Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.
Namastê e bem-vindos a mais um episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Hoje vou fazer uma partilha sobre o meu recente grande desafio e as lições que aprendi com ele,
Para que tu também possas talvez identificar alguns padrões que possas também tu estar a ter na tua vida e que depois possas também transpor as lições para a tua própria experiência.
Ou seja,
Que este desafio te possa de alguma forma ajudar na tua vida,
No teu dia-a-dia.
Portanto,
Eu vou falar da reatividade emocional,
Que é característica do traço de alta sensibilidade,
Da facilidade com que o sistema nervoso perante situações emocionais pode ter respostas muito intensas,
Vou falar de regulação emocional e o que é que nos pode ajudar ou não ajudar perante situações realmente emocionais muito intensas.
Uma das características do traço de alta sensibilidade é realmente a reatividade emocional e os estudos do Michael Ploess realmente o que indicam é que as pessoas altamente sensíveis também têm algo que se chama o Vantage Sensitivity.
O Vantage Sensitivity acho que em português seria qualquer coisa como a vantagem da sensibilidade.
O que é que ele diz é que realmente a reatividade emocional que está associada à alta sensibilidade quer dizer que nós apreendemos os eventos negativos mas também positivos de uma forma mais intensa.
Isto eu também tenho falado ao longo destes episódios que,
Por exemplo,
O que é que isto quer dizer?
Quer dizer se nós começamos a integrar na nossa vida,
Por exemplo,
Práticas de mindfulness,
Ou seja,
De atenção plena com as sensações do nosso corpo,
Práticas de meditação,
Práticas de psicologia positiva,
Práticas de autocuidado e saúde natural.
Portanto,
Tudo isto nós vamos obter resultados mais rapidamente.
Isto é muito interessante toda esta investigação que o Michael Ploess está a fazer.
Portanto,
Temos que ver sempre isto realmente como um pacote com os seus desafios mas também com as suas vantagens.
Eu,
Neste caso,
O que eu vou partilhar foi realmente então um desafio.
E,
Ao mesmo tempo,
Isto também me faz lembrar um documentário que eu vi há pouco e que até partilhei na minha newsletter sobre o Ernest Hemingway.
E há uma certa altura em que uma senhora que conheceu o Ernest Hemingway ela estava a falar sobre a vida dele e sobre a personalidade dele e eu achei muito interessante quando ela começou a dizer,
Em relação ao Ernest Hemingway,
Portanto,
Aquele escritor,
Ele sentia mais do que qualquer outra pessoa que eu conhecera.
Quando ele estava feliz,
Era tão feliz.
No entanto,
Quando ele estava zangado,
Estava muito zangado.
Todas as emoções eram super,
Hiper emoções.
Por isso,
Quando ele estava a desesperar,
Era mesmo desespero.
E eu revi-me realmente nisto porque eu ouvi este documentário realmente quando estava naquela reatividade emocional em que já estava a chegar ao desespero e realmente pensei o Ernest Hemingway possivelmente era uma pessoa altamente sensível.
Também outro aspecto interessante foi o que eu li da doutora Elaine Aron em que ela fala que,
Embora se pensasse antigamente que as emoções associadas aos eventos levavam a que nós pensássemos de uma forma não lógica,
O que se tem vindo a descobrir é que,
De facto,
As emoções que estão associadas a um determinado evento fazem-nos recordar o que aconteceu e aprender com isso.
Ou seja,
Que as emoções aí até nos vão ajudar a realmente recordar essa experiência e,
Conforme as ferramentas que nós temos,
Conforme as práticas que nós temos,
Aprender com ela.
É a tal resiliência,
Não é?
É enfrentarmos as situações,
Superarmos e aprendermos com elas.
As emoções realmente até têm um papel muito interessante.
No meu caso,
O que eu faço muito são as tais práticas de mindfulness,
Que é isto que eu também falo depois na mentoria.
Portanto,
Práticas de mindfulness são práticas de atenção plena em que nós entramos em contacto,
Por exemplo,
Com as sensações do nosso corpo,
Com a nossa respiração,
Com a âncora no presente,
No aqui e no agora,
De modo a sermos conscientes do processo que nos está a acontecer.
E isso é que realmente nos vai levar a aprender com ele.
Porque se nós passamos pelos nossos desafios completamente inconscientes,
Ou seja,
Muito desconectados,
O corpo de um lado,
A mente para o outro,
Se calhar não vamos obter então essas grandes lições e aprender a superar quando novamente vamos estar perante essa situação,
Se calhar não vamos também conseguir superá-las.
E vamos estar a repetir padrões.
Portanto,
Um modo de deixarmos repetir padrões é realmente,
Quando os desafios acontecem,
Às vezes é difícil,
Mas estarmos o máximo em atenção plena,
Em consciência,
Em coração presente com o que nos está a acontecer.
E isto requer uma certa dose de humildade e de coragem também.
Porque não é fácil.
Portanto,
Eu vou agora expor o que é que aconteceu no meu caso e se vocês identificarem alguns padrões ou as situações estiverem assimilares,
Eu espero que isto ajude,
Porque eu não sou de partilhar muitas experiências pessoais e na verdade aqui estou a sair um bocado da minha zona de conforto,
Mas eu achei que poderia partilhar isto convosco,
Precisamente para possíveis pontos que vocês possam fazer para a vossa vida e que vos ajude a criar também estratégias.
Portanto,
Quem me conhece sabe que uma das minhas altas sensibilidades é o bem-estar animal e eu tento ser ativista até onde posso,
Não é?
Porque devido à minha alta sensibilidade mais eu não consigo sem entrar em sobrecarga e então eu sou cuidadora de uma colónia de gatinhos.
E então já há dois meses um dos gatinhos teve assim uma morte prolongada e um bocado dramática e isso para mim leva-me a estados de tristeza e então recentemente uma sexta-feira havia outro gatinho que estava doendo já num caso terminal já arrastado há muito tempo e eu só na sexta-feira é que cheguei à grande decisão que eu teria que realmente optar por uma eutanásia.
Portanto,
Escrevi ao veterinário e a eutanásia ficou para segunda-feira e isto para mim é muito difícil porque o gatinho estava ali o tempo inteiro e eu já estava a entrar então naquele loop de angústia,
De sofrimento,
De culpa porque esta situação iria até prolongar-se até a segunda-feira e eu ainda estava numa sexta-feira.
Portanto,
O que é que aconteceu aí?
Eu agora vou analisar esta situação segundo também a anatomia das emoções.
Eu já falei isto em outros episódios.
A anatomia de uma emoção é que nós temos um gatilho mental,
Certo?
Neste caso foi o evento que eu tomei uma decisão muito difícil que seria fazer uma eutanásia e que iria prolongar-se todo o fim de semana até a segunda-feira nesta situação.
Isto é o gatilho mental.
Depois a experiência são as emoções que nós vamos sentir.
Eu neste caso tinha a tristeza,
A angústia,
Tinha isto tudo.
E depois,
Finalmente,
Qual é que é a resposta que nós vamos dar à emoção.
Portanto,
A anatomia de uma emoção é o gatilho mental,
O evento,
A emoção que nós vamos experienciar e qual é que vai ser a nossa resposta que vai determinar se nós vamos escalar nos diferentes estados dessa emoção ou se vamos para o outro lado,
Em vez de escalar,
Diminuir o nível dessa emoção e acalmar o máximo a nossa mente e o nosso sistema nervoso.
Então,
O que é que o meu gatilho mental foi essa decisão?
Eu experienciei tristeza,
Tristeza profunda e culpa e tudo isto.
Então,
A minha resposta foi procurar a regulação emocional.
E então,
Quando eu procurei a regulação emocional,
Porque eu sou responsável pelas emoções,
Mas eu sei que há pessoas ou às vezes atividades e tudo isto que me ajudam a regular as minhas emoções.
Eu neste caso o que eu fiz foi escrever uma mensagem ao meu companheiro e expliquei,
Ok,
Eu decidi hoje para a minha eutanásia,
Agora este fim de semana vai ser difícil,
Tudo isto,
Mas eu abertamente não pedi ajuda.
Portanto,
Eu não fui assertiva.
E isto já começam a ver o que é que isto pode dar origem.
É que a outra pessoa não tem que adivinhar quais são as nossas necessidades.
E se nós não temos a humildade e a coragem de pedir ajuda abertamente,
A outra pessoa não pode adivinhar.
E foi isso que aconteceu.
Eu apenas enviei uma mensagem que era um texto,
A resposta foi,
Oh que triste,
Mas eu estava à espera,
Era daquela regulação emocional,
De um telefonema de volta,
Tudo isto,
Que não aconteceu e a outra pessoa realmente nem sequer se apercebeu do que é que estava a passar.
Ok?
Portanto,
O que é que aconteceu?
Aconteceu que o meu sistema nervoso,
Altamente sensível,
Que já estava em sobrecarga,
Começou então a filtrar apenas tudo que contera negatividade em relação a este evento.
É o que se chama o negativity bias,
Ok?
Portanto,
Nós temos um envisiamento negativo do nosso cérebro,
Que até é o que nos protege de eventos negativos.
Se um cão nos morde,
Nós passamos a ter medo de um cão para nos proteger,
Mas quando nós entramos então nesta parte do negativity bias,
O nosso cérebro passa a filtrar apenas os pensamentos negativos.
Portanto,
Eu em poucas horas,
Em vez de ter apenas associado a tristeza como emoção,
Já tinha também associado o ressentimento de que a pessoa que eu procurei relação emocional,
Não me deu como eu queria tudo isto,
Mas eu na verdade nunca expressei o que é que eu necessitava.
O que é que aconteceu?
É quando finalmente aconteceu este tulfenema,
O que é que houve?
Uma série de mal entendidos,
Porque eu já não conseguia expressar bem,
Porque o meu sistema nervoso altamente sensível já estava a entrar naquela,
Digamos que,
Sobrecarga,
E então quando o tulfenema acabou,
Em vez de ter encontrado regulação emocional,
Eu estava ainda pior.
Eu tinha escalado então nos diferentes estados da tristeza,
E então já estava a chegar realmente ao desespero.
Portanto,
Houve ali um escalar.
Houve o gatilho mental,
Que foi a decisão de eutanásia,
Houve a experiência,
Que foi a tristeza,
E a minha resposta não foi eu ser assertiva e realmente procurar a relação emocional de uma forma aberta e sincera.
Portanto,
Aí o que eu fiz foi novamente eu,
Nessa altura,
Já estava muito desesperada,
O meu sistema nervoso já estava a entrar em curto circuito,
E então eu aí telefonei uma amiga minha para procurar a tal regulação emocional.
Então tivemos duas horas a falar e realmente o meu sistema nervoso acalmou,
Só que o sistema nervoso ainda estava em curto circuito.
Portanto,
Quando nós acabámos o tulfenema,
Eu levei uma noite que,
Como é evidente,
Não dormi bem,
A praticar todos os mantras e mais alguns,
Para me sentir melhor,
Ouvir todas as palavras dos meus guias espirituais,
Que fossem em Youtube,
Em podcast,
Ou seja,
Tentar enraizar-me ao máximo,
Porque eu estava realmente a sentir a minha mente a ir,
Ou seja,
Eu estava a alcançar realmente aquele estado de desespero.
Eu não sei se vocês já estiveram alguma vez nesse estado,
Mas o que eu comparo sempre é estar num rápido,
Sem uma jangada e sem nada onde agarrar.
Portanto,
A minha mente está completamente dispersa e agarrada apenas ao que se chama os pensamentos catastróficos.
São aqueles pensamentos muito negativos,
Em que nós não temos o pior cenário para a nossa vida.
Ali,
Naquele caso,
Era desde uma eutanásia de um gato,
Eu já vi o fim de um relacionamento,
Tudo e mais alguma coisa.
Definitivamente,
Aqueles pensamentos todos catastróficos.
Portanto,
O que é que aconteceu quando eu acordei no outro dia de manhã?
No outro dia de manhã,
Durante a noite fui praticando mindfulness e o que eu reparei era que o meu corpo era realmente um baile de sensações.
Eram apertos,
Eram tensões,
Eram calafrios,
Portanto estava completamente contraída a nível da garganta,
A nível do abdomen,
A nível do peito.
Portanto,
Havia uma grande contração e uma série,
Um baile de sensações.
No entanto,
Quando eu acordei de uma noite mal dormida no outro dia de manhã,
Já não era nada disso.
Portanto,
O estágio já era completamente diferente.
O que eu sentia era um grande vazio.
Um grande vazio mesmo,
Aquele vazio que nós sentemos quando estamos em episódios de depressão.
Portanto,
Há uma grande tristeza.
E aí o que eu agarrei foi realmente em práticas de autocuidado.
Foi desde um banho de sais de Epson com óleos essenciais.
Fui fazer uma caminhada muito lentamente e comecei a reparar também na minha postura.
Uma das coisas que também nos dá muitos indícios de como é que nós nos estamos a sentir é reparar na nossa postura.
A minha postura,
Quando eu reparei nela,
Tinha os ombros totalmente caídos para a frente.
E digamos que aqui a parte da caixa toráxica colapsada.
Portanto,
Uma pessoa nem sequer consegue respirar bem.
Portanto,
Aí eu comecei a fazer todos aqueles exercícios posturais para ficar na vertical e para conseguir sequer respirar.
Isto já ajuda muito também na nossa regulação emocional.
Neste estágio,
O que eu sentia a nível do meu corpo era realmente um grande vazio.
Estava mais calma,
Mas estava ainda muito,
Muito perdida.
Até que finalmente,
Nessa altura,
Porque eu estava mais calma,
Quando houve o segundo telefonema com o meu companheiro,
As coisas realmente foram completamente diferentes.
Portanto,
Já houve um diálogo aberto das duas partes.
Cada parte a exprimir as suas necessidades.
Cada parte a tentar esclarecer os mal entendidos.
E realmente uma das estratégias que ficou definitivamente como lição é que se eu necessito de ajuda,
De dizer abertamente,
Telefonem-me,
Qualquer coisa.
Portanto,
Expressar as minhas necessidades abertamente.
Porque a outra pessoa,
Do outro lado,
Como eu digo,
Não tem a obrigação de adivinhar as nossas emoções,
Nem tem a obrigação de as regular.
Isto deve-se fazer antes.
Portanto,
Criar uma rede social à nossa volta,
Quer que seja companheiros,
Quer que seja amigos,
Seja quem for.
Nós explicarmos um pouco do que o traço de alta sensibilidade tem,
Por vezes,
Perante emoções muito intensas,
Estes episódios de reatividade emocional e dizermos,
Olha,
Nessa altura,
Se eu telefonar,
Se eu falar,
Eu,
Se estiver disposto,
Se estiver disposto,
Eu preciso disto.
De um abraço.
Ou que perguntes como é que eu estou.
Ou seja o que for,
Que nós achamos que vamos necessitar naquela altura,
Realmente,
Para acalmar a nossa mente.
Então aí a outra pessoa já sabe também o que há de fazer.
E nessa altura estamos a ajudar-nos a nós,
E estamos a ajudar as pessoas que estão à nossa volta,
Que podem ficar sem saber o que fazer.
Estamos a tranquilizar as pessoas e estamos,
Novamente,
A ser responsáveis pelas nossas emoções.
Ok?
Portanto,
Aqui as coisas correram muito melhor.
Portanto,
Quando este tema acabou,
Eu me senti muito mais regulada emocionalmente e senti-me completamente a sair,
Então,
Daquelas trevas em que tinha estado e que se fosse antigamente,
Se calhar não durava só umas horas,
Mas duraria,
Provavelmente,
Se calhar dias,
Meses.
Poderia até ter sido o fim de um relacionamento porque cada um falava a sua linguagem e ninguém se dava a entender.
Ok?
Portanto,
Isto foi o dia 1 decisão de eutanásia.
Foi completamente sobrecarga do sistema nervoso.
Dia 2,
Realmente um sentimento vazio,
Já a entrar sentimentos de depressão,
Mas após haver um diálogo sincero,
As coisas começarem a melhorar.
No terceiro dia,
Quando chegou finalmente o dia de eutanásia,
Portanto,
Eu consegui olhar para o meu gatinho amigo de um modo muito compassivo,
Com compaixão,
Conseguia sentir a minha tristeza,
Mas a minha tristeza estava abarcada pelo meu coração.
Ok?
A minha tristeza não estava a tomar conta de mim,
Eu não estava a entrar naquele loop emocional em que escalava até o desespero.
Portanto,
Era uma compaixão completamente diferente.
Está bem.
E foi isto que aconteceu.
Foi um dia,
Um fim de semana todo,
Muito difícil,
Muito intenso,
Mas realmente todas as estratégias de prática de mindfulness,
Que quem não está habituado,
Não consegue ir ao corpo nestas alturas,
Porque aí temos que fazer o que se chama pendular,
Porque se as emoções são muito intensas e não estamos habituados,
Então o melhor é realmente fazer coisas que nos fazem sentir bem.
Procurar relação emocional com diferentes práticas,
Ou com a nossa rede social,
Com conexão,
Seja o que for.
Isto é muito importante.
Está bem?
E também me tornei bastante mais humilde de entender como é que funciona o meu sistema nervoso,
Como é que isto processa.
Há este gatilho mental,
Há a minha experiência das emoções e depois a minha resposta.
Qual é que é a melhor resposta que eu posso dar?
E saber que isto vai acontecer mais vezes.
Portanto,
Esta reatividade emocional faz parte,
Mas quanto mais estratégias nós vamos criando,
Quer connosco,
Quer com as pessoas que estão à nossa volta,
Que também podem ter a capacidade e a disponibilidade de nos querer ajudar,
Estes momentos passam a ser momentos e não períodos.
Está bem?
Ou seja,
Passam a ser instantes,
Passam a ser episódios,
E não períodos prolongados de nossa vida em que nós nos afundamos completamente.
Aliás,
Um dos meus mantras é uma citação que eu gosto muito,
Que é remove os véus para que eu veja o que realmente está a acontecer e não seja intoxicada pelos meus medos ou pelas minhas histórias.
E vocês não sabem quantas vezes é que eu repeti este mantra,
Sempre agarrado aqui à minha medalha da deusa da compaixão,
Da Guan Yin.
Ok?
E isso realmente ajudou-me muito.
Ter mantras,
Ter estratégias.
Está bem?
Portanto,
Lições aprendidas após este grande desafio.
Primeiro,
Se eu procuro regulação emocional nos outros,
Ser o mais assertiva possível.
Isto aconteceu,
Eu preciso de ajuda.
Podes ajudar-me,
Ou eu telefonar,
Ou seja o que for.
As outras pessoas do outro lado não são obrigadas a saber o que é que nós estamos a sentir.
Ok?
Portanto,
Isto é muito importante.
Se possível,
Antes,
Já ter então essa rede social de pessoas que sabem algo sobre o traço de alta sensibilidade.
Está bem?
E que nós podemos dizer se eu algum dia telefonar,
Ou precisar,
Ou seja o que for,
O que eu preciso é isto.
Que me abraçes,
Ou que perguntes se eu estou bem,
O que é que está a acontecer.
Seja o que for,
Que cada pessoa acha que vai ajudá-la.
Está bem?
Eu acho que isto é muito importante.
Depois,
Termos uma série de estratégias implementadas já.
Portanto,
Eu tenho os meus mantras,
Tenho as minhas práticas de autocuidado,
De mindfulness,
Tenho as palavras dos meus guias espirituais a que eu vou recorrer.
Portanto,
É importante termos estratégias implementadas antes.
E não só quando as coisas estão a acontecer.
Porque senão,
A diferença entre mim agora é que isto durou horas.
E se fosse há uns anos atrás,
Isto poderia ter demorado dias,
Meses,
Ou eu não sei quanto tempo.
Portanto,
O que não fazer é não entrar no loop da separação,
Não entrar no loop do conflito.
Sabemos que quando estamos assim,
O sistema nervoso já está em sobrecarga,
Já não há mais informação conseguida entrar.
E se nós vamos entrar,
Então,
Num loop de separação,
De conflito,
De palavras,
De mal entendidos,
Isto vai escalar.
Portanto,
Isto é o que não fazer.
Nessas alturas,
Ser o mais possível bondoso para connosco,
O mais possível gentil,
O mais possível de autocompaixão.
E vou terminar com uma citação de Paulo Coelho,
Que diz o que afoga não é o mergulho,
Mas sim o facto de permanecer debaixo de água.
E espero que esta partilha te tenha ajudado de alguma forma a identificar alguns padrões pelos quais tu também podes passar e para criar as tuas próprias estratégias.
E gostava de dedicar este episódio aos dois gatinhos,
Então,
Da Colónia,
Que nestes últimos tempos voltaram para os braços da Mãe Gaia,
Para o Nody e para o Quahog.
E obrigada também a vocês pela vossa atenção plena e pelo vosso coração presente e até ao próximo episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Um grande Namastê.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sofia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.