Olá,
Daqui é a Ana.
Começa por encontrar uma posição que te pareça segura,
Confortável.
Podes deitar-te ou,
Se preferires,
Sentar.
Também podes deitar-te de lado,
Se assim fizer sentido.
Respeita qualquer necessidade do teu corpo hoje.
E lembra-te que tu estás no controlo desta prática.
Se em algum momento sentiste desconforto ou se algo pedir a tua atenção,
Lembra-te que podes abrir os olhos,
Podes mudar de posição.
Se não,
Ou caso precises,
Podes até levantar-te.
Começa agora por sentir o apoio da superfície debaixo de ti.
Esta superfície que não te pede nada em troca.
Apenas que te deixes estar.
E se te sentires confortável,
Lança esse convite aos olhos para se fecharem,
Suavemente.
E antes de mergulharmos no que é tudo,
Convide-te a despertar a sensibilidade das tuas mãos.
Leva as tuas mãos à frente do peito e comece a esfregar-te.
Esfrega as palmas,
Uma na outra.
Sente o ritmo,
O som e gradualmente o calor que geras entre elas.
Esfrega com vitalidade,
Criando uma sensação de energia nas tuas palmas.
E quando sentires as mãos bem quentes,
Para o movimento e muito suavemente,
Leva as palmas das mãos ao teu rosto.
Podes tocar levemente as pontas dos dedos sobre os olhos e pusar as palmas sobre as bochechas.
E senta aqui o calor a emanar das tuas mãos para as tuas bochechas,
Para os teus olhos,
Para o teu maxilar.
E nota como o teu corpo recebe este calor,
Permitindo que este toque suavize qualquer tensão que possa estar no teu rosto.
E quando sentires,
Deixa que as mãos pousem suavemente ao lado do corpo ou sobre o teu abdómen.
O Yoga Nidra começa aqui.
Mergulha agora suavemente no teu interior.
Se houver uma intenção ou um desejo de cuidado para o teu corpo físico hoje,
Deixa que ela surja naturalmente.
Pode ser algo como o meu corpo é o meu refúgio,
Ou simplesmente eu permito-me descansar.
E repete a tua escolha aqui por três vezes,
Mentalmente,
Como se ela já estivesse a acontecer.
E convido-te agora a levar a tua atenção a diferentes partes do teu corpo,
Começando pelo rosto.
Não precisas mover nada,
Apenas nota as sensações presentes no teu rosto.
E se a qualquer altura não sentires nada,
Observa esse espaço de silêncio.
Nota o teu lábio superior,
O lábio inferior,
O ponto exato onde os lábios se encontram.
Leva a atenção ao interior da boca.
Senta a língua,
A ponta da língua,
A raiz da língua.
Senta o céu da boca,
O interior das bochechas.
Senta as gengivas,
Os dentes.
Suaviza o maxilar e deixa que os dentes se afastem ligeiramente.
Senta o nariz,
A ponta do nariz,
O ar a entrar pelas narinas.
Senta os olhos,
O peso das pálpebras,
O espaço entre as sobrancelhas.
Senta todo o teu rosto relaxado,
Como se a pele estivesse a suavizar em direção às tuas orelhas.
Nota agora o teu polegar direito,
O indicador,
O dedo médio,
O anelar,
O mindinho.
Senta a palma da mão direita,
O dorso,
O pulso,
A vibração no pulso.
Agora,
Na mão esquerda,
Nota o polegar,
O indicador,
O médio,
O anelar,
O mindinho.
Senta a palma da mão esquerda,
O dorso,
O pulso.
Consegues notar as duas mãos ao mesmo tempo?
Senta o pulsar vivo nas pontas dos dedos das mãos.
E nota o peso dos teus ombros,
O contacto das homoplatas no chão.
Senta o abdómen a subir e a descer suavemente.
A anca direita,
A anca esquerda,
A pélvis,
As pernas,
O pé direito,
O pé esquerdo,
Os dedos do pé direito,
Os dedos do pé esquerdo.
E deixa que a tua atenção se espalhe a todo o corpo.
Sente todo o corpo,
Das pontas dos pés ao topo da cabeça.
Um campo de sensações,
Seguro e presente.
E observa o movimento natural da tua respiração.
Sem controlar,
Apenas notando,
Reparando.
E imagina que,
Ao inspirar,
O ar nutre todo o teu corpo.
E ao expirar,
Qualquer tensão residual é enviada para a terra.
Onde se dissolve e se transforma.
E traz agora a ti a sensação de peso.
Imagina o teu corpo muito pesado,
Como uma pedra.
Totalmente entregue à gravidade.
Totalmente entregue à terra debaixo de ti.
Tão pesado que,
Mesmo que o quisesses levantar agora,
Não conseguirias.
Pesado,
Muito pesado.
E deixa a sensação de peso ir agora.
E traz a ti a sensação de leveza.
Imagina o teu corpo vasto e leve,
Como o ar que toca o teu rosto.
Sentes que o corpo quase que flutua aqui.
Há espaço para respirares.
Espaço para seres.
E deixa essa sensação de leveza ir.
Convidando agora ambas as sensações,
Peso e leveza,
A voltar ao teu corpo em simultâneo.
Sente o corpo simultaneamente ancorado e livre.
E solta agora essas sensações.
Imagina que uma luz suave e morna envolve todo o teu corpo físico aqui.
Esta luz protege-te e regenera o teu sistema nervoso.
Sente o seu calor.
Talvez vejas a sua cor.
E sente que cada célula do teu corpo descansa profundamente dentro deste casulo de luz.
Aqui estás em segurança.
E bem suave.
E bem suavemente.
Começa a recordar a tua intenção inicial da prática.
E repete-a três vezes.
Deixando que estas palavras se instalem no teu corpo físico.
Como a verdade.
E traz novamente a atenção ao teu corpo.
Nota a forma que ele desenha sobre a superfície debaixo de ti.
E começa a tomar consciência do espaço em seu redor.
Começa por ouvir os sons.
Talvez ouças os sons dentro de ti.
Talvez ouças os sons dentro do espaço em que estás.
Ouções mais distantes.
E convida a respiração a tornar-se mais profunda.
Trazendo mais movimento ao corpo.
À tua zona abdominal.
Que sobe e deixe ao ritmo da tua respiração.
E muito calmamente começa a convidar o movimento até ao corpo.
Podes mexer os dedos dos pés.
Mexer os dedos das mãos,
Sentindo novamente essa sensibilidade desperta.
Podes preguiçar-te,
Se souber bem.
Ou abraçar os joelhos ao peito.
E deixa que o corpo rode para um dos lados.
E descansa aí por um momento.
Em posição fetal.
Saboreando este estado de presença.
E quando decidires abrir os olhos deixas que eles pousem em algo agradável neste espaço em que estás.
E levanta-te devagar.
Levando este descanso e segurança contigo.
Obrigada por praticares comigo.
E até breve.