
No. 41 - Quando Situações Se Repetem em Nossa Vida | Podcast Autoconsciente
É intrigante por que certas situações indesejáveis se repetem em nossa vida. Mas não se trata de perseguição, de carma, nem infeliz coincidência: elas são influenciadas por nós mesmos, por padrões de comportamento que temos e geralmente não reconhecemos. Como dizia Carl Jung: “Até você se tornar consciente, o inconsciente vai dirigir a sua vida, e você vai chamar isso de destino.” Vamos entender esse mistério.
Transcrição
Eu lhe dou as boas-vindas ao Autoconsciente,
Um podcast que entende você para você se entender melhor.
Sou Regina Gianetti,
Praticante e instrutora de Mindfulness,
Alguém como você que busca paz interior,
Que busca equilíbrio na sua vida.
Eu faço esse podcast para compartilhar reflexões e ações para uma vida com mais autoconsciência.
E a minha intenção de coração é que ao terminar um episódio,
Você se sinta melhor do que quando começou.
Episódio 41 – Quando situações se repetem na nossa vida Nos dois episódios anteriores,
A gente explorou situações da vida que geram insatisfação,
Que não tão como a gente gostaria,
E como é que nós podemos resolver ou superar essas situações com uma atitude de aceitação.
Muitas vezes são questões pontuais que acontecem uma vez só.
Agora,
Existem também situações de insatisfação que se repetem.
Sabe aquelas que parecem que perseguem a gente,
Que vira e mexe acontecem na nossa vida?
Bom,
Eu lancei essa pergunta num post do Instagram e choveu.
Choveu depoimento de ouvinte contando suas histórias que se repetem.
Porque na verdade todo mundo tem uma,
Pelo menos.
Se acha que não tem é porque ainda não percebeu as repetições.
Deixe então eu apresentar três dessas histórias que nós vamos acompanhar neste episódio.
Uma delas é a do Júnior,
De Manaus.
A situação desagradável que se repete na vida dele é a convivência com pessoas que ele chama de tóxicas,
Que fazem muitas críticas,
Que julgam,
Que se queixam das coisas,
Que não têm empatia pelos outros e são muito competitivas.
Ele conta que se sente desenergizado e pra baixo nos relacionamentos com pessoas assim,
Que ele compara com os dementadores do filme Harry Potter,
Aquelas criaturas que sugavam a mente das pessoas,
Lembra?
Outra história é a da Fran,
De Belo Horizonte.
Ela teve três relacionamentos profissionais muito difíceis em sequência.
Saía de um e caía em outro ainda pior.
O primeiro foi com um cliente da agência em que ela trabalhava,
Alguém que a tratava muito mal,
De forma muito grosseira.
Aí ela mudou de emprego e na nova empresa era o chefe,
Que era ríspido e grosseiro com ela.
Depois de algum tempo ela mudou de novo de emprego e,
Adivinha?
O novo chefe também tinha um perfil rude e autoritário.
E esse novo relacionamento era ainda mais difícil do que os outros dois juntos.
E a terceira história é a do Conrado,
De Campo Grande,
No Rio de Janeiro.
Ele está faz dez anos cursando uma faculdade que ele poderia ter cursado em quatro.
Entra ano,
Sai ano,
Ele pega DP de uma disciplina e aí quando ele consegue fechar essa disciplina ele pega DP de outra e assim tem sido.
Essa é a situação que se repete na vida dele.
E quando situações são muito repetitivas na nossa vida?
Quando a gente fica revendo o mesmo filme,
Passa de tudo na nossa cabeça,
Né?
O que eu fiz para merecer isso?
Quanto a minha perseguição,
Será que é meu carma?
Olha,
Não é um carma,
Não é perseguição,
Não é uma infeliz coincidência.
As situações que se repetem são influenciadas por nós mesmos,
Por padrões de comportamento que nós temos e que muitas vezes a gente não reconhece.
Comportamentos que têm sua origem no inconsciente,
Como se diz na psicologia.
Um dos mais famosos psicanalistas que já existiu,
O suíço Cao Yung,
Ele dizia o seguinte,
Até você se tornar consciente,
O inconsciente vai dirigir a sua vida e você vai chamar isso de destino.
Vou repetir que isso aqui é para pensar.
Até você se tornar consciente,
O inconsciente vai dirigir a sua vida e você vai chamar isso de destino.
Então,
Vamos entender por que certas situações se repetem na nossa vida e o que a gente pode fazer com isso.
Olha,
Na origem das situações que se repetem,
A gente vai encontrar crenças.
Numa visão bem simplificada,
Tá?
Crenças são percepções que nós temos das coisas e que nós assumimos como verdade.
Nós temos uma infinidade de crenças que se formam das nossas experiências ao longo da vida.
Tem aquelas que a gente adquire com os pais,
Professores,
Pessoas influentes,
Os estudos,
Os meios de comunicação,
A religião,
Para quem segue uma,
E tem as crenças que se formam de interpretações das nossas vivências.
Interpretações que podem ser baseadas na razão ou na emoção ou nas duas coisas juntas.
Algo muito importante de a gente entender sobre as crenças é que elas influenciam os nossos comportamentos e a gente nem imagina o quanto.
E as mais poderosas nesse aspecto são as crenças que se formam na primeira infância,
Até uns sete anos de idade,
Mais ou menos.
Por que elas são poderosas?
Porque essas crenças vêm de vivências emocionais,
Numa época da vida em que nós somos muito vulneráveis e não temos discernimento.
Como crianças,
Nós não somos capazes de refletir,
Nem tirar conclusões racionais,
Conclusões ponderadas do que acontece.
E essas vivências emocionais ficam gravadas no nível profundo da nossa psique,
No nosso inconsciente,
E acabam determinando comportamentos que a gente nem sabe por que tem.
Vamos entender isso com um exemplo que é mais fácil.
E,
Olha,
É apenas um exemplo,
Tá?
Não é que as coisas acontecem sempre exatamente dessa forma,
Porque o ser humano é complexo e são muitas as possibilidades.
Nem todo mundo reage da mesma forma como eu vou contar aqui.
Mas vamos lá,
Vamos imaginar que os pais de uma criança sejam pessoas que trabalham muito e conquistam as coisas com grande esforço.
Essa criança pede muito a atenção dos pais,
Como toda criança,
Mas nem sempre eles têm energia para dar toda a atenção que ela quer.
Ela pede brinquedo,
Pede coisas que chamam a atenção dela na rua,
No supermercado,
Mas os pais não dão porque eles não podem dar,
E também porque eles não querem mimar a criança.
E aí ela faz manha e os pais às vezes se impacientam com ela.
Então essa criança,
Que é muito sensível,
Ela tem os seus desejos frequentemente não atendidos,
Tem os seus desejos frustrados,
E isso é muito doloroso para ela.
E aí ela começa a ter uma percepção de que não é bom pedir.
Pedir não acaba bem para ela.
E com o tempo vai se estruturando nela a crença eles nunca me dão o que eu peço.
O que,
Aliás,
Não corresponde à verdade.
Às vezes os pais não dão o que ela pede.
Eles amam a criança e dão toda a atenção que podem.
Suprem as necessidades dela da mesma forma que fazem com o outro filho.
Mas na percepção da criança,
Que não tem discernimento,
Que não é capaz de ponderar e tirar conclusões equilibradas,
O que predomina é o sentimento de não ter os seus desejos atendidos.
Então essa criança,
Conforme ela cresce e desenvolve a sua personalidade,
Ela cria um padrão de comportamento de não pedir o que ela deseja,
De não comunicar os seus desejos e necessidades aos pais.
Ela faz isso para evitar a dor de ter seu pedido negado.
E estende o mesmo comportamento para outras pessoas de quem ela quer atenção,
Como outros adultos da família,
Professores,
Gente que vai entrando na sua vida,
Amigos especiais,
Colegas de trabalho,
Namorado,
Chefe.
Ela se torna uma pessoa que tem dificuldade para comunicar o que deseja e expressar as suas necessidades.
Então até aqui o que a gente viu.
Como uma crença influencia os nossos comportamentos.
Mas a coisa não para por aí.
Os nossos comportamentos influenciam as situações que a gente vive.
Vamos imaginar então que essa pessoa no trabalho,
Ela nunca peça ajuda,
Mesmo quando ela tem alguma dificuldade.
Ela se vira,
Se supera e acaba dando conta de tudo sozinha.
Como ela nunca pede ajuda,
Nunca fala nada,
Os outros acham que está tudo bem e passam cada vez mais demandas para ela.
Chega um momento que ela está carregando um piano nas costas e começa a achar que merece um aumento,
Claro.
Mas adivinha,
Ela não vai pedir isso,
Porque tem aquela crença Os outros nunca me dão o que eu peço.
Ela fica esperando que o chefe reconheça o seu merecimento,
Mas digamos que isso não acontece.
E aí ela vai acumulando frustrações,
Um sentimento de que as pessoas ali não reconhecem o seu valor e que abusam da capacidade dela.
Por fim,
Ela muda de emprego,
Porque naquela firma não tem futuro para ela.
Ok,
Muda de emprego,
Mas o seu padrão de comportamento continua o mesmo,
Não pedir ajuda,
Assumir demandas cada vez maiores,
E,
Dali a algum tempo,
Está frustrada com esse trabalho também,
Pensando em mudar de novo.
E essa é uma situação que vai se repetindo na vida dela.
Percebe,
Então,
Que as situações que se repetem não são o carma,
Não são o castigo dos céus.
Isso tem a ver com as nossas crenças,
Que influenciam os nossos padrões de comportamento,
Que influenciam as situações,
E elas se repetem porque as suas causas permanecem.
Vamos ver,
Então,
Como é que isso funciona nas histórias dos nossos amigos ouvintes.
O Júnior,
Que se sente sugado por pessoas críticas,
Julgadoras,
Competitivas,
Que não têm empatia,
Etc.
Ele me escreveu,
Regina,
Eu vivo atraindo essas pessoas para a minha vida.
Logo,
Eu que sou positivo,
Que sou bem-humorado nas coisas que eu faço e no meu modo de tratar os outros.
E aí,
Mensagem vai,
Mensagem vem,
E ele identificou o padrão de comportamento dele que faz essa situação se repetir.
E é o seguinte,
Por uma necessidade de se sentir aprovado,
O Júnior busca agradar as pessoas.
E isso certamente vem de uma crença dele,
De que precisa agradar,
Ser simpático e positivo para ter aprovação.
Com algumas pessoas,
Esse comportamento dá certo.
Elas entram na frequência positiva dele,
Respondem com simpatia,
E ele se sente aprovado,
Tudo bem.
Agora,
Com outras pessoas,
Não é isso que acontece.
Elas não entram na frequência dele,
Mas continuam na delas,
Fechadas.
O Júnior,
Então,
Não obtém o retorno esperado dessas pessoas,
E a energia dele cai.
E aí vem a sensação de ele estar sendo sugado.
Ele tem a percepção de que vive atraindo pessoas críticas,
Sem empatia,
Julgadoras para a vida dele.
Mas,
Na verdade,
Essas pessoas estão por aí,
Em todo lugar.
A crítica,
O julgamento,
O comportamento retraído,
Defensivo,
São padrões de comportamento dessas pessoas.
Padrões que chamam muito a atenção dele,
Porque são o oposto do que ele acredita que deve ser.
Com o Conrado,
Que há 10 anos tenta se formar na faculdade,
O que acontece é o seguinte,
E ele identifica isso claramente.
O padrão dele é priorizar as necessidades dos outros em prejuízo das suas próprias.
Ele conta que para de fazer o que está fazendo para atender os outros.
Deixa de realizar seus planos para ajudar nos planos dos outros.
Então,
O que acontece?
As suas tarefas vão ficando para trás.
Suas necessidades vão ficando para segundo plano.
E ele não realiza os seus projetos.
Pode haver,
Na origem desse comportamento,
Uma crença do tipo os outros em primeiro lugar.
Nada contra ajudar as pessoas,
É uma atitude nobre.
Mas precisa ter um equilíbrio nisso,
Não é?
Agora,
Pode haver também um padrão de procrastinação camuflado aí.
Veja se faz sentido isso,
Conrado.
Deixar de fazer as suas coisas para ajudar os outros também pode ser um disfarce para procrastinação.
E se for?
Por que será que você está procrastinando?
Bom,
Para quem quiser identificar o padrão de comportamento que está por trás das situações repetitivas,
Um caminho é se perguntar que atitude minha pode estar provocando essas situações?
Às vezes,
A gente precisa se observar por algum tempo que é para começar a enxergar esses padrões que,
Geralmente,
A gente tem sem perceber.
Então,
Veja a importância de cultivar a autoconsciência,
Não é?
De praticar meditação,
De praticar observação e tudo aquilo que a gente está explorando nesse podcast.
Vale também pedir feedback para alguém próximo que convive conosco e nos conhece bem.
Você pode compartilhar com essa pessoa uma situação que se repete na sua vida e perguntar se ela observa um comportamento seu que pode estar contribuindo para essa situação.
Aí,
Uma vez que você identifica o padrão de comportamento que está por trás da situação repetitiva,
É importante observar também o que você pensa quando tem esse comportamento,
Porque o seu modo de pensar tem a ver com a crença que motiva o comportamento.
Lembrando aquele exemplo da pessoa que não se permite pedir.
Os pensamentos que ela tem são os outros nunca dão o que eu quero,
Não adianta pedir,
Não vou pedir para não me frustrar.
Então,
Esse modo de pensar é o que motiva o comportamento de não pedir ajuda e assumir cada vez mais coisas,
O que leva a repetidas situações de frustração com seus empregos.
Quando as situações que se repetem são muito dolorosas,
Nos abalam muito,
Nos limitam muito,
A gente pode precisar de ajuda para entender o que está causando essas situações.
Eu falo de uma ajuda psicológica,
De uma terapia,
De uma psicanálise que vai nos guiar no processo mais profundo de autoconhecimento para a gente acessar essa causa no nosso inconsciente.
O inconsciente é como o porão de uma casa.
A gente deixa no porão coisas que não quer ver pela casa,
Não é?
Ficam todas ali guardadas longe do nosso olhar,
Pois o inconsciente é um porão para as nossas experiências emocionais dolorosas,
É a camada mais profunda da nossa mente.
E esse é o caso da Fran.
Ela teve que ir fundo para entender por que teve três relacionamentos tóxicos no trabalho em sequência.
O terceiro desses relacionamentos foi o pior,
E deixou ela muito mal.
A Fran conta que,
Do ponto de vista profissional,
A relação com o chefe até que funcionava,
Mas a relação pessoal era péssima.
Ela se sentia intimidada,
Pressionada,
Ouviu até palavras ofensivas dele.
E havia também uma grande dificuldade dela em receber feedbacks quando algo no seu trabalho precisava melhorar.
Ela ficava péssima com esses retornos,
Com medo de ser demitida e achando que tudo que dava errado no trabalho era por sua culpa.
Aí teve um momento em que ela estava tão perturbada que não conseguia mais trabalhar e acabou sendo demitida.
E a pergunta que ela se fazia depois de passar os últimos anos em relacionamentos tóxicos era por quê?
Por que apareceram aqueles três homens tão difíceis na vida dela e em seguida,
Como um pesadelo que nunca termina?
E a Fran foi em busca da resposta.
Ela procurou trabalhos de autoconhecimento,
Uma terapia,
E a primeira coisa que ela percebeu é que estava num padrão de vitimização,
De se ver como a coitadinha que atrai chefes malvados,
Pessoas que são grossas com ela.
E indo ainda mais fundo,
A Fran viu uma conexão entre esses relacionamentos e a relação que ela tinha com o pai.
Ela conta que o pai era um homem que dava tudo de material para a família,
Mas emocionalmente era distante.
Não era de dar amor nem atenção.
E era um pai rigoroso também,
Crítico,
Que cobrava os filhos.
A Fran desejava muito reconhecimento e aprovação desse pai,
Mas ela não teve isso.
E aí um forte sentimento de carência ficou gravado no inconsciente dela.
Um desejo de reconhecimento que também,
Inconscientemente,
Ela projetou nos relacionamentos com aqueles três homens que tinham um poder de autoridade na vida dela.
E aí,
Além de não darem esse reconhecimento,
Eles também eram críticos como o pai dela.
Por isso foram relacionamentos tão dolorosos para a Fran.
Outras pessoas não se sentiam tão abaladas com os modos daqueles chefes,
Mas para a Fran aquilo mexia com sentimentos profundos.
A questão agora é,
O que fazer com isso?
O que fazer quando a gente então descobre o que em nós influencia situações que se repetem na nossa vida?
Olha,
Eu acho que a primeira atitude é nos perdoar.
Porque a gente tem aquela nossa tendência básica ao auto julgamento e pode ficar com umas noias do tipo,
Eu estou fazendo tudo errado,
A culpa é toda minha,
Etc e tal.
Vamos parar com isso,
Não é?
Não é justo a gente fazer isso com a gente mesma.
Vamos lembrar que a base dos nossos padrões de comportamento se estruturou na infância,
Quando nós éramos realmente muito vulneráveis,
Muito indefesos.
Não tínhamos maturidade para compreender a vida nem as atitudes das outras pessoas.
A gente só estava tentando instintivamente se proteger da dor e se sentir amada.
Então,
Perdoe-se.
Você não esteve fazendo nada errado.
Certo e errado são conceitos da nossa visão dualista das coisas,
Não é?
Exploramos isso no episódio 39.
Você só esteve fazendo o melhor que pôde,
Dado o entendimento que você tinha da vida e as condições que tinha para lidar com as situações.
Todos nós fazemos o melhor que podemos e sabemos nas condições que temos.
Você não tem culpa de as situações se repetirem na sua vida.
Troque a palavra culpa por responsabilidade.
São coisas diferentes.
Culpa é uma sentença,
É uma condenação,
Mas a responsabilidade é a habilidade de responder à situação.
Assumir responsabilidade é como dizer eu posso dar uma resposta para isso,
Eu posso mudar isso,
Eu posso mudar o padrão de comportamento que tem feito essa situação se repetir na minha vida.
E é isso que os protagonistas das nossas histórias estão buscando fazer.
O Conrado entende que precisa dizer não para as pessoas.
Elas podem ter ficado mal acostumadas por ele largar tudo que está fazendo para ajudá-las com alguma coisa,
Não é?
Então imagine quantos não ele vai ter que dizer para ajustar isso.
E não tem sido fácil.
Ele diz que se sente mal por dizer não.
Então vai ser preciso também olhar para a crença que está por trás desse comportamento.
Uma crença talvez de que os outros devem vir em primeiro lugar.
O caminho para uma mudança do padrão de comportamento passa pela flexibilização dessa crença,
Que não reflete a realidade no sentido mais amplo.
Os outros podem vir em primeiro lugar em algumas circunstâncias,
Mas não todas.
E seja como for,
As necessidades do Conrado também devem vir em primeiro lugar.
Assim ele vai poder colocar foco nos seus estudos,
Nos seus compromissos e merecidamente se formar na Faculdade de Biotecnologia.
O Júnior,
Que se incomoda com a falta de empatia das pessoas,
Ele está exercitando não ter expectativas sobre o comportamento dos outros.
Ele diz que tem procurado aceitar que nem todos são receptivos ao otimismo dele,
Ao seu bom humor,
À sua maneira cordial de se relacionar com todo mundo,
Que tem procurado aceitar que as pessoas são diferentes e podem não ter o mesmo comportamento que ele tem nos relacionamentos.
Se elas responderem positivamente ao jeito dele,
Ótimo.
Se não responderem,
Isso não pode abalar a confiança nele mesmo.
O Júnior diz que está engatinhando nisso ainda,
Que tem muito o que aprender.
Mas com certeza,
Não depender da aprovação dos outros,
Nem se sentir incomodado com a falta de empatia em algumas pessoas,
É o caminho para ele não ver mais dementadores na sua vida.
E a Fran,
Depois de passar por todo um processo de autoconhecimento e identificar a causa do seu comportamento de autovitimização,
Ela começou a mudar algumas coisas na sua vida.
Não ficar mais esperando o reconhecimento dos chefes,
Sejam eles homens ou mulheres,
Pessoas bacanas ou difíceis.
Hoje ela se preocupa em fazer o seu trabalho da melhor forma possível,
E também parou de se culpar quando algo sai errado,
Já que as coisas que dão errado numa empresa dependem de uma série de fatores,
E não só do trabalho dela.
A Fran está buscando construir um senso de autoconfiança que até então ela não tinha.
E tendo mais autoconfiança,
Ela não vai mais se sentir diminuída quando alguém for crítico e grosseiro com ela.
E para terminar,
Eu deixo aqui algo para a gente pensar sobre as situações incômodas,
Dolorosas e desconcertantes que se repetem na nossa vida.
Se essas situações em algum momento se tornam insustentáveis e obrigam a gente a se olhar,
Se entender e mudar o que não está funcionando,
Quem sabe então essas situações sejam,
Na verdade,
Oportunidades de crescimento que se repetem.
Que você esteja em paz.
Um abraço.
Conheça seu professor
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