46:29

A Dor de Ter Compulsão Alimentar

by Aline Merlim

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Nesse episódio eu abro meu coração sobre a minha experiência com a compulsão alimentar. Ter compulsão alimentar é algo difícil de admitir! Além de ser um assunto que ninguém fala sobre, a gente ainda se acha inadequada por acreditar no papo de quem diz que "é só fechar a boca". Aqui eu compartilho a minha experiência pessoal e a dor que eu senti ao passar por esses episódios que nos tiram a confiança e nos colocam lá no chão!

Transcrição

Olá,

Seja muito bem-vinda!

Me chamo Aline Merlin e eu ajudo mulheres a quebrarem o ciclo da compulsão alimentar e viver uma vida mais leve,

Na balança e na mente.

Aqui eu vou falar tudo o que você precisa ouvir para vencer a compulsão alimentar e viver com a leveza e entusiasmo que você busca.

Hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre a dor da gente ter compulsão alimentar.

Vamos lá,

Vamos falar sobre isso,

Né?

Alguém tem que falar sobre,

Então vamos ser nós.

Eu decidi também contar um pouquinho de mim porque eu não aguento mais ver tanta mulher maravilhosa carregando esse peso,

Esse piano,

Parece que a gente carrega um piano nas nossas costas quando a gente tem compulsão alimentar.

Inclusive,

O meu maior impulso assim para não,

Eu preciso falar sobre isso foi na sexta-feira quando eu atendi uma australiana com compulsão alimentar e ela tava assim,

Ela tava bem resistente,

Sabe,

De procurar ajuda e tudo mais,

Mas conforme a gente foi conversando,

Conforme eu falei pra ela,

Mas eu também tive compulsão alimentar,

Né?

Eu mostrei a minha foto do perfil,

Até postei nos stories sobre isso,

Mostrei minha foto do perfil,

Aquela há muitos anos atrás,

Que eu tô bem mais cheinha,

Né?

E ela não acreditava e ela tava assim,

Meu Deus,

Eu achava que eu era a única pessoa que tinha compulsão alimentar,

Porque as minhas amigas,

Ninguém tem,

Ninguém fala,

Ninguém nunca mencionou isso,

Né?

E eu não sabia o que que era até que eu comecei a achar que o meu comportamento de pegar o carro,

Dirigir até as lojas de conveniência ou até os drive-thrus da vida,

Comer horrores,

Me sentir culpada,

Sentir todos aqueles sentimentos ruins,

Até que eu me dei conta que isso talvez não fosse tão normal.

E aí eu comecei a pesquisar sobre e eu descobri que o que que era compulsão alimentar,

Né?

Então,

Gente,

Só pra vocês terem uma ideia,

Quem tem compulsão alimentar se sente totalmente sozinho,

Né?

Porque como eu falei no início,

É algo muito vergonhoso,

Né?

A gente não gosta de admitir nem pra gente que a gente tem compulsão alimentar.

O que que é?

Qual a definição de compulsão alimentar,

Tá?

Compulsão alimentar é a ingestão de grandes quantidades,

De grandes quantidades de alimento em um curto período de tempo,

Tá?

Sem que a gente tenha fome,

Sem que haja necessidade da gente consumir esses alimentos,

Certo?

E aqui é importante a gente ressaltar a diferença entre compulsão e comer excessivamente,

Né?

Porque tem muita gente que se rotula,

Né?

A gente tem essa mania,

Né?

Principalmente nós mulheres,

A gente tem essa mania de nos rotularmos.

Então,

Ah,

Eu tenho compulsão.

Ah,

Mas por que que tu acha que tu tem compulsão e tal?

Aí tu começa a perguntar,

Aí a pessoa fala,

Todo final de semana eu como precisava,

Tá?

Então,

Gente,

Isso não é compulsão,

Tá?

Isso é o comer excessivo,

Geralmente acontece em eventos sociais,

Final de semana,

Quando a gente tá mais relaxado e não tá controlando tanto a alimentação,

Tá?

Então,

Compulsão alimentar é uma ingestão grande,

De grandes quantidades de comida em um curto período de tempo,

Digamos assim,

Duas horas,

Tá?

E a compulsão,

Ela é,

Ah,

Eu já começo a ficar nervosa,

Tá?

Mas vamos lá.

A compulsão,

Ela é,

Ela vem acompanhada de um sentimento muito forte de descontrole,

Tá?

Então,

O que que acontece?

Quando a gente tá tendo um episódio de compulsão,

E vocês vão conseguir se identificar com isso,

É como se a gente sentisse um impulso muito grande de,

Não,

Eu preciso buscar alguma coisa agora.

E parece,

A sensação que dá é que a gente não tá consciente disso,

A gente não tem consciência,

A gente não tá tendo escolha de ir buscar algo ou não,

Tá?

Vocês já sentiram isso?

É,

Por exemplo,

Assim,

Ó,

Eu tô,

Sei lá,

Tô aqui trabalhando,

Né,

Agora pessoal trabalhando de casa,

Eu tô aqui trabalhando,

E aí do nada eu tô empacada,

Não consigo progredir,

Não consigo evoluir no que eu tô fazendo.

Quando eu me dou conta,

Eu já tô lá na frente da geladeira,

Eu já tô lá abrindo o armário pra catar alguma coisa pra comer,

Né?

E a gente vai lá e manda pra dentro.

Quando a gente se dá conta,

A gente já comeu meia barra de chocolate,

Tá?

Geralmente esses episódios também acontecem quando a gente tá sozinho,

Né,

Por quê?

Por causa da vergonha,

Né,

A gente não quer que outra pessoa veja que a gente tá ali comendo descontroladamente,

Certo?

Aconteceu comigo ontem à noite,

A Mari falou.

Pois é,

Mari,

Pois é.

E é bem isso,

Né,

É uma coisa assim que parece incontrolável e quando a gente se dá conta,

Já foi,

E aí já vem aquele sentimento de culpa,

Aquela vergonha,

Aquela frustração,

Né,

E o pensamento de não,

Na próxima vez eu vou conseguir controlar.

E uma coisa muito importante da gente falar é que compulsão alimentar não tem nada a ver com força de vontade,

Né?

Eu tenho muitas,

Muitas,

Muitas mulheres que chegam em mim e falam,

Ai,

Eu preciso tomar vergonha na cara,

Né,

E ter mais força de vontade para eu parar com esses episódios de compulsão alimentar.

Gente,

Não tem nada a ver,

Tá?

Vamos deixar isso claro?

Não tem nada a ver com força de vontade,

Não tem nada a ver com tomar vergonha na cara,

Tá?

Compulsão alimentar é um distúrbio,

É reconhecido como um distúrbio alimentar,

Tá?

Ou seja,

É um distúrbio do cérebro,

Digamos assim,

Tá?

Então não tem a ver com força de vontade.

O que a gente faz é que todo mundo fala,

Né,

É só ter força de vontade,

É só fechar a boca,

É só não comer,

É só não abrir a geladeira.

Para quem não tem compulsão alimentar,

É fácil falar isso,

Né?

Para quem não entende o que que é,

É fácil falar isso.

Nossa,

Fiquei branca.

Mas na verdade,

Não é assim,

Né?

E quando a gente escuta isso,

Para as pessoas que têm compulsão alimentar,

A gente se sente pior ainda,

Né?

Porque,

Nossa,

Todo mundo consegue controlar a alimentação,

Menos eu,

Né?

Vocês entendem o quão,

Contrário de benéfico,

O quão maléfico é isso para a gente e o quanto isso acaba nos jogando cada vez mais para dentro do ciclo da compulsão alimentar?

Sinais.

Comer muito,

Em grande quantidade,

Sem estar com fome,

Né?

Sem ter a necessidade de estar comendo.

Se esconder para comer,

Que a gente comentou aqui,

A Mari também comentou.

Tristeza ou culpa após o episódio,

Que eu também já comentei,

Tá?

Isso são alguns sinais que a gente pode identificar,

Que a gente vai ver no episódio de compulsão alimentar,

Tá?

Quais são as causas?

Eu recebi uma pergunta também que dizia assim,

Se a compulsão alimentar estava sempre ligada ao emocional,

Né?

E indiretamente,

Eu diria sim,

Tá?

Só que tem diferentes causas,

Né?

Diferentes triggers,

Enfim.

E as causas mais comuns,

Né?

Dieta restritiva,

Causas emocionais,

Claro,

Ansiedade,

Depressão,

Enfim,

Sentimentos,

Né?

Essas têm a causa emocional,

A causa da dieta restritiva.

Dieta restritiva causa muita compulsão alimentar e eu arrisco dizer que é por isso que hoje em dia a gente tem cada vez mais pessoas com compulsão alimentar,

Tá?

E insatisfação com a aparência,

Tá?

Essas três causas são muito grandes e muito fortes,

Contribuem muito para a compulsão alimentar,

Tá?

E as consequências disso,

Bom,

Tem consequências emocionais,

Tem consequências físicas e tem consequências sociais,

Né?

Então,

Consequências emocionais,

Claro,

A gente fica frustrada,

A gente se sente a pior pessoa do mundo,

A gente fica lá com autoestima,

Autoconfiança lá no dedão do pé,

Né?

Consequências físicas,

O autoconsumo desses alimentos podem nos causar sobrepeso,

Obesidade,

Diabetes,

Hipertensão,

Enfim,

Todas essas doenças crônicas que podem estar relacionadas ao consumo excessivo de alimentos,

Né?

E aqui,

Gente,

Cabe ressaltar que a compulsão alimentar não escolhe alimento,

Tá?

Então,

Eu,

Em muitos episódios,

Eu já comi doce,

Né?

Se tem doce,

Eu comia doce,

Mas quando não tem doce ou quando não tinha nada assim,

Sei lá,

Croissant,

Pão,

Enfim,

Quando tu tá num episódio de compulsão,

Tu não vai escolher o que tu vai comer,

Tu não é seletivo,

Tu simplesmente quer comer,

Né?

Tem essa coisa de,

Não,

Eu simplesmente quero colocar pra dentro,

Né?

Então,

Também é diferente um pouco do que no comer emocional,

Que no comer emocional a gente tá buscando,

Né?

Aquele alívio do açúcar,

Da gordura,

Mas a gente ainda é mais seletivo do que num episódio de compulsão alimentar,

Tá?

No episódio de compulsão alimentar,

Não existe seletividade,

Eu que tiver na frente,

Eu vou comer,

Né?

Se eu tiver só vegetais,

Eu vou comer só vegetais e muitas,

Muitas pessoas comentam,

Gente,

Que acabam fazendo mistura e falam assim,

Ah,

Eu tinha pepino com mumu,

Eu já comi,

Eu já gostei,

Mas não foi no episódio de compulsão,

Tá?

Mas,

Assim,

De tu misturar alimentos que não tem nada a ver entre si,

Sabe?

Nada a ver,

Nada a ver,

E te satisfazer,

Né?

Por quê?

Porque esses alimentos estão satisfazendo um buraco que tu tá tentando tapar ali,

Né?

E aí a gente entra na parte mais sensível da live,

Né?

Sejam legais.

No meu caso,

Foi por questões emocionais,

Foi por ansiedade,

Tá?

Aí,

Claro,

Né?

Eu ficava ansiosa,

Aí a mente do ansioso,

Gente,

Ó,

Um comentário aqui,

Ó,

Pois é,

Pois é.

É justamente isso,

E é por isso,

Gente,

É por esse tipo de comentário que eu resolvi vir aqui falar sobre isso,

Tá?

Porque parece que é um tabu,

Sabe?

Principalmente hoje em dia,

Parece que as coisas são muito fáceis na alimentação,

É só fechar a boca e se mexer mais,

E se exercitar mais,

E aí parece que quando a gente não consegue fazer isso,

Né?

Quando a gente tem um episódio de compulsão alimentar,

Ou vários episódios de compulsão alimentar,

Enfim,

Nós somos inadequadas,

Né?

A gente não se encaixa.

Todo mundo consegue controlar a sua alimentação,

Menos eu,

Né?

Então,

Mari,

Tamo junto.

Vamos lá.

Aí,

Eu tô falando isso do ponto de vista do que eu experienciei,

Tá?

Cada ansiedade,

Cada pessoa vai ter diferentes triggers,

Vai ter diferentes manifestações,

E eu vou falar da minha experiência,

Né?

Então,

O que que acontece?

Ansiedade também é uma coisa que a gente não fala,

Né?

A gente não conversa sobre ansiedade.

E aí,

O que que acontece?

A gente também se sente inadequada,

Só que,

Muitas vezes,

Eu demorei muito tempo pra entender que os pensamentos que eu tinha,

Os comportamentos que eu tinha,

Que eram em decorrência da ansiedade,

Não eram normais,

Né?

Então,

Por exemplo assim,

Pensamentos catastróficos,

Tá?

Tu vai,

Sei lá,

Tu vai ir pra faculdade,

E aí na tua mente,

Isso é um exemplo,

Tá?

Na tua mente,

O ônibus quebrou,

Aí começou a chover,

Caiu um raio,

Um passageiro do ônibus tá tendo um ataque cardíaco,

E a tua mente vai,

Vai,

Vai,

E é assim,

É sempre imaginando os piores cenários.

É sempre imaginando e focando nas piores coisas que podem acontecer,

Né?

Ah,

Vão,

Sei lá,

Vão me sequestrar,

Né?

No Brasil,

Quando eu tava lá,

Que era quando eu era muito mais ansiosa,

Aqui eu tô aprendendo a lidar,

Porque eu entendi que eu era ansiosa,

Né?

Então,

No Brasil,

Assim,

Tinha toda essa questão de sair e dirigir de noite,

Tá sozinha no carro,

Tudo isso,

Sabe?

Então,

É aquela tensão constante,

Né?

E aí,

O que que acontece?

Esses pensamentos catastróficos,

Eles nos geram sentimentos,

Nos geram sensações físicas,

Tu tá lá suando,

Gente,

Olha,

Vocês conseguem ver que eu tô meio vermelha?

Eu tô quente,

Eu tô quente.

Isso é um pouco da ansiedade que eu tava sentindo antes dessa live,

Né?

Por quê?

Porque daí eu comecei a pensar,

Cara,

Mas e vai que a minha internet cai?

Mas e se o Instagram não salvar a live?

Mas e se.

.

.

Mas e se daí eu parei,

Assim,

Não,

Aline,

O que que é isso?

Vai dar tudo certo,

Né?

Por isso que eu disse que as mensagens que vocês me mandaram foram muito importantes,

Assim,

Porque é um suporte,

Sabe?

É uma coisa de não,

Calma,

Aqui é esse crítico,

Esse diabinho que tá aqui no teu ouvido falando,

Né?

Esse diabinho chamado ansiedade.

E aí,

Eu passei o dia trabalhando esses pensamentos,

Regando pensamentos bons,

Me imaginando vindo aqui,

Falando com vocês e vocês conseguindo compartilhar a experiência de vocês e a minha experiência adicionando valor na vida de vocês,

Né?

Porque quando a gente vê que a gente não tá sozinha,

Isso é muito poderoso,

Né?

Quando a gente vê que nós não somos as únicas passando por isso.

Gente,

Lembra do caso da paciente australiana que eu atendi na sexta?

Ela tá do outro lado do mundo.

Ela passa por isso também,

Né?

Então,

Assim,

É muito poderoso quando a gente entende isso,

Né?

E a Mari comentou,

Ainda a crinologia sempre passou o remédio,

Mas eu não quis tomar.

Então,

A gente tem que ver,

Né?

Nem todos os casos são pra medicação,

Mas tem casos em que a medicação ajuda muito,

Né?

Então,

Com certeza,

Os teus médicos,

Os profissionais que estão te acompanhando vão te indicar o melhor caminho pra tu seguir,

Né?

Mas eu ainda diria que se tu não quis tomar,

Eu ainda diria pra tu,

Se tu te sente muito ansiosa,

Procura ajuda,

Né?

Mesmo que não seja medicamentosa,

Mas procura ajuda,

Né?

Porque é muito importante a gente trabalhar isso.

É muito,

Muito,

Muito importante.

E aqui eu não falo só na questão da compulsão alimentar,

Mas dos sentimentos,

Da nossa realidade,

Porque a nossa realidade é moldada pelos nossos pensamentos,

Né?

Então,

Tu acaba tendo uma visão de mundo que a tua mente ansiosa te permite ter,

Né?

E não,

Enfim,

Isso pode ser assunto pra uma outra live também,

Né?

Mas então,

O que que acontece,

Né?

Com essas sensações físicas de mal-estar que a gente tem,

A partir desses pensamentos,

Desses sentimentos que a gente rega na gente,

Né?

Parece tão ilógico,

Né?

Tu sabe que não tá te fazendo bem e tu vai lá e continua regando aquilo,

Né?

Mas enfim.

E aí,

O que que acontece?

A gente busca um alívio.

A gente busca um alívio.

Onde que a gente busca?

Na geladeira,

No armário,

Né?

E isso,

Né?

É porque a gente não sabe lidar com os nossos sentimentos.

É porque a gente não tá conseguindo lidar com aquilo tudo que tá acontecendo.

E,

Gente,

Como eu comentei também,

A compulsão alimentar,

Né?

Ela acontece escondida,

Né?

A gente se esconde pra ter uma pessoa de compulsão alimentar,

Enfim,

A gente não vai ter na presença de outras pessoas,

Justamente por ser algo muito vergonhoso,

Né?

E ninguém quer admitir pra si mesmo,

Né?

Como eu comentei antes,

A gente não quer admitir pra gente mesma que a gente tem compulsão alimentar.

Quem dirá?

Admitir pras outras pessoas,

Né?

Por isso que é difícil.

Quanto menos a gente fala sobre o assunto,

Mais a gente acaba tendo compulsão alimentar.

E isso,

Na verdade,

É pra tudo,

Né?

Tudo na nossa vida.

Quanto menos a gente fala sobre alguma coisa,

Menos a gente entende aquilo.

Quanto menos a gente entende aquilo,

Menos a gente consegue transformar,

Né?

Então,

É por isso que é importante a gente conseguir quebrar esse ciclo,

Né?

Quebrar esse ciclo de frustração,

Compulsão,

Frustração,

Né?

Que nem sempre,

Pra quem tem compulsão alimentar,

É simples de ser quebrado,

Né?

E,

Principalmente,

Gente,

No mundo atual que a gente vive,

Né?

Redes sociais,

Usas fitness,

Todo mundo tem tanquinho,

Todo mundo tem o corpo perfeito,

Todo mundo controla as calorias,

Todo mundo controla tudo que tá comendo.

Como é que a gente se sente?

A gente se sente a pior pessoa do mundo.

Todo mundo consegue,

Menos eu.

Tudo isso que a gente acaba sendo expostas ou nos expondo,

Né,

Na internet,

E é por isso que eu falo que é importante a gente cuidar muito do conteúdo que a gente tá consumindo,

Porque esses tipos de conteúdo,

Se a gente tem,

Pra quem tem episódio de compulsão alimentar,

Tá?

Tu abre o Instagram e tu vê as pessoas em tanquinho,

As pessoas controlando tudo que elas estão comendo,

Teus sentimentos sobre ti mesma,

Tuas percepções sobre ti mesma vão ser muito negativas,

Vão ser muito negativas,

E a gente acaba alimentando cada vez mais essas sementinhas negativas,

Né?

A gente começa a se odiar,

A gente começa a crer essa nossa insatisfação com o nosso corpo,

E o que que acontece?

Aumenta a nossa busca por alívio,

Né?

Por isso que é um ciclo,

A compulsão alimentar acontece em ciclos,

E por isso que é importante a gente entender onde que a gente pode quebrar esse ciclo,

Né?

Deixa eu ver aqui os comentários de vocês.

Como a gente se sente?

Exatamente,

Pathy.

É,

A Marulo,

Exatamente,

Pathy também.

Eu fiz uma limpa de seguidores nessa quarentena exatamente por isso.

Sim,

Sim.

Parece bobo,

Né,

Gente?

Mas se a gente parar pra pensar,

No Insta a gente não tem muito poder de escolha também de qual conteúdo a gente tá buscando,

Né?

A gente é bombardeado,

Tem sponsor,

Tem pessoas que às vezes a gente nem lembra que a gente se guia e começa a pipocar no nosso feed,

Né?

E a gente tá ali só indo pra baixo,

Né?

Scrolling down e absorvendo aquilo.

E muitas vezes,

Falar pra vocês que muitas vezes,

E eu já passei por isso,

Tá?

A gente acaba vendo isso e na hora a gente não sente muito,

Né?

A gente não se compara,

A gente não.

.

.

A gente tá de boa,

Né?

A gente viu ali,

Ah,

Não me afetou.

Só que afeta,

Porque vai afetar quando tu tiver um episódio com opção alimentar,

Quando tu não for na academia,

Quando tu estiver com preguiça,

Quando tu comer alguma coisa diferente,

Tu vai lembrar daquilo,

Né?

E aí,

De novo,

O que a gente vai se sentir?

Inadequadas.

E agora,

Então,

Eu vou contar a minha parte,

Que eu falei que seria bem vulnerável,

E a parte sentimental dessa live.

Eu tinha muitos episódios com opção alimentar,

Tá?

Aqui a gente fala binge eater,

Tá?

E eu tinha muitos,

Muitos,

Muitos.

Só que eu não sabia também o que que era,

Né?

Eu não sabia isso,

Sabia que eu tinha uma vontade de buscar alguma coisa e eu ia lá e buscava,

Né?

E aí depois eu sentia frustrada,

Culpada,

Enfim,

Tudo isso que a gente já comentou,

Né?

E isso também afetava o lado social,

Né?

Inclusive,

Assim,

De recusar saídas porque eu tive um episódio com opção alimentar.

Ah,

Mas por que?

O que que tem a ver?

Quando a gente tem episódio com opção alimentar,

A nossa autoestima,

A nossa autoconfiança somem,

Né?

Fica lá no negativo.

E aí,

A gente não tem vontade de sair,

A gente não tem vontade de ver outras pessoas.

Por quê?

Porque tu tá te sentindo que nem o emoji que a Pathy colocou ali,

Né?

Tu tá te sentindo um cocôzão,

Né?

Então,

Por que que tu vai querer sair?

Quem é que vai ter interesse em assistir o teu episódio com opção alimentar,

Né?

O ideal sempre é se comparar a gente com o nosso passado e não com o outro.

Exatamente,

Né?

Só que a gente também cresceu numa sociedade muito competitiva,

Né?

Que a gente sempre tinha que ser o melhor.

Então,

A gente tá sempre competindo.

E a gente tá sempre competindo com os outros,

Né?

E a gente sempre vai achar que os outros são melhores que a gente.

Então,

É muito legal esse assunto também,

Hein?

Então,

Assim,

Ó.

A primeira vez que eu passei,

Assim,

Que eu tô contando pra vocês,

Da compulsão alimentar,

Eu era adolescente,

Tá?

Eu era adolescente,

Nem sabia da vida,

Né?

Inocente.

E,

Ah,

Então eu não sabia o que que tava acontecendo,

Não sabia que eu tinha,

Que eu tava ansiosa,

Não sabia o que que os meus pensamentos estavam fazendo comigo.

Eu só sabia que eu tinha esses momentos que eu comia mais mesmo sem estar com fome.

E aí,

Tá,

Fui,

Tentei na minha jornada de emagrecimento também,

Quem me acompanha há mais tempo já ouviu,

Né?

E aí eu comecei a entender tudo o que tava acontecendo,

Né?

Comer emocional,

Compulsão alimentar,

Relação com a comida,

Eu tentei fazer muita dieta antes disso,

E isso também contribuiu pros meus episódios de compulsão alimentar,

Né?

Lembra que eu falei que uma das causas são as dietas restritivas?

Pois é.

E aí,

Beleza,

Fiz a minha jornada de emagrecimento,

Tava super tranquila,

Super de boa.

Era bem menos ansiosa,

Tava já há alguns anos sem nenhum episódio compulsão alimentar.

O que que aconteceu?

Vim pra Austrália,

Fui morar fora,

Né?

E quem mora fora,

Quem tá me assistindo aí e mora fora,

Vai saber como é que é,

Né?

Parece que a gente,

Os parafusos tudo afrouxam,

Né gente?

A gente fica tanta da cabeça,

Né?

Um carrocéu de emoções,

Tu não tá trabalhando na tua área logo que tu chega,

Com algumas exceções,

Mas em geral a gente não trabalha na nossa área logo que a gente chega.

São horas e horas de trabalho,

Qualquer tipo de trabalho,

Que seja estudo,

Que seja trabalhar pra ganhar dinheiro pra pagar o visto,

Né?

Então a gente tá sempre,

Sempre nisso,

Né?

Fora que é toda uma readaptação,

Né?

Por mais que eu tenha estudado inglês no Brasil,

Eu cheguei aqui e eu não entendia o sotaque australiano,

Não entendia,

Sabe?

Eu tinha dificuldade mesmo,

Tanto é que no avião a aeromoça me ofereceu,

Ela perguntou assim,

Would you like some water?

Ela perguntou se eu queria água,

Né?

Daí eu falei,

Sorry,

Desculpa,

E ela falou assim,

Water,

Something to drink,

Daí eu,

Ah,

Water,

Porque eu tinha aprendido inglês americano.

Então assim,

Tudo isso,

Todos esses pequenos detalhes que a gente na hora também não relaciona,

Acabam virando,

Né?

Virando uma bola de neve e em algum momento explode.

Resumo da história,

Em três meses que eu tava aqui,

Eu engordei seis quilos,

Né?

Então assim,

Eu estava tendo vários episódios de compulsão alimentar,

Né?

E trabalhando bastante fora,

Meu noivo trabalhando bastante fora também,

Então foi um desafio bem grande até tu te ambientar,

Né?

Que nem a gente fala,

Até tu te ambientar,

Até tu te acostumar,

Até tu te adaptar com a nova cultura,

Com a nova língua,

Com a tua nova situação,

Né?

Imagina eu sair da casa dos meus pais e vir pro mundo literalmente,

Né?

Pagar conta,

Pagar visto,

Ir atrás dos objetivos,

Né?

E quando eu me dei conta disso,

Gente,

Desses três meses que eu tinha engordado seis quilos,

Eu ia ficar apavorada,

Né?

Porque eu pensei,

Não,

Não posso deixar isso acontecer de novo,

Né?

Ah,

Peraí,

Tem uns comentários aqui.

A Márcia falou,

Nessa quarentena me peguei entrando numa compulsão alimentar.

Pois é,

Ó,

E mais uma situação que a gente dá uma despirocada,

Né?

Que é a ansiedade do incerto,

A gente não sabe o que vai acontecer amanhã,

É a gente se dá conta da nossa fragilidade na vida,

Né?

Isso com certeza,

Sim,

Foi um grande baque pra todo mundo,

Né?

E sim,

Muitas pessoas,

Márcia,

Não é só tu,

Tá?

Eu recebi várias mensagens,

Assim,

Dizendo que ou que a quarentena tá gerando compulsão alimentar ou que tá retomando,

Né?

Então é uma coisa que a gente precisa estar de olho,

Mas o que é isso?

São os sentimentos,

Né?

E a gente não aprende naturalmente a lidar com sentimentos,

Ninguém nos ensinou,

Tá?

Então,

Por isso que a gente tem que aprender,

Tá?

Bem isso,

Desafio atrás de desafio.

Eu também aumentei o peso quando me mudei,

Somos todos humanos.

Exatamente,

Exatamente,

Cami.

E assim,

Pra mim,

Essa virada,

Sim,

Aconteceu quando eu olhei e entendi o que tava acontecendo,

Né?

Entendi o que que tava me levando a ter esses episódios de compulsão e principalmente entender que aquilo era passageiro,

Que aquilo fazia par,

Aquilo que eu me refiro às atividades que eu tava fazendo,

Né,

O trabalho,

Enfim,

As horas de trabalho,

Tudo aquilo que eu tava fazendo fazia parte de um plano maior,

Né?

E a partir disso,

A gente começa a trabalhar todos esses sentimentos,

Né?

E aí que a gente fala de ressignificar,

Né?

Então,

Eu precisei olhar pro problema pra entender o que que tava acontecendo e trabalhar uma maneira daquilo não me afetar mais,

Né?

Então,

Mas claro que foi dolorido a gente olhar,

Né?

Sempre é dolorido a gente olhar pro problema,

Né?

E é um exemplo assim que eu dou muito pra vocês entenderem,

É qualquer coisa na vida,

Tá?

Mas vamos falar aqui de compulsão alimentar que é o nosso assunto hoje.

É que nem cartão de crédito,

Sabe quando tu tá lá usando o cartão loucamente,

Loucamente,

Loucamente,

Sem checar o extrato,

Sem controlar onde é que o dinheiro tá indo,

Sem controlar quanto tu ainda tem de saldo.

E quando tu vê,

Se tu não parar um momento,

Olhar praquilo que tá acontecendo,

Ver onde que o dinheiro tá indo,

O que que tu pode mudar ali pra não ficar,

Pra não estourar,

Isso aí,

Essa bomba vai,

Vai explodir a qualquer momento,

Tá?

E com a compulsão alimentar é assim também,

Tá?

E por eu ter passado por isso também,

E por eu trabalhar tão de perto com mulheres que passam por isso também,

É que eu não aguento mais,

Eu sofro quando eu vejo as mulheres passando por isso,

Porque é algo que a gente não precisa passar,

Sabe?

É algo que tem como a gente lidar de outra maneira,

Só que ninguém fala sobre isso,

Né?

Ninguém fala.

Ninguém nunca diz que também,

Nossa,

Eu também tô passando por isso,

E aí que entra o poder do eu não estou sozinha,

Né?

O poder da gente saber que a gente não tá sozinha,

Né?

E eu,

Ainda bem,

Quando eu comecei o meu processo de emagrecimento,

Eu encontrei uma profissional maravilhosa,

Uma nutri maravilhosa,

Que me conduziu nesse caminho,

Sabe?

E acho que ela tem um dedinho nisso aí também,

De eu estar nessa área também,

Né?

A gente acaba se perdendo,

Né?

A gente se perde da gente mesma,

E a autoestima,

A confiança,

A gente se sente um lixo,

Né?

Literalmente,

A gente se sente um cocôzão,

Né?

A gente se sente totalmente inadequada,

Porque a gente sempre vai pensar que é só gente.

Por quê?

Porque é um assunto que ninguém quer falar,

Né?

Então,

Cá estamos falando sobre isso.

A Mari,

Eu resisto em procurar ajuda.

Pois é,

Mari,

Sabe?

De novo,

Isso também não é só tu,

Né?

Eu acho que a maioria das pessoas,

Assim.

.

.

Eu por um tempo também resisti,

Mas eu resisti mais por ignorância de não saber o que estava acontecendo,

Sabe?

Só que quando eu procurei ajuda,

Quando eu entendi o que estava acontecendo e fui atrás de ajuda,

Tudo melhorou muito,

Sabe?

Então,

A gente tem que tentar entender o que está acontecendo,

Né?

E quando a gente não tem pés nem mãos pra andar sozinha nessa trilha,

É bom a gente procurar profissionais pra nos ajudar nisso,

Né?

Porque a gente não tem que saber lidar com isso,

Né?

Ninguém nos ensina,

A gente não tem nem educação nutricional na escola,

Né?

A gente não tem,

Então como é que a gente vai saber lidar com isso,

Né?

Mas tudo a seu tempo,

Né?

Tudo a seu tempo.

E falar sobre isso,

Começar a falar sobre isso já é um grande caminho pra gente se colocar no caminho de pedir ajuda,

Né?

Mas não é só tu,

Né?

Eu acho que 98% das minhas pacientes de consultório com compulsão alimentar,

Elas também resistiram por muito tempo procurar ajuda,

Né?

Por quê?

Porque daí é aquele pensamento de não,

Na próxima vez eu vou ter foco,

Eu vou ter vontade,

Eu vou ter motivação e não vou ter outro episódio de compulsão.

Aí,

O que acontece?

A gente tem outro episódio de compulsão,

Se sente frustrada,

Tem mais outro episódio de compulsão,

Busca escape,

Né?

Então é o que eu falei do ciclo antes,

A gente precisa quebrar esse ciclo,

Né?

A gente precisa.

Ah,

Obrigada,

Cami.

A Cami falou,

Tu é maravilhosa por falar disso abertamente.

Gente,

Não é fácil,

Tá?

Por isso que eu entendo quando as pessoas resistem a procurar ajuda,

Porque não é fácil,

Não é fácil mesmo,

Tá?

Então,

Primeiro passo,

O que é a gente admitir pra gente mesma que a gente tá tendo episódio de compulsão alimentar,

Né?

Enquanto a gente não admitir pra nós mesmas,

A gente não vai conseguir melhorar isso,

A gente não vai conseguir transformar,

Tá?

Por quê?

Porque a partir do momento em que a gente admite,

A gente consegue entender o que tá acontecendo,

Né?

De novo,

A história do cartão de crédito.

Se a gente não admite que alguma coisa ali não tá acontecendo muito bem,

A gente vai continuar passando o cartão de crédito,

Né?

Porque o que os olhos não veem,

O coração não sente.

Mas não é assim,

Né?

Em algum momento,

Bum!

Então,

Admitir.

Admitir,

Por mais dolorido que seja,

Né?

Mas eu espero que depois desse nosso encontro aqui,

Seja um pouco mais fácil pra vocês admitirem pra vocês mesmas que vocês estão tendo o episódio de compulsão alimentar.

Porque muitas vezes também,

E eu já passei por isso,

A gente fala ah,

É,

Não,

Aham,

Tenho compulsão alimentar.

Só que acaba sendo mais um rótulo que a gente se coloca.

E não acaba sendo algo que a gente busca melhorar,

Que a gente busca mudar,

Transformar.

É só aquilo,

Ah,

É,

Não,

Eu sei,

Eu tenho compulsão alimentar.

Ou ah,

É,

Eu sou assim mesmo.

O quanto,

O quão bem isso tá te fazendo,

O quão mal isso tá te fazendo.

A gente tem que analisar isso.

Se a gente tá tendo esses sentimentos ruins,

Se a gente tá com baixa autoestima,

Baixa autoconfiança,

Se a gente tá tendo efeitos sociais,

Físicos,

Emocionais,

Algo precisa ser feito,

Algo precisa mudar.

Então,

Admitir.

Admitam pra vocês mesmas e procurem ajuda.

Procurem ajuda porque é justamente por isso que a gente vive em sociedade.

E cada um tem o seu papel na sociedade e um ajuda o outro.

É por isso que a gente tá aqui,

É por isso que eu fiz um perfil no Instagram,

Pra poder ajudar vocês também.

E nisso também,

Eu só queria adicionar mais uma coisa,

De que a gente,

Vocês já repararam o quanto esses pensamentos,

Esses sentimentos,

Eles acabam sendo destrutivos?

Todos esses sentimentos que a gente tem depois de ter um episódio de compulsão alimentar.

O quão destrutivos tudo isso é,

Né?

Né,

Mari?

É muito destrutivo e a gente acaba,

Mais uma vez,

Regando as sementinhas negativas.

E a gente acaba se sabotando.

Nós somos,

Nós podemos ser as nossas melhores amigas,

E nós devemos ser.

Mas na maioria das vezes,

A gente é a nossa pior inimiga.

Por quê?

Porque eu tenho certeza que vocês também fazem isso,

Tá?

Eu me tratava de um jeito,

Eu me falava coisas que eu jamais falaria pra qualquer outra pessoa.

Ou ainda,

Que eu jamais permitiria que alguém falasse pra mim.

Nunca,

Nunca.

Mas eu tava aqui,

Todos os dias,

24 horas por dia,

Me falando aquelas coisas.

E isso,

O que que acontece?

Escape,

Frustração,

Compulsão alimentar.

Isso só fortalece o nosso ciclo da compulsão alimentar.

Né,

Então por isso que eu digo,

A gente pode ser a nossa melhor amiga,

Mas a gente pode ser a nossa pior inimiga também.

Então cuidado com o que vocês estão falando pra vocês.

Cuidado com os rótulos que vocês colocam.

Se é pra se colocar um rótulo,

Que seja pra entender o que que tá acontecendo,

O que que vocês estão fazendo,

E como transformar isso.

Por exemplo,

Eu costumava também dizer muito,

Ah,

Eu sou ansiosa.

Eu sou ansiosa.

Nossa,

Eu sou muito ansiosa.

E eu costumava dizer,

E dizia assim ó,

Com toda certeza,

E eu sou ansiosa.

E tinha escrito quase na minha testa,

Né.

Só que,

De que que adianta eu dizer que eu sou ansiosa se eu não tô fazendo nada pra mudar isso?

De que que adianta eu sair dizendo que eu sou ansiosa e simplesmente aceitar ser ansiosa?

Não faz sentido,

Né.

Então se é pra gente se rotular,

Que seja pra gente conseguir enxergar o que que tá acontecendo,

Admitir,

Trabalhar aquilo pra poder transformar.

E não regar essas sementinhas negativas que a gente acaba regando,

Porque isso é totalmente autodestrutivo.

Mas vocês merecem se sentir bem,

Vocês merecem se sentir leves,

Vocês merecem se sentir confiantes.

E todos os outros pensamentos e sentimentos positivos que vocês queiram sentir de vocês mesmas.

Porque a gente tá sempre,

A gente se acostuma muito a se colocar lá,

Né.

A gente é o muco do cocô do cavalo do bandido,

Né.

As outras pessoas tão sempre aqui,

E eu tô sempre aqui.

Por quê?

A troco de quê?

A gente tá se destruindo fazendo isso.

A gente tá acabando com a nossa autoestima,

Acabando com a nossa autoconfiança quando a gente faz isso.

Então,

Vamos parar de nos punir com essas palavras que machucam tanto,

Com esses pensamentos que machucam tanto,

Né.

Porque uma coisa eu posso garantir pra vocês,

Que quando vocês começarem a trabalhar.

.

.

Vamos fazer o raciocínio diferente.

Quando vocês começarem a amar o corpo de vocês pelo que ele é,

Eu tenho certeza que esses episódios de compulsão vão mudar.

Claro,

Não é uma coisa simples,

Ah,

Então amanhã se eu acordar dizendo que eu amo o meu corpo,

Eu nunca mais vou ter compulsão alimentar?

Não,

São coisas que a gente tem que trabalhar,

São processos que a gente tem que passar.

Mas,

Esse é o primeiro passo,

Né.

Porque quando a gente gosta da gente,

Quando a gente gosta do nosso corpo,

A gente cuida,

Né.

Quem é minha paciente,

Quem é minha cliente,

Sabe uma musiquinha que eu sempre canto.

Quando a gente gosta,

É claro que a gente cuida,

Né.

E o que que acontece?

A compulsão alimentar,

Ela acaba sendo um comportamento autodestrutivo também,

Né.

Então,

Se eu gosto de mim,

Eu não vou ter esses comportamentos autodestrutivos.

Faz sentido?

Porque pra gente gostar da gente,

A gente tem que trabalhar várias coisas,

Né.

A gente tem que se dedicar,

A gente tem que olhar pra gente com ternura,

Com amor,

Com carinho,

Com autocuidado.

É isso que a gente tem que fazer.

E não ser ali o diabinho no ouvido falando que a gente é isso,

Que a gente é aquilo,

Que a outra pessoa é não sei o que.

Não,

Não,

Porque tu só tá fazendo mal a ti mesma quando tu faz isso.

Entende isso?

Mari,

Sim,

Eu tenho essa dificuldade de olhar pra mim e aceitar como eu sou.

Exatamente.

Ai,

Que linda,

Sim,

Que vai prestar mais atenção aos meus pensamentos.

Ai,

Que bom,

Meninas,

Porque são coisas que a gente não nota,

Sabe?

São coisas que passam batido,

Mas que a gente tá ali o tempo todo,

O tempo todo,

Falando aquilo pra gente.

O tempo todo martelando que a gente é isso,

Que a gente é aquilo,

Que eu não tenho isso,

Que eu não tenho tanquinho,

Que eu não tenho bumbum na nuca,

Que eu não tenho.

.

.

A gente enlouquece.

É too much.

Tenho dificuldade em ter pensamentos positivos.

Mari,

Te dizer que assim,

Até como eu comentei antes,

Até pra vir aqui fazer essa live,

Né,

Eu tava meio ansiosa e tal pra vir aqui falar sobre isso,

Justamente porque é um assunto delicado,

Né?

E vocês imaginam,

Se é um assunto delicado pra gente tratar com a gente mesma,

E a gente demora pra admitir isso pra gente mesma,

Imagina eu vim aqui,

Né,

Online,

E tá plené da cuca mesmo que nem eu tava,

Mas tudo bem,

Valeu a pena.

E são práticas,

Sabe,

Porque os pensamentos,

Eles vão vir,

Imagina que até hoje a tua mente tá funcionando dessa maneira,

Tua mente tá funcionando,

Pensamentos catastróficos,

Pensamentos negativos,

De comparação,

Imagina por quantos anos isso tá acontecendo.

E a partir de agora,

Tu quer mudar isso,

Então não vai ser da noite pro dia,

Né?

Uma dica muito boa,

Que é uma coisa que eu faço,

É pra cada pensamento ruim que eu tenho,

Seja sobre mim,

Seja sobre alguma coisa que eu vou fazer,

Qualquer coisa,

Eu penso em,

Eu replace,

Né,

Eu substituo esse pensamento por três pensamentos positivos,

Três pensamentos bons sobre aquela coisa.

Faz isso depois e me conta como é que vai ser.

Porque é treino,

Né gente,

A gente não vai simplesmente acordar e começar a ter pensamentos positivos,

Simplesmente acordar e dizer nossa,

Obrigada pelo meu corpo,

Não,

É prática,

Né,

É prática.

Ai,

Ju,

Eu fiz uma listinha de afirmações positivas e deixei no espelho pra ler todos os dias,

Super me ajudou.

Exatamente,

A gente tem que se lembrar,

Porque imagina assim,

A gente entra na rede social,

A gente entra no Instagram,

A gente entra em,

Sei lá,

TikTok,

Né,

Eu conheço até as menininhas lá de blusinha com a barriga de fora,

A gente entra,

A gente tá consumindo isso o dia inteiro,

Né,

A gente tá consumindo isso o tempo todo,

E a gente não tá agindo nisso,

Né,

A gente tá absorvendo só aquelas mensagens e se comparando e achando que a menina é muito mais bonita,

Que a menina tem o controle sobre a alimentação dela e eu não tenho,

E de novo a gente volta pro ciclo da compulsão,

Né,

Que é a gente buscar um escape,

A gente buscar um alívio,

Compulsão,

Frustração,

Tá.

Que legal,

Ju,

Que te ajudou essa listinha,

Que a gente precisa se expor a essas coisas boas também pra gente se lembrar.

Só lembrando,

Primeiro,

Vocês não estão sozinhos,

Tem alguém aqui do outro lado do mundo passando pelo mesmo,

Tá.

Lembrem de falar coisas boas pra vocês,

Cuidar de vocês,

Né,

Quando a gente gosta,

É claro que a gente cuida,

Lembrem dessa música,

Lembrem dessa frase,

Né,

Porque se tu não gostar de ti,

Por que que tu vai te cuidar,

Né,

E lembrar de regar essas sementinhas de pensamentos positivos,

De sentimentos positivos,

Né,

Porque assim como na mente ansiosa que a gente comentou anteriormente,

A mente ansiosa,

Catastrófica,

Gera,

Isso muda a fisiologia do nosso corpo,

Né,

Então quando a gente tá ansioso,

O coração passa assim,

A gente fica vermelho,

Olha aqui,

Olha aqui como eu tô vermelho,

Ó,

Tá vendo?

Tô vermelha,

Tô quente,

Né,

A gente sua,

A gente fica às vezes até gagueja,

Né,

Isso tudo são reações fisiológicas,

É a nossa fisiologia se adequando ao estado da ansiedade,

Né,

Ao estado que,

De pensamentos catastróficos,

De tudo,

Né,

Só que a gente consegue mudar isso,

Né,

A gente consegue trazer coisas boas e alimentar essas coisas boas,

Sentimentos bons que vão nos gerar sentimentos físicos bons,

Vão transformar a nossa fisiologia pro bem,

Né,

Pro nosso benefício,

Né,

Então a gente precisa cuidar muito o que a gente fala,

Porque os nossos pensamentos também determinam a nossa fisiologia,

Né,

A nossa mente,

Ela leva tudo ao pé da letra,

Então a gente precisa cuidar aquilo que a gente tá se falando,

A gente precisa cuidar,

A gente precisa escolher o que a gente vai tá falando,

O que a gente vai tá alimentando a nossa mente com,

Né,

Então lembrem,

Lembrem disso,

Tá certo?

E queria dizer pra vocês que eu tava bem nervosa mesmo,

Mas eu sei que,

Ó,

Essas mensagens aí valem muito a pena,

Né,

E se eu quero que mais mulheres consigam tirar esse peso desse piano das costas,

Acho que eu preciso começar por mim,

Né,

Acho que eu preciso promover isso pra vocês.

Então eu fico muito feliz,

Muito obrigada pra quem acompanhou,

Pra quem mandou perguntas e tudo mais,

Chamem as amigas,

Chama a mãe,

Chama quem precisa ouvir essas mensagens e vamos conversar sobre essas coisas que muita gente não fala pra que a gente não se sinta mais sozinha e inadequada,

Nós somos maravilhosas e a gente merece se sentir bem,

Se sentir leve,

Se sentir feliz e todos os outros sentimentos bons que a gente quiser ter.

4.3 (9)

Avaliações Recentes

Marcione

September 19, 2024

Muito obrigado pelo seu esforço. Ajudou muito 🙏

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