
O Labirinto de Chartres
by WCCMYoung
Se você seguir o diagrama do labirinto com seu dedo você começará a entender porque John Main não considerava a meditação simplesmente como um método de oração, mas como uma peregrinação e um meio de vida. Assim como a meditação, realizar com devoção a peregrinação do labirinto ilumina a jornada de nossa vida. Todas as curvas e voltas do labirinto nos ajudam a colocar nossos momentos de acídia e de apatéia, de turbulência e de paz, na perspectiva da concepção global da jornada. Audio: Taynã Malaspina Photo: Foto de Ben Mathis Seibel na Unsplash
Transcrição
Olá,
Bem-vindos,
Bem-vindas a mais um áudio do nosso canal WCCM Young.
Aqui é Tainã Malaspina.
Eu conduzo hoje vocês a um áudio sobre uma leitura de Lawrence Freeman chamada O Labirinto de Chartres.
Quando alguém entra na grande catedral de Chartres,
Na França,
Pela porta oeste,
Dá os primeiros passos sobre um antigo caminho de sabedoria.
É o labirinto de Chartres,
Desenhado com pedras negras no piso da nave central,
Bem abaixo da área de vitrais,
Com a qual partilha o mesmo diâmetro.
Na Idade Média,
Peregrinos pobres que não podiam ir a Jerusalém faziam de joelhos essa peregrinação simbólica até o centro do labirinto.
Ali,
Dentro da catedral,
Viviam em uma jornada interior,
Em comunhão com todos que buscavam sentido,
Fé e renovação.
Como outras mandalas espirituais encontradas em catedrais europeias,
O labirinto de Chartres se tornou símbolo de fé e entrega,
Uma oração com os pés e com o coração.
Se você traçar esse labirinto com o dedo,
Lentamente,
Perceberá porque John Mann não via a meditação apenas como um método de oração,
Mas sim como uma peregrinação e um modo de viver.
Como labirinto,
A meditação nos ensina a ver a vida como um caminho.
Curvas,
Voltas inesperadas,
Momentos de dúvida ou estagnação são colocados em perspectiva,
À luz de um percurso maior.
Começamos sempre do início,
Mesmo que esse caminho espiritual transcenda tempo e espaço,
Ele tem um ponto de partida.
No começo,
Parece que chegaremos ao centro com facilidade,
Mas logo surgem as curvas,
Os retornos e trechos que confundem.
Depois de anos meditando,
Podemos sentir que não avançamos,
Mas se olharmos com o coração,
Veremos que amadureceu a nossa fé,
E é isso que define o verdadeiro progresso espiritual.
As voltas do caminho não são armadilhas,
Não são desafios colocados por um Deus difícil,
Mas sim convites compassivos de um mestre sábio que nos ajuda a desatar os nós mais profundos do coração.
O labirinto nos revela uma verdade essencial,
Não há sentido em medir o progresso,
Porque o caminho não é linear nem mental,
É espiritual,
Cíclico,
Como uma espiral viva.
Tudo o que importa é confiar que estamos no caminho.
O caminho é estreito,
Mas nos leva ao centro da vida,
E a vida é eterna nessa origem silenciosa.
Não precisamos pular etapas,
Se tentamos ir direto de onde estamos,
Para onde queremos chegar,
Sem trilhar o percurso,
A jornada,
Acabamos nos perdendo,
Mas de qualquer ponto podemos sempre,
Sempre recomeçar.
A compaixão de Deus está sempre presente,
E é sentida mais profundamente na constância da jornada.
No centro descobrimos o sentido da caminhada que fizemos,
Tudo o que nos é pedido é seguir adiante,
Com fé,
Quem busca,
Encontra,
A meditação é esse caminho,
É uma esperança vivida,
Não é uma ideia,
Nem uma imagem.
Assim como o labirinto,
A meditação aponta para além de si mesma.
Olhar o labirinto em uma imagem é muito diferente de percorrê-los de joelho.
Assim também é a meditação,
Ler sobre ela,
Falar sobre ela,
Nunca será o mesmo que sentar-se e meditar.
Agora sente-se,
Respire,
Permaneça,
Você está no caminho.
E o caminho leva ao centro.
Que a paz esteja com você,
Até o próximo áudio.
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