Bem-vindos a este momento.
Parabéns por reservarem este intervalo na vossa vida por este gesto de autocuidado.
À medida que nos vamos acomodando na posição mais confortável para nós neste momento,
Interiorizamos este gesto,
Este cuidado,
Este respeito pelo nosso tempo.
Sentados ou deitados,
Podemos agora fechar os olhos ou apenas baixar o olhar.
Notamos como todo o nosso corpo abranda,
Cada parte de nós ganha espaço,
Expande.
Aqui não há pressas,
Não há metas,
Aqui estamos para nós e por nós.
Entreguemos-nos a este aqui e agora.
Lentamente,
Começamos a sentir os ombros a soltarem-se um pouco mais,
O maxilar a relaxar também.
Dissolve-se assim a tensão que talvez possamos trazer no rosto.
A boca pode entreabrir,
A zona dos olhos suaviza e sentimos a cabeça bem posicionada,
Sustentada.
Talvez até um pouco mais leve.
De forma intencional,
Sentimos os movimentos da nossa respiração.
Talvez o ar que inspiramos pelo nariz,
Que viaja suavemente pelo nosso peito,
Ou talvez o ar a abandonar o nosso corpo.
O movimento leve do peito ou da barriga a descer e permitimos-nos uma respiração atenta,
Profunda.
Inspiramos bem como quer trazer o ar para nós,
Para as nossas células e inspiramos também profundamente a expulsando todo o ar.
Ajudamos-nos neste momento de relaxamento.
Reconhecemos esta sensação como se o nosso corpo se fosse libertando das pressões do dia a dia.
Deixamos-nos ir um pouco mais nesta sensação,
No fluir da nossa respiração,
Na inspiração que nos preenche,
Lenta,
Preciosa,
E na inspiração que nos limpa,
Lenta,
Leve.
Todo o nosso ser se dissolve em pura presença.
Aqui,
Apoiados na cadeira,
No tapete,
Na cama,
Vamos-nos dissolvendo.
Os pés soltos,
Repousados.
Os músculos das pernas entregam-se por fim à gravidade.
Sentimos o apoio da superfície que nos ampara.
Estamos seguros,
Estamos tranquilos.
Somos embalados pela respiração,
Por este fluir lento.
A barriga,
O peito que se enchem e se elevam tão sutilmente.
Voltando depois a descer,
Libertando-nos na inspiração tudo o que não nos alimenta,
Tudo o que já não faz falta.
Desfrutamos plenamente deste fluir,
Deste relaxamento.
Todo o nosso abdômen se entrega também a este repouso.
Podemos até abrir um pouco as mãos,
Soltar os dedos,
Libertando fisicamente qualquer resta de tensão.
Somos embalados pela respiração,
Este ar que nos traz paz,
Que nos envolve e liberta.
Inspiramos e expiramos.
Nada nos prende,
Permitimos-nos este flutuar.
Inspiramos e expiramos.
E flutuamos todo o nosso ser assim,
Em relaxamento profundo.
Vemos como é simples este flutuar,
Como nos é natural.
Basta inspirar e expirar.
E flutuamos cada centímetro do nosso corpo leve,
Em expansão,
Pura tranquilidade.
Basta inspirar e expirar.
Lentos,
Em paz.
Basta inspirar e expirar.
E flutuamos todo o nosso ser envolto neste estado de calma.
Num relaxamento profundo e prolongado.
E flutuamos,
Deixamo-nos ir,
Permitimo-nos o tempo que quisermos.
Soltos,
Até da minha voz,
Deste som,
Deixamo-nos embalar o silêncio,
O tempo que quisermos.
E flutuamos.