Olá,
Sou a Alexandra e quero ajudar-te neste momento de maior ansiedade e preocupação.
Pense em mim como um botão de emergência que te pode ajudar a recuperar o controle de ti mesmo.
Primeiro vamos tentar olhar à tua volta e perceber se estás num local seguro.
Podes ficar sentado neste sítio.
Este sítio onde estás permite-te chorar.
Há muitas pessoas à tua volta Sentes que te podes mexer livremente neste sítio?
Se não sentes segurança para te exprimires aí,
Vamos procurar um sítio onde possas ser tu e dares largas à ansiedade e à preocupação que estás a sentir.
Já estás num local seguro?
Estás a ir muito bem.
Vou pedir que te sentes.
Agora que foques a tua visão no primeiro objeto que encontres à tua frente.
De que cor é?
Tem brilho?
É grande?
É pequeno?
É teu ou de alguém que tu conheças?
Qual é o nome desse objeto?
Podes agarrar?
Se sim,
Sente o seu toque.
A textura?
É frio?
É quente?
Se não puderes agarrar esse objeto,
Agarra a tua própria camisola.
Sente a textura.
É áspera?
É macia?
Foca-te na textura deste objeto ou da tua própria camisola.
Agora vamos nos focar no cheiro.
A que cheira este sítio onde estás?
Cheira bem?
É agradável?
Ou pelo contrário,
Tem um cheiro desagradável?
A que é que associas este cheiro?
Olha para as tuas mãos.
Estão a soar?
Estão frias?
Estão quentes?
Como é que sentes as tuas mãos?
Vamos apertar com toda a força as tuas mãos e soltar.
Faz mais uma vez.
Aperta com toda a tua força e solta.
Como é que as sentes?
Sentes formigueiros no pescoço ou nos braços?
Se assim,
Não fiques preocupado,
Porque é natural.
É o sangue a deixar as zonas mais importantes do corpo,
Como o cérebro,
Os pulmões,
E a voltar para as mãos,
Para os pés e para todas as zonas mais periféricas.
Podes baixar a cabeça para os joelhos ou deixar levemente a cabeça ir para trás,
Se tiveres onde encostar.
Como te sentes?
Olhe em tua volta.
Respira fundo.
O que vês?
O que sejas sentes?
Procura um objeto,
Ou uma paisagem,
Ou uma pessoa que te dê sensação de tranquilidade.
Podes chorar ou gritar,
Se sentis que isso ajuda.
Quero chorar,
Quero gritar.
São respostas muito primitivas que temos para lidar com a frustração e com o medo e tem como objetivo procurar ajuda,
E por isso não tenho nada de mau.
Às vezes é preferível chorar e libertar toda a tensão que temos dentro de nós.
Agora vou pedir-te que levantes e que faças aquele movimento de correr no mesmo sítio o mais rápido que tu conseguires.
Podes parar e fazer novamente.
O corpo,
Quando está sob o efeito da ansiedade,
Reúne um conjunto de recursos para nos preparar para lutar ou fugir e esse excesso de energia precisa de ser gasto para que o corpo possa entrar na fase de repouso.
E por isso ao correr no mesmo lugar,
Tu estás a gastar este excesso de energia,
Vou-te pedir que corras o mais rápido que conseguis mais uma vez e que agora libertes.
Assim o corpo vai começar a perceber que estás a agir sob a ameaça que ele percepcionou e que poderás mais tarde relaxar.
Se sentis que ainda tens muita energia dentro de ti,
Podes fazer mais uma vez.
Eu estou aqui,
Eu espero por ti.
Estás a ir muito bem.
Agora podes-te sentar novamente e focar a tua respiração.
Vais inspirar brevemente e a inspirar longamente,
O máximo que tu puderes.
Vamos fazer juntos.
Agora novamente,
A inspirar apenas levemente e a expirar todo o ar.
Esta troca de inspiração e expiração vai fazer com que o teu batimento cardíaco diminua e que o cérebro assuma que não há mais necessidade de fazer um rápido aporte de sangue ao cérebro.
Vamos fazer mais uma vez.
Vamos fazer juntos.
Inspirar e a expirar.
Agora voltamos à respiração normal e vamos focar-nos em como já nos sentimos mais leves,
Mais calmos,
Balançando os pés de um lado para o outro de forma a que sintamos menos tensão muscular.
Como te sentes?
Eu espero que te sintas melhor.
Se sentires isto com muita frequência,
Era bom procurar uma ajuda especializada como um psicólogo para te ajudar a perceber o que se passa.
O importante é que sintas que não estás sozinho e que tudo tem uma solução.
Também podes repetir este exercício mais vezes se precisares.
Um beijinho.