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O Gênio da Garrafa - História Infantil

by Julio Lins

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Avaliação
4.9
Group
Atividade
Meditação
Indicado para
Crianças
Plays
47.1k

Essa história tradicional, contada de maneira relaxante pelo professor Júlio Lins, incentiva o estudo e a curiosidade das crianças. O Gênio da Garrafa, leitura clássica dos contos de fadas registrada pelos irmãos Grimm, traz elementos como o estudo e amor pelos pais. Após a história há uma breve sugestão de imaginação com os olhos fechados e a música continua tocando alguns minutos.

Transcrição

Olá,

Eu sou o Júlio Lins,

Eu sou médico e professor de meditação,

Ensino meditações também para criança dormir e hoje eu vou estar contando uma história para você,

Essa é uma história clássica que foi contada por muitas gerações até que foi registrada pelos irmãos Grimm.

O nome da história?

O gênio na garrafa.

Era uma vez um pobre lenhador que trabalhava desde a manhã até a noite fechada,

Quando finalmente ele conseguiu juntar um pouco de dinheiro disse ao seu menino,

Você é meu filho único e quero aplicar o meu dinheiro que ganhei com o suor do meu rosto na sua instrução,

Se você aprender alguma coisa que preste poderá me sustentar na minha velhice,

Quando os meus membros estiverem endurecidos e eu tiver e ficar sentado em casa.

Então o menino foi para uma boa escola e estudou com afinco,

De modo que seus mestres o elogiavam e ficou algum tempo por ali,

Ele terminou um par de cursos mas ainda não tinha se informado em tudo,

Quando aconteceu que o pouco dinheiro que o pai economizara se acabou e ele teve de voltar para casa,

Disse o pai tristonho,

Não posso dar-lhe mais nada e com esta carestia não consigo tão pouco ganhar nem um vintem a mais que para o pão de cada dia.

Querido pai,

Respondeu o filho,

Não se preocupe com isso,

Se Deus quiser tudo terá sido para melhor,

Eu vou me arranjar.

Quando o pai ia sair para a floresta para ganhar alguma coisa com a lenha preparada o filho disse,

Pai eu quero ir com você e ajudá-lo,

Sim meu filho disse o pai,

Mas isso lhe será muito difícil,

Você não está acostumado ao trabalho duro e não vai aguentar,

Além disso eu não tenho machado sobrando e nem dinheiro para poder comprar um novo.

Vá procurar o vizinho,

Respondeu o filho,

Ele emprestará o seu machado até que eu possa ganhar o bastante para comprar um para mim.

Então o pai tomou o machado emprestado do vizinho e no dia seguinte de manhã cedinho os dois saíram para a floresta juntos.

O filho ajudou o pai com esforço e animado sem se cansar e quando o sol estava a pique sobre eles o pai falou,

Vamos descansar e almoçar,

Depois o trabalho rende o dobro.

O filho pegou o seu pedaço de pão e disse,

Descanse pai,

Eu não estou fatigado,

Quero passear um pouco pela floresta e procurar ninhos de passarinho.

Ô rapastrulo,

Disse o pai,

Para que eu vou ficar correndo de um lado para o outro só para ficar cansado e depois não poder erguer o braço?

Fique aqui sentado ao meu lado.

Mas o filho se emprenhou na floresta,

Comeu o seu pão,

Muito contente e espiou por entre os galhos a ver se encontrava algum ninho.

Ouvindo o canto dos pássaros,

Sentindo a brisa do vento,

Os cheiros das plantas,

As belezas das flores,

Tantas cores lindas,

Os detalhes das cascas das árvores,

As cores lindas das flores,

Ouvindo o canto dos pássaros e observando a beleza das árvores,

Tantas folhas.

Assim ele andou de um lado para o outro,

Até que chegou um grande carvalho que devia ter muitos séculos de idade e cujo tronco cinco homens não poderiam abraçar.

Ele disse,

Aqui muitos pássaros devem ter construído seus ninhos.

Mas aí,

Pareceu-lhe de repente ouvir uma voz,

Prestou atenção e ouviu gritar em tom bastante abafado,

Deixe-me sair,

Deixe-me sair.

Olhou em volta e não conseguiu ver nada,

Mas pareceu-lhe que a voz saía de dentro da terra.

Então gritou,

Onde está você?

A voz respondeu,

Estou encalhado aqui debaixo,

Junto das raízes,

Deixe-me sair,

Deixe-me sair.

Começou a cavocar debaixo da árvore e a procurar entre as raízes,

Até que por fim encontrou no pequeno desvão uma garrafa de vidro e segurou a contraluz e então viu lá dentro uma coisa que parecia um sapo pulando para cima e para baixo.

Deixe-me sair,

Deixe-me sair,

Ouviu de novo.

E o garoto que não desconfiava de nada de mal,

Tirou a rolha da garrafa e imediatamente escapou de um gênio que começou a crescer.

E cresceu tão grande que em poucos instantes surgiu diante do estudante uma figura terrificante,

Do tamanho de metade da árvore.

Sabe,

Horrorou a aparição em voz apavorante,

Qual é o seu prêmio por ter-me libertado?

Não,

Respondeu o estudante sem se assustar,

Como poderia saber disso?

Então eu lhe direi,

Gritou o gênio,

Vou quebrar-lhe o pescoço em troca disso.

Isso você devia ter me dito antes,

Aí eu teria deixado lá dentro,

Mas minha cabeça tem de crescer no seu lugar.

A recompensa merecida,

Esta você vai ganhar,

Gritou o gênio,

Ou pensa que foi por benevolência que me deixaram trancado dentro da garrafa por tanto tempo.

Foi por castigo,

Eu sou o poderoso Mercúrios,

Quem me soltar terá o pescoço quebrado.

Mais devagar,

Respondeu o estudante,

As coisas não vão assim tão depressinha,

Primeiro eu preciso ter certeza de que você com este tamanho todo estava de fato dentro desta pequena garrafa e de que você é o gênio verdadeiro.

Se você puder entrar e caber lá dentro de novo,

Então vou acreditar e poderá fazer comigo o que quiser.

O gênio falou cheio de arrogância,

Isto não é problema,

E começou a se encolher e ficou tão fino e pequeno como estivera antes,

De modo que se enfiou pela mesma abertura no gargalo para dentro da garrafa,

Mas nem bem ele estava lá dentro,

O estudante tampou depressa a garrafa com a mesma arrulha,

Pois a garrafa de volta no antigo lugar e o gênio foi logrado.

Agora o estudante queria voltar para junto do gênio,

Mas o gênio gritou muito lamentoso,

Deixe-me sair,

Oh,

Deixe-me sair.

Não,

Respondeu o estudante,

Você iria me esganar como da primeira vez.

Você está a ponto de perder sua própria felicidade,

Disse o gênio,

Eu não lhe farei mal,

Mas vou recompensá-lo ricamente.

O estudante pensou,

Vou tentar,

Quem sabe ele mantém a palavra e eu não deixaria que ele me faça mal.

Então tirou a arrulha e o gênio saiu como da primeira vez,

Espreguiçou-se e ficou do tamanho de um gigante.

Agora você terá a sua recompensa,

Disse ele,

Entregando ao estudante um pequeno pano que parecia um emplastro.

E continuou,

Se você esfregar um ferimento com a ponta dele,

A ferida se fechará,

E se esfregar ferro ou aço com a outra ponta,

O metal se transformará em prata.

Precisa experimentar isso,

Disse o estudante.

Pegou seu machado,

Feriu a casca de uma árvore com ele e esfregou o corte com uma ponta do emplastro.

Imediatamente o corte se fechou e a casca sarou.

Muito bem,

A coisa funciona,

Disse ele ao gênio.

Agora podemos nos separar.

O gênio agradeceu-lhe pela sua libertação e o estudante agradeceu ao gênio pelo presente e voltou para junto do pai.

— Por onde você andou passeando?

Perguntou o pai.

— Por que esqueceu o trabalho?

— Bem que eu disse logo que você não seria capaz de fazer coisa alguma.

— Não se zangue,

Pai,

Eu vou alcançá-lo.

— Sim,

Alcançar,

Alcançar,

Disse o pai irritado.

— Isso não é tão fácil.

— Pois presta atenção,

Pai,

Eu vou derrubar essa árvore aqui tão bem que ela vai tombar com um estrondo.

Então ele pegou o seu machado,

Esfregou-o com o emplastro e desferiu um poçante machadara na árvore.

Mas como o ferro tinha virado a prata,

A lâmina perdeu todo o corte.

— Ei,

Pai,

Veja que machado ruim você me deu.

Ele entortou todo com o primeiro golpe.

O pai assustou-se e disse,

— Ai,

O que você fez?

Agora terei de pagar pelo machado e não sei como nem com o que.

É esta vontade que me traz o seu trabalho?

— Não se zangue,

Pai,

Respondeu o filho,

Eu vou pagar pelo machado.

— Oh,

Seu bobalhão,

Explicou o pai,

Com que você vai pagá-lo se não tem nada além do que lhe dou?

Tolices de estudante,

É só o que tem na cabeça.

Mas de cortar lenha você não entende nada.

Dali a pouco o estudante disse,

— Pai,

Agora que eu não posso trabalhar mais mesmo,

É melhor que encerremos a jornada e vamos para casa.

— Qual o quê?

Respondeu o pai,

— Você pensa que eu quero cruzar os braços no colo como você?

Eu ainda preciso trabalhar,

Mas você pode se mandar para casa.

— Pai,

É a primeira vez que eu estou aqui no meio da floresta,

Não sei achar o caminho de volta para casa sozinho.

Venha comigo.

Como a sua cólera já se acalmara,

O pai deixou-se com a vadia e voltou com o filho para casa.

Então lhe disse,

— Vai vendo o machado estragado e veja o que pode conseguir por ele.

Vou tratar de ganhar diferença com o meu trabalho para pagar o vizinho.

No dia seguinte,

O filho pegou o machado e levou-o à cidade e a um ourives.

Este fez a prova,

Colocou o machado na balança e disse,

— Ele vale quatrocentos talhers.

— Eu não tenho tanto dinheiro para pagar a vista.

O estudante falou,

— Dê-me o quanto tiver em dinheiro,

Eu espero pelo restante em confiança.

O ourives pagou-lhe trezentos talhers e ficou devendo cem.

Com isso,

O estudante voltou para casa e disse,

— Pai,

Eu tenho dinheiro.

— Pai,

Eu tenho dinheiro.

Vá e pergunte o que o vizinho quer pelo seu machado.

— Isso eu já sei,

Disse o pai,

Um talher e seis décimos.

Então,

Dê-lhe dois talhers e doze décimos.

Isto é o dobro e é o suficiente.

— Está vendo,

Pai,

Eu tenho dinheiro de sobra.

E com isso ele entregou ao pai cem talhers e disse,

— Nunca mais vai lhe faltar nada,

Pai.

Viva agora em conforto.

— Meu Deus,

Disse o velho,

Como foi que lhe veio essa riqueza?

Então,

O filho contou-lhe como tudo acontecera,

Como ele,

Confiante na sorte,

Fizera tão rico o achado.

Mas com o dinheiro que sobrou,

O rapaz voltou para a escola superior e continuou e continuou a estudar.

E como podia curar todos os ferimentos com seu implástico,

Ele tornou-se o médico mais famoso do mundo inteiro.

Agora você pode,

De olhos fechados,

Imaginar a história.

Enquanto dá boa noite,

Boa noite ao seu pé,

Boa noite,

Pezinho,

Boa noite,

Mãozinha,

Boa noite,

Perninha.

Agora você pode,

De olhos fechados,

Imaginar o caminho dele.

Enquanto estudou,

Curou,

Você vai imaginando.

Boa noite.

E a música vai continuar tocando enquanto você,

De olhos fechados,

Vai imaginando.

4.9 (416)

Avaliações Recentes

Sónia

January 3, 2026

Sempre maravilhoso ouvir esta história. Os meus filhos adoram. Gratidão 🙏🏽😊

Danilo

May 28, 2025

Sua história é muito boa eu adorei principalmente na parte em que o menino encontra o gênio você é um ótimo professor de meditação

Marcelle

February 3, 2025

Filha dormiu rapidinho 🥰

Pri

September 16, 2024

Sempre muito bom ! Aqui em casa todos adoram suas meditações! Meu filho só dorme te ouvindo!

리즈

November 15, 2023

incrível, ouço todo dia antes de dormir

Adriana

June 22, 2023

Ótimo

Brunna

May 13, 2023

Muito bom! Obrigada! 💖

Carla

March 10, 2023

Adorei!!

Carolina

February 28, 2023

Minha filha coloca todos os dias antes de dormir. Isso ajuda ela porque algumas vezes tem dificuldade para dormir, mas só que com essa meditação, ela dorme rapidinho!

Lolo

February 13, 2023

Muito boa amei essa meditação sempre escuto antes de dormir

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