15:15

Parar, Observar, Escutar

by Paula Beatriz Ribeiro

Rated
5
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
6

Meditação de reflexão para interromper um modo de vida em piloto automático. Aplicação dos princípios de Mindfulness, Atenção Plena, em que interrompemos o ritmo frenético dos nossos dias de forma intencional, sem julgamento. Paramos e permitimo-nos uma pequena pausa, lembramo-nos que não somos máquinas. Ao observar, colocamos alguma distância entre nós e a situação exterior ou interior que estamos a viver. E escutamos. Quando escutamos, permitimos que a situação se revele de forma mais clara para percebemos que caminho queremos seguir para melhor atender às nossas circunstâncias.

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Transcript

Bem-vindos a esta meditação.

Obrigada por estarem aqui,

Por reservarem este tempo na vossa vida para vocês mesmos.

Começamos por escolher a posição mais confortável para nós,

Podendo fazer a meditação sentados,

Deitados ou mesmo a pé.

Basta mantermos as costas direitas,

Sem forçar,

E garantir que a cabeça fica bem apoiada,

Bem suportada pelos nossos ombros.

Da mesma forma,

Decidimos o que é mais cómodo para nós,

Mantendo os olhos abertos,

Semi-cerrados ou totalmente fechados.

Preservando este respeito,

O que nos traz mais conforto e segurança.

Assim,

Estabelecemos a ligação com o nosso próprio corpo,

Ouvindo com atenção as nossas sensações físicas,

Percebendo onde podemos ter alguma tensão e libertando os músculos.

Lentamente,

Sentimos o corpo a repousar,

Os pés,

As pernas,

A barriga,

O peito,

As mãos,

Os braços,

Os ombros e a cabeça.

Essa tensão começa a dissolver-se.

Estamos seguros,

Presentes com todo o nosso ser.

Aproveitamos e fazemos uma respiração mais profunda,

Inspirando pelo nariz e expirando pela boca.

Sabemos que esta é a forma mais rápida de sinalizar à nossa mente que queremos abrandar.

Inspiramos pelo nariz,

Enchendo a barriga e o peito,

E expiramos pela boca,

Soltando todo o ar.

Permitimos-nos este estar,

Este sentir no nosso interior.

E hoje,

Esta prática vem no sentido de nos oferecermos um terreno firme e estável para aqueles dias em que parece que a vida nos puxa em várias direções.

Por vezes,

Vivemos circunstâncias que requerem a nossa atenção dividida por múltiplas tarefas,

E pessoas diferentes.

E pode parecer que não temos escolha,

Que somos uma folha a ser arrastada pela corrente.

É perfeitamente natural e bastante comum.

Todos atravessamos momentos diferentes na nossa vida.

No entanto,

É bom recordar a verdade que todos temos escolha.

Todos temos o poder dentro de nós de trazer um pouco mais de consciência e liberdade à nossa vida.

Temos esse recurso dentro de nós desde sempre.

Não são precisas grandes mudanças nem intervenções.

Basta recordar que podemos fazer este preciso exercício.

De parar a observar e escutar.

Todos temos um minuto em que podemos aplicar esta sabedoria milenar.

Interromper um ritmo frenético simplesmente fazendo a escolha intencional de parar.

Não vamos parar o dia todo.

Isso não é execuível.

Mas sabemos que é possível parar um minuto para trazer paz ao remoinho que por vezes parece querer arrastar-nos.

Não significa que as circunstâncias passem a ser menos agitadas,

Exigentes ou desagradáveis.

Significa que nós repomos a atenção no que é verdadeiramente importante.

A nossa ordem de valores e prioridades.

O simples gesto de parar permite-nos um pequeno descanso.

Ao observar,

Colocamos alguma distância entre nós e a situação que estamos a viver.

Interrompemos a possível sensação de ataque ou de impotência.

E escutamos.

Quando escutamos,

Permitimos que a situação se revele da forma mais clara.

Para percebermos que caminho queremos seguir.

Para melhor cumprir as nossas tarefas.

Atender aos pedidos que nos surgem.

Às vezes até mesmo só atravessar o dia.

Ao escutar,

Damos também tempo ao nosso corpo para nos dizer onde está o desconforto e o que nos está a pedir.

Pode ser algo tão simples como levantar da cadeira,

Beber um copo de água,

Sentir a luz do dia no rosto,

Alongar a coluna e as pernas,

Soltar os ombros e mexer um pouco a cabeça.

Oferecemos-nos uma pequena pausa,

Damos lugar a um maior discernimento e vemos que essa energia que repomos nos mostra qual o passo mais acertado para nós neste momento.

Pode ser perceber que não temos a capacidade de fazer uma tarefa muito exigente a nível cognitivo.

Então vamos tratar das pequenas pendências que possamos ter.

Ou pode ser fazer um telefonema a pedir ajuda.

Ou então escrever uma mensagem ou e-mail a negar algo,

Pois percebemos onde podemos dizer não na nossa vida.

Parar,

Observar e escutar é quase como fazer uma pergunta a nós mesmos.

O que melhor me serve agora,

Neste momento?

E de novo,

Frequentemente não muda a característica desagradável ou difícil de uma situação,

Mas permite-nos sim mudar a nossa abordagem e a forma como queremos encarar um possível problema ou lista de pequenas inconveniências.

Vou deixar que o mundo exterior dite como passo o meu dia?

Ou vou repor a minha liberdade e exercer o meu poder admitindo?

Sim,

Existem estas situações complicadas na minha vida,

Mas eu decido como reagir,

Quando as abordar e até de quais me afastar.

O mesmo se aplica quando parece que são os nossos próprios pensamentos a puxar-nos em várias direções diferentes.

Como num nevoeiro mental,

Não conseguimos levar um pensamento de fio a pavio,

Algo que também é perfeitamente natural.

Não estamos sempre iguais todos os dias e é bom aplicar esta compreensão,

Paciência e gentileza connosco.

Falar como se falássemos com um amigo e oferecermos-nos esta compaixão e bondade.

E se nos sentimos assobrevados pelos pensamentos ou mesmo só cansados porque temos alguma confusão mental,

Recordar este recurso valioso.

Temos o poder de parar,

Observar e escutar.

Quantas vezes for necessário ao longo do dia,

Interrompemos a cascata de pensamentos e sentimos os nossos pés no chão.

A gravidade que nos ampara e segura.

Estamos aqui e agora.

E observamos.

Soltamos fisicamente as mãos,

Deixamos cair os ombros e observamos os pensamentos a passar como balões luar.

Não nos agarramos a eles,

Não resistimos à passagem.

Simplesmente tranquilos na observação.

E escutamos.

Escutamos as sensações físicas que nos percorrem,

As emoções que sentimos.

Escutamos como se fôssemos o nosso melhor amigo.

Permitimos que se revele qual o pequeno gesto que nos trará mais reconforto,

Mais paz.

Agimos em concordância,

Tomando o pequeno passo para cuidarmos de nós da melhor forma possível.

De novo,

Este pequeno exercício não exige grandes mudanças nem atitudes radicais.

Basta regressar à nossa essência e recordar a nossa liberdade,

Exercer o nosso poder.

Num mundo onde quase tudo está fora do nosso controlo,

Está ao nosso alcance reservar o nosso bem estar e fazer escolhas positivas para nós.

Adotar atitudes saudáveis,

Em que decidimos como responder e integrar as nossas experiências.

Não há certos nem errados no nosso caminho.

Não há certezas absolutas.

Há apenas aquilo que podemos escolher no momento,

Com os recursos à nossa disposição,

Em consciência e,

Acima de tudo,

Em amor por nós mesmos e por este mundo que partilhamos tão brevemente.

Permitimos-nos esta escolha,

Esta liberdade,

Este poder.

Ao nosso próprio tempo,

Regressamos ao nosso espaço,

Mexemos um pouco as mãos,

Os braços e abrimos os olhos,

Se os tínhamos fechado.

Bem-vindos de volta.

Obrigada por estarem aqui hoje.

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Paula Beatriz RibeiroPortugal

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