
Respiração Consciente: Organizar e Elevar a Energia
Nesta aula vamos trabalhar o prāṇa, a energia vital, de forma consciente e estruturada. A prática combina algumas técnicas de respiração promovendo a estabilidade do sistema nervoso, o equilíbrio entre os canais energéticos e sustentação para a elevação do prāṇa. Uma prática sutil de Yoga (sem posturas) que desperta a energia sem excessos, organiza o fluxo respiratório e prepara corpo e mente para estados mais atentos e elevados de consciência. Uma boa prática. Namaste.
Transcrição
Olá!
Namastê!
Bem-vinda,
Bem-vindo a esta prática sutil de yoga,
Ou seja,
Uma prática de pranayama.
Pranayama são os exercícios respiratórios do yoga para elevação da energia sutil.
Quando o corpo já não está mais ocupado em eliminar os excessos ou em conter o calor interno,
A energia vital ela pode se reorganizar com mais clareza e sensibilidade.
Essa aula,
Então,
Tem como objetivo refinar essa relação entre a respiração,
A energia e a mente.
Nosso foco hoje é em organizar e equilibrar o campo energético,
Criando condições para que a energia se eleve de forma natural,
Tranquila e principalmente sustentável.
Uma aula com pouco esforço,
Mas muita escuta interna para que a gente possa reduzir os ruídos internos e conquistarmos estados de presença,
Mais clareza e consciência.
Então,
Vamos lá?
Uma boa prática.
Namastê!
Para iniciar a nossa prática,
Eu quero te convidar a se sentar de uma forma confortável.
Você pode escolher a sua postura meditativa,
Sentando-se em um bloquinho ou almofada,
Encostando na parede ou,
Como eu estou aqui,
Sentado em uma cadeira.
Mas,
Não adianta sentar na cadeira e pendurar para trás.
É importante que os dois pés estejam bem firmes no chão e a sua coluna alinhada.
Hoje,
Nós vamos trabalhar com o Ñana Mudra,
Conectando polegares e indicadores.
Mas,
Antes disso,
Eu quero te convidar para chegar traseiramente para o corpo,
Para esse momento.
Então,
Traz as suas mãos unidas,
Frente do coração,
Feche os olhos um pouquinho,
Observa como você está.
Traz uma inspiração profunda,
Solta o ar devagar pela boca e,
Se fizer sentido,
O empurra para ombro.
Inspira profundo.
Agora,
Conecta polegares e indicadores,
Como se você estivesse segurando uma folha de papel entre os dedos e pouse as suas mãos sobre as pernas ou os joelhos.
As palmas podem ficar voltadas para cima ou para baixo.
O importante é que os ombros estejam relaxados,
A coluna ereta,
O coração gentilmente aberto.
Relaxa o rosto,
Traz aquele sorriso para os lados e toda a atenção agora na respiração.
Começa percebendo as sensações da tua respiração.
Talvez a temperatura do ar,
O ritmo,
A intensidade,
Qual a sensação que te chama mais a atenção?
Observa como só olhar para a respiração já muda a maneira como ela acontece.
E a gente aproveita esse primeiro estímulo,
Essa tomada de consciência,
Para começar a respirar com consciência.
E a nossa prática começa com o Jai,
A respiração vitoriosa.
O Jai,
A raiz,
O Yudi,
Significa conquistar.
Embora seja uma técnica de pranayama,
Esse tipo de respiração pode surgir espontaneamente durante a meditação,
Ou ainda pode nos ajudar em outros exercícios de respiração.
Então,
Se você já conhece o Jai,
Faz a ativação da glote e começa a controlar a entrada e a saída do ar,
Ouvindo aquele sussurro suave,
Bem baixinho.
Se você ainda não conhece,
Começa inspirando pelas narinhas.
Solta o ar pela boca como se você fosse embaçar um espelho.
Para embaçar o espelho,
Você ativou a glote.
Mantenha essa ativação e tenta usar essa ativação para regular a entrada e a saída do ar.
Não vale raspar na garganta,
Nem forçar demais.
Se você já conhece,
Lembra que o som acontece tanto na inspiração como na exalação.
O Jai aumenta o foco da mente,
Estimula a circulação do prana nas nades,
Os nossos canais energéticos e também elimina tensões corporais,
Porque estimula o fluxo,
A força do prana,
Da força vital.
Vamos fazer isso por dois minutos.
Não se preocupa com o tempo,
Eu cuido disso para você.
Se a tua mente se distrair,
Traz ela de volta para a respiração.
Usa o som da respiração como um mantra interno de concentração.
Agora que você já encontrou o ritmo,
Já está mais familiarizada com a técnica,
O som já está presente ali no controle respiratório.
Vamos dar início ao segundo exercício de hoje,
Chamado Viloma Paranayama I.
Viloma significa inverso,
Contrário.
E essa técnica recebe esse nome porque a maneira de respirar é oposta à natural.
Em Viloma I,
Vamos fazer sucessivas paradas antes de encher por completo os pulmões com ar.
E por que isso?
Para que você tenha um maior controle do processo respiratório.
Essa técnica vai te ajudar muito nesse domínio da tua respiração.
E ela também é maravilhosa porque expande a estrutura ósseo muscular da caixa torácica.
No começo pode ser um pouquinho difícil,
Mas com calma e paciência vamos aprender,
Vamos dominando a técnica até que fique muito mais fácil respirar de forma consciente e profunda.
Você vai então esvaziar por completo os seus pulmões.
E vamos juntas para começar.
Inspira,
Um,
Dois.
Kumbhaka,
Retenção.
Você segura por dois matas,
Dois tempos,
Um,
Dois.
E continua enchendo os pulmões,
Um,
Dois,
Sempre pelas narinas.
Segura mais um pouquinho com os pulmões cheios e então termina por completo até sentir a parte alta dos pulmões totalmente cheias.
Segura por mais dois tempos.
E então expira com suavidade,
Como no Ujjayi,
Com aquele sussurro.
Sem pausas nem retenções,
Exalação lenta e contínua.
Ao terminar,
Começamos de novo.
Inspira,
Um,
Dois,
Pausa.
Continua enchendo,
Um,
Dois,
Pausa.
Enche o máximo que puder,
Pausa.
E então solta bem devagar,
De seis a dez tempos para essa exalação.
Vamos mais um ciclo juntos.
Inspira,
Um,
Dois,
Pausa.
Um,
Dois,
Pausa.
Vai expandindo,
Vai crescendo,
Um,
Dois,
Segura por completo.
E então solta o ar de seis a dez tempos,
Sem pausas nem retenções.
E agora você vai continuar sozinho.
Tente manter a tua mente presente,
Mas se na distração acontecer,
Tudo bem.
É só retornar para o exercício.
Então é até mais um ciclo,
Sem pressa.
Termina o que você está fazendo,
Faz mais um.
Ao terminar,
Deixa que a tua respiração aconteça naturalmente,
Observando os efeitos deste pranayama sobre o corpo-mente.
Se a postura que você escolheu não está tão confortável assim,
Você sente que precisa se ajustar,
Faz isso agora.
O corpo confortável,
A atenção segue na respiração.
No nosso terceiro e último exercício de hoje,
Nadi Shodhana Pranayama,
A respiração alternada.
O nome Nadi Shodhana significa purificação das nadis,
Dos canais de energia.
E é um dos respiratórios mais importantes do Yoga,
Porque ele promove o Butta,
Butta Shudi,
Que é essa purificação do corpo,
Dos elementos sutis do corpo.
E que isso nessa purificação é um requisito indispensável,
Um preliminar para práticas mais avançadas.
A tua mão esquerda vai seguir repousando sobre o joelho.
A mão direita vai vir para próximo do rosto.
E agora a gente muda o gesto.
Você pode fazer Vishnu Mudra,
Trazendo o dedo médio indicador na palma da mão.
Se quiser,
Abre os olhos para ver como isso se comporta na tua mão.
Virando a palma da mão para o rosto,
A gente vai usar o anular e o polegar.
Ou ainda,
Você pode usar o dedo médio indicador para fazer uma suave pressão no teu terceiro olho.
Escolhe o teu gesto.
Fecha os olhos novamente,
Trazendo as mãos para próxima das suas narinas.
Então,
Inspira livre por ambas as narinas.
Expira livre por ambas as narinas.
O polegar da mão direita vai fechar a narina direita.
E você vai inspirar somente pelo lado esquerdo.
Pulmões cheios.
Fecha a narina esquerda,
As duas fechadas.
Retém o ar com os pulmões cheios.
Abre a narina direita e solta.
Pulmões vazios,
Nós vamos inspirar pela mesma narina à direita.
E é só com os pulmões cheios que nós trocamos,
Fechando as duas,
Uma pausa.
Abre a esquerda e expira.
Se você já conhece o exercício,
Agora pode seguir sozinha.
Se você não conhece,
Ainda está muito difícil,
Vamos juntas mais um ciclo.
Inspira a esquerda.
Fecha.
Segura.
Abra a direita,
Solta.
Inspira a direita.
Fecha as duas,
Segura.
Abre a esquerda,
Solta.
E agora é só seguir.
Sugestões de tempo,
Matras.
Para quem está começando,
Só se preocupa em alternar.
Inspira,
Troca,
Solta.
Inspira,
Troca,
Solta.
Se você já faz,
Já tem habilidade,
Você vai usar o matra,
O tempo de 1,
1,
2.
Isso significa inspirar em 4,
5 ou 6 ou 7 ou 8,
Você escolhe o tempo.
Você retém no mesmo tempo que você inspirou.
E você solta o ar no dobro do tempo da inspiração e da retenção.
Por isso é 1,
1 para 2.
Inspiração e retenção exatamente iguais,
Exalação duplicada.
Não se preocupa com o tempo,
Foque apenas no exercício.
Já já eu te convido para finalizar.
Totalmente atenta a tudo o que está acontecendo da pele para dentro.
Agora você vai direcionando para o final.
Nós começamos pela narina esquerda,
Vamos terminar pela narina esquerda.
Ao terminar,
Sem pressa,
Alaxe a tua mão sobre a perna.
Mantenha os olhos fechados,
A respiração fluindo de forma livre,
Espontânea e natural.
Você essa axe a consciência testemunha.
Sem reprimir,
Sem se apegar,
Observe o movimento do pensar.
Atenta aos espaços de silêncio entre os pensamentos.
Momento de contemplação.
Agora,
Trazendo de volta a atenção para a respiração.
Sente novamente as sensações da respiração.
E pode fazer algumas respirações mais profundas,
Sinalizando para o teu corpo que é hora de voltar.
Sente os braços,
As mãos.
Então vamos inspirar levando os braços,
Acordando o corpo,
A coluna,
Junta as mãos lá em cima.
E na expiração,
Nos preparamos para terminar essa prática trazendo as mãos unidas frente do coração.
E se fizer sentido para você,
Entoando o mantra da paz.
Inspira profundo.
Om Shanti,
Shanti,
Shanti.
Namastê.
Conheça seu professor
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