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Entre Estrelas, o Eu que Liberta e o Eu que Nasce

by Rui Martins

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Nesta meditação de respiração e silêncio, viajei para o cosmos interior… onde o vazio era pleno e cada estrela guardava uma memória minha. Ali, vi duas silhuetas douradas — o meu Eu do passado e o meu Eu do futuro. Olhei o passado com gratidão e deixei-o partir. Depois, deixei que a energia do meu Eu do futuro me atravessasse, trazendo-me confiança, luz e direção. Que esta prática te inspire a soltar o que já não és e a abrir espaço para o que estás pronto a tornar-te

Transcrição

Vamos então reiniciar a nossa prática hoje.

Vai ser uma prática mais calma,

Mais tranquila.

Vamos começar a tomar atenção à nossa respiração.

Sem tentar alterar,

Sem tentar modificar.

Vamos apenas testemunhar o ar entrar.

Tentar perceber as zonas por onde ele passa.

Andar pelo nariz,

Passar pela garganta.

Chegar aos pulmões e fazer expandir o abdomen.

E à medida que o ar sai,

O nosso abdomen relaxa.

O ar sai pelos pulmões,

Passa pela traqueia.

E sai do corpo através da boca.

É apenas sentir esse caminho.

Deixar o corpo relaxar.

Podemos fazer alguns sons na respiração.

É apenas libertar o que ficou cá aguardado durante muito tempo.

E então cada vez que deita o ar fora,

Liberta mais um pouco.

Sem esforço,

Apenas soltar.

E à medida que o ar entra,

Vou tentar perceber que zonas do meu corpo movem-se mais livremente.

E que zonas do meu corpo têm mais dificuldade em mover-se.

E será que há outras zonas do meu corpo que exigem maior atenção da minha parte?

Sem criticar,

Sem julgar.

Eu movimento a minha consciência para essas zonas.

Podem ser zonas de maior tensão.

Ou até alguma sensação que eu ainda não sei bem o que é.

São zonas onde o meu corpo quer a minha atenção.

Onde ele precisa comunicar comigo.

Algo que eu tenha fugido ultimamente.

Ou algo que eu tenha desbrazado.

Mas neste momento,

Eu sigo à vontade o meu corpo.

E começo a ter consciência dessas áreas de tensão.

E deixo apenas o ar entrar.

Deixo o ar ativar.

Ar e extensão são áreas de oportunidade.

E vou respirando apenas,

Tranquilamente,

Para essas zonas.

Pode ser uma pressão no peito.

Um nó no estômago.

Ou uma tensão nos ombros e no pescoço.

Seja qual for,

Apenas testemunhar.

Testemunhar.

Sem julgar,

Sem criticar.

Para neste momento,

Vou aumentando um pouco mais a minha respiração.

Mais profundidade.

Inspira pela boca.

E deita fora pela boca.

Inspira pela boca até à barriga.

E deita fora e solta.

Tranquilamente.

Sem esforço,

Sem técnica.

Apenas relaxar.

À medida que o ar vai entrando,

Vai ativando cada vez mais essas zonas de tensão.

Vai puxando cada vez mais a minha atenção.

E vai relaxando cada vez mais a minha mente.

Vou continuando com a minha respiração.

Tranquila.

Consciente.

Inspira através da boca.

Para a barriga.

E deita fora.

Um suspiro.

Um sopro.

Um relaxamento total.

Cada vez mais a minha atenção foca-se nessa zona,

Nessa área de tensão.

Sinto como o meu corpo começa a vibrar.

Começa a exigir ainda mais atenção.

E eu deixo apenas ir,

Tranquilamente,

Sem esforço.

Vou apenas observar.

E agora nessas áreas,

Vou criar uma bola de luz dourada.

À medida que a sensação aumenta,

Eu vou aumentando também essa bola de luz.

É como se me trouxesse respostas.

Não precisa dizer algo racional.

Ou até algo por palavras.

Às vezes é apenas uma emoção.

Um sentimento.

Ou então,

Talvez,

Até uma pequena libertação.

Movimentos involuntários.

Ou algum choro.

A minha mente já está mais relaxada.

O meu corpo mais conectado comigo mesmo.

Eu deixo apenas ele falar comigo.

Tranquilamente.

Eu ouço.

Eu não critico.

Eu não censuro.

Eu apenas ouço aquilo que ele tem para me dar.

Essa bola de luz vai aumentando cada vez mais.

Todo o meu corpo já está envolto nessa bola de luz.

Irradiou uma luz dourada forte.

Toda a minha volta.

E de repente.

Puntou para mim e olhou à minha volta.

Estou apenas no vazio.

Começo a perceber alguns pontos de luz.

Quase como que umas estrelas.

Começam a ficar cada vez mais nítidas.

Ao longe.

Outras ao perto.

Toda a área desse espaço está envolta agora.

Em estrelas.

Estrelas do céu.

Estrelas do cosmos.

E cada uma dessas estrelas.

Traz uma mensagem para mim.

Vou olhando à volta.

E tentando perceber.

O que salta à minha atenção.

E neste momento.

Uma estrela mais brilhante.

Começa a vir na minha direção.

Vai aumentando cada vez mais a luz.

E ao mesmo tempo.

Começo a sentir o meu coração a pulsar cada vez mais.

E como se houvesse uma ligação forte com essa estrela.

Começo a sentir essa ligação.

Essa conexão.

É quase que um desconforto.

Mas eu deixo vir.

Só mais um pouco.

E como se ao mesmo tempo houvesse uma curiosidade.

E a estrela cada vez se aproxima mais.

E quando chega ao pé de mim.

Começa a tomar uma forma.

Uma forma humana.

Sem arrosto,

Sem expressão.

Apenas uma silhueta dourada.

Cheia de luz.

Sinto cada vez mais o meu coração a pulsar.

Aquela ligação a aumentar-se ainda mais.

Há uma vontade enorme de querer tocar.

De querer sentir.

De querer saber mais.

Essa figura transforma-se em duas figuras iguais.

Uma à esquerda que retrata o meu passado.

Aquilo que eu fui.

É a minha direita.

Aquilo que eu virei a ser.

Aquilo que eu já percorri.

Aquilo que eu já lutei.

Aquilo que eu quero atingir neste momento.

Mas neste momento.

Eu olho para a silhueta do lado esquerdo.

Que começa a tomar a forma de como eu era no passado.

Talvez com as lutas que eu ainda não tinha travado hoje em dia.

Talvez uma versão mais.

.

.

Verde e ingênua.

Eu agradeço imenso a essa silhueta.

Porque aprendi imenso com ela.

Eu estou aqui hoje graças a ela.

Eu então começo a sentir aquele aperto no coração.

Porque eu sei que é inevitável deixar ir.

Aquilo que já não faz parte de mim.

Aquilo que já não faz parte daquilo que eu quero para a frente.

Então vejo essa silhueta a começar a estalar.

Como se fosse ouro a estalar.

E quebra-se em pedaços.

E deixa apenas ir.

É como se o coração ainda apertasse mais.

Algo que eu não estava preparado para deixar ir.

Algo que ainda parecia fazer parte de mim.

Ao mesmo tempo foi libertador.

É como se tivesse ficado um peso dentro de mim.

Mas agora que se soltou.

Deixo-me assimilar mais um pouco.

Esta libertação,

Este desapego.

Aquela sensação de libertar realmente.

E ter a coragem para deixar ir.

Aquilo que eu não quero mais na minha vida.

Para a silhueta do meu futuro.

Bastante radiante.

Cheia de luz.

Que começa a tomar uma outra forma.

A forma daquilo que eu quero atingir.

A forma daquela parte de mim.

Que já passou por mais batalhas.

Já conquistou outras tandas.

Começo a sentir como que um vacio no estômago.

Uma vontade,

Um desejo.

Quero aprender mais.

Quero saber como é que ele conseguiu travar estas batalhas.

Que eu neste momento não estou a conseguir.

Todo o meu corpo começa agora a vibrar.

Ainda mais com aquele desejo,

Com aquela vontade.

É como se esticasse a mão.

E pedisse ajuda.

Pedisse mais ligação.

Então de repente essa silhueta Transforma-se numa bola de luz que vem na minha direção.

Começa a entrar através da coroa.

E vai descendo através da minha coluna.

Até à zona do meu coração.

Começa a sentir um calor ainda mais forte no meu coração.

É como se a minha respiração se tornasse mais ofegante.

Como se esta energia fosse Tão grande e eu não estivesse habituado.

Mas eu deixo vir.

Eu deixo elas entrar em todas as minhas células.

É como se soubesse agora Como posso combater.

Como posso ir vitorioso nestas batalhas.

Ele traz-me respostas.

E deixa apenas ficar mais um pouco Nesta sensação.

Até posso sentir algumas respostas Às minhas perguntas.

Seja através de sinais Ou até através de pensamentos.

Todo o meu corpo ficou Naquela imensa luz.

Apanhado de novas ideias.

Novos desafios.

Mas também com uma força Imparável.

Esta sensação de bem-estar,

De conexão.

E eu olho à minha volta.

Num mar de estrelas.

Todas elas Como se demonstrassem pequenos pedaços de minha vida.

Uma estrela que me vai trazer mais sabedoria.

E eu deixo vir essa estrela até mim.

Sem esforço.

Ela começa a chegar cada vez mais perto.

Começa a sentir o meu coração a pulsar.

Começa a sentir essa ligação.

Essa conexão.

E nesse mesmo momento Eu coloco as minhas perguntas.

Tem todas as respostas.

Eu apenas preciso de saber ouvir.

Saber sentir.

Ou até saber estar.

Mas com o som da taça,

A vibração.

Aumenta esta conexão.

Estas respostas.

No momento eu agradeço o fundo do meu coração.

Toda esta sabedoria que me foi transmitida.

Todo este conhecimento.

Todas aquelas respostas que eu procurava há muito tempo.

E agradeço a todas estas estrelas.

A todo este espaço.

E este encontro não é um fim.

Sempre que eu quiser Posso vir a este lugar.

Este lugar de conexão.

Que só eu sei como vir aqui parar.

E aos poucos e poucos Esse lugar vai desvanecendo como fumo.

Eu vou sentindo a voltar.

Ao espaço onde eu estou.

Começo a sentir a temperatura do espaço.

A superfície me sustenta.

E aos poucos e poucos Vou mexendo os dedos dos pés.

Os dedos das mãos.

O que eu quiser.

Vou abrindo os olhos tranquilamente.

Deixando-me ficar mais um pouco Sem pressa.

© 2026 Rui Martins. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

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