E a família,
Principalmente,
Também,
Né?
Às vezes tá trabalhando tanto,
Né?
Eu tenho muito disso,
Tô trabalhando,
Trabalhando,
Trabalhando,
E às vezes eu preciso trazer atenção,
Puxa,
Eu preciso fazer um carinho no meu filho,
Dar um pouquinho de atenção,
Passar momentos juntos,
Que às vezes quem é empreendedor às vezes esquece,
Fica muito turbinado ali no.
.
.
Nos problemas mesmo,
Né?
É difícil às vezes.
Agora a gente,
Graças a Deus,
Tá num momento um pouquinho mais tranquilo,
Mas tá com crise financeira,
Com problemas ali,
Tem que lidar com tudo isso,
Nem sempre é muito fácil.
As pessoas estão se conscientizando mais agora com esse período de quarentena?
Sim.
Estou percebendo muito,
Muito mesmo.
A gente,
Assim,
Graças a Deus,
A gente tá atravessando esse período difícil,
Né?
Um período difícil,
Mas a gente tá conseguindo atravessar bem.
Um,
Porque as pessoas estão em casa,
Né?
Então,
Estão em casa,
Estão percebendo o que produz de resíduo em casa,
Né?
Muitos não percebiam.
Estão buscando solução.
Tem a questão,
Né?
As pessoas trabalhavam fora e estão ajudando,
Os homens,
Principalmente,
Estão ajudando nas tarefas domésticas,
Né?
E também estão se relacionando com isso.
E o outro fator que nos ajudou muito é a necessidade das pessoas usarem o e-commerce.
Até então,
O nosso maior fluxo de vendas é pelo e-commerce,
Então muitas pessoas começaram a fazer suas primeiras compras de e-commerce agora e quebraram aquele medo de botar o cartão de crédito,
Né?
Muita gente ainda tem receio disso.
E então,
Essa quebra,
Isso intensificou,
Isso nos ajudou muito na questão das vendas.
E a gente trabalha também pro público empresarial e isso tá completamente parado,
Né?
Com a pandemia,
A gente parou muitos projetos que a gente tá fazendo.
E eu queria aproveitar também,
Né?
Só pra colocar também que além da compostagem doméstica também,
Pra quem tem empresas,
Quem tem refeitórios,
A gente implementa esse sistema de compostagem pra grandes geradores também.
E é uma prática da mesma forma que ela é tão benéfica em casa,
Ela também é muito benéfica pra empresa e fora que gera uma economia também enorme.
Porque a empresa normalmente tem um custo,
Né?
As empresas precisam contratar alguém pra coletar o resíduo e então a nossa solução de compostagem no próprio local,
Ela gera também bastante economia pra empresa nessa parte da gestão do resíduo.
Fora a produção do adubo e fora a educação ambiental e o engajamento que gera.
Então tem esses outros benefícios também.
Da mesma forma que gera em casa,
Numa empresa a compostagem também,
Ela gera vários outros benefícios atrelados que é muito legal.
Então também queria deixar essa pra as pessoas saberem que a gente faz isso também.
Quem quiser também conhecer mais.
E quem quiser comprar os produtos,
A pessoa consegue entrar direto no nosso site.
Isso,
A gente tem o site principal que é o e-commerce é loja.
Moradadafloresta.
Eco.
Br e tem o site mesmo que é o institucional que é moradadafloresta.
Eco.
Br Legal.
Mas hoje,
Graças a Deus,
Se você buscar no Google morada da floresta,
Já vai achar fácil,
Né?
Então também tem outras formas mais fáceis de chegar.
Compostagem,
A gente tem a composteira UMI.
H-U-M-I que é humanidade,
Humus com vinhoca.
Então tem o site da composteira UMI que tem muita informação pra quem quer conhecer ainda,
Entender um pouquinho,
Tem muita informação lá.
E tem muito vídeo também que você já,
Na internet,
No YouTube,
Né?
Como é que as pessoas te encontram nas redes sociais,
Cláudio?
Você tem um perfil no Instagram?
Eu tenho o Cláudio Espinola Cláudio Espinola e no Facebook também.
No Instagram é,
Mas é porque eu tento corrigir.
Não tinha o outro?
Não,
Era eu mesmo,
Só que eu não era familiarizado no Instagram e acabei criando uma conta e fui abrir a outra,
Sabe aquela coisa?
Entendi.
E eu perdi a senha da primeira.
Mas Cláudio Espinola 1 no Instagram e Cláudio Espinola no Facebook.
Legal.
Cláudio,
Obrigado,
Viu?
Foi muito bom conversar com você.
Eu falei,
Eu sou fã da morada da floresta já tem um tempo,
Faço a compostagem já tem muito tempo,
É um processo,
É um caminho sem volta.
Eu me lembro depois quando eu montei o escritório,
Eu preciso arrumar um jeito de colocar aqui no escritório também,
Porque não dá,
E aí arrumei um jeito e obrigado por estar empreendendo com força,
Lançando produtos que ajudam a gente a realmente se integrar com a natureza.
Obrigado,
Viu?
Foi um prazer conversar com você.
Obrigado,
Gustavo,
Também.
E quem tá aqui ouvindo a gente,
Se você gostou,
Dá um like,
Comenta,
Compartilha e até o próximo episódio.
Obrigado.
Conheça seu professor
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