
Repousando no Presente: Atenção Plena ao corpo e à Respiração
by Yako Guerra
Nosso corpo e mente estão tão acostumados com a agitação e o barulho que precisamos fazer um esforço na direção contrária, apresentando a eles o lugar oposto, o da pausa, do descanso, da clareza, pra que eles possam se familiarizar cada vez mais e assim conseguirmos reconhecer quando cairmos de novo na rigidez e tensão causadas pela ansiedade e pelo estresse.
Transcrição
E você pode deixar que os olhos se fechem com suavidade.
Nesse momento em que você fecha os olhos,
Já começa a tomar algumas respirações um pouco mais profundas,
Um pouco mais conscientes,
Como se fossem convites para que você esteja presente,
Para que você se perceba habitando o próprio corpo.
Vá entrando em sintonia com os movimentos da respiração,
Percebendo que sensações ela provoca enquanto você inspira,
Enquanto você esvazia os pulmões,
Percebendo o ar passando pelas narinas,
Talvez provocando alguma sensação tátil na entrada do ar,
Sensações na garganta.
Você pode até deixar o abdômen relaxado para que quando você inspire,
Ele se projete,
O ar chegue até o abdômen e na expiração,
Relaxe.
A cada inspiração é sempre uma oportunidade de trazer a sua atenção para o momento presente,
Para o agora,
Percebendo as sensações que esse ar provoca no seu corpo,
Sensações no abdômen,
Nas costelas,
Sensações no tórax e na próxima expiração experimente soltar o ar sem pressa,
De forma consciente até o final,
Acompanhando toda a saída do ar dos pulmões.
Esse é um momento em que o seu corpo pode naturalmente relaxar,
Descontrair.
Na expiração,
Perceba o corpo se expandir e espalhe a consciência por ele,
Como uma fragrância que se espalha por uma sala.
Enquanto você inspira,
Visualize a sua consciência se espalhando,
Preenchendo o corpo e com cada expiração,
Relaxe,
Solte,
Permita que o corpo se estabeleça no seu estado natural,
Sem esforço,
Respirando sem qualquer impedimento e aqui já é uma oportunidade de treinar sua mente equânime,
Lúcida,
Acolhedora e sem julgamento,
Observando a sua respiração,
Deixando que ela entre no seu ritmo natural,
Tentando não controlar a experiência da respiração nesse momento.
Perceba se ela acontece de forma mais curta,
Mais longa.
Pelas próximas respirações,
Tente observá-las acolhendo exatamente como elas são,
Sem rotular como boas ou desagradáveis,
Percebendo elas se apresentando,
Acontecendo no espaço do corpo exatamente como elas são,
Sem colocar um rótulo entre você e a experiência de respirar nesse momento.
Experimenta deixar a mente discursiva,
Um pouco de lado e trazer a sua atenção para os sentidos,
As sensações táteis,
Percebendo que a todo momento elas estão aí,
Surgindo,
Se transformando,
Dando espaço para outras sensações,
Lembrando que a expiração é sempre uma oportunidade de soltar,
Deixar que o corpo repouse na sua mais simples natureza e assim você consiga observá-lo com muito mais clareza.
E agora nós vamos criar mais intimidade com o nosso corpo,
Levando a nossa atenção a partes isoladas,
Sempre com essa qualidade de abertura,
De observação,
De interesse,
Curiosidade.
Traz a sua atenção para o semblante,
Para a fisionomia,
Percebe se existe alguma rigidez,
Alguma tensão e com cada expiração,
Solte,
Relaxe a musculatura da face,
Percebe suas sobrancelhas,
As pálpebras,
A região ao redor dos olhos e relaxe.
Relaxe as bochechas,
Relaxe a mandíbula,
Algumas pessoas também preferem deixar os lábios sempre abertos,
Sem controlar a experiência do rosto,
Deixe tudo repouse,
Relaxe,
Expandindo essa qualidade de soltura,
Fluidez ao pescoço,
Sentindo a garganta,
A região da boca,
Percebendo seus ombros nesse momento,
Preenche os ombros de consciência,
Inspira,
Leva tua respiração até os ombros e na expiração,
Solte,
Descontraia,
Relaxe,
Perceba se existe alguma tendência do corpo de controlar a experiência,
De sustentar alguma rigidez e permita que a expiração dissolva qualquer tensão que encontrar,
Descendo a tensão pelos braços,
Sentindo os braços,
Sem visualizá-los,
Sem dar nomes,
Simplesmente preenche os braços de consciência,
Sentindo o que eu vejo,
Os antebraços,
O ronde,
Percebe as sensações nas palmas das mãos,
No dorso das mãos,
Em cada um dos seus dedos,
Talvez você possa refinar ainda mais a sua percepção,
Enconhecendo se é possível perceber o ambiente a partir do tato das mãos,
Sensações como a temperatura,
Talvez um deslocamento de ar,
Ou sensações sutis que se apresentam de uma forma intensa.
E agora conduza a sua atenção à região do tórax,
Das costelas e do abdômen,
Percebe que nessa região provavelmente estão as sensações mais intensas desse momento,
Experimenta acolher essas sensações sem julgá-las,
Percebe que não há uma obrigatoriedade de rotular essas sensações como boas e se apegar a elas com um pouco de ruim e evitá-las,
Fica com elas exatamente como elas são,
Enquanto o ar entra,
Provoca essas sensações,
Enquanto o ar deixa o seu corpo com um espaço que a gente pode chamar de silêncio também,
Antes de a próxima inspiração ocorrer naturalmente,
Sem esforço.
Agora leva sua atenção às costas,
À coluna vertebral,
Espalha sua consciência pela musculatura das costas,
Sente as escápulas,
Observa quaisquer sensações que existirem aí nesse momento,
E caso perceba alguma sensação mais intensa,
Talvez uma parte que esteja exigindo mais esforço,
Tenta ficar com essa experiência por alguns instantes,
Percebe se ela muda,
Se transforma,
Muda de intensidade,
Sem que você precise rotular e reagir a isso,
Tente deixar a consciência em um lugar de observação.
Na próxima inspiração,
Relaxa as costas,
Ainda que mantendo uma posição de atenção,
De vigilância,
Trazendo a consciência ao quadril,
Ao contato com a superfície de apoio,
Mais uma vez observando as sensações que esse contato provoca,
Sem danões,
Mas com curiosidade,
Como se você estivesse sentindo essa sensação pela primeira vez.
Vai descendo,
Sua atração nas pernas,
Preenchendo os seus membros inferiores,
Sentindo suas coxas,
Percebendo seus joelhos,
As panturrilhas,
Os tornozelos,
Dor sobre os pés,
Calcanhares,
As sensações que perceber na planta dos pés.
E agora respirando um pouco mais profundo,
Encolha o corpo inteiro,
No centro da sua atenção,
Se percebe preenchendo o corpo todo com a sua consciência,
Habitando esse espaço onde surgem as sensações,
Estados emocionais,
Geram a motivação com cada célula,
Cada parte do seu corpo de criar intimidade,
Se familiarizar com essa sensação de estar presente,
Percebendo o que se passa nesse momento no seu corpo.
Um lugar onde você pode repousar a sua atenção,
Descansar a sua mente.
E agora usando a discursividade,
Esse aspecto discursivo da mente,
Leva tua consciência às partes mais internas do corpo,
Como se você conseguisse visualizar ao mesmo tempo o que você sente das células mais internas,
Sentindo os seus ossos,
Chegando à superfície da perna,
Incluindo inclusive o seu campo ao seu redor,
Seu campo energético.
Percebendo o seu corpo como essa área inteira onde surgem estímulos,
Sensações.
Sendo vótulos que te impedem de se conectar com essa natureza simples e sábia.
Com cada respiração,
Descanse cada vez mais,
Repouse,
Solte o corpo,
Realizando mais três respirações conscientes,
Observando a entrada e saída do ar e o espaço entre esses ciclos.
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